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sábado, 29 de março de 2014

25 termos que todo empreendedor precisa saber

Veja uma lista de termos importantes para donos de pequenas empresas e startups

Cada indústria tem sua lista de jargões. No mundo do empreendedorismo são vários os termos que você vai encontrar pela frente ao longo de sua jornada. Como empreendedor, é importante que você esteja familiarizado com eles. Conheça uma lista com 25 termos que todo empreendedor precisa saber:

1. Aceleradora É o nome 'moderno' para as incubadoras. Enquanto as incubadoras estão mais ligadas a universidades e a projetos governamentais, as aceleradoras são financiadas com capital privado e apoiam startups, empresas de alto potencial de crescimento. A aceleração pode incluir apoio financeiro, mas está baseada principalmente no suporte à criação e ao desenvolvimento do negócio, com sessões de coach e mentoring durante um período.

2. Break-even Em português, um 'ponto de equilíbrio'. É quando os custos da empresa são iguais às suas receitas. Como tudo que a empresa recebe paga somente as despesas, o lucro (ou resultado do período), acaba sendo 0, nesse caso.

3. Capital de giro São os recursos financeiros utilizados para cobrir os custos do dia a dia da empresa e para sustentá-la entre o pagamento de despesas e o recebimento da receita de clientes.

4. Captação de recursos Obter investimentos, o que pode ser feito por meio de empréstimos bancários, agências de fomento, fundos de investimentos ou investidores-anjos. Descubra como captar recursos no curso online da Endeavor de Acesso a Capital.

5. Co-working Espaço de trabalho compartilhado por diversas empresas, que passam a poder se relacionar e a trocar conhecimentos.

6. Crowdfunding Obtenção de capital através de financiamento coletivo, em geral de pessoas físicas interessadas na iniciativa. Existem plataformas on-line especializadas nisso.

7. Crowdsourcing Forma de conseguir serviços/ajuda de forma colaborativa para geração de conteúdos, solução de problemas, desenvolvimento de novas tecnologias, geração de fluxo de informação e afins.

8. Early stage São consideradas empresas em early stage (estágio inicial) as que possuem até três anos de existência.

9. Elevador pitch Apresentação da ideia do negócio em aproximadamente 30 segundos (o tempo que uma pessoa passaria no elevador).

10. Empreendedorismo corporativo ou Intraempreendedorismo Significa empreender dentro da organização na qual se trabalha. O intraempreendedor enxerga nos problemas do dia a dia oportunidades de crescimento para a empresa, sendo capaz de inovar sistêmica e constantemente. Descubra como implementar uma cultura intraempreendedora em sua empresa no curso online da Endeavor sobre Cultura.

11. Empreendedorismo social O empreendedor social cria negócios com fins lucrativos, mas que propõem soluções inovadoras para problemas sociais ou ambientais, como lixo, educação e saúde. Ele está focado em mobilizar pessoas e trabalhar por uma causa para realizar verdadeiras transformações na sociedade.

12. Escalabilidade Capacidade de replicar o produto/serviço com facilidade atendendo a um grande público ou abrangendo um grande mercado consumidor. Aprenda a escalar o seu negócio para se tornar um empreendedor de alto impacto no curso online da Endeavor sobre como Escalar e Inovar.

13. Incubadora As incubadoras têm um perfil mais adequado para quem precisa de tempo e muito conhecimento para estruturar seu negócio. Depende de subsídios governamentais e provavelmente vai precisar de uma quantidade relativamente grande de investimentos para acontecer.

14. Investidor-anjo Os angels são profissionais experientes que têm capital disponível para investir em novos empreendimentos. Em troca desse capital, esperam um percentual da empresa investida.

15. MEI Sigla para 'Micro Empreendedor Individual', é a pessoa que trabalha por conta própria e se legaliza como empresário.

16. Mergers and Acquisitions (M&A) Termo em inglês para 'Fusões e Aquisições' (abreviado M&A), é tanto um aspecto da estratégia corporativa e finanças corporativas quanto compra, venda, divisão e combinação de diferentes empresas.

17. Networking Ter ou estabelecer uma rede de contatos. 'Fazer networking', como é empregado, costuma ser uma ótima forma de ampliar a qualidade de seus relacionamentos e transformá-los em benefício mútuo no meio profissional.

