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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Tendência de mudanças para 2012!

Todas as operações do varejo possuem uma finalidade: melhorar os serviços, fazendo mais com menos. Assim, a lógica é justamente aproveitar o desenvolvimento tecnológico atual nas mais diversas áreas, enfrentando com maior inteligência os desafios e buscando novas oportunidades de ação.

Para 2012, o cenário no setor deverá ser cheio de mudanças, mas também de consolidação de tecnologias, ferramentas e soluções para os negócios, possibilitando cada vez mais a otimização dos processos. Além disso tudo, Eduardo Terra, vice-presidente do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (Ibevar) e diretor Geral da UBS – União Business School, acredita em um ano turbulento, com disputas acirradas, fusões e grandes compras.

"Vamos ter um aumento na consolidação do mercado, com grandes empresas comprando médias ou se juntando com outras grandes, trazendo ganho de eficiência e as tornando mais competitivas", afirma. Para ele, isso traz consequências para as áreas de Tecnologia da Informação e automação, resultando em ganho logístico e com operações.

Especificamente para a TI, o Varejo deverá ter um grande investimento em soluções de CRM, segundo Terra. Outra vertente em evidência nos próximos meses, ainda de acordo com o executivo, é a parte de Business Intelligence para a área comercial e operacional. "A operação no setor é complexa, podendo acontecer erros e desajustes logísticos. O BI traz inteligência ao negócio, corrigindo cada um desses problemas", diz.

A consequência de operações internas com melhor execução é ter a frente de loja agindo melhor, trazendo mais eficiência a toda a cadeia de processos. No entanto, é preciso cuidar dessa área, pois é de onde a informação sobre o cliente vem com maior precisão. "Cansei de ver situações nas quais a empresa tinha uma estrutura parruda por trás, mas uma frente de loja deficiente", revela o executivo.

Mobilidade

Uma tendência inevitável não só para 2012, mas ainda para os próximos anos, é a inclusão de dispositivos móveis de forma definitiva no Varejo. Uma delas é o RFID (do inglês "Radio-Frequency Identification"), tecnologia que deverá substituir o código de barras para dar maior precisão e agilidade na movimentação de mercadorias. "A cada ano, há um barateamento das etiquetas e antenas. Ele já está andando mais forte em logística e estoque, mas na frente de loja ainda é tímido", afirma Eduardo Terra.

Já o NFC (sigla em inglês para "Comunicação por Proximidade de Campo"), permite a utilização de celulares para realizar pagamentos, também garantindo uma flexibilidade e rapidez ao processo, principalmente o de alto giro. "Ele já é utilizado em táxis e pedágios em Nova York e traz uma solução para processar meio de pagamento eletrônico com velocidade e custo básico", diz. Por esse lado, no entanto, há também a dependência de fabricantes de aparelhos introduzirem os dispositivos aos consumidores no mercado brasileiro.

Ainda assim, os tablets e smartphones atuais já dispõem de aplicativos que permitem a interação com o consumidor. "Pelo menos 80% dos varejistas com operações de e-commerce têm projetos para levar a loja ao mobile commerce", estima o vice-presidente do Ibevar. Outro uso é como instrumento de trabalho nas empresas do setor. Com ele, é possível acessar informação e gerar automação, transformando-o em um coletor de dados, garantindo maior agilidade.

Finalmente, Terra acredita em um grande salto da utilização de redes sociais para o comércio eletrônico. "Com iniciativas principalmente pelo Facebook, temos o caso do Magazine Luiza, que começou muito bem com o projeto “Magazine Você” e gerou um grande insight para quem está desenvolvendo soluções", diz. "Este ano já veremos isso virando realidade", finaliza, ressaltando o potencial do social commerce. Dessa forma, não vão faltar oportunidades para inovações em 2012 no Varejo - só depende dos investimentos agora.


Fonte: http://www.decisionreport.com.br

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Inovação vira sinônimo de conveniência!

O mundo da tecnologia da informação é repleto de siglas misteriosas – muitas delas acrônimos de expressões em inglês, igualmente obscuras – o que costuma manter à distância qualquer um que não trabalhe diretamente na área. Quem, afinal, quer se chatear com coisas como ERP, BI ou CRM?

É bom se preparar porque em 2012 essa sopa indigesta vai ganhar novos elementos. Termos como HTML 5 – um padrão que facilita o acesso a aplicativos por meio de dispositivos móveis – podem não virar assunto para a conversa de bar, mas você vai ouvir falar cada vez mais sobre eles.

Da lista das 10 tecnologias que prometem dominar o cenário este ano, metade delas é identificada por siglas: além do HTML 5, estão na relação NFC, Wi-Fi, 4G e NUI.

“Em 2012, não haverá uma grande novidade, mas a concretização de uma série de tendências já vistas”, diz Fernando Belfort, analista sênior da consultoria Frost & Sullivan. “O que vamos ver são grandes casos de implementação dessas tecnologias.”

Filmes e séries

A boa notícia é que, a despeito do susto inicial que as siglas provocam, a maioria das inovações tem por objetivo tornar mais fácil a vida do usuário, em casa ou no escritório. A regra seguida por programadores e engenheiros de sistema é a da conveniência a qualquer custo: fazer com que o consumidor tenha tudo à mão – e, em alguns casos, até sem a ajuda dela.

