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terça-feira, 16 de setembro de 2014

Empreendedorismo: saiba como escolher o investidor certo.

Com tantas opções disponíveis no Brasil é difícil eleger qual é o ideal para o seu negócio. Especialista nessa área dá dicas de como identificar o parceiro para acelerar seu empreendimento.

Atualmente, muito se fala sobre investimento anjo, fundos de investimentos, empresas de participações, club deals/investiment club, entre outros diversos tipos de investimentos.

Com tantas opções disponíveis no Brasil é difícil escolher qual é a ideal para o seu negócio. Muito vai depender do estágio que sua empresa se encontra, mas algumas informações importantes devem ser apuradas na hora de identificar quem é o parceiro investidor certo para o seu negócio.

Confira o perfil de alguns dos principais tipos de investimentos que podem ajudar a alavancar a sua empresa:

Investidor-anjo

De modo geral, esse investidor aporta seus recursos no momento da validação do negócio ou no pós-validação. O estágio de validação é quando o empreendedor ainda não testou ou desenvolveu seu produto inovador e coloca os recursos para viabilizar que seja construído seu MVP (Produto Mínimo Viável) e teste-o no mercado.

O pós-validação é quando o empreendedor já desenvolveu seu produto e está começando a vender ou está disponível para iniciar as vendas em curto prazo. Os aportes variam de R$ 100 mil a R$ 500 mil.

Fundos de Investimentos

Fundos de Seed/Early Stage investem em empresas que já contam com uma tecnologia desenvolvida ou com um modelo de negócio validado. Está validação é mensurada, na maioria das vezes, pela venda – conhecida como validação por mercado. É importante destacar que no Brasil o conceito de Early Stage engloba empresas que possuem do faturamento zero a R$ 3,6 milhões.

Nessas situações, o fundo é mais flexível e pode aportar de R$ 1 milhão a R$ 6 milhões. Esse tipo de investimento é feito em partes (tranches), que são liberadas quando o empreendedor atinge metas pré-acordadas e estabelecidas em contrato.

Empresas de Participações

Há muitas empresas com esse perfil, mas ainda são poucas as que destinam seus recursos para startups. As empresas de participações assimilam-se mais aos Fundos Seed/Early Stage, e a grande diferença é que elas investem recursos próprios, enquanto os Fundos investem recursos dos cotistas. É possível identificar que as empresas de participações no Brasil – com foco em startups – aportam de R$ 500 mil a R$ 4 milhões.

Club Deals/Investment clubs

O termo tem origem norte-americana e pode ser traduzido como uma “vaquinha entre amigos”. Geralmente quem organiza um Club Deal é um investidor “líder”. Ele aciona sua rede de relacionamento com uma oportunidade específica – geralmente contatos de 1º e 2º graus, e um investidor valida e referencia o outro.

Quando o Club Deal é organizado pelo empreendedor, alguns investidores podem ter certas dúvidas. Muitos questionam: “vou ser sócio de mais quem? Quem mais ele está chamando para este investimento?”.

Se você possui um investidor interessado no seu negócio, mas o aporte financeiro está alto para ele arcar sozinho, sugira um modelo de Club Deal. Com certeza você terá bons resultados. Como varia de caso para caso, não existe um montante de investimento específico nesse tipo de negócio. Mas, normalmente, os aportes são superiores a R$ 500 mil – caso contrário, não justifica o esforço de captação.

Para fazer a escolha certa, as informações gerais aqui apresentadas vão contribuir na caminhada do empreendedor, em busca de um investidor. Mas é importante pesquisar bastante e testar todas as alternativas, antes de tomar uma decisão. E bons negócios!

Fonte: http://computerworld.com.br/ - por BRUNO GHIZONI

sábado, 22 de março de 2014

Como as Venture Capitals e Start-ups brasileiras escolhem se ‘casarem’?

Os processos decisórios de investidores em busca de empresas de alto impacto e, dos sócios de startups em busca de investidores que possam potencializar seus negócios possuem princípios muitos similares. Na essência, o (bom) relacionamento entre ambos é o fator principal para escolha na formação de uma sociedade entre empreendedores e investidores, no ambiente institucional brasileiro.

Até aqui, para a maioria das pessoas envolvidas no ecossistema empreendedor, não há grandes surpresas. Também, se considerarmos o fato de que as partes pretendem iniciar uma sociedade, que tem como base um relacionamento de longo prazo, é salutar imaginar que se o “namoro” não vai bem, melhor não selar o relacionamento.

Talvez o que mais tenha chamado a minha atenção ao pesquisar sobre o assunto é a sistemática desenvolvida por ambos, investidores (Venture Capitals) e investidos (start-ups) ao longo do desenvolvimento dos seus deals. Na pesquisa que conduzi, ao longo do segundo semestre de 2013, entrevistei quatro gestores de VCs e nove sócios de start-ups, num total de nove ‘matchings’, ou seja, negócios que acabaram em ‘casamento’ entre as partes. Com a pesquisa, foi possível entender o processo decisório de ambos, investidores e investidos, ainda que estes últimos tenham um processo menos estruturado que os primeiros.

As VCs realizam análises em profundidade sobre: o mercado, o modelo de negócio, os riscos, e, principalmente, o perfil do empreendedor por trás do negócio. No Brasil, houve uma “tropicalização” deste processo, conforme mencionado por alguns dos gestores entrevistados. É possível perceber maior intensidade no desenvolvimento do relacionamento interpessoal e, posteriormente, do envolvimento com a gestão. Essa tropicalização é característica presente em outros países emergentes como: Rússia, China e Coréia do Sul. Parte da explicação está na falta de instituições que apoiem o desenvolvimento de um ambiente estável e favorável ao empreendedorismo. A sistemática de análise pode ser lida e entendida também para ser aplicada pelo investidor Anjo.

