domingo, 13 de novembro de 2011

Finep cria linha de crédito de R$ 30 milhões para cooperação internacional em PD&I .

A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) criou uma linha de crédito especial no valor de até R$ 30 milhões para companhias ibero-americanas sediadas no país que desejarem cooperar com empresas brasileiras em projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (P,D&I). A medida é uma das ações do Programa Ibero-Americano de Inovação, iniciativa multilateral que tem por finalidade promover a competitividade de empresas de 21 países, a partir da colaboração em projetos de P,D&I.

O programa teve definido seu plano de trabalho para 2012 em reunião realizada no dia 04/11/2011. Além da linha de crédito criada pela Finep, a Espanha tem uma linha de 30 milhões de euros para empresas espanholas, sendo 85% destes recursos com taxa zero.

O trabalho do Programa Ibero-Americano de Inovação terá três grandes eixos: infraestrutura, qualificação de recursos humanos e ações de cooperação concretamente. Estão previstos ainda diagnósticos sobre os sistemas nacionais de inovação dos países membros, intercâmbios de boas práticas e apoio à redução de assimetrias regionais.

Foi ainda anunciado um sistema virtual, formado por um portal e uma rede de relacionamento privada semelhante ao Facebook, destinado a fomentar as trocas entre empresas ibero-americanas interessadas em parcerias e novas oportunidades de negócio.

A ideia agora é preparar uma grande convocatória usando os recursos disponíveis. A posição defendida por Glauco Arbix, presidente da Finep e também do Programa Ibero-Americano de Inovação, é que incubadoras e parques tecnológicos sejam envolvidos no processo.

O próximo passo será cada país definir suas condições específicas de participação e quais os mecanismos mais apropriados para cada um deles. Como declarou Juan Tomás Hernani, Secretário-Geral de Inovação da Espanha, “este é um programa de programas, que respeitará as iniciativas nacionais que já existem”. A terceira reunião está marcada para março de 2012, no Panamá ou em El Salvador.


Fonte: http://www.tiinside.com.br


quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Para presidente do Inpi, país precisa investir em conhecimento para competir no mercado global.


Ávila frisou que o Brasil está vivendo um momento no qual as empresas buscam mais oportunidades de competir pela via da diferenciação.

O presidente do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), Jorge Ávila, disse na última terça-feira (08/11/2011) que um ponto fundamental da nova política industrial brasileira, definida pelo Plano Brasil Maior, lançado pelo governo em agosto, é fazer com que as empresas nacionais sejam capazes de desenvolver uma base de conhecimento para gerar tecnologia.

"Essa é a estratégia para competir em condições melhores com os concorrentes do mundo inteiro", disse Ávila, que participou do seminário Novo Pensamento Econômico - Contribuições do Brasil Para um Diálogo Global, promovido pela Fundação Ford na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro.

Ávila salientou, em entrevista à Agência Brasil, que, na chamada economia do conhecimento, as empresas investem de maneira pesada no desenvolvimento de tecnologias, visando a oferecer produtos com inovações cada vez mais alinhadas com os desejos dos consumidores e clientes.

"O papel do Inpi é contribuir para esse esforço, gerando as diferentes modalidades de títulos de propriedade que permitem que as empresas apropriem o resultado do seu esforço de inovação e facilitam que elas contratem a colaboração com outras instituições, combinem suas inovações com as de potenciais parceiros tecnológicos, para levar produtos cada vez mais diferenciados para os diferentes mercados", explicou.

Ávila frisou que o Brasil está vivendo um momento no qual as empresas buscam mais oportunidades de competir pela via da diferenciação e utilizam o desenvolvimento tecnológico como ferramenta para enfrentar a competição global, cada vez mais acirrada.

Nesse cenário de inovação tecnológica e de aumento de produtividade, a capacitação da força de trabalho é outro elemento considerado essencial pelo presidente do Inpi para que as empresas brasileiras possam competir em igualdade de condições com as de outros países.

"Não há a menor dúvida de que um dos principais esforços que têm de ser empreendidos no país, neste momento, pelas empresas, pelo governo e pelas universidades, é capacitar pessoas para esse tipo de competição". Ressaltou, porém, que essa capacitação técnica depende da ampliação do número de engenheiros e de profissionais voltados à tecnologia e ao desenvolvimento de novos produtos.

"A gente está entrando em um estágio de amadurecimento da capacidade do Brasil de participar da economia do conhecimento", disse o presidente do Inpi. Ele espera que, com essas ferramentas, o Brasil possa se tornar protagonista no novo cenário econômico mundial, ao lado de outros países emergentes, como China e Índia.

Levando em consideração o dito acima, esqueçam os bens materiais. No mercado emergente de conhecimento tecnológico, que se desenvolve no mundo inteiro, a principal moeda de troca é o próprio conhecimento e inovação, o que aumenta a importância da propriedade intelectual.

Fonte: Adaptado de http://www.administradores.com.br