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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Copa de 2014: o setor de TICs chutado para escanteio!

A Câmara Americana do Comércio (Amcham) realizou recentemente um debate sobre as “TICs para os Megaeventos Esportivos”, no qual tive a oportunidade de participar como mediador em um painel sobre como o país está se preparando na área de TICs para a Copa do Mundo de 2014.

Na ocasião, ainda estavam dispostos para o debate Artur Coimbra de Oliveira, diretor do Departamento de Banda Larga do Ministério das Comunicações, João Moura, presidente executivo da TelComp – associação das operadoras de telecomunicações; e Rodrigo Meira, assessor do Ministério dos Esportes.

Em um debate envolvendo todos os protagonistas do processo, incluindo membros do governo e representantes das entidades privadas de TI e Telecom, tornou-se essencial fazer um primeiro balanço da evolução da preparação do país no que diz respeito ao uso de recursos de TICs para a Copa do Mundo. Ainda, este tipo de debate é oportuno e urgente, visto que se for necessário efetuar alguma correção na rota traçada pelo governo, o prazo para identificar as mudanças necessárias e ainda colocá-las em prática a tempo está praticamente se esgotando.

O prazo prometido pelo governo para a conclusão de todas as obras e serviços necessários à Copa do Mundo é dezembro de 2013, exatos seis meses antes do início do evento. Ainda, foi informado pelo representante do Ministério das Comunicações que a largura de banda necessária para a transmissão dos jogos, fixada pela FIFA em 20 Gigabits/segundo, já existe. Inclusive, até a Copa, a capacidade de conexão internacional do país deve atingir a marca de 2 Terabytes/segundo.

Segundo o representante do Ministério dos Esportes, a realização da Copa do Mundo no país tem, entre seus objetivos, a função de mobilizar e promover o país, gerar um salto de qualidade nos serviços envolvidos no evento (TICs, turismo etc.), construir arenas multiuso de classe mundial e modernizar a infraestrutura do país.

Para tanto, o planejamento do Governo dividiu as obras em três ciclos. O primeiro ciclo, já em pleno desenvolvimento, inclui todos os elementos que exigem investimentos que levam grandes prazos para serem realizados, como a própria construção dos estádios. O segundo ciclo inclui os recursos que podem ser implementados em prazo menor, como as questões relacionadas a transporte, segurança pública, turismo e TICs, enquanto o terceiro e último ciclo corresponde à operação do evento propriamente dito, durante os trinta dias em que a Copa estará sendo disputada.

No entanto, como protagonistas no setor de longa data, sabemos que qualquer projeto de TICs que pretenda deixar um legado, não pode ser executado sem a disponibilidade de um prazo considerável. Esse tratamento dado pelo governo às TICs foi comparado, durante o debate, ao tratamento que é dispensado aos móveis e decoração dos estádios e demais locais envolvidos na Copa: só depois de todas as obras civis prontas e inauguradas é que esses gastos serão autorizados, e a entrega se dará em curto prazo, eliminando a chance de dispor de grandes e importantes projetos para o desenvolvimento do setor e absorção da tecnologia.

Inclusive, o presidente da Telcomp foi muito feliz ao afirmar que, para tornar realidade o legado positivo que o governo promete deixar para o país após o mega-evento, não é possível deixar os planos de implementação dos recursos de TICs para a última hora.

Outro aspecto que ficou claro durante o debate é que a área de TICs não está sendo contemplada como parte do projeto básico apresentado pelos construtores para a obtenção dos recursos financeiros para a construção das arenas. Nem os órgãos de governo, notadamente o BNDES, exigem que a área de TICs seja considerada nos projetos, para sua análise e liberação de verbas.

Ou seja, os recursos de TICs serão tratados às pressas, à véspera da inauguração de cada arena, não apenas aumentando custos, mas deixando de aproveitar a oportunidade de integrar as arenas entre si, e com os demais locais envolvidos no evento, como centros de treinamento e centros de controle.

Na área de TICs, o legado planejado inclui o “desenvolvimento local de conteúdo específico para a Copa do Mundo”. Embora este item seja parte dos objetivos elencados pelo governo, até o momento não há qualquer plano de ação para concretizá-lo, muito menos ações específicas em andamento.