O empreendedor, por sua vez, se apoia na experiência do investidor. Assim, por parte do empreendedor de alto impacto brasileiro, há expectativas de intervenção maior no seu negócio. Ou seja, o empreendedor espera que o investidor tenha participação muito próxima à gestão, por meio do aporte intelectual, da criação de contatos estratégicos, troca de experiência em negócios e em alguma medida na administração. É o Smart money intensificado pelas dificuldades de se empreender no Brasil. Pode-se aplicar a mesma expectativa dos empreendedores quando em busca de capital Anjo, uma peça estratégica ao negócio.

Conclusão: entender como estabelecer um relacionamento construtivo e alinhar as expectativas deve estar na pauta principal de quem busca um investidor ou quem pretende investir num negócio de alto impacto no Brasil. Para mais detalhes acessem a minha pesquisa: “Investidor e Investido: o processo decisório no matching entre Venture Capitals e Start-ups no Brasil.

Fonte: http://www.anjosdobrasil.net/blog.html - por Marcos Barcellos

domingo, 22 de julho de 2012

Conheçam os 18 projetos selecionados para o Geeks On Campus!

Após um mês de inscrições e 50 projetos recebidos, foram selecionados os 18 projetos que participarão do Geeks On Campus, dentro do espaço Campus MeetUp, em Recife.

Verifique na lista abaixo se a sua start-up está entre as selecionadas. Se estiver, fique ligado! Maiores informações serão passadas por e-mail.

Cheapig;
Goow (Widevis);
PocketStore;
Taxi na Mão;
Say2Me;
Beved;
Estou Jogando;
Eventick;
ProDeaf;
Ubee;
Kaipora Digital (Xilo Game);
GestorBox;
Icare Games;
BlueDental;
Favoritoz;
BRIAN;
WUP;
Outgo.

Sucesso a todos!

Fonte: http://geeksonbeer.com/projetos-geeks-on-campus/

segunda-feira, 12 de março de 2012

Empresas de capital de risco do Vale do Silício criam subsidiária brasileira.

A Redpoint e a eVentures, empresas de capital de risco do Vale do Silício, na Califórnia, firmaram parceria para criar uma empresa brasileira para atuar no mesmo ramo. A Redpoint eVentures terá sede em São Paulo e o foco de investimentos será em projetos empreendedores de tecnologia locais. Juntas, as duas companhias gerenciam US$ 3 bilhões aplicados em startups estrangeiras, entre elas o site de compras coletivas Groupon e o serviço de vídeo sob demanda Netflix.

As principais áreas com possibilidade de receber investimentos são consumo, comércio eletrônico, serviços móveis, mídia e computação em nuvem, de acordo com as empresas. Segundo os investidores, a Redpoint eVentures já atua no Brasil indiretamente há três anos com aporte em três sites, Viajanet, Grupo Xango e Shoes4you. A presença física veio em razão da necessidade de adquirir conhecimento local. "Para sermos realmente eficientes na busca de oportunidades e no apoio a empresários, precisamos estar estabelecidos no local e não voando para lá e para cá a cada quinze dias - foco e acesso são fundamentais para o sucesso", afirmou o cofundador da Redpoint, Jeff Brody.

Fonte: http://www.tiinside.com.br

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Sete pecados capitais do investidor: conheça e saiba como evitá-los!

Errar é humano e todos nós estamos sujeitos a cometer equívocos. Entretanto, sempre existem alguns comportamentos que devem ser evitados ao máximo, pois suas consequências podem ser desastrosas.

Quem investe ou pretende começar a aplicar o seu dinheiro também precisa se atentar para alguns erros considerados “graves”, para evitar perdas financeiras. Por isso, pedimos para o especialista em finanças pessoais da MoneyFit, André Massaro, listar os sete pecados capitais dos investidores. Confira:

Pecado 1 – “Contabilidade mental”
O especialista explica que “Contabilidade mental” é o nome dado pelos estudiosos de finanças comportamentais ao comportamento de algumas pessoas que separam, mentalmente, o dinheiro em diferentes “compartimentos”.

“Imagine um sujeito que está guardando dinheiro na poupança - remunerado a uma taxa baixa - para pagar uma viagem, e não mexe naquele dinheiro de jeito nenhum. Mas ao mesmo tempo ele está com dívidas no cartão de crédito ou no cheque especial pagando taxas altíssimas”, diz Massaro.

Ele lembra que, neste caso, o mais racional seria tirar o dinheiro da poupança e pagar as dívidas, mas muitas pessoas não conseguem fazer isso. “Mentalmente, elas consideram aquele dinheiro intocável”, ressalta.

Pecado 2 – Não se informar
O segundo “pecado capital” do investidor é não procurar informação e não se educar financeiramente. “A educação financeira é uma ferramenta de liberdade pessoal, mas poucas pessoas conseguem enxergar isso. Quem é bem educado financeiramente consegue tomar suas decisões de forma muito mais clara e racional”, afirma Massaro.

Já aqueles que não investem neste tipo de educação correm um risco muito maior de tomar decisões erradas. “Ou então acabam tendo que recorrer a outras pessoas em busca de informações, que muitas vezes são tão ou mais despreparadas”, alerta o especialista.

Pecado 3 – Não diversificar
A diversificação de investimentos é uma das premissas básicas do gerenciamento de riscos. “É o 'feijão com arroz', o mínimo que alguém pode fazer. E a não-diversificação é, em grande parte, uma consequência do pecado anterior, pois a educação financeira deficiente faz com que não consigamos enxergar os riscos”, afirma.

Pecado 4 – Preconceito
O preconceito em relação aos investimentos é mais um dos erros comuns dos investidores e que pode ser classificado como um dos “pecados capitais”.

“Um caso clássico é o daquele sujeito que tem muito dinheiro e coloca tudo numa caderneta de poupança, pois ele aprendeu que era o Investimento mais seguro que existe e simplesmente não quer nem ouvir falar de outra coisa”, diz Massaro. “Às vezes ele até conhece outras alternativas tão seguras quanto e mais rentáveis, mas o medo fala mais alto e ele permanece 'abraçado' às suas crenças, sem perceber que pode não estar fazendo o melhor para si”, completa.

