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sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Gartner diz que, agora, 'todas as empresas são empresas de tecnologia'

"A consultoria Gartner proclamou o nascimento da Economia Digital Industrial e, com ela, a ruptura definitiva do modelo tradicional de negócios."

A consultoria Gartner é conhecida por sua habilidade em identificar tendências de futuro e criar "buzzwords" (palavras da moda) para elas. Nesta semana, durante a realização do Gartner Symposium/IT Expo em Orlando, na Flórida, ela anunciou a nova tendência: o nascimento da era da Economia Industrial Digital (Digital Industrial Economy).

A nova definição para os próximos anos foi anunciada durante a abertura do evento feita pelo vice-presidente sênior do Gartner, Peter Sondergaard, para explicar a ideia de que todas as companhias, hoje, são empresas de tecnologia. Temos que nos preocupar com o poder do digital e a mudança fundamental que ele representa para os nossos negócios.

"Todo orçamento é um orçamento de TI. Toda companhia é uma companhia de TI. Todo líder de negócios está se tornando um líder digital. Toda empresa está se tornando uma empresa tecnológica. Estamos entrando na era da Economia Industrial Digital." Os profissionais de TI vão precisar prestar muita atenção a essa buzzword, porque suas ramificações são profundas e transformadoras em todos os aspectos.

A ideia de Sondergaard é que quando as tendências de mobilidade, social, big data e cloud desenvolvidas nos últimos anos forem utilizadas juntamente com sensores digitais presentes em todos os produtos que usamos, todos os prédios em que vivemos e trabalhamos e até mesmo nas roupas que vestimos, as empresas estarão imersas num mundo totalmente digital.

E isso é um fato que transcende as empresas de tecnologia e os departamentos de TI para tornar-se realidade para todas as empresas e todos os departamentos.

Por conta dessas forças, praticamente qualquer pessoa poderá criar uma ferramenta ou produto que poderá tornar-se disruptivo para um modelo de negócios. As empresas não podem simplesmente ficar sentadas e acreditar que o que quer que tenha funcionado no passado vai continuar a valer daqui para frente porque a velocidade da mudança é estonteante. E com ela a fronteira entre a TI corporativa e a TI de consumo deixa de existir.

Isso já começou com a chamada consumerização da TI. Na medida em que os usuários trazem seus dispositivos digitais e suas experiências pessoais para o ambiente de trabalho, eles exigem uma experiência corporativa semelhante à experiência pessoal. O resultado é uma linha cinzenta entre o que consideramos ferramentas corporativas e o que consideramos puramente consumidor.

"Digital é o negócio. E os negócios são digitais", afirma Sondergaard. Uma dinâmica similar à que já foi abordada pelo analista da Forrester, James McQuivey, em seu livro Digital Disruption, Unleashing the Next Wave of Innovation (Ruptura Digital, Liberando a Próxima Onda da Inovação). No livro, McQuivey argumenta que há toda uma nova geração de concorrentes que nasceram digitais e que fazem uso indiscriminado dos serviços de cloud encontrando formas de criar novos produtos rapidamente. Como diz McQuivey, qualquer companhia pode ser destruída pela concorrência digital.

Eles não se preocupam em fazer focus groups para criar um novo produto perfeito porque hoje os canais de mídia social fornecem toda a informação e feedback que necessitam da audiência e o modelo de interação rápida apoiado em tecnologias flexíveis de cloud os ajuda a responder rapidamente à demanda.

Ao fazer uma apresentação na conferência E2 em Boston, em junho passado, McQuivey usou o exemplo da escova de dentes. Como você reimaginaria uma escova de dentes num mundo digital? Bom, pra começar, colocaria sensores nela e coletaria dados sobre seus hábitos de escovação, os pontos que está deixando de cuidar, o tempo que gasta escovando etc. Esses dados poderiam ir direto para um repositório na nuvem ou você poderia compartilhá-los com seu dentista e ajudá-lo a cuidar melhor dos seus dentes. E esse é um exemplo pequeno e prosaico do que vem por aí.

E isso nos leva de volta à noção de Economia Industrial Digital que o Gartner está discutindo. Quando você imagina esses sensores em tudo que compramos e quando você pensa que mobilidade não tem a ver só com seu smartphone ou tablet, mas que pode ser encontrada em algum tipo de computação vestível que pode estar no nosso rosto ou nas nossas roupas, e você combina isso com os dados que estão sendo transmitidos no mundo pelos semáforos de trânsito e sistemas de aquecimento e máquinas de refrigerante - qualquer coisa e todas as coisas - você começa a ver como é inevitável que essas tendências tenham impacto em qualquer tipo de negócio, independente do que você venda ou faça.

Enquanto você pensa sobre isso - e você PRECISA pensar sobre isso porque o mundo está mudando na sua frente - considere esses números do Gartner:

- Em 2009 havia no máximo 2,5 bilhões de dispositivos conectados no mundo, combinando 1,6 bilhão de dispositivos e 900 milhões de sensores;

- Em 2020, o Gartner está prevendo que teremos 37,3 bilhões de dispositivos conectados, resultado da combinação de 7,3 bilhões de dispositivos e 30 bilhões de sensores;

Vamos combinar que é preciso olhar qualquer previsão de empresas de consultoria com uma boa dose de soro da verdade. Nesse caso, imaginando que só metade dos números do Gartner se realizem, ainda assim estamos falando de um número gigantesco de dispositivos conectados no mundo comunicando e compartilhando dados de formas que nem imaginamos ainda.

Sondergaard está correto em dizer que "nosso mundo pessoal e a Internet das Coisas estão colidindo e essa colisão vai ter um impacto profundo em como nós fazemos negócios". Essa mudança vai criar novas empresas e novas eficiências que vão agregar valor a todos os processos. Obviamente o Gartner tem um número aqui também: a empresa prevê que haverá um ganho líquido de US$ 1,9 trilhão como resultado da influência da Internet das Coisas na maneira de fazer negócios.

Se o Gartner está correto, estamos à beira de uma mudança gigante. Já começamos a ver os primeiros sinais dessa mudança na forma da ruptura digital, consumerização e BYOD, mas o que está vindo aí conforme crescemos cada vez mais digitais vai alterar para sempre o jeito de fazer negócios e você precisa pensar nisso hoje, porque 2020 não está tão longe assim.

Fonte: http://idgnow.uol.com.br/ - por Ron Miller, CITEWorld

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Previsões da Gartner: 2013, 2014 … 2017

A consultora avançou com a habitual lista de previsões abrangendo não só as principais tendências para o próximo ano, como para os anos seguintes. A crescente adopção de tablets e smartphones encabeça o conjunto.

