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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Pacote vai destinar R$ 30 bilhões à inovação

A presidente Dilma Rousseff deve anunciar até o fim do mês um conjunto de medidas que inclui uma linha de crédito subsidiado de quase R$ 30 bilhões para financiar investimentos das empresas em inovação e pesquisa. Os recursos serão direcionados a seis setores produtivos, até o fim de 2014.

No pacote, o governo também vai anunciar a criação da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), que será responsável pela intermediação das empresas com os institutos tecnológicos federais, e de um “Observatório da Inovação”, que vai acompanhar o avanço da pesquisa e desenvolvimento (P&D) no País.

Além disso, o governo deve estender às empresas optantes do programa Simples Nacional os benefícios tributários previstos na Lei do Bem, que reduz impostos para empresas que apliquem em P&D e registrem patentes.

A meta geral do novo pacote do governo é elevar, até o fim de 2014, os investimentos gerais (públicos e privados) do País em inovação para algo como 2% do Produto Interno Bruto (PIB). Hoje, o investimento em inovação é de 1,4% do PIB.

Terão acesso aos quase R$ 30 bilhões em financiamento subsidiado os setores considerados “prioritários” no Plano Brasil Maior (a política industrial e de comércio exterior do governo Dilma): complexo industrial da saúde, etanol, petróleo e gás, defesa, tecnologia da informação (TI) e energias renováveis.

Estimativas internas do governo apontam, no entanto, que a linha vai superar a demanda das empresas. “O recado é simples: dinheiro para inovar não vai faltar”, disse uma fonte do Palácio do Planalto.

As linhas especiais de crédito serão oferecidas pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), que conta com um orçamento de quase R$ 6 bilhões para 2013, além de operar como agente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que entrará com a maior parte do dinheiro.

Serão oferecidas taxas de juros subsidiadas nos financiamentos às empresas, e parte do dinheiro será via subvenção econômica, ou seja, empréstimo a fundo perdido. Além dos recursos, as empresas desses setores passarão a contar com um parceiro para apoiar projetos de inovação, a Embrapii.

Chamada de “a Embrapa da indústria”, a nova empresa será uma organização social (OS), isto é, uma companhia pública que presta serviço ao governo por um contrato de gestão. A companhia vai fechar um contrato com o governo, onde serão estabelecidas metas de atendimento às companhias privadas. Em troca, o governo deve entrar com R$ 150 milhões no caixa da Embrapii, além de um posto no conselho de administração.

Na visão do governo, as empresas terão acesso à dinheiro subsidiado para aplicar em projetos de inovação e terão na Embrapii um auxiliar na modelagem dos projetos a serem financiados pela Finep. A nova empresa pública também vai “fazer a ponte” entre companhias e as pesquisas desenvolvidas nos institutos tecnológicos federais e universidades.

As linhas gerais do pacote já foram fechadas pela presidente Dilma Rousseff e o ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antônio Raupp, em reunião há duas semanas. Mas os detalhes finais do pacote ainda passam pelas sessões de “espancamento” no Planalto e devem ficar prontos para serem anunciadas após o carnaval.

Fonte:http://www.anpei.org.br - Com informações do O Estado de S. Paulo.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

PROGRAMA START-UP BRASIL

Promete alavancar empreendimentos de base tecnológica de alto potencial de crescimento.

A competitividade é global e está cada vez mais acirrada. O desenvolvimento de novas tecnologias e novos modelos de negócios passa a ser fundamental para a disputa por novos mercados, trazendo imensos desafios para as empresas globais gerarem inovação no tempo da demanda de mercado (time-to-market). Neste contexto, o Brasil precisa dispor de ambientes propícios ao empreendedorismo de base tecnológica, alavancando a geração de bens e serviços inovadores que sejam competitivos globalmente.

Com o intuito de acelerar o desenvolvimento de empresas nascentes de base tecnológica, o Start-UP Brasil, que se iniciará com o foco em empresas nascentes de software e serviços de tecnologias da informação (TI), ofertará um conjunto de ações coordenadas de apoio à estas empresas, como: acesso à mentores e investidores; financiamento à Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (P,D&I); consultoria tecnológica e de mercado; infraestrutura; parcerias com universidades; institutos de pesquisa e incubadoras; contatos junto a grandes companhias nacionais e internacionais; e facilidades de acesso aos mercados nacional e internacional.

Assim, esta ação tem como objetivo alavancar a aceleração de um número crescente de start-ups a cada ano, colocando no mercado local e internacional novos produtos e serviços inovadores, conectando nossas empresas de base tecnológica em contato com tendências e mercados globais, bem como construir uma parceria governo e iniciativa privada para a geração de um ecossistema favorável ao empreendedorismo de base tecnológica.





