segunda-feira, 13 de junho de 2011

Capitalização de recursos no segmento de compras coletivas! Estratégia para se firmar neste mercado.

O apetite dos investidores por sites de compras coletivas continua em alta. O Peixe Urbano, pioneiro nesse modelo de negócios no Brasil, anuncia hoje uma associação com os fundos de investimento americanos General Atlantic e Tiger Global.

O GA é um dos maiores fundos de investimento do mundo, com mais de US$ 750 milhões na América Latina. No Brasil, a empresa tem participação na BM&F Bovespa.

O Tiger Global, que tem participações no Facebook e LinkedIn, também tem forte atuação no Brasil: já investiu no MercadoLivre, Decolar, Netmovies, Netshoes.

O Peixe Urbano não revela valores. Segundo Júlio Vasconcellos, sócio-fundador, essa nova rodada de investimentos é maior do que a realizada no início deste ano, quando o site recebeu aportes dos fundos Benchmark e Monashees.

Os recursos deverão ser usados para acelerar o crescimento da empresa por meio de investimentos em publicidade e expansão dos negócios para a América Latina.

Na semana que vem, o site estreia uma campanha publicitária em emissoras de TV por assinatura e aberta e também no cinema.

"Também vamos investir em contratação, na área de tecnologia e também em cargos de direção e liderança", diz Vasconcellos.

Inspirado no Groupon dos EUA, o Peixe Urbano foi criado em março de 2010 e já conta com 9 milhões de usuários cadastrados.

GLOBO

Na terça-feira, o concorrente ClickOn anunciou a venda de parte da empresa para a Mosaico, empresa de investimentos em empresas de internet das Organizações Globo.

O Mosaico, anunciou na última quarta feira que comprou 40% de participação no site de compras coletivas ClickOn. O valor investido não foi divulgado. A negociação, iniciada há quatro meses, renderá à Mosaico dois lugares no conselho da ClickOn.

Fundado em junho de 2010, o ClickOn está presente em 43 cidades e conta com 7 milhões de usuários que já compraram 1,5 milhão de cupons. Segundo Marcelo Macedo, presidente do ClickOn, o investimento da Mosaico será importante para “melhorar a experiência do usuário e acelerar a inovação”.

“Existe uma tendência de mobilidade para o serviço de compras coletivas que demandará investimentos e desenvolvimentos bastante consideráveis”, afirma Marcelo.

Em fevereiro, o ClickOn anunciou que abriria operações internacionais pela América Latina, a começar por Argentina, onde o serviço opera um escritório desde janeiro. Operações no Chile, Peru, Colômbia e Uruguai também são consideradas.

ntes do ClickOn, a Mosaico já tinha comprado o comparador de preços de hotéis e passagens aéreas Mundi em novembro de 2009 e a desenvolvedora de games casuais Gazeus em junho de 2010. O fundo também está preparando um comparador de produtos, chamado Zoom, a ser lançado no segundo semestre.

Na nova estrutura societária do site, o Mosaico terá 40%, os sócios-investidores (Group Buying Global e o empreendedor Paulo Humberg) ficam com 30% e o time executivo (no qual Marcelo se enquadra), com os outros 30%.

Para Guilherme Pacheco, da Mosaico, o investimento prevê uma maior integração do site de compra coletivas tanto com empresas do portfólio do Mosaico como de outras empresas das Organizações Globo. Uma operação de compra coletiva ”precisa de audiência e muita publicidade. E audiência é uma coisa que existe nos negócios da Globo”, explica Guilherme.

Capitalização no topo da briga Segundo estimativa da consultoria de e-commerce e-bit, o setor de compras coletivas no Brasil deverá movimentar cerca de R$ 1 bilhão em 2011, sendo que os três líderes – ClickOn, Peixe Urbano e Groupon – concentrarão 80% do valor. Especialistas afirmam e alerta aos pequenos que é fundamental captar recursos para inovar e enfrentar concorrências que estão por chegar ao BRASIL - Google e Facebook, além de outros...