Não entendeu? É isso o que propõe a NUI, sigla para Natural User Interface. A ideia é permitir que, ao lado do teclado e das telas sensíveis ao toque, o usuário possa controlar seus dispositivos com a voz, ou com movimentos do corpo, como ocorre no Kinect, um sensor do console Xbox.

Os comandos de voz, em particular, são um sonho antigo. Anos atrás, a IBM chegou a lançar um produto comercial com esse fim. Não deu certo. O assunto parecia esquecido até que, no ano passado, a Apple anunciou o sistema Siri como uma das principais inovações de seu novo iPhone 4S. O sistema chegou ao Brasil com o lançamento do aparelho no país, em meados de dezembro, mas em inglês.

Melhor fez o Google. Discretamente, a companhia lançou para o iPad um aplicativo de busca na web, acionado por voz, no qual o usuário pode configurar o idioma preferido. Português é uma das opções e o sistema funciona bem, se não houver ruídos de voz ao redor, como o barulho da TV.

E que tal usar o celular para pagar o metrô, sem usar bilhete? É o que a MTA, órgão que administra os transportes em Nova York, pretende começar a testar, depois que fechou um acordo com a fabricante finlandesa de celulares Nokia. Por trás do serviço está o padrão NFC (sigla em inglês para comunicação de curto alcance). Basta aproximar o telefone da catraca para ter o acesso liberado – se você tiver créditos, claro. Não se trata de uma iniciativa isolada. Companhias como Samsung e HTC também já anunciaram que vão investir no padrão.

Como se vê, a ideia é tornar a vida mais leve – e essa não é uma figura de expressão. Quem já precisou andar de um lado para o outro com um notebook pesado a tiracolo sabe como isso é difícil. Os netbooks foram uma tentativa de reduzir o peso dos equipamentos. O problema é que reduziram também a capacidade de processamento. O resultado, a despeito do sucesso inicial, é que os netbooks estão na rota do esquecimento.

A indústria, agora, aposta nos ultrabooks – computadores muito finos e leves, mas com a maioria dos recursos de um notebook normal.

Essa nova categoria de equipamentos pode ganhar força adicional com uma das estreias mais aguardadas do setor: o Windows 8. A Microsoft ficou atrás na guerra dos dispositivos móveis, como tablets e celulares. Com o novo sistema, espera ingressar definitivamente nessa guerra. Uma versão de teste é esperada para fevereiro, com o lançamento oficial no fim do semestre.

Com uma aparência que lembra tijolos digitais, em vez das tradicionais janelas, a expectativa é que o Windows 8 seja muito intuitivo – leia-se fácil de usar -, com a vantagem de funcionar tanto nos computadores tradicionais como nos dispositivos móveis. A diretriz na indústria de tecnologia é unificar.

Isso vale para a sala de estar. Até agora, quem queria ver filmes comprava um aparelho de DVD, fãs de novelas ou futebol sentavam-se à frente da TV e internautas preferiam o computador. As smart TVs, outra tendência de 2012, combinam isso tudo. O espectador vê a programação normal, mas também consegue acessar vídeos no YouTube e comprar filmes e séries disponíveis em serviços como o da brasileira Netmovies ou da americana Netflix, que chegou ao Brasil em 2011.

Falta de conteúdo

A computação em nuvem dá o tom das transformações. O modelo, que prevê o acesso a dados, softwares e conteúdo via internet, sem que nada disso esteja no dispositivo do usuário, já é um ponto central na estratégia das companhias, mas também vem mudando a vida do consumidor, que passou a usar a nuvem para armazenar fotos, vídeos e documentos pessoais.

A explosão do volume de dados na internet, porém, vai exigir o reforço das empresas na adoção de tecnologias de comunicação. Duas delas merecem atenção especial: o Wi-Fi e a 4G, que também estão na lista de 2012. “A mobilidade e o uso de software e serviços na nuvem exigirá investimento na infraestrutura de conexão”, afirma Belfort, da Frost & Sullivan.

Antecipar tendências em um setor dinâmico é sempre arriscado. Mas das dez tecnologias indicadas pelo Valorno ano passado, nove foram bem-sucedidas: tablets, aplicativos, banda larga, serviços on-line, acesso ao conteúdo de TV por vários meios, redes sociais, smartphones, mapas digitais e clubes de compra. Algumas delas retornam à lista deste ano, caso dos aplicativos, ou servem de base a tópicos como smart TVs e a nuvem.

A exceção que não se cumpriu foi o 3D. Depois de fazer sucesso no cinema, com Avatar, a tecnologia espalhou-se por notebooks e televisores. Novos produtos do tipo continuam chegando às prateleiras, mas a falta de conteúdo específico e a necessidade de usar os óculos especiais parecem manter o consumidor afastado. Afinal, quantas pessoas você conhece que usam 3D em casa?

Fonte: http://observatoriodaimprensa.com.br - Cibelle Bouças, João Luiz Rosa e Moacir Drska em 03/01/2012 na edição 675