18. PME É a sigla para pequenas e médias empresas. Uma pequena empresa possui de dez a 49 funcionários. Já uma empresa de médio porte possui entre 50 e 249 funcionários.

19. ROI Sigla da tradução de 'Retorno sobre Investimento', corresponde a um percentual da quantidade de dinheiro ganho em relação à quantidade de dinheiro investido.

20. Seed capital Capital 'semente', aquele capital que se capta quando o negócio está em sua fase inicial, para que ele possa dar seus primeiros passos no mercado.

21. Spin-off Criação de uma nova empresa de produtos ou serviços inovadores, criados inicialmente a partir de um projeto em uma 'empresa-mãe'. Geralmente, os empreendedores do novo negócio trabalharam antes no desenvolvimento desse projeto na empresa-mãe, que gerou o spin-off.

22. Stakeholders Stakeholders são todos os impactados pelo negócio, sejam eles sócios, acionistas, funcionários, clientes ou segmentos da sociedade.

23. Startups Uma empresa projetada desde o início para ser grande! Eric Ries, autor do livro 'Lean startup', define startup como 'um grupo de pessoas à procura de um modelo de negócios repetível e escalável, trabalhando em condições de extrema incerteza'. Descubra ferramentas para começar o seu negócio no curso online da Endeavor para Startups.

24. Validação Ter alguém validando sua ideia, ou seja, se tornando um cliente, usuário, ou estando engajado de qualquer forma ativa em seu negócio, é o sinal verde de que ele pode dar certo. Mas a validação é um exercício constante, um processo que exige flexibilidade, agilidade e resiliência para recomeçar diversas vezes e não desistir.

25. VC (Venture Capital) Traduzido como 'capital de risco', os VCs apoiam empresas de pequeno e médio porte já estabelecidas e com potencial de crescimento. Com duração média de 5 a 7 anos, os recursos investidos financiam as primeiras expansões, levando o negócio a novos patamares no mercado.

Fonte: http://exame.abril.com.br/

domingo, 7 de julho de 2013

Startups ganham estímulo para carimbar passaporte

Prestes a completar 10 anos, a P3D, nascida na incubadora do Cietec, em São Paulo, é uma das poucas startups brasileiras verdadeiramente internacionalizadas. A empresa exporta seu software educacional 3D para 20 países, em 13 diferentes idiomas. Destinado ao ensino fundamental e médio, o aplicativo alia realidade virtual e tecnologia 3D nas áreas de ciências, geografia, biologia e química. Uma década depois de lançado, ele garante à empresa um faturamento em 2012 de R$ 16 milhões, dos quais pouco mais de R$ 2 milhões com exportação.

“As pessoas não entendiam bem como funcionava e a incubadora só nos aceitou porque um investidor anjo, intermediado pelo próprio Cietec, quis colocar R$ 1 milhão no negócio para que a ideia saísse do papel”, lembra o empreendedor Mervyn Lowe Neto.

Mais tarde, Lowe Neto resolveu bater à porta de investidores estrangeiros. “O aporte foi de R$ 1 milhão, com a obrigação de investir 50% do capital em exportações.” A empresa abriu um escritório na Espanha, ganhou vários prêmios internacionais e é apontada pelo mercado educacional como referência nesse tipo de conteúdo, usado por cerca de 5 mil escolas no exterior e mais de mil no Brasil.

Lowe Neto não esconde que exportar é caro, dá trabalho e o retorno é demorado. “O risco é grande, por isso, antes de ser seduzido pelo rótulo de empresa global, é preciso ter certeza de que o produto oferecido é realmente inovador e tem espaço no mercado desejado.”

Francisco Saboya, presidente do Porto Digital, incubadora de base tecnológica com sede em Recife, concorda com o empreendedor. “O Brasil é prisioneiro do tamanho do seu mercado e o empreendedor enfrenta um ambiente hostil para implantar um novo negócio e fazê-lo deslanchar”.

O resultado desse cenário fica claro, por exemplo, quando comparados os volumes de exportação de softwares da Índia e do Brasil. Enquanto a indústria indiana registra transações da ordem de US$ 60 bilhões, por aqui, entre aplicativos e serviços, os valores giram em torno de US$ 2 bilhões, embora as duas indústrias tenham dado os primeiros passos praticamente na mesma época.