Pecado 5 – Investir pontualmente
O especialista lembra que investir não deve ser uma atitude isolada e pontual, e sim um hábito. “O investidor disciplinado cria uma regra para si – por exemplo, investir todo mês 10% do salário - e transforma isso em hábito, o que acaba levando a uma vida financeira cada vez mais sólida e saudável”, diz.

Já o investidor pouco eficiente, segundo Massaro, é aquele que investe algum dinheiro em determinado momento da vida e nunca mais se preocupa em fazê-lo de novo.

Pecado 6 – Expectativas irreais
O especialista ressalta que investir no mercado financeiro dificilmente é um caminho para o enriquecimento fácil e rápido,mas muita gente ainda acredita que vai dar a “grade tacada”.

“Por conta disso, a pessoa acaba se expondo a riscos elevados e pode perder (muito) dinheiro”, alerta. “É importante saber qual é o retorno médio dos investimentos mais conservadores do mercado e fazer os planos e projeções baseados neles”, aconselha o especialista.

Pecado 7 – Se “casar” com os investimentos
Comprar ações de uma empresa, esperando uma grande valorização em um curto ou médio prazo, e ser surpreendido com um movimento contínuo de queda é uma situação comum no mercado acionário.

Neste caso, o especialista afirma que é preciso ter um pouco de coragem para cortar as perdas rapidamente e preservar o capital aplicado. “Mas muitas pessoas têm dificuldade em assumir que tomaram uma decisão errada e por isso ficam ali, sofrendo e vendo o investimento 'derreter', na expectativa de que as coisas vão melhorar”, critica.

Fonte: http://www.infomoney.com.br - por: Diego Lazzaris Borges

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Como ganhar R$1 milhão na internet?

São Paulo - Passava das três horas da tarde de uma segunda-feira, 15 de agosto, em São Paulo. Perto da sempre movimentada Avenida Paulista, no subsolo de um grande hotel, 44 empreendedores foram organizados em quatro turmas. O destino deles, sozinhos ou com seus grupos, era uma das quatro mesas comandadas por um dos executivos de um grande fundo americano de investimentos, o Redpoint Ventures, que investiu em quatro empresas brasileiras nos últimos 12 meses.

Ao entrar na sala, com um misto de ansiedade e empolgação, os empreendedores eram destinados às quatro mesas para o início de uma sabatina de 15 minutos, em inglês, sempre encerrada pelo som de uma campainha e a entrada de outro grupo. Em seis rodadas, 22 equipes apresentaram suas ideias. Com uma dinâmica tão rápida, a mesa de comidinhas no canto da sala permaneceu intocada. De lá só saíram algumas garrafas de água mineral e uma latinha de guaraná, consumida com prazer por um dos americanos.

Quando a sabatina acabou, duas horas depois, Pueo Keffer, investidor que comandava o evento, correu para outra reunião. Era a pressa de não perder bons negócios no Brasil. Definitivamente, entramos no radar do Vale do Silício. Até pouco tempo atrás, cenas como essa seriam impensáveis no país, mas agora devem se tornar mais frequentes. No último ano, investidores estrangeiros, sobretudo americanos, têm visto nas startups brasileiras — e nas nem tão iniciantes assim — um grande potencial. O bom momento econômico do país ajuda a diminuir o risco do aporte estrangeiro de capital. E as startups começam uma corrida em busca de seu primeiro R$ 1 milhão.

“Nunca vi uma onda de interesse no Brasil como a atual”, afirma Bedy Yang, brasileira de origem chinesa que mora no Vale do Silício há três anos e fundou a Brazil Innovators, entidade que faz a ponte entre empreendedores nacionais e investidores estrangeiros. Foi Bedy quem coordenou a vinda de cerca de 50 investidores ao país em abril, no projeto Geeks on a Plane (Geeks no avião), que faz excursões a vários continentes em busca de oportunidades. O grupo passou por São Paulo e Rio de Janeiro e teve a chance de conversar com muitos empreendedores.

Mais do que uma bolha

As startups com modelos de negócios baseados em produtos e serviços comercializados pela internet são as que têm conseguido maior volume de investimentos internacionais. Segundo levantamento da consultoria Ernst & Young, empresas brasileiras receberam, no ano passado, 4,6 bilhões de dólares em investimentos dos tipos private equity e venture capital. Isso representa 70% do valor destinado à América Latina e o grupo da tecnologia só perdeu para o setor financeiro.

As razões para o otimismo em relação ao Brasil estão na ascensão da nova classe média, popularização da banda larga doméstica, crescimento do comércio eletrônico e ampliação do número de smartphones em uso. A expansão lenta da internet nos últimos anos atrasou o boom de negócios que dependem da rede, hoje os líderes absolutos em investimentos.

A crise econômica vivida por Estados Unidos e Europa também ajuda a despertar o interesse dos investidores por outras regiões. Se há três anos os holofotes estavam voltados para a China, agora eles foram direcionados para nós. E não são só os fundos americanos que apostam nas companhias brasileiras. “A Espanha passa por um momento difícil e isso faz o retorno do investimento no Brasil ser muito superior”, diz Carlos Martín, do IG Expansión, um fundo de venture capital e private equity espanhol que investiu no portal de viagens Viajanet, voltado às classes C e D, e no clube de compras BrandsClub. Outros dois projetos ainda não lançados também receberam dinheiro do fundo.

O risco desse interesse crescente e dos investimentos estrangeiros é o surgimento de uma bolha nacional na internet, com startups supervalorizadas artificialmente. Mas o momento agora é diferente daquele visto no início dos anos 2000, quando a bolha da web estourou. “Hoje os empreendedores têm mais acesso a capital. No tempo da bolha não havia investimento de risco”, diz Paulo Humberg, CEO do BrandsClub, e um dos pioneiros nos negócios pela internet no país. “As empresas que hoje recebem uma avaliação alta de seu potencial são negócios reais que geram faturamento e lucro significativos. Há uma diferença real entre o presente e os anos 2000”, diz Pueo Keffer, do fundo Redpoint Ventures.