Dessa forma, não nos resta outra forma de concluir que, infelizmente, em função do avançado dos prazos, esta oportunidade já está praticamente perdida para o país.Ou seja, efetivamente o setor de TICs foi chutado para escanteio nesta nossa Copa do Mundo.

Fonte: http://www.tiinside.com.br - por: Roberto Carlos Mayer é vice-presidente de Relações Públicas da Assespro Nacional e representante do Brasil junto à ALETI (Federação Ibero-Americana das Entidades de TI) e diretor da MBI.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

FINEP vai destinar R$ 100 milhões para projetos ligados à Copa e Olimpíadas.

A FINEP vai liberar um orçamento de R$ 100 milhões para projetos de tecnologia da informação relacionados à Copa de 2014 e aos Jogos Olímpicos do Rio em 2016. Os recursos serão aplicados na área de TIC (Tecnologia da Informação e Comunicação) e irão privilegiar propostas que possam gerar tecnologia nacional inovadora e competitiva no mercado global.

Segundo o presidente da FINEP, Glauco Arbix, a iniciativa está inserida em uma proposta maior de governo voltada para os dois megaeventos que ocorrem no Brasil.
Virgílio Fernandes, Secretário de Política e Informática do MCT, disse que as exigências de alocação dos recursos estarão ligadas à ampliação da integração universidade-empresa, o uso de tecnologias de software em plataformas abertas e a participação de múltiplas empresas de várias regiões do país. Vamos aguardar!!!!

Copa do Mundo de 2014, Olimpíadas 2016 & Tecnologia

Se as Olimpíadas de Vancouver 2010, são conhecidas como “first all IP-based Games” e as Olimpíadas de London 2012 como “Games for the Connected World”, os eventos da Copa do Mundo de 2014 no Brasil e as Olimpíadas de 2016 na cidade do Rio de Janeiro serão os eventos dominados pela Mobilidade. Nesta época estaremos vivendo uma plena Revolução Digital comandada pela Telefonia Móvel e a Internet Móvel.

A Copa do Mundo de 2014 será caracterizada pelo compartilhamento e disseminação da informação através da tecnologia móvel que irá transformar nossa sociedade em uma rede global móvel. Este evento deverá levar vantagem plena de todas as oportunidades oferecidas pela Revolução Digital, Tecnologia de Informação e novas Mídias. Neste evento, de forma mais forte do que aconteceu na Alemanha em 2006, o conteúdo deverá ser disseminado em todas as mídias possíveis.

As futuras estratégias e formatos de realizações de eventos esportivos devem ser planejadas de acordo com a massificação das novas oportunidades de conectividade e as mudanças trazidas por esta Revolução Digital. O COI (IOC – International Olympic Committee) – responsável pela realização dos Jogos Olímpicos – já identificou a importância da Tecnologia Digital nos grandes eventos esportivos. Ao contrário do COI, a FIFA (Fédération Internationale de Football Association), na organização do evento de Copa do Mundo, ainda continua muito focada apenas na “figura” do Estádio como elemento central do evento, mas isto já esta mudando.

Apesar disto, o evento Copa do Mundo – maior evento de mídia do planeta – sempre esteve ligado à inovação tecnológica no que se refer a mídia. Em 1996, a Europa assistiu aos jogos ao vivo via transmitido por satélite. Em 1970, na Copa do México, o mundo viu a primeira transmissão dos jogos a cores. Em 1974, a transmissão chegou aqui no Brasil por telões em praças públicas.

Em 1998, a França emplacou a primeira transmissão digital em larga escala. Na Copa de 2002, no Japão e Coréia do Sul foi a vez da estréia do Wi-Fi nos estádios que permitiu que uma foto de um gol tirada em campo, fôsse para a Internet 2 minutos depois. Em 2006, na Alemanha, foi inaugurada a convergência das mídias eletrônicas como rádio, TV aberta e paga, Internet e um pouco de telefonia móvel. Este mundial foi também o primeiro totalmente gerado com imagens de alta definição (HD). Atualmente, a FIFA conta com a empresa HBS (Host Broadcast Services) para todo o gerenciamento de transmissão de uma Copa do Mundo.

