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terça-feira, 16 de setembro de 2014

Empreendedorismo: saiba como escolher o investidor certo.

Com tantas opções disponíveis no Brasil é difícil eleger qual é o ideal para o seu negócio. Especialista nessa área dá dicas de como identificar o parceiro para acelerar seu empreendimento.

Atualmente, muito se fala sobre investimento anjo, fundos de investimentos, empresas de participações, club deals/investiment club, entre outros diversos tipos de investimentos.

Com tantas opções disponíveis no Brasil é difícil escolher qual é a ideal para o seu negócio. Muito vai depender do estágio que sua empresa se encontra, mas algumas informações importantes devem ser apuradas na hora de identificar quem é o parceiro investidor certo para o seu negócio.

Confira o perfil de alguns dos principais tipos de investimentos que podem ajudar a alavancar a sua empresa:

Investidor-anjo

De modo geral, esse investidor aporta seus recursos no momento da validação do negócio ou no pós-validação. O estágio de validação é quando o empreendedor ainda não testou ou desenvolveu seu produto inovador e coloca os recursos para viabilizar que seja construído seu MVP (Produto Mínimo Viável) e teste-o no mercado.

O pós-validação é quando o empreendedor já desenvolveu seu produto e está começando a vender ou está disponível para iniciar as vendas em curto prazo. Os aportes variam de R$ 100 mil a R$ 500 mil.

Fundos de Investimentos

Fundos de Seed/Early Stage investem em empresas que já contam com uma tecnologia desenvolvida ou com um modelo de negócio validado. Está validação é mensurada, na maioria das vezes, pela venda – conhecida como validação por mercado. É importante destacar que no Brasil o conceito de Early Stage engloba empresas que possuem do faturamento zero a R$ 3,6 milhões.

Nessas situações, o fundo é mais flexível e pode aportar de R$ 1 milhão a R$ 6 milhões. Esse tipo de investimento é feito em partes (tranches), que são liberadas quando o empreendedor atinge metas pré-acordadas e estabelecidas em contrato.

Empresas de Participações

Há muitas empresas com esse perfil, mas ainda são poucas as que destinam seus recursos para startups. As empresas de participações assimilam-se mais aos Fundos Seed/Early Stage, e a grande diferença é que elas investem recursos próprios, enquanto os Fundos investem recursos dos cotistas. É possível identificar que as empresas de participações no Brasil – com foco em startups – aportam de R$ 500 mil a R$ 4 milhões.

Club Deals/Investment clubs

O termo tem origem norte-americana e pode ser traduzido como uma “vaquinha entre amigos”. Geralmente quem organiza um Club Deal é um investidor “líder”. Ele aciona sua rede de relacionamento com uma oportunidade específica – geralmente contatos de 1º e 2º graus, e um investidor valida e referencia o outro.

Quando o Club Deal é organizado pelo empreendedor, alguns investidores podem ter certas dúvidas. Muitos questionam: “vou ser sócio de mais quem? Quem mais ele está chamando para este investimento?”.

Se você possui um investidor interessado no seu negócio, mas o aporte financeiro está alto para ele arcar sozinho, sugira um modelo de Club Deal. Com certeza você terá bons resultados. Como varia de caso para caso, não existe um montante de investimento específico nesse tipo de negócio. Mas, normalmente, os aportes são superiores a R$ 500 mil – caso contrário, não justifica o esforço de captação.

Para fazer a escolha certa, as informações gerais aqui apresentadas vão contribuir na caminhada do empreendedor, em busca de um investidor. Mas é importante pesquisar bastante e testar todas as alternativas, antes de tomar uma decisão. E bons negócios!

Fonte: http://computerworld.com.br/ - por BRUNO GHIZONI

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Por que empreendedores com excesso de perfeccionismo não atigem o sucesso?


Você já notou que softwares como Windows têm versões? Lembra do windows vista que rapidamente saiu do mercado? Isso quer dizer que a Microsoft continua aperfeiçoando seu primeiro produto e querendo que você continue comprando as versões melhoradas. Em outras palavras, o primeiro produto da Microsoft não era perfeito, mas mesmo assim foi colocado à venda, ainda que com falhas e bugs.