Nossa meta é acelerar 150 start-ups de software e serviços de TI até 2014, sendo até 25% delas internacionais.

COMO FUNCIONA O PROGRAMA

O Programa Start-UP Brasil tem o objetivo de agregar o conjunto de atores e instituições – e seus respectivos programas e ações – em prol do empreendedorismo de base tecnológica. Desta maneira os esforços hoje dispersos serão canalizados, gerando um pipe-line de projetos orientados desde a sua fase de concepção até os limites de mercado. Cada edição do Programa – estão previstas 3 edições entre 2013 e 2016 – será desenvolvida em biênios, seguindo as seguintes fases:

PRIMEIRA FASE – nesta fase selecionaremos, por meio de edital específico, aceleradoras de empresas, que serão as instituições responsáveis pelo processo de aceleração das start-ups. Importante: entendemos como aceleração de start-ups, o processo, muito rápido, de desenvolvimento de um produto/serviço direcionado ao mercado, envolvendo o suporte de mentores, capitalistas de risco, pesquisa e desenvolvimento, envolvimento de pesquisadores universitários, entre outros recursos.

SEGUNDA FASE – após a primeira fase, haverá um processo seletivo global de escolha de start-ups (micro empresas de base tecnológica), do Brasil e do Mundo – lembrando que até 25% dos projetos aprovados podem ser estrangeiros.

TERCEIRA FASE – é nesta fase que se inicia a aceleração. Ou seja, as start-ups selecionadas receberão apoio para a realização de seus projetos de P&D e vão para a infraestrutura das aceleradoras participarem do processo completo para fechar o processo de inovação (P&D + Gestão + Mercado + Funding) em um processo que durará de 6 a 12 meses.





CRONOGRAMA





Fonte: http://startupbrasil.mcti.gov.br

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Quatro tendências para a TI e CIOs pelo Gartner

Inovação tecnológica impulsiona novas formas de interação com a TI

A mudança no formato da TI está fazendo com que os CIOs questionem o papel dela nas organização, bem como a função que irão desempenhar, aponta o Gartner, consultoria em pesquisa e aconselhamento sobre tecnologia. Na medida em que as empresas enfrentam a incerteza econômica, as dinâmicas de mercado em constante mudança e a descontinuidade cultural, criadas pela inovação tecnológica, suas diversas partes requerem maneiras diferentes de interagir com a TI.

"Nós somos testemunhas do surgimento de uma nova geração de CIOs, que não tem tanta pressa de correr com a TI mas de assegurar ganhos de valor estratégico para o negócio a partir do uso da tecnologia", disse John Mahoney", vice-presidente e analista do Gartner. "Enquanto isso não estiver totalmente desenvolvido, a extensão da mudança está crescendo e o ponto final chegará nos próximos cinco anos."

O Gartner identificou quatro tendências de TI para as organizações. Elas não são exclusivamente mútuas e podem ser combinadas. Confira abaixo.

TI com um provedor de serviço global

Nesse cenário, a organização de TI está em expansão e integrada a uma unidade de serviço compartilhado que funciona com um negócio, entregando serviços de TI e processos de negócios para empresas. Pode ser virtualizado ou totalmente centralizado, com foco nas áreas de negócios e valor, adotando uma perspectiva de marketing, capitalizando a posição interna e entregando serviços competitivos.

TI como engenharia

Nesse cenário, as capacidades são entregues rapidamente a preços competitivos de mercado. A organização sucede a monitoração da tencologia e os desenvolvimentos de mercado, e construindo especialidades em otimização de TI, administração de pedidos e vendas, e administração financeira de TI. Ela entrega melhorias de custos contínuos, procura por novos métodos de entregar os mesmos serviços por menos, e é altamente responsável pelas mudanças que o negócio precisa.

TI como negócio

Nesse cenário, informação é o produto explícito do negócio ou pelo menos é inseparável deste produto. O negócio é estruturado em torno do fluxo de informação (não o processo ou função) e a organização de TI inovação com novo valor para a cadeia, mais do que somente estar apto a dar suporte a serviços encontrados em cada negócio.

Qualquer um pode fazer parte da TI

Nesse cenário, os líderes do negócio e colaboradores individuais usam a informação e a tecnologia agressivametne para quebrar os parâmetros do negócio tradicional e dirigir uma ambiciosa colaboração. O foco é a informação, mais do que a tecnologia. Negócios muito maduros incluem esse divergente modelo como colaborativo e de potencial inovador. Enquanto os mais tradicionalistas enxergam anarquia neste tipo de proposta, outros veem criatividade livre. Por esta razão, este modelo funciona em situações não tradicionais e negócios dinâmicos, startups, pequisa e desenvolvimento interempresarial e comunidades de risco

Fonte:http://www.executivosfinanceiros.com.br