A Gartner revelou as principais tendências tecnológicas para 2013, incluídas num cenário de projecções para os próximos cinco anos. Para o próximo ano a consultora coloca a crescente adopção de dispositivos móveis, tablets e smartophones, em ambiente empresarial, no topo da lista. Associada a esta tendência, a emergência de cada vez mais lojas de aplicações empresariais ganhará também protagonismo.

Depois da forte adopção das plataformas de mobilidade fornecidas pela Apple, iPhone e iPad, os sistemas Android também estão a invadir o mundo empresarial. Com o lançamento do Windows 8, o segmento ganha novo dinamismo. Para a Gartner, a chegada do novo sistema operativo “aquece” o ambiente concorrencial, a dopção em grande escala será evitada até pelo menos 2015.

1 – Invasão dos dispositivos de mobilidade

No próximo ano, os smartphones vão ultrapassar os PC como dispositivo mais comum de acesso à Internet em todo o mundo. Será que isso significa que aparelhos móveis vão substituir os PC? Sim e não, diz a Gartner.

Alguns departamentos de TI só precisam de suportar dispositivos móveis para profissionais específicos cujas funções exigem mobilidade. Os outros permanecerão com os tradicionais computadores. Mas, acrescenta o Gartner, a proliferação de dispositivos móveis nas empresas indica o fim do Windows como plataforma empresarial única.

“Até 2015, o fornecimento de tablets vão representar cerca de 50% dos portáteis fornecidos e o Windows provavelmente ficará em terceiro lugar na preferência das pessoas, atrás do Android e do iOs, da Apple”, considera David Cearley, analista da Gartner. “Como resultado, a participação da Microsoft nas plataformas dos clientes (PC, tablet, smartphone) provavelmente será reduzida para 60% e pode cair para 50%.”

2 – Mudança de aplicações nativas para aplicações Web baseadas em HTML5

A Gartner alerta que as aplicações nativas não vão desaparecer. E “oferecerão sempre a melhor experiência ao usuário e recursos mais sofisticados”. Mas a consultora prevê uma migração para aplicações baseadas em HTML, conforme estas ganharem mais capacidades.

3 – As clouds pessoais substituem a noção de computador pessoal

A cloud computing vai albergar todos os aspectos da vida de uma pessoa, diz a Gartner. Por ser um modelo tão abrangente e capaz de suportar recursos infinitos “nenhuma plataforma, tecnologia ou fabricante vai dominá-lo”, indica a consultora. Isso também significa que os departamentos de TI terão de suportar quase tudo.

4 – Internet das coisas ganha visibilidade

Quase tudo tende a ligar-se à Internet, incluindo câmeras, microfones, realidade aumentada, edifícios e sensores embutidos em todos os lugares. Em muitos casos, ela já se faz presente. A Internet das Coisas vai conduzir ao surgimento de novos produtos e serviços, como por exemplo a seguros baseados na utilização daquilo que está segurado, e mesmo a novas políticas fiscais. Também levantará novas questões: um robot ligado a um ERP deverá ser considerado um utilizador, para efeitos de licença?

5 – Plataformas corretoras de cloud computing

Com o crescimento da adopção de cloud computing, torna-se cada fez mais pertinente que os departamentos de TI criem plataformas corretoras de serviços baseados nesse modelo – as denominadas Cloud Services Brokerages. Servirão como ponto central para gerir o acesso a serviços externos.

6 – Big Data mais estratégico

Os projectos de Big Data estão a tornar-se mais económicos para as empresas, graças, em parte, à queda do preço de servidores e CPU. O Big Data será ainda mais estratégico, acredita a Gartner: ou seja os utilizadores vão incorporar cada vez mais a análise de Big Data nas suas actividades. Haverá menos projectos isolados.

7 – Análise preditiva de acções

A análise preditiva sobre acções é, em alguns aspectos, um subconjunto da sexta tendência (Big Data mais estratégico). O processamento de baixo custo está a tornar possíveis “as análises e as simulações sobre cada acção realizada numa empresa”. A maioria das análises hoje centra-se na análise histórica. E o próximo passo é prever o que pode acontecer.

8 – Computação “in-memory” A computação “in-memory”, diz a Gartner, pode ser transformacional. Ela permitirá que as actividades que demoram horas a serem executadas, levem minutos ou apenas segundos. Deverá tornar-se dominante no próximo ano ou dois: cada vez mais os utilizadores procuram fazer consultas em tempo real.

9 – Appliances virtuais ganham posição

Face à vantagens de segurança dos aparelhos físicos, a appliances virtuais não vão substituir as primeiras. Mas tendem a ganhar um lugar nas operações de TI.

10 – Lojas corporativas de aplicações

As lojas empresariais de aplicações vão transformar os departamentos de TI em gestores de mercado, proporcionando governação e até mesmo apoiando a “apptrepreneurs”, empreendedores de desenvolvimento ou sugestão de aplicações. Serão um repositório onde os utilizadores poderão encontrar tudo para melhorar o seu trabalho.

Em 2014

A contratação de recursos humanos para TI nos principais mercados ocidentais será dominada por empresas sedeadas na Ásia crescerá a dois dígitos apreciando crescimento de dois dígitos. Três dos cinco maiores fornecedores de smartphones será chinês, com a Huawei e a ZTE a aproveitarem a experiência alcançada no mercado chinês na venda de smartphones de baixo custo.

Directivas da União Europeia conduzirão a legislações para proteger empregos, reduzindo o offshoring em 20% até 2016.

Os dispositivos possuídos por empregados serão comprometidos por um malware numa proporção de mais do dobro daqueles cija propriedade é das organizações.

A consolidação do mercado deverá relegar para outro plano 20% dos 100 maiores prestadores de serviços de TI. Factores com a Cloud computing, Big Data, a mobilidade e as redes sociais, juntamente com incerteza na economia global, deverá acelerar a re-estruturação de uma mercado de quase um bilião de dólares no mercado de serviços de TI.

O investimento em software para relativo a pequenos dispositivos inteligentes de monitorização crescerá 25%.

Em 2015

A procura mundial de recursos humanos para Big Data deve atingir 4,4 milhões de empregos, mas apenas um terço das vagas serão preenchidas.

Perto de 90% das empresas deverão contornar a implantação do Windows 8 em grande escala.

40% das mil maiores organizações no mundo vão usar a “gamificação” como principal mecanismo para transformar as operações empresariais.

Em 2016

Os dispositivos electrónicos incorporados em sapatos, tatuagens e acessórios representarão uma indústria de dez mil milhões de dólares.

Em 2017

Cerca de 40% das informações de contactos deverão estar acessíveis no Facebook, devido a fugas associadas à crescente utilização de aplicações de colaboração em dispositivos móveis.