Em 2014 no Brasil, poderá ser vez da telefonia móvel. Tudo está sinalizando desta forma. Nesta época, as redes 3G já estarão ultrapassadas e os turistas chegarão no Brasil com dispositivos 4G (provavelmente) com alta velocidade de transmissão. Atualmente já existe um grande interesse na implantação de redes 4G no mundo com, pelo menos, 45 commitments.

As facilidades modernas de comunicações disponibilizadas para a comunicação em banda larga digital devem ser confiáveis, flexíveis, expansíveis, reusáveis, e adaptáveis à novas tecnologias. Devem ser escolhidas tecnologias padronizadas que atendam às necessidades do evento esportivo, como também, suportem as tecnologias utilizadas em diferentes países.

Suporte Estratégico de Novas Tecnologias

Para satisfazer aos requisitos de uma Copa do Mundo, a integração tecnológica e a introdução de novas tecnologias devem ser promovidas de forma a aumentar os objetivos da aplicação de altas (e novas) tecnologias no evento esportivo. Devido a abrangência geográfica nacional da Copa do Mundo de 2014, o trabalho na identificação de novas aplicações e tecnologias poderia ser coordenado de forma centralizada com o objetivo de ser aplicado em toda a Copa do Mundo brasileira. Os Jogos Olímpicos Beijing 2008 na China teve um projeto dedicado unicamente a buscar a inovação em alta tecnologia para seus Jogos chamado “Beijing 2-4-8 Major Innovation Project“.

Aumentar a utilização de alta tecnologia em projetos de Copa do Mundo é fundamental em áreas como transporte, proteção ambiental, energia limpa, estádios e facilidades, TI e telecomunicações, segurança, controle de doping, e as cerimônias de abertura e fechamento da Copa. Em eventos esportivos recentes, os organizadores têm apostado na aplicação de tecnologias 3S (i.e., sistema de sensoriamento remoto, GIS e GPS), transporte inteligente, utilização aquecimento limpo, micro-satélites, nanotecnologia, e bio-chips, entre outras.

Desenvolvimento de Sistemas Modernos de TIC

Desde dos Jogos Olímpicos de 2008, o grande desafio de TIC na realização de eventos de Copa do Mundo e Jogos Olímpicos é focar em um programa de um “Evento Digital” e construir uma infraestrutura de telecomunicações e de sistema de rede, para criar um ambiente favorável de TI e proporcionar excelentes serviços de informação sobre o evento esportivo. O planejamento da infraestrutura de informação e comunicações deve levar em conta as facilidades de forma unificada, para utilizar recursos de transmissão de um a forma racional, garantindo o cabeamento óptico e elétrico das redes de comunicações na Copa do Mundo.

A construção do Sistema de Informação para a Copa do Mundo 2014 deve atender aos requisitos da FIFA no que se refere aos sistemas de gerenciamento e sistemas de informação. Os Sistemas de previsão e monitoração de tempo podem ser reforçados para proporcionar informações de previsão e monitoração de tempo disponíveis e mais seguras em um evento do porte da Copa do Mundo. É importante também disponibilizar serviços de e-Commerce cobrindo a venda de tickets, turismo, propaganda, shopping entre outros.

A tecnologia de Smart Card também deverá utilizada para permitir aos fãs dos jogos que efetuem pagamentos com segurança, como também, deve ser implantada uma rede de pagamentos via cartões de crédito. Adicionalmente, deverão ser feitos esforços para levantar o nível de inteligência dos estádios e facilidades para que sejam oferecidos diversos outros serviços de informação. Atualmente, com a disseminação do Wi-Fi no mundo, é ponto importante a disponibilização desta interface nestes locais.

Deverá ser estimulada a aplicação de tecnologias sofisticadas e avançadas e o estímulo de projetos básicos para o desenvolvimento de tecnologias chave. Também deve ser estimulada a utilização de tecnologia de ponta de sistemas esportivos de grande escala, equipamentos esportivos digitais, equipamentos de mídia digital, entre outros.

No setor de estádios temos atualmente o que existe de melhor no mundo. A tônica atualmente é a utilização de redes convergentes, oferecendo uma série de serviços end-to-end, os quais incluem VoIP e Wireless LAN nos estádios entre outras tecnologias.