Uma boa parte do dinheiro captado está sendo destinada à segunda geração de empreendedores da web, principalmente aos jovens de até 30 anos que não viveram a bolha das empresas pontocom. Na sua maioria, os investidores buscam projetos de internet, software e aplicações móveis, sobretudo apoiados em modelos que já fizeram sucesso em outros países.

Um exemplo são os sites de compras coletivas, como Peixe Urbano e ClickOn, réplicas tropicalizadas do americano Groupon, o pioneiro. Chamados com ironia de copycats (imitador, em português), esses projetos, quando bem gerenciados, têm modelos de negócios viáveis, com retorno no curto e médio prazos. “Com uma ideia que funcionou nos Estados Unidos e um talento razoável é fácil captar dinheiro”, afirma Martín, do IG Expansión.

Os empreendedores brasileiros já perceberam o bom momento e não estão perdendo tempo. Muitos têm testado na internet versões beta de uma série de protótipos. Assim, além de avaliar a viabilidade imediata de seus projetos, ainda conseguem ter algo para mostrar a investidores com um mínimo de resultado. “A internet tem um cenário muito fértil e você precisa de menos investimento inicial para começar um negócio. É mais trabalho e menos capital”, diz Paulo Veras, criador do Guidu, um portal de recomendações de entretenimento, e ex-CEO da Endeavor, ONG que apoia o empreendedorismo.

Não é difícil encontrar projetos brasileiros que receberam investimentos e estão fazendo sucesso como réplicas de modelos americanos. Veja o caso do Hotel Urbano. O projeto começou com um site de compras coletivas, mas seus idealizadores logo perceberam que o modelo caminhava para a saturação. Hoje existem mais de 1 200 sites desse tipo no país. Os irmãos José Eduardo, 28 anos, e João Ricardo Mendes, 30, resolveram apostar no turismo. O Hotel Urbano começou a operar oficialmente em janeiro deste ano e apenas 21 dias depois despertou a atenção do fundo Insight Venture Partners, que participou, entre outras empresas, de uma das rodadas de investimento no microblog Twitter.

Dois meses de negociações e o acordo foi fechado. O fundo ficou com um terço da empresa. O Hotel Urbano é um portal que trabalha com reservas em hotéis do mundo todo e a venda de passagens aéreas e rodoviárias. O site resolveu agora apostar no Facebook. “Nossa loja dentro do Facebook já responde por 4,3% do faturamento”, diz José Eduardo. A projeção de receita do Hotel Urbano para os primeiros 12 meses depois do negócio com o Insight Venture Partners, consolidado em abril, é de 100 milhões de reais. Até o fim do ano, o negócio também estará em operação na Argentina e deve chegar ao Chile, Peru e México no ano que vem. Além do Hotel Urbano, os irmãos Mendes tocam, desde 2007, o ApetreXo, um site de comércio eletrônico que deve fechar 2011 com a oferta de 10 mil produtos e faturamento de 40 milhões de reais. Para ter sua loja no Facebook, o Hotel Urbano usou a tecnologia de uma outra startup, a LikeStore. Aberta oficialmente em agosto, a empresa consegue viabilizar compras totalmente dentro da rede social e aproveita a influência dos amigos para estimular o consumo. O publicitário Gabriel Borges e outros quatro investidores usaram capital próprio para levantar os 2 milhões de reais necessários para começar a operação

Dois meses de negociações e o acordo foi fechado. O fundo ficou com um terço da empresa. O Hotel Urbano é um portal que trabalha com reservas em hotéis do mundo todo e a venda de passagens aéreas e rodoviárias. O site resolveu agora apostar no Facebook. “Nossa loja dentro do Facebook já responde por 4,3% do faturamento”, diz José Eduardo. A projeção de receita do Hotel Urbano para os primeiros 12 meses depois do negócio com o Insight Venture Partners, consolidado em abril, é de 100 milhões de reais. Até o fim do ano, o negócio também estará em operação na Argentina e deve chegar ao Chile, Peru e México no ano que vem. Além do Hotel Urbano, os irmãos Mendes tocam, desde 2007, o ApetreXo, um site de comércio eletrônico que deve fechar 2011 com a oferta de 10 mil produtos e faturamento de 40 milhões de reais. Para ter sua loja no Facebook, o Hotel Urbano usou a tecnologia de uma outra startup, a LikeStore. Aberta oficialmente em agosto, a empresa consegue viabilizar compras totalmente dentro da rede social e aproveita a influência dos amigos para estimular o consumo. O publicitário Gabriel Borges e outros quatro investidores usaram capital próprio para levantar os 2 milhões de reais necessários para começar a operação

A startup segue a linha da americana Payvment e enfrenta a concorrência de outra empresa nacional, a E Like, mas tem tudo para crescer. A boa sacada foi oferecer uma plataforma em que qualquer pessoa pode criar sua loja no Facebook sem gastar um tostão. A receita da LikeStore vem com a comissão sobre cada venda, que está hoje em 2% do valor pago pelo consumidor. Além disso, outros 5,9% mais uma taxa fixa de 0,39 real são destinados ao MoIP, serviço de pagamentos.

“O ticket médio das compras é de 120 reais e esperamos atingir 18 milhões de reais no primeiro ano de operação”, diz Gabriel Borges. Nos dois meses da fase beta, antes do lançamento oficial, a LikeStore criou cerca de 960 lojas, incluindo a de grandes marcas, como a do joalheiro carioca Antonio Bernardo.

