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sábado, 22 de março de 2014

Como as Venture Capitals e Start-ups brasileiras escolhem se ‘casarem’?

Os processos decisórios de investidores em busca de empresas de alto impacto e, dos sócios de startups em busca de investidores que possam potencializar seus negócios possuem princípios muitos similares. Na essência, o (bom) relacionamento entre ambos é o fator principal para escolha na formação de uma sociedade entre empreendedores e investidores, no ambiente institucional brasileiro.

Até aqui, para a maioria das pessoas envolvidas no ecossistema empreendedor, não há grandes surpresas. Também, se considerarmos o fato de que as partes pretendem iniciar uma sociedade, que tem como base um relacionamento de longo prazo, é salutar imaginar que se o “namoro” não vai bem, melhor não selar o relacionamento.

Talvez o que mais tenha chamado a minha atenção ao pesquisar sobre o assunto é a sistemática desenvolvida por ambos, investidores (Venture Capitals) e investidos (start-ups) ao longo do desenvolvimento dos seus deals. Na pesquisa que conduzi, ao longo do segundo semestre de 2013, entrevistei quatro gestores de VCs e nove sócios de start-ups, num total de nove ‘matchings’, ou seja, negócios que acabaram em ‘casamento’ entre as partes. Com a pesquisa, foi possível entender o processo decisório de ambos, investidores e investidos, ainda que estes últimos tenham um processo menos estruturado que os primeiros.

As VCs realizam análises em profundidade sobre: o mercado, o modelo de negócio, os riscos, e, principalmente, o perfil do empreendedor por trás do negócio. No Brasil, houve uma “tropicalização” deste processo, conforme mencionado por alguns dos gestores entrevistados. É possível perceber maior intensidade no desenvolvimento do relacionamento interpessoal e, posteriormente, do envolvimento com a gestão. Essa tropicalização é característica presente em outros países emergentes como: Rússia, China e Coréia do Sul. Parte da explicação está na falta de instituições que apoiem o desenvolvimento de um ambiente estável e favorável ao empreendedorismo. A sistemática de análise pode ser lida e entendida também para ser aplicada pelo investidor Anjo.

O empreendedor, por sua vez, se apoia na experiência do investidor. Assim, por parte do empreendedor de alto impacto brasileiro, há expectativas de intervenção maior no seu negócio. Ou seja, o empreendedor espera que o investidor tenha participação muito próxima à gestão, por meio do aporte intelectual, da criação de contatos estratégicos, troca de experiência em negócios e em alguma medida na administração. É o Smart money intensificado pelas dificuldades de se empreender no Brasil. Pode-se aplicar a mesma expectativa dos empreendedores quando em busca de capital Anjo, uma peça estratégica ao negócio.

Conclusão: entender como estabelecer um relacionamento construtivo e alinhar as expectativas deve estar na pauta principal de quem busca um investidor ou quem pretende investir num negócio de alto impacto no Brasil. Para mais detalhes acessem a minha pesquisa: “Investidor e Investido: o processo decisório no matching entre Venture Capitals e Start-ups no Brasil.

Fonte: http://www.anjosdobrasil.net/blog.html - por Marcos Barcellos

domingo, 18 de novembro de 2012

Por que sua empresa deve investir em inovação?

Especialista conta que uma das vantagens de se investir em inovação é que o negócio ganha relevância no mercado em que atua.

Quais são as vantagens de se investir em inovação? Respondido por Lourenço Bustani, especialista em inovação

Para muita gente, o conservadorismo ainda prevalece como sinônimo de comodidade. Outros já veem a inovação como um caminho natural e necessário. A grande questão é não cair na armadilha da “inovação pela inovação”. É o que definimos como “inovação consciente”, uma inovação qualificada que tem como base ser melhor para a vida das pessoas. E as vantagens de levá-la adiante são muitas:

1. Garantir a sobrevivência de seu negócio É preciso se reinventar e se redescobrir sempre, caso contrário haverá um grande risco de você se tornar obsoleto e deixar de existir. Mais que isso, ao inovar e propor novas soluções capazes de repensar o próprio mundo em que vivemos, você estará mais perto de viver e deixar um legado.

2. Agregar relevância e significado Processos inovadores que olhem para o todo e considerem as reais necessidades das pessoas darão vida a produtos, serviços e causas de marca mais relevantes no mercado e na sociedade como um todo. Com isso, relações mais sólidas serão estabelecidas entre corporações e cidadãos. Para migrar para esse modelo, é preciso enxergar o quão destrutivo pode ser conceber uma inovação tendo como único tópico regente a métrica financeira.

3. Permitir relações de longo prazo É assustador pensar que quase 90% dos produtos que chegam ao mercado não se sustentam por mais de um ano. Através da inovação aberta, co-criada, é possível construir o novo junto daqueles que se beneficiarão da própria inovação. A vantagem? Antes de mais nada, resultados financeiros, que garantirão longevidade. Depois, a certeza de que sua atividade comercial faz parte de um círculo virtuoso cujos ganhos são divididos, distribuídos e compartilhados entre todos os agentes que interagem com o seu negócio.

Fonte: http://exame.abril.com.br - entrevista com Lourenço Bustani

domingo, 29 de maio de 2011

10 investidores em potencial para seu negócio. Se preparem e vão a luta.