Com a surpreendente evolução da telefonia móvel no mundo onde alguns países já estão comprometidos com a Tecnologia 4G, a tecnologia móvel vai ser um componente extremamente diferencial na realização dos eventos esportivos futuros como a Copa do Mundo de 2014. Recentemente o Gartner Group identificou as 10 tendências da telefonia móvel para 2012. Entre elas destacam algumas que poderiam ser utilizadas em um evento esportivo do porte da Copa do Mundo, a saber: Money Transfer, Location Based Services, Mobile Payment, Near-Field Communications e, Mobile Advertising.
Na Copa do Mundo de 2006 na Alemanha, o Comitê Organizador tentou apostar na telefonia móvel mas a utilização não “decolou”. Atualmente, a tecnologia está bem mais madura, e já pode contar com o sucesso da massificação da tecnologia 3G e na disseminação dos smartphones por causa do estrondoso sucesso do iPhone. Isto sem falar no boom da banda larga móvel!

Os Jogos Olímpicos de Beijing 2008 tiveram uma cobertura de mídia via Internet sem precedentes incluindo uma significante cobertura através de aparelhos celulares. Grandes organizações de mídia como a NBC americana e a BBC inglesa ofereceram serviços dia e noite de Internet Móvel, Alertas Mobile e cobertura de Mobile Video. Motivado pelo grande sucesso e maturidade da telefonia móvel, o Comitê dos Jogos Olímpicos de Londres 2012 está querendo apropriar-se do slogan “The Mobile Games” implantando serviços móveis como o e-Commerce e e-Ticketing.

Finalmente, com o sucesso das aplicações de Social Networking na telefonia móvel é possível a sua utilização para aglutinar os fãs de diferentes nacionalidades na Copa do Mundo de 2014.

Atualmente, por exemplo, o Facebook pode ser ferramenta completa de Comunicações Unificadas mais um Repositório Multimídia que pode ser carregado no bolso em um handset agregando informações como: Atualizações de Status, Mensagens, Chamadas VoIP, Compartilhamento de Vídeos/Músicas/Fotos/Estórias, Chat, Jogos Eletrônicos e Wall Posts. Imagine a possibilidade de ter uma grande portal através do Facebook agregando os fãs da Copa do Mundo de 2014?

Fonte: com base no http://www.brasilinovacao.com.br

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Copa do Mundo traz oportunidades para pequenas empresas

Estudo aponta mapa de oportunidades de negócios e desenvolvimento empresarial para micro e pequenas empresas nos setores: Construção civil, Tecnologia da informação, Turismo e Produção associada ao turismo.

Com a seleção das doze cidades-sede para a Copa do Mundo de Futebol da FIFA em 2014, o Brasil inicia uma etapa de planejamento dos projetos necessários para a maximização dos resultados do evento para o País.

Os investimentos programados para a organização e realização da Copa do Mundo FIFA 2014 no Brasil, bem como o maior volume de movimentação econômica durante (e após) o evento, representam uma oportunidade de apropriação desses montantes pelas micro e pequenas empresas (MPEs) brasileiras situadas nos estados onde ocorrerão os jogos.

Conforme estimativas da Ernest & Young, em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV), o valor investido em obras de infraestrutura e organização do País será de R$ 22,46 bilhões.

Adicionalmente, a competição deverá injetar R$ 112,79 bilhões na economia brasileira, com a produção em cadeia de efeitos diretos, indiretos e induzidos. Estima-se que, no período de 2010 a 2014, sejam movimentados R$ 142,39 bilhões adicionais no País.

Apenas para o setor de tecnologia da informação (TI), serão necessários investimentos de R$ 309 milhões para acomodar o grande fluxo de dados associado ao megaevento.

Esse números indicam fortemente que muitas oportunidade se abrirão para empresários de vários setores. Foi pensando nisso que o Sebrae apresenta nesse primeiro estudo, exclusivamente, o mapeamento de oportunidades da Copa do Mundo 2014 para as micro e pequenas empresas nos setores de construção civil, tecnologia da informação, turismo e produção associada ao turismo em nível nacional.

Leia o estudo completo (em pdf) e acompanhe as novidades sobre o assunto no portal do Sebrae.

Fonte: http://www.sebrae.com.br