Fonte: Novembro de 2012 às 18:42:57 por computerworld - http://www.computerworld.com.pt

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Gartner prevê que o futuro da tecnologia está na relação entre mídias sociais, mobilidade, Cloud e informação.

Tema será discutido na Conferência Gartner Arquitetura de Aplicações, Desenvolvimento e Integração, que tem desconto especial de R$ 200 até o dia 10 de agosto

A relação entre as forças convergentes – mídias sociais, Cloud, mobilidade e informação – está moldando e transformando o comportamento dos usuários ao criar novas oportunidades de negócios. A conclusão é do Gartner, líder mundial em pesquisa e aconselhamento sobre tecnologia, que analisa as mudanças do panorama de TI ocasionadas por estas quatro tendências e recomenda às empresas direcioná-las em um plano estratégico de negócios. Outras previsões sobre o tema serão apresentadas na Conferência Gartner AADI (Conferência Arquitetura, Desenvolvimento e Integração de Aplicações), que acontece nos dias 14 e 15 de agosto, no Sheraton São Paulo WTC Hotel.

Segundo o Gartner, embora essas forças sejam inovadoras, juntas, estão revolucionando os negócios e a sociedade, rompendo modelos antigos e criando novos líderes. Há pouco tempo, a experiência de computação mais sofisticada das pessoas estava dentro do trabalho. Hoje, na maioria dos casos, ocorre exatamente o oposto. A tecnologia, disponibilizada por excelentes aparelhos, interfaces e aplicações com fácil aprendizagem, torna os usuários cada vez mais sofisticados. Com isso, as pessoas esperam ter acesso a funcionalidades semelhantes em todas as suas funções e fazem menos distinção entre trabalho e atividades fora dele.

"Na relação destas quatro forças, a informação é o contexto para entregar experiências sociais e móveis aprimoradas”, diz Jess Thompson, vice-presidente de pesquisas do Gartner e chairman da Conferência AADI. "Os dispositivos móveis são plataformas eficazes para relacionamentos sociais e para novas formas de trabalho, conectando as pessoas de maneiras novas e inesperadas. A nuvem permite a entrega de informações e funcionalidade aos usuários e sistemas. Essas forças estão interligadas para criar um ecossistema de computação moderna, orientado ao usuário", afirma.

As mídias sociais são um dos exemplos mais interessantes de como o uso de dispositivos pessoais no ambiente de trabalho impulsiona práticas empresariais de TI. Elas incluem compartilhamento de comentários, links e indicações aos amigos. Os fornecedores de bens de consumo têm sido rápidos em identificar a influência que as recomendações de compra de amigos têm sobre as pessoas.

As tecnologias sociais movimentam e dependem de outras três forças:

• Necessidade por mobilidade: acessar as redes sociais é uma das principais funções dos dispositivos móveis e as interações sociais têm muito mais valor quando acontecem onde quer que o usuário esteja • Dependem da nuvem para acesso e tamanho: as redes sociais se beneficiam de escala, algo que só é realmente praticado por meio da implantação da nuvem • Dependem de uma análise profunda: interações sociais fornecem uma fonte rica de informações sobre conexões, preferências e intenções. Na medida em que as redes sociais se tornam maiores, os usuários precisam de melhores ferramentas para gerenciar o crescente número de interações. Isto leva a necessidade por análises sociais mais profundas.

A mobilidade está influenciando a maior mudança na forma como as pessoas vivem. A adoção em massa dos aparelhos móveis força uma nova infraestrutura, que gera novos negócios e ameaça a situação atual.

Porém, a mobilidade não é um fenômeno isolado. As pessoas vão interagir com múltiplas telas, trabalhando em conjunto. Os dados de sensores vão melhorar a experiência do usuário, integrando os mundos virtual e físico. A informação obtida neste mundo terá mais valor e a relação será duradoura entre um usuário e um ecossistema baseado na nuvem.

Sem a computação em nuvem, as interações sociais não terão espaço para acontecer em escala, o acesso móvel não conseguiria conectar a uma grande variedade de dados, e a informação ainda estaria presa dentro de sistemas internos. O modelo de Cloud Computing é o que o Gartner chama de fenômeno de “classe mundial”, pois ele foca em resultados conectados globais e não, apenas, em tecnologias e resultados centrados em uma estratégia interna empresarial. No mundo atual, tudo está voltado à cultura do consumidor.

Os fornecedores independentes de softwares móveis, que usam serviços no Cloud, têm mais opções para acessar informações e processos. O crowdsourcing (modelo de produção que utiliza a inteligência e os conhecimentos coletivos espalhados pela Internet para resolver problemas, criar conteúdo e soluções ou desenvolver novas tecnologias), por exemplo, pode ser feito por meio de comunidades móveis, pois a nuvem permite que elas existam no mesmo espaço de trabalho, ao invés de estarem isoladas em ambientes empresariais ou em PCs.

A informação está em qualquer lugar. Durante anos, os tecnólogos discutiram a onipresença da informação, sem entender como obter vantagens dela. As mídias sociais, a mobilidade e a computação em nuvem fazem com que a informação esteja acessível, “compartilhável” e consumível por todos, em qualquer lugar, a qualquer momento. Saber capturar o poder da onipresença da informação e usar os menores subconjuntos aplicáveis a uma empresa, produto ou consumidores, em um ponto específico, será crítico para novas oportunidades e evitará riscos.

Desenvolver uma inovação, por meio da informação, permite às empresas responderem às mudanças ambientais dos consumidores, funcionários ou dos produtos na medida em que ocorrem. Isto significará um salto à frente da concorrência em termos de performance operacional ou de negócios. Uma empresa pode ter sucesso ou fracasso dependendo de como ela responde às tendências como mídias sociais, Cloud Computing e mobilidade.

Fonte: http://www.segs.com.br - por Joyce Camargo.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Gartner alerta para as implicações organizacionais devido ao aumento dos dispositivos móveis

Analistas discutirão o tema na próxima Conferência Arquitetura de Aplicações, Desenvolvimento e Integração, entre os dias 14 e 15 de agosto, em São Paulo

De acordo com o Gartner, líder mundial em pesquisa e aconselhamento sobre tecnologia, CIOs e líderes de TI devem estar atentos a três implicações chave da era “pós-PC”, pois cada vez mais os consumidores estão acessando aplicações e conteúdos via dispositivos móveis.

“O lançamento do iPhone, há cinco anos, marcou uma mudança em direção a um futuro dominado pelos dispositivos móveis”, afirma David Michell Smith, vice-presidente de pesquisas e membro do Gartner. “Com celulares e tablets como plataformas de entrega de aplicações e informações, não mais apenas simples ferramentas de comunicação. A era de executar programas somente em PCs desktops e notebooks está sendo substituída rapidamente por um novo ecossistema com mobilidade, equipamentos eletrônicos, computação corporativa, clientes fixos e também clientes móveis”, diz ele.