Conheça os grupos investidores que estão buscando negócios inovadores no Brasil para compor seus portfólios

1 - Draper Fisher Jurvetson

Tim Draper, investidor de negócios de sucesso como Skype, Hotmail e Baidu, está de olho nas startups brasileiras. Recentemente, o investidor participou de uma sessão de perguntas e respostas com empreendedores locais via videoconferência. O investidor comanda o fundo Draper Fisher Jurvetson (DFJ), que tem mais de US$ 5 bilhões comprometidos e já realizou mais de 600 investimentos em todo o globo. No Brasil, a DFJ opera em conjunto com a FIR Capital

2 - Benchmark

Um dos fundos de capital de risco mais ativos no Vale do Silício, o Benchmark fez seu primeiro investimento no Brasil no ano passado, colocando dinheiro no popular site de compras coletivas Peixe Urbano. Ementrevista à EXAME, Matt Cohler – um dos sócios do fundo que tem no portfólio investimentos em mais de 150 empresas de tecnologia, como Twitter e eBay – afirmou que o Brasil é, junto com a China, o maior alvo para novos investimentos, especialmente nas áreas de internet e serviços de software e infraestrutura.

3 - Atômico

O grupo europeu Atômico, criado por Niklas Zennström, um dos fundadores do Skype, está com toda a atenção voltada à America do Sul. O comprometimento é tamanho que Geoffrey Prentice, membro do time que inaugurou as operações do Skype e um dos sócios do fundo, está de malas prontas para se mudar para o Brasil. O grupo já tem quatro investimentos na região – os nomes das empresas investidas ainda não foram abertos – e continua prospectando ativamente potenciais negócios no país. O alvo são empresas inovadoras de tecnologia com serviços voltados a usuários finais.

4 - FIR Capital


A FIR Capital tem R$ 80 milhões distribuídos em três fundos para investir em startups. A empresa planeja fazer até seis investimentos neste ano e o valor aportado deve variar entre R$ 1 milhão e R$ 5 milhões por negócio. O alvo são empresas com atuação em cadeias produtivas de negócios globais, como agronegócios, commodities, fármacos e internet. Já as áreas prioritárias para empresas com foco no mercado nacional são turismo, logística e serviços voltados ao publico de classe C. Um dos casos de sucesso do grupo é a empresa mineira de buscas Akwan, vendida ao Google.

5 - InvestTech

O fundo Invest Tech já fez seis investimentos, mas ainda tem R$ 3 milhões dos R$ 31,4 milhões captados para fazer mais um investimento neste ano. As áreas prioritárias para investimento são tecnologia da informação, educação e saúde. Para se candidatar, a empresa deve ter faturamento anual de até 15 milhões de reais. Entre as empresas investidas está a rede especializada em medicina reprodutiva Huntington.

6 - Astella

Com dois investimentos no portfólio – o Portal Educação e o Navegg –, a Astella pretende fazer aportes em pelo menos mais quatro startups brasileiras neste ano. As áreas preferenciais incluem educação, saúde, serviços financeiros e comércio. Os investimentos podem variar de R$ 100 mil até R$ 1,5 milhão. Entre as características valorizadas pelos investidores estão alto potencial de mercado para o produto ou serviço oferecido, vantagem competitiva do negócio e um bom time de empreendedores.

7 - Performa

Com recursos totais de R$ 26 milhões, a Performa deve investir em até 10 empresas para compor seu portfólio. O alvo são pequenas empresas de base tecnológica com alto grau de inovação focadas nos segmentos de biotecnologia, nanotecnologia, aplicações médicas, tecnologia da informação e tecnologias limpas. O valor médio dos investimentos feitos pelo fundo deve variar entre R$ 1 milhão e R$ 5 milhões.

8 - Criatec

O Criatec é um fundo com dez anos de duração criado com recursos do Banco Nacional de Deesenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em parceria com o Banco do Nordeste (BNB). Com um volume de recursos de R$ 100 milhões, o fundo já fez 23 aportes. O limite de investimento é de R$ 1,5 milhão em empresas com receita anual de até R$ 6 milhões. Entre as investidas está a empresa pernambucana de biotecnologia BioLogicus.

9 - Confrapar

A Confrapar é uma empresa de venture capital com diferentes fundos que investem em negócios inovadores no Brasil. Lançado este ano, o NascenTI tem R$ 35 milhões para investir em até 10 empresas de base tecnológica do Rio de Janeiro. Podem se candidatar aos recursos empresas com faturamento anual de até R$ 2,4 milhões e o valor médio investido por negócio varia de R$ 1 milhão a R$ 5 milhões. Nos mesmos moldes, o HorizonTI, que tem recursos totais de R$ 20 milhões, busca até seis empresas mineiras para completar o seu portfólio. Além dos dois fundos regionais já em operação, a Confrapar pretende lançar um fundo nacional até o meio deste ano. O fundo terá R$ 85 milhões, dos quais aproximadamente R$ 15 milhões já foram captados. Deste total, 20% vão para startups. Entre os investimentos já realizados pelo grupo está a rede profissional Via 6, fundada por Diego Monteiro e Renato Shirakashi.

10 - Monashees Capital

Tendo como alvo empresas que disputam mercados disruptivos – com potencial para movimentar mais de R$ 1 bilhão –, a Monashees Capital já tem sete investimentos no portfólio e continua de olho em oportunidades. Os investimentos variam de R$ 250 mil a R$ 5 milhões. O foco são os segmentos de internet e educação. Entre os investimentos da companhia está a boo-box, fundada por Marco Gomes, que provê soluções de publicidade para mídias sociais.