Muita gente não consegue entrar no mercado porque está sempre aperfeiçoando seu produto. Os empreendedores que sempre estão pesquisando, desenvolvendo ou aperfeiçoando seu produto ou elaborando o plano de negócios perfeitos, nuncam entram no mercado, isto é, o excesso de perfeccionismo atrabalha no processo de crescimento da empresa.

Tudo que valha a pena pode começar imperfeita. Herry Ford dizia: " Agradeço a Deus pelos meus clientes. Eles compraram meus produtos antes que estes estejam perfeitos". Em outras palavras, os empreendedores "dão partida"e vão em frente, aperfeiçoando a si mesmos, seus negócios e seus produtos. Muita gente não sai do lugar até que tudo fique perfeito. E é por isso que muita gente nunca chaga a começar.

Saber como lançar um produto no mercado é tanto uma arte como uma ciência. Você talvez não queira esperar que o produto fique perfeito porque pode ser que nunca esteja. O produto tem que ser apenas "suficientemente bom"; tem que funcionar o bastante para ser aceito no mercado. No entanto, se o produto tiver falhas que não funcione direito para as finalidades às quais se destina, não atender às expectativas do mercado ou mesmo chegar a apresentar problemas, será muito difícil reconquistar credibilidade e boa reputação.

Uma das qualidades de um empreendedor bem-sucedido é capacidade de avaiar as expectativas do mercado e saber quando parar com o desenvolvimento e comercar a comercializar o produto. Se o produto for lançado prematuramente, o empreendedor poderá simplesmente aperfeiçoá-lo e fazer o que for necessário para conservar a boa contade do consumidor. Por outro lado, a demora no lançamento pode significar a perda irrecuperável do momento ideal, uma janela de oportunidade perdida.

Quem trabalhou com as primeiras versão do Windows ainda se lembra de como era frequentemente o computador "travar". Era tão cheio de bugs que deveria ser acompanhado com um inseticida.kkkkk....

Qualquer automóvel que enguiçasse tanto quanto o Windows teria sido rejeitado pelo mercado. Na verdade, esse automóvel ganharia a fama de ser um "merda" e o fabricante seria obrigado a tirá-lo do mercado. o Windows, entretanto, teve um sucesso fenomenal apesar dos bugs. Por que isso aconteceu? Bem o Windows atendeu a uma necessidade existente no mercado e não deixou totalmente de corresponder às expectativas. A Microsoft percebeu a janela de oportunidade e lançou o produto.

Quem utiliza a atual versão do Windows 7 sabe que, se a Microsoft tivesse esperado até que o produto ficasse perfeito, o Windows ainda não estaria no mercado.

Portanto, fica a dica: lance o seu produto e não perca a janela de oportunidade!

quinta-feira, 24 de março de 2011

Como criar o seu futuro? Empreendedores criam o seu futuro.

O que é o futuro? É o lugar para onde nossas empresas estão indo? 

Definitivamente NÃO! O Futuro é o lugar que estamos construindo e que dependerá daquilo que fizermos no presente. Por isso, digo a melhor maneira de saber o futuro é construindo-o.

Nossas empresas serão tão grande quanto os nossos sonhos e o nosso poder de realização, pois não há nada como um sonho para criar o futuro. Isso pode parecer balela, mas precisamos continuamente monitorar nossos passos em relação aos nossos sonhos e nunca se afastar deles. Agora, vamos ser mais técnicos, vamos trocar a palavra "Sonho"por "META". Siga sempre confiante em direção ao cumprimento de seus planos, reto como a menor distância entre dois pontos, pois o que torna um sonho irrealizável é a inércia de quem sonha.

A maioria das pessoas toma os limites de seu próprio campo de visão como os limites do mundo. São pessoas que precisam saber o porquê de tudo, em outras palavras especialistas , pois costumam dominar bem o território que pisam. Já os empreendedores não sabem a resposta de tudo, mas procuram saber de quem sabe. O empreendedor é movido ao " Por que não?". O primeiro sintoma de que estamos matando nossos sonhos é a falta de tempo. As pessoas mais ocupadas têm tempo para tudo. As que nada fazem estão sempre cansadas. “Nunca temos tempo para fazer direito. Mas, sempre temos tempo para fazer de novo...” 