O comércio eletrônico com base em rede social ganha cada vez mais relevância. O modelo da LikeStore, conhecido como Facebook Commerce (ou F-commerce), é uma tendência, pois alia compras a indicações de amigos presentes na rede social e já é visto em operações de marcas como Disney, Starbucks e Levi´s. “O Facebook estimula a criação de um ecossistema que permite novos negócios. No F-commerce, a empresa usa a estrutura do Facebook como moldura para realizar vendas no site”, diz Alexandre Hohagen, vice-presidente do Facebook para a América Latina. “A Amazon, por exemplo, pode avisar a um usuário do Facebook que o aniversário de um amigo está próximo e indicar presentes relacionados ao gosto pessoal dele.” Outro modelo que faz sucesso nas redes é o dos jogos sociais, como os criados pela americana Zynga. A carioca Gazeus Games investiu numa fórmula consagrada: levou para o Facebook jogos de cartas como tranca, truco e buraco. Agora está lançando um novo game, o Music City, em que o jogador gerencia a carreira musical de um artista virtual. A Gazeus surgiu da união de duas empresas, a Gazzag, que já foi rede social e hoje dedica-se a games sociais, e a Odysseus, que também fazia jogos e mantinha o site Jogatina.

Obteve investimento do fundo Mosaico, em 2010, e este ano planeja faturar 20 milhões de reais. “Nosso modelo de negócios está baseado na assinatura dos jogos e na venda de bens virtuais”, diz Guilherme Pereira e Oliveira, 41 anos, presidente da Gazeus. Um dos fundadores do site de namoro Par Perfeito, Oliveira está em sua terceira startup.

O que é melhor hoje? Copiar ou partir para uma ideia totalmente nova? Fundos nacionais, especialmente os públicos, destinam mais verba para ideias novas. “Muito do capital disponível no Brasil está nas mãos de investidores avessos a apostar na inovação não comprovada. Isso sinaliza uma direção errada aos empreendedores, que se preocupam menos com a inovação e mais com o dinheiro”, diz Yuri Gitahy, da Aceleradora, empresa que ajuda a acelerar projetos de startups.

Gitahy afirma que é importante que os empreendedores busquem o capital na hora certa, seja para um modelo adaptado ou para um totalmente inovador, que pode ser muito mais rentável. O estímulo financeiro a cópias pode gerar um certo comodismo.

Mas ainda há espaço para boas ideias. “Se chega a mim um projeto com escala global, sem paralelo nos Estados Unidos, tenho interesse em olhar e investir. O problema geralmente é como levar para o segundo estágio, para conseguir investimentos de venture capital”, diz Cassio Spina, da Anjos do Brasil, associação privada que aproxima empreendedores e investidores-anjo.

Mesmo com uma fórmula pronta, para fazer sucesso com um copycat não basta estar no mercado. “A réplica não é o único caminho, mas ele é muito viável. Implementar daqui um modelo de fora requer, sim, muita inovação”, diz Michael Nicklas, diretor do fundo Ideiasnet. “Qualquer negócio é formado por 90% de execução e 10% de inovação. Você não pega um modelo e executa direto em outro país. É precisa adaptá-lo.”

Não há dúvidas de que o atual grupo de novos empreendedores está mais maduro, mas isso não é garantia de sucesso. “Das mais de 2 200 empresas que estão ou já passaram pelo BizSpark, cerca de 30% morreram. O importante é que a empresa morre, mas o empreendedor, não. Ele deve buscar outros negócios”, diz Silvia Valadares, gerente de desenvolvimento da economia local de software da Microsoft. O programa BizSpark, da Microsoft, completará três anos em novembro e acompanha novas empresas, investindo indiretamente, com licenças de software e consultoria.

Os investidores destacam que os brasileiros ainda precisam ter mais visão de longo prazo e ímpeto gerencial. “Às vezes precisamos buscar empreendedores de fora para gerenciar negócios no Brasil”, afirma Martín, do fundo espanhol IG Expansión. Isso acontece porque o brasileiro ainda não está acostumado a sair da universidade com a convicção de abrir uma empresa. As primeiras opções costumam ser encontrar sempre um emprego público ou numa multinacional. “Nos Estados Unidos, a primeira coisa que os estudantes pensam é ter uma startup de sucesso. É preciso conviver com essa possibilidade na universidade”, diz Bedy Yang, da Brazil Innovators. O paulista André Nazareth sempre quis abrir uma empresa, mas não sabia quando seria o momento certo. Depois de uma temporada de um ano no Japão, voltou com uma ideia e a apresentou aos amigos Danilo Campos, Bruno Branta e Luciano Frezzatto, do curso de engenharia da computação da Unicamp. “Mostrei e já começamos a modificá-la. Não existe uma ideia espetacular que vai mudar o mundo. O que existe é uma ideia bem trabalhada”, diz Nazareth. Das conversas nasceu o MeuCarrinho, um comparador de preços de produtos vendidos em supermercados com uma versão para web e outra para smartphones.

O consumidor usa a câmera do celular para ler o código de barras do produto e, assim, comparar o preço com o praticado em outros supermercados. Ainda em versão protótipo, o projeto foi um dos quatro vencedores do desafio Sua Ideia Vale 1 milhão, lançado pelo site BuscaPé, que comprou 30% do projeto, por 300 mil reais. “Para nós o BuscaPé é mais do que um investidor. Há uma sinergia muito grande entre as empresas e eles têm o conhecimento de mercado de que precisamos”, afirma Nazareth.

Não são só os investidores que se interessam pelo Brasil. Empreendedores estrangeiros também estão de olho no país. É o caso dos argentinos Frank Martin e Franco Silvetti, ambos de 26 anos, fundadores do serviço Restorando, que divide suas operações entre Buenos Aires e São Paulo. Sucesso portenho, o site faz reservas online em restaurantes e licencia um software para os estabelecimentos organizarem as mesas. “Mais de 70% dos nossos recursos serão investidos no Brasil”, diz Martin. O Restorando cresce 300% ao mês e espera somar 1 600 restaurantes até o fim deste ano, metade em cada país.