O Gartner identificou as implicações dessa mudança e alerta os líderes de TI e os profissionais de desenvolvimento de aplicações para estarem preparados para uma nova era de trabalho, onde os dispositivos móveis irão reinar. Para isso, analistas internacionais estarão no Brasil para discutir o tema na Conferência Gartner Arquitetura de Aplicações, Desenvolvimento e Integração, que acontece nos dias 14 e 15 de agosto, em São Paulo. As três implicações, segundo o Gartner são:

1 - As empresas de TI devem evoluir rapidamente suas aplicações e as interfaces para responder ao grande crescimento da demanda por novos canais B2B, B2E e B2C. “Esta mudança para computação em dispositivos móveis e as tendências atuais de consumo e BYOD (traga seu próprio dispositivo, em português) faz com que os líderes de TI e as equipes de desenvolvimento tenham que assumir uma abordagem multicanal para aplicações nos canais B2B, B2E e B2C. Infelizmente, ainda grande parte dos departamentos de TI e dos usuários finais ainda supõe que somente as aplicações em desktops são necessárias, mas isso vai mudar”, diz Smith. O Gartner recomenda: • Fazer uma avaliação mobile-only, mobile-first ou legada durante o desenvolvimento da aplicação; • Identificar a demanda específica de aplicações móveis de B2E, B2C e B2B para os próximos 18 meses; • Implantar um framework estruturado e ferramentas para futuras aplicações “context-aware”.

2 - Os desenvolvedores precisam se readaptar, pois as aplicações focadas em dispositivos móveis vão substituir o desenvolvimento para desktops. “O grande interesse e uso de dispositivos móveis no mercado corporativo e de consumo significam que as interfaces móveis estão definindo as expectativas de usabilidade, aparência e comportamento das futuras aplicações e sistemas”, diz o Gartner. “A vanguarda dessa mudança é a interface de toque e gestos, fundamental para os dispositivos móveis. Mas, além disso, os canais de áudio e vídeo estão sendo usados para expandir essa nova interface dos usuários. Os comandos de voz lideram buscas e ações das aplicações, enquanto que o emergente canal de vídeo está levando ao reconhecimento facial e gestos”, diz o analista Smith. O Gartner recomenda: • Acompanhar os avanços nas novas técnicas de interface de usuário (como toque, áudio, vídeo, gestos, busca, social e contexto) e criar um roadmap para o potencial de curto, médio e longo prazos; • Separar os grupos de interações em fatores onde as aplicações integrem a experiência em múltiplos dispositivos em arquiteturas de aplicação; • Construir aplicações com capacidades e interações simples e focadas, mas criar, também os links entre as aplicações para uma operação melhor coordenada.

3 - As organizações precisam realocar recursos, pois os projetos voltados para smartphones e tablets vão superar os projetos para PCs na razão de quatro para um até 2015. “Ao desenvolver interfaces para múltiplos tamanhos de tela e sistemas operacionais, são necessárias novas ferramentas para fazer as aplicações funcionarem corretamente em diferentes aparelhos. Não há uma maneira automática de fazer isso – são necessárias habilidades de engenharia para projetar os outputs certos”, diz Smith. O Gartner recomenda: • Fazer investimentos táticos em ferramentas de desenvolvimento de aplicações móveis; • Aprimorar testes (automatizados) e planos de suporte; • Usar o HTML5 como o menor denominador comum de modelo de interface do usuário entre dispositivos e fornecedores, embora não se deva esperar que o HTML resolva todas as necessidades.

O foco da Conferência Gartner Arquitetura de Aplicações, Desenvolvimento e Integração será na rápida evolução das tendências que têm implicações profundas para os executivos e líderes de aplicações. O crescimento da computação em nuvem, a explosão das aplicações móveis e o crescimento da arquitetura orientada a serviços estão entre as tendências que fazem com que os líderes de desenvolvimento de aplicações reexaminem suas estratégias. Os analistas do Gartner vão explorar essas tendências, identificar as oportunidades e os riscos enfrentados pelas organizações, além de sugerir planos práticos para os próximos cinco anos. A conferência acontecerá em São Paulo, nos dias 14 e 15 de agosto. Para mais informações, ligue para (11) 3074-9724 ou (11) 3073-0625, ou acesse o website do evento: http://www.gartner.com/br/aadi. Para inscrições, entre em contato com a CMF Eventos pelos telefones (11) 3074-9724 ou (11) 3073-0625.

Conferência Gartner Arquitetura de Aplicações, Desenvolvimento e Integração Data: 14 e 15 de agosto – Terça e quarta-feira, das 9h às 18h Local: Sheraton WTC Hotel – Avenida das Nações Unidas, 12.551 – (SP)

Sobre a Conferência Gartner Arquitetura de Aplicações, Desenvolvimento e Integração

O foco da Conferência Gartner Arquitetura de Aplicações, Desenvolvimento e Integração será na rápida evolução das tendências que têm implicações profundas para os executivos e líderes de aplicações. O crescimento da computação em nuvem, a explosão das aplicações móveis e o crescimento da arquitetura orientada a serviços estão entre as tendências que fazem com que os líderes de desenvolvimento de aplicações reexaminem suas estratégias. Os analistas do Gartner vão explorar essas tendências, identificar as oportunidades e os riscos enfrentados pelas organizações, além de sugerir planos práticos para os próximos cinco anos. Para obter mais informações sobre a Conferência Gartner Arquitetura de Aplicações, Desenvolvimento e Integração, acompanhe o Twitter do Gartner: http://twitter.com/GartnersummitBR, pela hashtag #GartnerAADI.

Sobre o Gartner

O Gartner é líder mundial no fornecimento de pesquisas e aconselhamento na área de tecnologia da informação. O instituto fornece as análises de TI necessárias para seus clientes fazerem as escolhas certas todos os dias. De CIOs e diretores de TI em corporações e agências governamentais a líderes em empresas de alta tecnologia e telecomunicações, passando por investidores deste mercado, o Gartner é parceiro indispensável para 60 mil clientes em 12 mil companhias diferentes. Fundado em 1979, o Gartner tem sede em Stamford, Connecticut, e possui 5.000 associados, sendo 1.280 analistas de pesquisa e consultores em 85 países. No Brasil, o Gartner está presente com três unidades: Gartner Research, que oferece pesquisas e aconselhamento para profissionais, fornecedores e investidores de TI; Executives Programs, grupo de CIOs alimentado pelo conteúdo Gartner com mais de 3 mil membros em todo o mundo; e Eventos, com conferências e simpósio anuais. Para obter mais informações, visite www.gartner.com.

