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segunda-feira, 1 de julho de 2013

O caminho e os desafios para internacionalizar uma startup

Painel discute cenário nacional e como se preparar para conquistar o mundo

Os obstáculos que as empresas encontram no processo de internacionalização foram o tema de um painel realizado na Demo Brasil – a primeira edição latino-americana de um dos maiores encontros entre empreendedores e investidores do mundo. O debate, realizado em (26/6), reuniu Francisco Saboya, presidente do Porto Digital; Sérgio Risola, presidente do Cietec; Nicolas Shea, fundador do Startup Chile; Márcio Marques Brito, gestor de projetos de startups do Sebrae Nacional; Augusto Ferreira da Costa Neto, chefe de departamento de investimento em fundos da Finep; e Flavia Egypto, analista de investimentos da Apex.

Shea falou sobre o trabalho da Startup Chile, programa de aceleração criado pelo governo chileno que reúne empreendedores de todo o mundo. Para Shea, esse caráter globalizado é algo natural de qualquer startup e do próprio empreendedorismo. “O empreendedor de verdade não se move apenas por lucro ou sucesso. Ele quer mudar o mundo”, afirmou.

Os painelistas brasileiros concordaram que há um ambiente propício e algumas ferramentas e programas que auxiliam no processo de internacionalização de um negócio, de organizações como o próprio Sebrae, Apex e Finep. Saboya ressaltou, porém, que todas essas ações ainda não são suficientes para estimular a corrida para outros países. “A tributação e a burocracia excessivas ainda gastam a energia da startup logo no começo”, disse. Saboya lembrou que muitas dessas empresas ficam dependentes do tamanho e das possibilidades de crescimento no Brasil e se esquecem dos benefícios de ter um negócio globalizado.

O grupo resumiu algumas dicas que podem ajudar uma startup na hora de fazer as malas e se internacionalizar:

- A empresa precisa surgir globalizada. Sua identidade visual, seu público-alvo, seu produto ou serviço, tudo deve ser pensado tendo em vista não só o Brasil, mas todos os outros países que ela pretende alcançar futuramente;

- Use a internet a seu favor para procurar programas nacionais que estimulem e financiem esse processo, dando assessoria e conhecimento;

- A internet será sua aliada também para descobrir se o país de destino fornece algum tipo de subsídio, as legislações específicas e o que esperar culturalmente;

- Procure se preparar para cursos ou programas de aceleração internacionais que possam catapultar uma presença internacional;

- Formate pitches e apresentações para a busca de investidores também estrangeiros, que possam ajudar o processo com contatos e mentoria.

Fonte: http://revistapegn.globo.com/ - Por Rafael Farias Teixeira - 27/06/2013

segunda-feira, 23 de maio de 2011

MCT: país deve dar prioridade máxima à gestão tecnológica da inovação .

A competividade do Brasil no mercado global depende de inovação na gestão tecnológica como diferencial e não somente investir em novos produtos de inovação, explicou o secretário de Tecnologia e Inovação do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), Ronaldo Mota em recente palestra sobre inovação promovida pelo Sebrae.

Este é o caminho para reduzir o hiato do páis nos rankings econômicos e de competitivdade, respectivamente sétimo e 28º no ranking de competitividade, Mota disse acreditar que o Brasil deverá galgar posições no ranking nos próximos anos. Por isso ele acredita que gerenciar a inovação é de suprema importância já que, como os Estados Unidos, o Brasil possui fortes potenciais criativos.

“A questão é fazer com que essa criatividade latente tenha um propósito, uma disciplina, para atendimento de demanda Aqui há uma dificuldade de acoplar esse desenvolvimento ao setor produtivo”.

Um exemplo claro onde esta competência se transformou em competitividade foi no setor de agribusiness.

“O Brasil vai ser responsável, nesta década, por 20% da produção mundial de alimentos e, ao longo da década de 2030, seremos responsáveis por 25% da produção mundial, porque conseguimos encontrar uma maneira hábil de transformar conhecimento em produção”, lembrou.

No entanto, lembrou Mota, é preciso também nova visão da educação, considerada o principal gargalo ao desenvolvimento sustentável do país.

“Hoje, no Brasil a criança vai pra escola, anota tudo o que a professora diz e volta pra casa com a mente em branco”, criticou. “Essa mentalidade de educação está presente da infância ao doutorado. Então, não formamos pessoas para inovar, que estimulem sua capacidade autoconstrutiva”.

Mota entende que o primeiro degrau para a “Revolução da Educação” é a acessibilidade.

“Antes da ministração dos cursos, os alunos devem ter amplo acesso ao conteúdo de todas as disciplinas, à bibliografia correspondente, mas também tomarem conhecimento de marcos mais avançados, mesmo que ministrados posteriormente”, propôs.

E aí, segundo o secretário, o país tem que lançar mão de todas a tecnologias possíveis, inclusive no ensino à distância, fazendo-o complementar ao estudo presencial.

Na avaliação do secretário do MCT, o Brasil terá que se inspirar na Escola de Humboldt, cujo método de aprendizado se baseia em estimular a capacidade de reflexão dos alunos.

“Entendo que o Sebrae poderá ajudar a implantar o conceito de uma escola humboldtiana em nosso país”, sugeriu.

"por Marcello Sigwalt — última modificação Apr 29, 2011 01:39 PM"