No final de 2010, a startup dos argentinos recebeu um aporte de capital do fundo de investimento Atomico, criado por Niklas Zennström, um dos fundadores do serviço de telefonia Skype.

O Atomico investiu também no CinemaKi, portal de cinema criado em Buenos Aires que usa dados das redes sociais para indicar filmes. Ainda sem escritório no Brasil, o site já fechou parceria com o canal de cinema do iG. O negócio inclui um aplicativo para celular que localiza os cinemas mais próximos de onde estão os consumidores. No futuro, incluirá recomendações de amigos, para facilitar a escolha dos filmes. “Temos 1,3 milhão de visitas mensais, mas nosso objetivo é chegar a 10 milhões até o final de 2012”, diz o argentino Matías Garcia, um dos fundadores.

Já o Baby.com.br, portal criado por dois americanos, deve começar a operar até o fim do ano, com a venda de produtos para bebês e crianças de até três anos. A ideia não é nova e surgiu quando um dos sócios, Kimball Thomas, teve dificuldades para encontrar fraldas para seu filho durante férias no Rio de Janeiro. Formado na Harvard Business School, Thomas associou-se ao primo Davis Smith para abrir o negócio no Brasil.

Eles não divulgam o valor do capital que receberam, mas dizem que está entre os maiores que uma startup já teve no país. “O site terá tudo o que uma mãe precisa comprar enquanto o bebê dorme”, afirma Smith, pai de duas meninas. Ele resume em uma frase o sentimento que parece coletivo: “Acreditamos no Brasil”. Os investidores estrangeiros também, para alegria dos 44 empreendedores ouvidos em São Paulo pelo Redpoint Ventures. Agora eles aguardam ansiosos por uma resposta positiva do fundo.

Fonte: http://info.abril.com.br

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Startups brasileiras enfrentam o desafio de formar equipes e inovar.

Investidores buscam novas empresas com iniciativas criativas, experiência e planejamento a longo prazo.

Equipe de trabalho, inovação no mercado e solução para problemas são os três pontos que fazem de uma startup um bom negócio ou um risco. Será que existe fórmula para um empreendimento dar certo? Algumas empresas podem dizer que simplesmente tiveram sorte, mas antes passaram por um grande processo de captação de pessoas, pesquisa e planejamento para não se lançarem ao acaso no mercado brasileiro.

O sucesso rápido de algumas startups, que chegam a faturar R$ 600 mil anuais, se tornou porta de entrada para milhares de jovens empreendedores colocarem suas ideias em prática. É o caso das empresas Boo-Box, Samba Tech e Apontador, que lançaram ferramentas na internet, e da Do Bem e da Cachaça Express, que apresentaram novas bebidas aos brasileiros.

"Muitas empresas começam, mas poucas conseguem se destacar. Como a maior parte não consegue se diferenciar dos demais, acaba em um médio prazo não se sustentando e fechando", destaca Marcos Hashimoto, Professor Coordenador do Centro de Empreendedorismo do Insper, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Projetos de investimento

Há também empresas que começaram como startups e hoje ajudam no desenvolvimento de pequenos negócios, avaliando as características para construção de uma boa equipe e ensinando as ferramentas de produção. Em agosto, o programa "Sua ideia vale um milhão", do Buscapé, selecionou quatro promessas de empreendimento e, neste mês, o Peixe Urbano patrocinou a entrada de cinco iniciativas digitais no Startup Farm.

O programa foi criado pelo Grupo Instituto Inovação, que há nove anos atua no Brasil e na América Latina fomentando a inovação e o empreendedorismo. Nesta edição, em São Paulo, 50 empreendedores estão trabalhando durante o mês junto com a consultora, cumprindo tarefas que darão suporte ao processo de desenvolvimento das startups no mercado. Após os 30 dias, serão selecionadas seis finalistas para a etapa de apresentações dos projetos para os potencias investidores.

Os organizadores planejam levar o programa, com a mesma proposta, para mais 10 cidades brasileiras. Em outubro, será a vez do Rio de Janeiro. "Acreditamos que o mercado vive um ótimo momento. Existem muitas oportunidades no Brasil e, com o apoio ao Startup Farm e a outras iniciativas, estamos incentivando esta cultura no país", declara Letícia Leite, Diretora de Comunicação do Peixe Urbano, em entrevista ao portal.

Já o BuscaPé, depois de analisar mais de 800 projetos na ação "Sua ideia vale um milhão", escolheu quatro startups e entregou R$ 300 mil de investimento inicial para que possa dar impulso e estruturar as empresas Urbanizo, Meu Carrinho, HotMart e Anucie Lá, que passarão a pertencer em 30% ao BuscaPé e estão orçadas cada uma em torno de R$ 1 milhão.

Qualidades de uma startup


Mas como saber se o investimento será rentável? Alguns colaboradores analisam características que são fatais para o bom andamento do projeto. O principal deles é a equipe, o perfil das pessoas por trás do projeto é relevante para qualquer tipo de empreendimento. O equilíbrio de competências traz um diferencial para empresa. Como, por exemplo, o Peixe Urbano, em que os três sócios fundadores apresentam experiências complementares. Júlio Vasconcellos possui um conhecimento forte na área de Marketing, Emerso Andrade apresenta habilidades para o comercial e Alex Tabor é especialista na área de tecnologia.

"Depois da equipe, a proposta é o segundo ponto mais importante. É necessário apresentar uma ideia com conceito inovador, que busque soluções para os problemas do mercado de forma criativa ou atenda negócios que estão em crescimento", comenta Felipe Matos, Sócio do Instituto Inovação e Organizador do Startup Farm, em entrevista ao portal.

Ainda existe um terceiro ponto que pode colaborar com o desenvolvimento de um startup, o mercado de nicho. Novas empresas não conseguem concorrer com o poder de capital de marcas consolidadas no mercado. O caminho mais fácil é criar um foco e um planejamento estratégico antes de lançar um novo produto ou ferramenta. Muitas empresas no comércio online buscaram uma especificação para não concorrer com companhias como Amazon ou Submarino e se tornaram especialistas em determinados produto.