Fonte:http://www.segs.com.br - Por JOYCE CAMARGO - NOTÍCIAS - INFO & TI

quarta-feira, 14 de março de 2012

Mesmo com receitas em baixa, setor de consumo quer investir em mercados emergentes, mobile commerce e inovar produtos, indica KPMG.

Brasil é apontado como terceira mercado com melhores oportunidades para o crescimento, atrás de EUA e Canadá, em primeiro, e China, em segundo. Quase metade das empresas indica EUA e Canadá como os mercados mais promissores para crescimento no médio prazo.Novas estratégias de produto têm maior potencial de crescimento em mercados emergentes.Práticas sustentáveis evoluem, uma vez que mais da metade dos executivos financeiros (CFOs) enxergam um impacto positivo nos custos operacionais.CFOs veem a tecnologia móvel como o elemento mais promissor para impulsionar as vendas.

Aproximadamente quatro entre cada dez executivos financeiros (CFOs) das principais empresas globais de consumo esperam que suas receitas sejam menores em 2012, na comparação com o resultado de 2011. Apesar desse cenário, ainda planejam investir em novos mercados, inovação de produtos e mobile commerce (com o uso de dispositivos móveis, como smartphones, pelos consumidores) para ampliar a participação de mercado, de acordo com pesquisa global realizada pela KPMG International.

A pesquisa intitulada 2012 Consumer CFO Survey: Turning Global Risk into Opportunity (Pesquisa com CFOs de empresas de consumo: Tranformando o risco global em oportunidade) foi realizada em dezembro de 2011 e foi elaborada a partir de entrevistas com 350 executivos financeiros seniores de algumas das principais empresas de varejo, alimentos, bebidas e bens de consumo do mundo. O estudo inclui, também, os resultados obtidos em uma série de entrevistas qualitativas feitas com CFOs da Tiffany & Co., Dollar General, Fonterra, Metcash, Coop Lombardia e Aurora Fashions.

O Brasil aparece com destaque no estudo. Dos 350 participantes da pesquisa, 28 executivos entrevistados eram brasileiros. Questionados sobre quais regiões consideram as que oferecerão mais oportunidades de crescimento nos próximos dois anos, o mercado brasileiro surge em terceiro lugar na lista de 18 mercados, com 19,1% das citações, atrás do bloco formado por Estados Unidos e Canadá, em primeiro, com 43,6% das referências, e China, em segundo lugar, com 23,6% das indicações, além de seguir à frente do bloco formado por Reino Unido e Leste Europeu (15,9%), em quarto, e Índia (14,6%), em quinto.

“O mercado de consumo brasileiro deu um salto nos últimos anos, especialmente pelo aumento significativo no número de consumidores, pelo crescimento da renda e pela inclusão social. Os executivos de todo o mundo estão atentos a este movimento, e o Brasil surge como um dos expoentes internacionais em razão das oportunidades de crescimento”, afirma Carlos Pires, sócio-líder da área de Mercados de Consumo da KPMG no Brasil.

É interessante perceber, no entanto, que mesmo com uma projeção de crescimento lento nos EUA e Canadá, esse bloco recebeu consistentes 43,6% de respostas entre aqueles que acreditam que esses dois mercados fornecerão as melhores oportunidades de crescimento nos próximos dois anos.

“Surpreendentemente, mesmo com a grande maioria dos novos consumidores vindo da Ásia e Índia, e a baixa confiança dos consumidores nos mercados desenvolvidos, a maioria dos entrevistados globalmente enxerga a América do Norte como uma excelente oportunidade de crescimento, pelo menos no curto prazo”, diz Willy Kruh, sócio-líder global de Mercados de Consumo da KPMG.

Por outro lado, mais de dois terços dos respondentes afirmam que estão aumentando seus orçamentos em relação ao ano passado com o objetivo de se preparar para a expansão para novos mercados - com mais de 80% afirmando que a venda para os novos consumidores da classe média em mercados emergentes de alto crescimento vai impulsionar o sucesso de suas empresas no longo prazo.

Ameaças -Entretanto, mesmo com o otimismo moderado para o crescimento e expansão, as maiores ameaças, de acordo com os executivos ouvidos, continuam sendo as incertezas econômicas, para 44% deles, seguida pela instabilidade política (27%) e crises da dívida soberana (21%). “As incertezas econômicas, especialmente na Europa, estão fazendo com que as empresas brasileiras reavaliam as estratégicas de crescimento, seja em outros mercados emergentes, ou no próprio mercado doméstico,” afirma Nik Adams, sócio-líder do segmento de Produtos de Consumo da KPMG no Brasil.

A inovação de produtos lidera as estratégias de crescimento que as empresas estão adotando este ano, com mais de 40% dos respondentes na América do Norte e Latina, Ásia-Pacífico e Oriente Médio/África dizendo que vão adaptar os produtos desenvolvidos para seus mercados locais para atender as necessidades de outras regiões. As empresas européias, no entanto, estavam mais propensas a vender seus produtos inalterados em outros mercados, adaptando somente os rótulos, embalagens e/ou instruções.

“O objetivo geral entre os pesquisados é claramente obter o crescimento”, afirma Willy Kruh. “As estratégias que as empresas vão buscar dependem da maturidade de cada determinado mercado. Estamos vendo que a inovação de produtos apresenta o maior potencial como estratégia de crescimento nos mercados emergentes. Porém, o aspecto mais importante, como muitos dos nossos entrevistados destacaram, é que é sempre crítico determinar o grau de alinhamento da oportunidade com as competências centrais de uma empresa, e se há disposição de aguardar pelo retorno sobre o investimento", acrescenta.

A sustentabilidade continua ganhando cada vez mais atenção na pauta corporativa. Cerca de três quartos dos entrevistados citam a sustentabilidade como uma ferramenta para o posicionamento competitivo, inovação e reputação da marca. Além disso, mais da metade deles afirma que a sustentabilidade teve um impacto positivo nos seus custos operacionais e, cada vez mais, nas vendas e no valor de mercado.

Novas plataformas Este ano, mais de um terço dos pesquisados utilizará as tecnologias móveis para maximizar as vendas, superando tanto a Internet como o e-commerce. O gerenciamento de relacionamentos com clientes (CRM) ocupou a segunda posição entre as alternativas com maior probabilidade de afetar as vendas positivamente.

Em suas estratégias globais, mais de 82% dos brasileiros consideram que o uso das tecnologias digitais será fundamental para que suas empresas atinjam seus clientes, contra 72% da média global do estudo. “É interessante perceber que as empresas estão atentas à afinidade demonstrada pelos consumidores brasileiros em relação ao uso das tecnologias para adquirir produtos e serviços. Assim, as estratégias convergem para reforçar as iniciativas corporativas voltadas a atender essa nova realidade”, explica Carlos Pires.

