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sábado, 8 de fevereiro de 2014

Empréstimos do BNDES sobem 22% em 2013 e atingem R$ 190,4 bi.

Indústria ficou com 30% do total liberado, e a infraestrutura com 33%. Maior expansão relativa ocorreu no setor agropecuário, com alta de 64%.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou nesta terça-feira que seus empréstimos em 2013 totalizaram R$ 190,4 bilhões, alta de 22% sobre 2012 ( R$ 156 bilhões).

Segundo o banco, no entanto, apesar de o valor total ter sido mais alto, as aprovações de empréstimos em 2013 caíram 8%, para R$ 239,6 bilhões. Já as consultas e os enquadramentos no ano passado tiveram recuo de 11% e de 7%, respectivamente.

O BNDES explicou, em comunicado, que a queda nas aprovações, consultas e enquadramentos em 2013 é "explicada pela alta base de comparação e também sinaliza cenário de maior moderação nos desembolsos do banco em 2014".

A maior expansão relativa ocorreu no setor agropecuário (alta de 64%), com total de R$ 18,6 bilhões, "refletindo o forte volume de investimentos no campo, devido à safra recorde em 2013", informou o BNDES. Para o setor de comércio e serviços, o banco liberou R$ 51,5 bilhões, com alta de 17%.

"Todos os setores apoiados pelo Banco tiveram crescimento nas liberações. A indústria respondeu por 30% do total liberado (R$ 58 bilhões) e a infraestrutura por 33% (R$ 62,2 bilhões). Isso representou aumentos de 22% e 18%, respectivamente, nos desembolsos desses setores na comparação com o ano anterior", informou a instituição.

Para as micro, pequenas e médias empresas, foi desembolsada a cifra recorde de R$ 63,5 bilhões, equivalente a 33% das liberações totais de 2013.

Nova política operacional

O BNDES anunciou que fez uma revisão de sua política operacional "para alinhá-la às tendências do investimento no país, à maturidade da indústria financeira nacional e à necessidade de atender às empresas com mais eficiência e qualidade".

São três os blocos prioritários: infraestrutura (logística, energética, mobilidade urbana e saneamento), competitividade (inovação, serviços técnicos e tecnológicos; exportação de serviços de engenharia e bens de capital; setores intensivos em engenharia e conhecimento; economia criativa), e inclusão produtiva e sustentabilidade:

"Essas prioridades contam com os menores custos financeiros, os maiores prazos e os maiores percentuais de participação do Banco nos financiamentos", explica o BNDES.

A nova política operacional abre também espaço para as empresas captarem recursos complementares nos mercados. As novas regras com taxas, prazos e níveis de participação podem ser conferidas no site do BNDES.

Fonte: http://g1.globo.com/economia - Por G1, em São Paulo

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

CNI: Investimentos em inovação serão destaque da indústria em 2012!

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, espera que o setor cresça cerca de 4% no ano que vem. Para este ano, ele prevê uma taxa menor que a do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, em torno de 2,4%. Para aumentar o volume de recursos disponíveis para investimentos industriais, porém, é preciso que o setor se modernize.

“A inovação é fundamental para dar às empresas brasileiras condições de competição”, disse ele, após encontro com o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, na sede regional da CNI.

De acordo com Andrade, deverão ser criados pela CNI no país 22 institutos de inovação e tecnologia. Cada um atenderá a um ramo diferente, permitindo o acesso das empresas a modernos laboratórios de pesquisa e desenvolvimento.

Andrade informou que a CNI irá contratar uma empresa de consultoria para avaliar o efeito das políticas públicas para a inovação, principalmente, nos segmentos das pequenas e médias empresas. Ele citou os dados da pesquisa divulgada hoje (2) pela entidade, que mostra que apenas 12% das empresas apontaram o desenvolvimento de novos produtos como objetivo principal dos investimentos deste ano. O levantamento mostrou que esse percentual deverá crescer para 20,9% em 2012.

O presidente da CNI manifestou ainda otimismo com as medidas do governo federal para desonerar o investimento no mercado de capitais, observando que “certamente, vão trazer recursos para a Bolsa de Valores e capitalizar as empresas brasileiras”. Essas medidas, além do corte de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros (Selic), na opinião do líder empresarial , reforçam a confiança na superação da crise internacional.

Fonte: http://www.jb.com.br