Ideias que crescem e ganham visibilidade


Investir no diferencial ainda é a maior arma de Marketing da categoria. Foi assim que a startup Cachaça Express, presente há quase três anos no aeroporto de Confins, em Belo Horizonte, ganhou todo o Brasil há menos de um ano. O projeto de comercialização online da bebida artesanal passou por um período de planejamento e o primeiro passo foi o questionamento sobre a necessidade do negócio, já que o principal objetivo era aumentar as vendas e o giro dos produtos da loja. Logo após a ideia inicial, foi realizada uma pesquisa na internet para avaliar a concorrência e constatou-se que se tratava de um mercado mal explorado e amador.

Para ir além do que já existia na web, Emílio Lobato, Presidente da empresa, investiu numa plataforma distinta, com informações e fotos de estúdio dos produtos e em breve apresentará um mecanismo de visualização de 360° das imagens. "Estamos colocando uma marca nova por semana no site, hoje temos em torno de 100 disponíveis. Nada é estático no nosso processo de crescimento", expõe Lobato, durante a entrevista ao Mundo do Marketing.

Também no ramo de bebida há quatro anos, a Do Bem chegou ao mercado com um produto conhecido, mas uma proposta inovadora: suco de caixinha natural sem a utilização de nenhum aditivo, sequer água. Para viabilizar a ideia, o administrador Marcos Leta viajou pelos Estados Unidos e Europa a fim de conhecer uma tecnologia compatível com seu ideal de produto.

Com ações de Marketing que compreenderam as mídias digitais e o relacionamento com o público, além de embalagens com design diferenciado, a empresa conseguiu se destacar entre os correntes e, atualmente, os produtos estão em mais 400 pontos de venda do Rio de Janeiro.

Por onde começar?


Baseado no livro "StartUp", da norte-americana Jessica Livingston, os autores brasileiros Pedro Melo e Marina Vidigal lançaram em julho a obra "Startup Brasil", que conta a história de 10 empreendedores nacionais que transformaram o comportamento do público no país a partir de seus negócios, entre eles Cacau Show, O Boticário e Gran Sapore. A especialidade das startups hoje em dia, contudo, tem sido a criação de ferramentas no meio digital e aplicativos para celulares e tablets.

O caminho virtual pode ser mais prático, mas nem por isso mais fácil, afinal qualquer empresa precisa trabalhar sua imagem na internet também. Por meio de um planejamento estratégico com as ações de SEO (Search Engine Optizimation) e SEM (Search Engine Marketing), uma nova empresa pode se tornar bem cotada no ranking do Google ou outros sites de busca, assim como fez a Cachaça Express. Ao digitar o termo usual "cachaça" no buscador, o link da empresa aparece em terceiro lugar na página, aumentando a visibilidade da marca, que atualmente registra um crescimento de, em média, 30% ao mês nos acessos ao portal.

"O principal para uma startup é ganhar visibilidade e isso surge trabalhando bem em redes sociais, tendo um material que seja valorizado pelos potenciais clientes e que crie alguma forma de divulgação viral. É importante conseguir se sobressair aos demais por meio do próprio boca a boca que rola na internet", explica o Professor Hashimoto, do Insper.

Características das startups nacionais


Em pesquisa realizada pelo portal Mais StartUp, em junho do ano passado, 80% das startups brasileiras faturam de R$ 200 mil a R$ 600 mil e contam com entre cinco e 25 colaboradores. O site tem hoje 317 empresas cadastradas à procura de investidores e mão de obra qualificada, com empreendimentos inaugurados entre os anos de 2006 e 2010, principalmente do setor de tecnologia, seguido por mídia e varejo.

De acordo com o levantamento, 80% dos colaboradores têm menos de 28 anos e mais de 60% se encontram no segundo emprego, além de serem homens (60%) e de São Paulo (65%). O Rio de Janeiro e Minas Gerais também aparecem como potenciais regiões de investimento.

Além do processo árduo da captação de pessoas, as sociedades para o desenvolvimento dos trabalhos também é um desafio para as novas empresas. "Uma dificuldade que estamos passando é fazer a integração do site com as transportadoras. Hoje, entregamos pelos Correios, o que limita os pedidos em até 30 quilos. Precisamos estabelecer parcerias com as transportadoras tradicionais de cargas, mas as que contatamos ainda não estão preparadas para o e-commerce", declara Lobato.


Fonte: http://www.administradores.com.br

domingo, 3 de julho de 2011

Brasil - Uma fonte de atração para Investidores "Anjos".

Os investimentos de “anjos” começam a ganhar destaque no Brasil. A modalidade, já bastante difundida nos países desenvolvidos, atrai pessoas que apresentam desenvoltura em gestão e acumulam experiência como executivos em grandes empresas ou em negócios próprios.

Com um perfil arrojado, a maior parte destes aplicadores está na faixa de 45 e 55 anos e têm uma renda anual média de R$ 250 mil. Os anjos costumam colocar em torno de 40% do capital necessário para a realização do negócio. Os investimentos variam entre R$ 15 mil e R$ 300 mil e quase sempre exigem participação ativa na gestão. E desde o ano passado aumentou o número de “anjos” que investem R$ 1 milhão ou mais em negócios nascentes.

O investidor individual ativo é aquele que aporta capital próprio em empresas nascentes, apostando no potencial de crescimento de valor demercado. Embasados nas experiências profissionais anteriores, os anjos tendem a se envolver nos negócios em que investem. Eles dão suporte na identificação, prospecção e desenvolvimento de seleção dos negócios imperdíveis e na formação de equipes. Além disso, trazem uma rede de relacionamentos construída em anos de atuação no setor.