“O cenário de crescimento para as empresas de consumo é bem divergente de caso a caso, e esse ano está se tornando um momento decisivo para elas”, indica Willy Kruh. “Aqueles que conseguirem equilibrar com sucesso o investimento em mercados desenvolvidos e emergentes, estiverem atentos e responderem rapidamente à contínua sensibilidade de preços entre consumidores, além de compreenderem a importância constante da qualidade e valor percebido do produto aliada à localização do serviço, deverão ver seus esforços recompensados”, conclui o executivo.

A pesquisa -A 2012 Consumer CFO Survey: Turning Global Risk into Opportunity tem como base os resultados de uma pesquisa realizada em dezembro de 2011 com 350 empresas mundialmente. A pesquisa concentrou-se em executivos financeiros sênior de empresas de varejo, alimentos, bebidas e bens de consumo. Mais de 40% dos pesquisados eram líderes da área financeira (CFOs). Quase todas as empresas na pesquisa possuem receitas globais superiores a US$ 500 milhões por ano e cerca de dois terços dos ouvidos representam companhias com receitas superiores a US$1 bilhão ao ano. Os participantes do estudo estavam lotados de maneira equilibrada nas principais regiões do mundo, incluindo América do Norte, América Latina, Ásia-Pacífico, Europa, Oriente Médio e África.

Perfil-A KPMG é uma rede global de firmas independentes que prestam serviços profissionais de Audit, Tax e Advisory presente em 152 países, com 145.000 profissionais atuando em firmas-membro em todo o mundo. As firmas-membro da rede KPMG são independentes entre si e afiliadas à KPMG International Cooperative ("KPMG International"), uma entidade suíça. Cada firma-membro é uma entidade legal independente e separada e descreve-se como tal.

No Brasil, a empresa tem aproximadamente 4 mil profissionais distribuídos em 21 cidades de 12 Estados e Distrito Federal.

Fonte: http://www.revistafator.com.br

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Tendência de mudanças para 2012!

Todas as operações do varejo possuem uma finalidade: melhorar os serviços, fazendo mais com menos. Assim, a lógica é justamente aproveitar o desenvolvimento tecnológico atual nas mais diversas áreas, enfrentando com maior inteligência os desafios e buscando novas oportunidades de ação.

Para 2012, o cenário no setor deverá ser cheio de mudanças, mas também de consolidação de tecnologias, ferramentas e soluções para os negócios, possibilitando cada vez mais a otimização dos processos. Além disso tudo, Eduardo Terra, vice-presidente do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (Ibevar) e diretor Geral da UBS – União Business School, acredita em um ano turbulento, com disputas acirradas, fusões e grandes compras.

"Vamos ter um aumento na consolidação do mercado, com grandes empresas comprando médias ou se juntando com outras grandes, trazendo ganho de eficiência e as tornando mais competitivas", afirma. Para ele, isso traz consequências para as áreas de Tecnologia da Informação e automação, resultando em ganho logístico e com operações.

Especificamente para a TI, o Varejo deverá ter um grande investimento em soluções de CRM, segundo Terra. Outra vertente em evidência nos próximos meses, ainda de acordo com o executivo, é a parte de Business Intelligence para a área comercial e operacional. "A operação no setor é complexa, podendo acontecer erros e desajustes logísticos. O BI traz inteligência ao negócio, corrigindo cada um desses problemas", diz.

A consequência de operações internas com melhor execução é ter a frente de loja agindo melhor, trazendo mais eficiência a toda a cadeia de processos. No entanto, é preciso cuidar dessa área, pois é de onde a informação sobre o cliente vem com maior precisão. "Cansei de ver situações nas quais a empresa tinha uma estrutura parruda por trás, mas uma frente de loja deficiente", revela o executivo.

Mobilidade

Uma tendência inevitável não só para 2012, mas ainda para os próximos anos, é a inclusão de dispositivos móveis de forma definitiva no Varejo. Uma delas é o RFID (do inglês "Radio-Frequency Identification"), tecnologia que deverá substituir o código de barras para dar maior precisão e agilidade na movimentação de mercadorias. "A cada ano, há um barateamento das etiquetas e antenas. Ele já está andando mais forte em logística e estoque, mas na frente de loja ainda é tímido", afirma Eduardo Terra.

Já o NFC (sigla em inglês para "Comunicação por Proximidade de Campo"), permite a utilização de celulares para realizar pagamentos, também garantindo uma flexibilidade e rapidez ao processo, principalmente o de alto giro. "Ele já é utilizado em táxis e pedágios em Nova York e traz uma solução para processar meio de pagamento eletrônico com velocidade e custo básico", diz. Por esse lado, no entanto, há também a dependência de fabricantes de aparelhos introduzirem os dispositivos aos consumidores no mercado brasileiro.

Ainda assim, os tablets e smartphones atuais já dispõem de aplicativos que permitem a interação com o consumidor. "Pelo menos 80% dos varejistas com operações de e-commerce têm projetos para levar a loja ao mobile commerce", estima o vice-presidente do Ibevar. Outro uso é como instrumento de trabalho nas empresas do setor. Com ele, é possível acessar informação e gerar automação, transformando-o em um coletor de dados, garantindo maior agilidade.

Finalmente, Terra acredita em um grande salto da utilização de redes sociais para o comércio eletrônico. "Com iniciativas principalmente pelo Facebook, temos o caso do Magazine Luiza, que começou muito bem com o projeto “Magazine Você” e gerou um grande insight para quem está desenvolvendo soluções", diz. "Este ano já veremos isso virando realidade", finaliza, ressaltando o potencial do social commerce. Dessa forma, não vão faltar oportunidades para inovações em 2012 no Varejo - só depende dos investimentos agora.


Fonte: http://www.decisionreport.com.br

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Número de aplicativos para smartphones e tablets deve ser quatro vezes superior ao de PCs.

Mobilidade e nuvem. Estas são as duas palavras-chave que nortearão as tendências na área de TI nos próximos quatro anos, segundo o relatório do Gartner. A consultoria estima que, até 2015, o número de aplicativos desenvolvidos para smartphones e tablets será quatro vezes superior ao de programas para PCs. Segundo a consultoria, smartphones e tablets responderão por mais de 90% da adoção de novas tecnologias, reforçando fenômeno da consumerização de TI – incorporação de novas tecnologias ao ambiente de trabalho puxada por pressão dos funcionários. O Gartner define a tendência como uma plataforma capaz de integrar mobilidade com localização, presença e informações em redes sociais. A empresa prevê, ainda, que a adoção de dispositivos móveis irá triplicar na comparação entre o último trimestre de 2014 e o mesmo período de 2010.