Com o investimento da Mosaico, os dois principais players do setor criados no Brasil se capitalizam para manter as taxas de crescimento e enfrentarem a crescente concorrência nacional e mundial.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Tendências de Investimento em INOVAÇÃO

Os investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) crescem a cada ano no Brasil. Dados parciais do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) apontam para resultados ainda mais positivos para os próximos anos.

Com o retorno a posições estratégicas no governo de alguns de seus mais destacados defensores, o foco na inovação volta a ganhar força e deve ser destaque da segunda versão da Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP). Mirando a competitividade, a chamada PDP2 terá como uma das principais metas a elevação do gasto privado anual em pesquisa e desenvolvimento para algo entre 0,9% a 1% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2014. Em valores atuais, algo em torno de R$ 37 bilhões. Hoje o porcentual é de apenas 0,5%. Para isto, será utilizado vários mecanismos, desde da LEI DO BEM, Lei da Inovação a programas por meio de agências de fomento a inovação e ao empreendedorismo.

Inovar versus modernizar

Modernizar é comprar equipamentos e adquirir instrumentos. Inovar é apostar em pesquisa, contratar ou se associar a produtores de conhecimento, ciência e tecnologia.

O Sistema Brasileiro de Tecnologia (Sibratec), criado pelo Decreto 6.259 de 20 de novembro de 2007, é um dos elementos que auxilia nessa trajetória, ao melhorar a organização da oferta de conhecimentos, principalmente baseado nas demandas, aumentando a sinergia das ações destinadas ao apoio às empresas.

Neste sentido, o MCT investe na capacitação de mais de 400 laboratórios de calibração, ensaios e análises que ofertarão às empresas serviços de avaliação da conformidade. A intenção é oferecer o apoio necessário para garantir produtos brasileiros com selo de qualidade e condições de competir no mercado nacional e internacional.

Extensão tecnológica

Outra frente de ação, no âmbito do Sibratec, está presente em 22 estados com a implementação das redes estaduais de extensão tecnológica que são destinadas a solucionar pequenos gargalos na gestão tecnológica, projeto, desenvolvimento e produção das micros, pequenas e médias empresas. O sistema viabiliza o contato com institutos de tecnologia, centros de pesquisa e universidades, que possam prestar atendimentos tecnológicos por valores razoavelmente limitados, de até R$ 30 mil.

O Sibratec constrói uma ponte entre a academia (a excelência da pós-graduação) e o setor produtivo para facilitar a transferência do conhecimento. Foram organizadas 14 redes de centros de inovação em todo o País, em várias áreas do conhecimento que propiciam às empresas desenvolver projetos cooperativos inovativos. O Sibratec/Finep aportará até 95% do valor desses projetos, de acordo com o porte da empresa.

Inovação recente


Apesar do crescimento verificado nos últimos anos, a tradição inovadora é recente no Brasil e precisa avançar ainda mais para garantir o crescimento sustentável no futuro. Ele justifica que o processo de transferência do conhecimento é frágil. O País é responsável por 2,4% da produção científica mundial, mas responde apenas por 0,2% do registro de patentes em todo o mundo.

Não é correto dizer que o Brasil investe pouco em pesquisa e inovação porque a dinâmica é acentuada e favorável. O que podemos dizer é que o hábito, a prática, a tradição da inovação no País, especialmente nas empresas, ainda é bastante recente, em especial no segmento industrial.

Tendências

A contratação de CEOs mais voltados para a área de inovação é, segundo uma pesquisa Amcham em parceria com a Fundação Dom Cabral, a principal tendência em relação à inovação nas empresas.

Os presidentes-executivos terão o papel de inserir a inovação na cultura da companhia e criar um ambiente adequado para isso. Mais parcerias com universidades e empresas são a segunda tendência mais apontada pelos pesquisados, que também acreditam que o mercado terá mais investimentos em tecnologias e ferramentas nessa área. O aumento dos investimentos em inovação vem logo atrás na lista das principais tendências, de acordo com os participantes do levantamento.