Os “anjos” tomam suas próprias decisões. Dessa forma, influenciam o negócio e têm impacto sobre o resultado. "Este tipo de investimento é de risco e quem aposta nesta modalidade é uma pessoa sofisticada, de perfil peculiar. O aplicador traz na bagagem a experiência adquirida ao longo da vida profissional, o que tende a auxiliar positivamente as novas empresas”, diz José Antônio Pimenta Bueno , coordenador do Núcleo de Estudos e Pesquisas do Instituto Gênesis da PUC-Rio.

“O ‘anjo’ é um investidor ativo, ou seja, não é aquele que fica observado as oscilações do mercado pelo monitor do computador. Ele tem a chance e a competência para intervir”, completa Pimenta Bueno.

Na opinião do analista, este tipo de negócio é interessante porque integra a experiência dos “anjos” com o arrojo dos jovens empreendedores. “Muitas vezes, estas novas empresas surgem muito competentes em áreas específicas, mas vêm com deficiências em outros segmentos e é aí que o ‘anjo’ pode fazer a diferença”, afirma.

No Brasil ainda não existe instituição responsável por fiscalizar todos os investidores “anjos”, mas os analistas afirmam que a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) contribui de forma eficaz para estimular o difundir esse conceito. De acordo com as estimativas dos especialistas, o Brasil tem 200 mil “anjos” investidores em potencial e que podem investir, anualmente, cerca de R$ 3 bilhões em empresas brasileiras.

Apostar na modalidade é apontado como boa alternativa para pessoas que
têm não apenas dinheiro, como também tempo disponível para cuidar do investimento. “O investidor não aplica apenas o dinheiro, ele aplica seus conhecimentos”, diz Ernesto Weber , diretor da Gávea Angels, que já contou com um “anjo” aplicando R$ 1 milhão em uma empresa nascente.

Nos Estados Unidos, onde a modalidade é bem difundida, investe-se, anualmente, cerca de US$ 50 bilhões. Lá eles são considerados como fonte criadora de novos negócios e são vistos como agentes da inovação, propulsores da economia e impulso para mover jovens. Vale lembrar que duas das empresas mais ricas do mundo nasceram com o auxílio de investidores “anjos”: Google e Microsoft.

Na Europa, os dados divulgados pelo Instituto Gênesis mostram o valor aplicado está estimado em 600 milhões de euros em 2006 e o porte médio do investimento gira em torno de 100 mil euros. De acordo o Instituto Empreender Endeavor, o Brasil é o oitavo país mais empreendedor do mundo, o que torna o País uma fonte de atração dos “anjos”.

Fonte: http://www.administradores.com.br

terça-feira, 10 de maio de 2011

5 dicas para encontrar um investidor para o seu negócio.

A falta de capital para tirar uma ideia do papel é um mal que acomete muitos empreendedores. Antes de correr para os bancos em busca de um empréstimo – muitas vezes a juros que o negócio não vai suportar – é bom avaliar se algum investidor teria interesse em injetar capital no seu projeto.

De acordo com o Centro de Estudos de Capital de Risco da FGV (GVCepe), no ano passado foram investidos US$ 3,1 bilhões em empresas brasileiras. Quase metade foi para empresas em estágio inicial de desenvolvimento. O volume total de recursos usados pela indústria de capital de risco no país passou de US$ 8 bilhões para US$ 36,1 bilhões em cinco anos.

Além de injetar dinheiro, os investidores costumam ajudar na gestão empreendimento. Por isso, flexibilidade faz parte do contrato. Os empreendedores precisam estar dispostos a dividir informações, planos e até tarefas com quem investe na empresa. Confira a seguir algumas dicas para fisgar um investidor para o seu negócio.

Conheça os tipos de investidores
Os investidores são classificados por estágios de capital de risco. Os investidores-anjo costumam buscar empresas bem iniciantes e investem entre R$ 50 mil e R$ 500 mil. Já o investidor de seed capital costuma injetar de R$ 500 mil até R$ 2 milhões em empresas mais consolidadas, com clientes e produtos definidos. Em seguida estão os fundos de venture capital, com investimentos de até R$ 10 milhões em empresas que já faturam alguns milhões.

Escolha o melhor investidor
Uma vez escolhido o tipo de investimento ideal para sua empresa, comece a pesquisar sobre quem seriam os possíveis investidores interessados no negócio. Uma opção para empresas inovadores e muito pequenas é buscar uma subvenção econômica, por exemplo. O programa PRIME da FINEP empresta a esses empreendedores e muitas vezes não é preciso devolver o dinheiro. Além disso, existem grupos investidores que estão buscando negócios inovadores no Brasil para compor seus portfólios.

Tenha um discurso na ponta da língua
Você é capaz de definir seu modelo de negócio em 60 segundos? Consegue garantir a atenção de um investidor em um evento cheio de outras startups? Pois esteja preparado para este tipo de situação. O pitch (uma palavra em inglês para discurso do vendedor) precisa ser curto, claro, contar sua história, mostrar como sua ideia traz a solução para um problema e – é claro – mostrar que ela é financeiramente atrativa para o investidor. O objetivo é conseguir mais tempo para conversar depois desse primeiro minuto de apresentação.

Saiba destacar sua ideia
Com um pitch bem treinado e conciso, o empreendedor já aumenta suas chances de chamar a atenção do investidor. Mas para consolidar o relacionamento é preciso ter algumas características que costumam fazer os olhos dos investidores brilharem. A primeira delas é perfil empreendedor, demonstrado na capacidade de transformar ideias em negócios. Equipes bem formadas, produtos promissores, potencial de crescimento, afinidade e resultados também ajudam a destacar a sua startup no meio de outras.

Esteja no lugar e na hora certos
Não comece a buscar investimentos em qualquer momento do seu negócio. Vale a pena procurar dinheiro quando já não é viável continuar por conta própria, quando precisa acelerar o projeto ou quando busca recursos para expandir. Se fizer parte de um desses grupos, saiba que vai ser possível encontrar investidores em meetups (encontros de empreendedores e startups), competições de planos de negócios e até conversando com amigos e conhecidos.