"As tendências contínuas em torno da consumerização e da computação em nuvem destacam as responsabilidades da área de TI transferidas para outras", afirmou o vice-presidente de gestão do Gartner, Daryl Plummer. Ele explica que, conforme os usuários adquirem maior controle dos dispositivos que usam, os gestores de TI perceberão que eles devem coordenar suas atividades de maneira mais ampla, incorporando outros departamentos.

Sobre computação em nuvem, a consultoria aposta em serviços a preços mais acessíveis, que devem canibalizar até 15% da receita das empresas de outsourcing. O mercado de serviços de TI a custos baixos é uma área emergente, segundo o Gartner, e uma força que alterará a percepção de preços dos serviços de tecnologia de informação. Nos próximos três a cinco anos, este novo modelo impactará as estratégias de preços das empresas como um todo.

Além disso, até 2016 o Gartner avalia que mais de 50% das mil maiores empresas globais passarão a hospedar dados de clientes em nuvens públicas. Isso acontecerá motivado pela crescente pressão por redução de custos operacionais e aumento da eficiência. A consultoria projeta que mais de 20% dessas organizações já adotam essa prática.

Fonte:http://www.tiinside.com.br

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

O que você acha de ganhar R$ 40 mil por uma ideia?

Que soluções para Copa do Mundo podem ser respostas sustentáveis para o planeta?

O Prêmio Siemens Student Award Brasil 2011 quer transformar a nossa realidade através de inovações para o desenvolvimento sustentável das cidades.

O concurso é aberto a todos os estudantes de 18 à 30 anos, que estão na graduação, especialização, mestrado e doutorado. As ideias podem ser enviadas individualmente ou em grupos de até 3 pessoas e podem ser inscritas em uma ou mais categorias: Água - Energia - Saúde - Gestão de Resíduos - Infraestrutura e Mobilidade - Ambientes Seguros e Inteligentes.

Serão selecionadas as 10 melhores ideias: 7 serão elegidas por especialistas da Siemens e 3 serão escolhidas pela própria comunidade na internet. Os dez finalistas vão apresentar sua solução na cerimônia de premiação, com entrega de mais de R$70 mil em prêmios e IPADs.

Você pode enviar mais do que uma ideia ou apenas aprimorá-la durante o concurso. Aproveite também para conhecer, comentar ou dar sugestões nas ideias dos demais participantes. Encare o desafio da Siemens e faça a diferença por um mundo melhor!

Participe agora! Acesse www.studentaward-brazil.com e faça seu cadastro.

Fonte: www.studentaward-brazil.com

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Porto Digital quer capacitar seis mil pessoas!

Antecipando a demanda de mão de obra qualificada para a Copa do Mundo e as Olimpíadas, o Porto Digital lança um programa de capacitação que irá beneficiar cerca de seis mil profissionais até 2013, devido à importância de qualificar o capital humano do Recife para que a região se torne mais inovadora tecnologicamente frente a outros estados brasileiros e até a países estrangeiros.

“A capacitação é fundamental, porque o ambiente de inovação tem no capital humano a sua principal fonte de conhecimento e geração de competitividade. Esse trio, conhecimento, inovação e competitividade, na nova indústria de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) é essencial e o profissional qualificado, o ativo mais importante”, enfatiza Francisco Saboya, presidente do Porto Digital, considerado o melhor Parque Tecnológico do Brasil conforme Prêmio Nacional de Empreendedorismo Inovador 2011, entregue pela Associação Nacional.

Foco

O Programa de Capacitação irá num primeiro momento focar nas plataformas móveis (smartphones e tablets) e na criação de novos aplicativos. Para tanto, o Porto Digital contará com a parceria de seis universidades de Recife – Universidade de Pernambuco, Faculdade Boa Viagem, Santa Maria, Maurício de Nassau, Joaquim Nabuco e Marista, com a possibilidade de aumentar o número de instituições parceiras.

O programa, que abrange cursos de mestrado, especialização e de certificações técnicas, capacitará estudantes das universidades do Recife e profissionais das empresas que estão localizadas no Porto Digital. A capacitação em diversas áreas enfoca linguagem de programação, língua inglesa, gestão de projetos, gestão empresarial, empreendedorismo, qualidade de software e residência em software.

“Queremos fortalecer não só as competências dessas pessoas, mas também certificar jovens das universidades e ampliar a oferta de mão de obra qualificada. Olhamos para as necessidades do país, por isso, queremos tornar o Porto Digital mais atrativo para os grandes empreendimentos, mitigando, dessa forma, o problema da falta de profissionais altamente qualificados”, afirma Saboya


Fonte: http://www.tiinside.com.br

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Mercado brasileiro de TI deve movimentar US$ 95 bi neste ano. Veja as tendências para a próxima década!

O mercado brasileiro de TI, que movimentou o equivalente a US$ 85,1 bilhões em 2010, deve crescer cerca de 12% neste ano, atingindo receita de cerca de US$ 95 bilhões, revela pesquisa encomendada pela Brasscom (Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação). Somando-se a área de telecomunicações, o setor de TIC contabilizou US$ 165,69 bilhões no ano passado.

Antonio Gil, Presidente da Brasscom, diz que a indústria nacional de TI deve, dependendo do que acontecer no cenário econômico mundial, manter o mesmo crescimento em 2012, com a expansão também ficando na casa de 12%. Segundo ele, o mercado interno brasileiro de TI hoje é o oitavo no mundo, com faturamento de US$ 82,7 bilhões, mas tem condições que subir para a sexta posição nos próximos dez anos. Gil citou como um dos principais fatores que impulsionarão o mercado braseleiro de TI no ano que vem a recente medida aprovada pela Câmara dos Deputados que reduziu a contribuição previdenciária do setor de TI de 20%, incidentes sobre a folha de pagamento, para 2,5% do faturamento das empresas. "Isso resultará em um cenário muito mais positivo para as empresas brasileiras de TI, contribuindo fortemente para a formalização do mercado e para o aumento da competitividade das delas”, acredita.

O executivo comentou ainda que o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), que contribuirá entre outras coisas para a formação de mão de obra capacitada em tecnologia da informação, deve ser outro motor do crescimento da indústria local de TI, possibilitando maior acesso a recursos de capacitação e profissionais qualificados. Segundo ele, o programa, que tem como meta qualificar 8 milhões de trabalhadores em todo Brasil, deve coontribuir para a formação de cerca de 500 mil profissionais somente na área de TI, o que é de suma importância para auxiliar o setor em um dos seus principais problemas, que é a falta de mão de obra qualificada.

Por fim, ele pontuou os investimentos a serem realizados em infraestrutura, principalmente de banda larga, mobilidade e computação em nuvem, como fatores que contribuíram bastante para o avanço do mercado nacional de TI.