Bem, aqueles que constroem o próprio futuro constroem o futuro dos outros. A capacidade de empreender o próprio futuro está se tornando uma questão de sobrevivência. Administrar bem um negócio é administrar seu futuro; e administrar seu futuro é administrar informações. O futuro não é mais sobre tecnologia, é sobre INFORMAÇÃO. 

Nenhuma empresa sobreviverá se depender de gênios para administrá-la. Ela precisa ser capaz de ser conduzida por seres humanos medianos. Lidar com gente é difícil. Levar gente a enxergar o futuro é ainda mais. Jack Welch colocou com propriedade que os gerentes fracos acabam com as empresas, acabam com os empregos. Mas os gerentes fracos são frutos de nossas decisões, são nossa responssabilidades...A melhor pessoa do mundo no negócio errado ainda tem alguma chance, mas o melhor negócio do mundo com a pessoa errada não tem chance nenhuma.

Na qualidade de empreendedores, somos diferentes, iluminados, pois onde todos vêem problemas, vemos oportunidades. Viajamos num carro chamado imaginação, tendo a criatividade como co-piloto, a meta como motor e a persistência como combustível. Sabemos que só o melhor é o suficiente e controlamos direta ou indiretamente o destino de muitas pessoas. Fazê-las vibrar com a mesma intensidade com o intangível futuro criado em nossas mentes é nossa missão suprema alcançável através da liderança. E o verdadeiro líder é aquele que consegue capitalizar esse sentimento nos grupos por onde passa.

Portanto, o primiero passo para condicionar o seu futuro é definir uma meta. Defina sempre uma meta mesmo quando não possui informações suficientes, pois ela será o seu parâmetro para identificar o seu sucesso. Sem metas e objetivos não somos nada, empreendedor sem meta é igual ao jogar roleta russa, pois pode escapar e obter êxito com sorte, mas pode morrer. A palavra sorte precisa ser eliminada do dicionário do empreendedor, pois nós não temos sorte, mas buscamos os nossos objetivos com riscos calculados.

Idéias podem ser armadilhas?

"Se um homem começa com certezas, chegará ao fim com dúvidas; mas se ficar satisfeito em começar com dúvidas, chegará ao fim com certezas." (Francis Bacon)


A idéia pode constituir uma armadilha para o jovem empreendedor. Toda boa idéia é gerada em estado de paixão, mas, por isso mesmo, muitas vezes faz com que o criador não tenha o distanciamento para avaliá-la. É melhor que as idéias sejam submetidas a um processo de validação, cujo instrumento é o Plano de Negócios, do que apoiadas somente pela defesa intransigente do seu autor.

Outra tendência, principamente entre os empreendedores de base tecnológica, é dar excessiva ênfase à tecnologia envolvida no produto. É a "falácia da ratoeira". Trata-se da crença de que a solução tecnológica de vanguarda será suficiente para o sucesso comercial do produto, esquecendo que o sucesso de um produto não é definido pelo seu valor intrínseco, mas pelo valor que agregará ao seu consumidor. 

Falácia da ratoeira: um prejuízo para gerações e gerações de empreendedores

A falácia da ratoeira é a crença, ainda existente, de que se uma pessoa criasse a melhor ratoeira do mundo e a vendesse em sua própria casa, no meio de uma floresta quase inacessível, aos poucos o mundo abriria um caminho até a casa para comprar a melhor ratoeira. Com o tempo, o pequeno caminho se transformaria em uma via-expressa, e a pessoa ficaria milionária. 

Muitos empreendedores de potencial acreditaram e ainda acreditam erroneamente nessa história, achando que o domínio da tecnologia que envolve o negócio é o fato mais importante para o sucesso, esquecendo que o planejamento estratégico, a organização e o próprio preparo são ainda mais relevantes.