Big data, cloud computing, mobilidade e redes sociais nortearão TI na próxima década

Embora não cheguem a ser propriamente uma novidade, as tendências que irão nortear diretamente a forma de consumir e fazer negócios no universo da tecnologia nos próximos dez anos são os big data, computação em nuvem, mobilidade e redes sociais. A análise é de Tom Standage, editor digital da The Economist, apresentada durante o Brasscom Global IT Forum, evento organizado pela Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação do Brasil (Brasscom) em parceria com a revista britânica, nesta quinta-feira, 3, em São Paulo.

Standage defende que temos que pensar a tecnologia da informação como o impacto da energia elétrica em nossas vidas. Segundo ele, a digitalização somada à internet irá transformar não apenas o trabalho ou a economia, mas todo o nosso estilo de vida. Ele destaca o conceito de big data, que começou a ser traçado nas primeiras discussões sobre economia de informação e agora aparece latente no cotidiano empresarial. "Toda empresa, independentemente de seu porte, se vê gerando muita informação, a ponto de se tornar sem controle", sublinha. Sandage vê neste cenário grandes oportunidades para empresas de TI desenvolverem ferramentas com uso simplificado de gestão de dados. "Precisamos, de uma certa maneira, de um Steve Jobs do big data", brinca, fazendo analogia à simplificação que o ex-CEO da Apple desenvolveu desde a interface até a concepção de seus dispositivos móveis. De acordo com o editor da The Economist, as empresas precisam de uma ferramenta que permita seu uso sem a necessidade de longos e exaustivos treinamentos.

A computação em nuvem é outra tendência apontada por ele, até por estar ligada à administração e armazenamento de dados. Para Standage, o grande desafio é contornar vulnerabilidades de segurança em ambientes públicos ou privados criados na nuvem. Nisso, a chamada consumerização de TI [o uso de dispositivos móveis, como smartphones e tablets, e de redes sociais no ambiente corporativo] pode atuar como facilitador, segundo ele. O jornalista cita o iCloud, da Apple, e os serviços de armazenamento em nuvem da Amazon. "O que essas empresas estão proporcionando aos usuários pode ser uma forma das pessoas aumentarem cada vez mais seu uso e promover uma demanda por serviços de segurança mais abrangentes", completa.

A consumerização, segundo Standage, puxa os investimentos em outra tendência de TI – a mobilidade. "Vemos tablets como 'brinquedinhos', não damos muita importância. Mas é assim que os primeiros computadores Macintosh eram vistos, e vejam só quantas aplicações não foram desenvolvidas e o que eles se tornaram", provoca. Ele ressalta que, embora cada vez mais pessoas levem seus smartphones e tablets para uso no trabalho, as empresas ainda não dão a devida atenção para os dispositivos. Ele diz que mercado ainda tem muito a ser desenvolvido.

Mesmo já estando bastante consolidadas, Standage coloca as redes sociais como tendência. Ele ressalta a imensa inclusão digital que o Facebook promoveu, ressaltando novamente a simplificação da interface e do compartilhamento de conteúdo, um engajamento no qual os departamentos de TI dedicam muito tempo sem sucesso. "As lideranças se preocupam apenas com o tempo que seus funcionários passam nas redes e consideram que não estão trabalhando", critica. Ele alfineta os executivos que veem nas ferramentas apenas uma maneira de fazer marketing ou comunicação, enquanto deveriam ser exploradas internamente no que fazem melhor – captar a atenção das pessoas.


Fonte: http://www.tiinside.com.br

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Convergência digital é realidade!

Já somos um país que tem mais celulares do que habitantes – 210,5 milhões de assinantes de telefonia celular, de acordo com os últimos números divulgados pela Agência Nacional de Telecomunicações – Anatel, contra os cerca de 190 milhões de habitantes registrados no último Censo. Isso sem falar nos milhares de iPhones, iPads e outros dispositivos móveis. Não há como negar: o presente e o futuro estão na democratização da mobilidade.

Não se trata de colocar outras soluções tecnológicas de lado, mas as empresas que têm mais chances de se sair melhor num setor tão competitivo como o de TI são aquelas que melhor atenderem às demandas de clientes ávidos por aumentar seu leque de possibilidades de integração com os consumidores. Não se trata de apenas trazer inovação, mas oferecer soluções de modo rápido, seguro e alinhado às necessidades do cliente.

Um novo mercado está se abrindo a passos firmes, tanto para o mundo corporativo quanto para o consumidor. As vantagens dos serviços de mobilidade já estão sendo disponibilizadas pelos principais bancos e redes varejistas. O desafio será sua massificação. Só assim será possível vencer a resistência ainda enfrentada em algumas empresas e consumidores finais em relação ao novo, especialmente quando se fala em segurança.

A convergência já é realidade. Logo mais, Londres dará um grande exemplo. Com a Olimpíada de 2012 na mira, os britânicos já têm mais de 60 mil estabelecimentos comerciais habilitados para receber pagamentos via celular. O mobile payment segue para se consolidar no mercado como uma opção ágil, segura e democrática no pagamento de serviços e compras. Com a possibilidade de digitar a senha no teclado do próprio celular, o pequeno comerciante poderá disponibilizar essa praticidade ao cliente sem grandes investimentos.

Sem o cartão de crédito físico, também se ganha com o barateamento do processo. O cartão ainda tem fôlego para caminhar lado a lado com as novas tecnologias por um bom tempo. Por outro lado, cada vez mais os dispositivos móveis vão acumular novas funções. A e-wallet logo embarcará nos celulares e afins, e não só com cartões de crédito, mas também com o CPF, o RG e a carteirinha da academia. Recentemente, em uma feira de tecnologia nos Estados Unidos, vi um aplicativo para dispositivo móvel que faz a tradução simultânea de uma conversa, derrubando a barreira da linguagem. Nos Estados Unidos e na China, deficientes visuais já podem fazer a leitura de textos passando o celular sobre o documento.

Por aqui, a fase é incipiente. Vemos empresas que querem complementar seus serviços oferecer soluções de mobilidade a seus clientes, mas o orçamento não acompanha essas aspirações. Ao mesmo tempo, aquelas que superam as resistências iniciais e saem na frente, ainda estão na fase de experimentação. É na segunda etapa que as empresas e instituições começam a buscar o algo mais. Não seria muito mais efetivo convidar o consumidor a ver suas promoções enquanto ele está passeando no shopping? E a praticidade – já real – de poder localizar a agência ou o correspondente bancário mais próximo com alguns cliques?

A meta atual é encontrar soluções capazes de agradar a todos: facilitar a vida dos consumidores e agregar valor às empresas. Enfim, esse é o momento de focar na qualidade e na democratização dos serviços de mobilidade.


Fonte: http://www.tiinside.com.br