O Porto Digital, que abriga as incubadoras Portomidia e Cais do Porto, se prepara para abrir sua primeira aceleradora de empresas, em janeiro de 2014, em parceria com a Jereissati Participações.

O foco das aceleradoras são as startups com alto de poder de escala em curto espaço de tempo, daí o investimento maior em empresas de tecnologia. E o grupo é maioria entre as 2000 empresas cadastradas na Associação Brasileira de Startups, das quais apenas 20% são internacionalizadas.

É com a disposição de ampliar esse percentual que o Programa Startup Brasil, promovido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, abrirá no segundo semestre um centro de negócios, no Vale do Silício, nos EUA. A iniciativa, que conta com a parceria da Apex, permitirá que as aceleradoras de todo o mundo, assim como outras startups, conheçam as empresas brasileiras, além de oferecer oportunidade de apoio e serviços como apresentar os empreendedores nacionais a investidores.

O programa quer ligar as startups nacionais às aceleradoras e investidores, e conta com um orçamento de R$ 40 milhões que serão usados para beneficiar 75 brasileiras e 25 estrangeiras que queiram realizar seus trabalhos no Brasil e precisem de capital.

Fonte: http://www.anpei.org.br/ - (Com informações do Valor Econômico)

segunda-feira, 25 de março de 2013

Governo vai selecionar 200 empresas para Start-Up Brasil.

São Paulo - O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, anunciou, no dia 21/03, a segunda fase do projeto Start-Up Brasil.

Durante o Congresso Global de Empreendedorismo (GEC 2013), no Rio de Janeiro, Raupp disse que 200 startups devem receber investimentos de até 200 mil reais em bolsas para pesquisa concedidas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Além disso, as empresas devem receber investimento de uma das nove aceleradoras parceiras do programa, selecionadas na primeira fase. Com 36 milhões de reais disponíveis para os negócios mais promissores, as aceleradoras poderão ser escolhidas pelos próprios empreendedores.

Segundo o programa, o edital e as inscrições online estarão disponíveis a partir de 31 de março. O Ministério vai avaliar as empresas através do formato Plano de Negócios Canvas. Universidades, o CNPq e outras entidades relacionadas ao empreendedorismo ficarão encarregados de avaliar as empresas.

Equipe, projeto, escalabilidade e a solução proposta pela empresa estão entre os critérios de análise. Os empreendedores deverão ainda enviar um Curriculum Lattes para a comissão.

Segundo Raupp, o programa estará de olho especialmente em startups das áreas de energia, defesa, saúde, educação, mineração e desenvolvimento tecnológico.

Fonte: http://exame.abril.com.br - por Priscila Zuini

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Os segredos de empreendedorismo das startups de TI

Celebrada como a maior festa das comunidades digitais do País, a Campus Party assumiu neste um perfil negocial. Não deixou de lado seu estilo geek-nerd-gamer-futurista, mas deu novo grau de relevância a questões como empreendedorismo e inovação, aproximando ciência e criatividade do mundo empresarial e dando boas dicas de como startups e pequenos empreendedores podem aprender com as grandes empresas e com os investidores – e vice-versa.

Realizado no fim de janeiro, o evento completou este ano sua sexta edição no Brasil com atividades em torno dos pilares empreendedorismo, educação inovadora e criação colaborativa. Foram 7,6 mil participantes, dos quais 5,5 mil acamparam no Parque Anhembi, em São Paulo. Novidades como o Cross Space, ponto de encontro entre empreendedores, investidores e empresas, e a Maratona de Negócios, que premiou com apoio do Sebrae modelos de startups desenvolvidas pelos participantes, reforçaram a tendência de estimular oportunidades de negócios e, ao mesmo tempo, ajudaram a desenhar um cenário que também está estimulando a busca de novas possibilidades por companhias com foco em crescimento e diferenciação em seus mercados.

As iniciativas premiadas no evento dão dicas do que está sendo valorizado no momento. Na Maratona, onde cada uma das 36 equipes teve cinco minutos para se apresentar ao júri formado por representantes do Sebrae, da Campus Party e de quatro investidores que atuam na área de inovação, as ideias de serviços e soluções tecnológicas foram premiadas com orientação da entidade e vagas no programa Empretec, de desenvolvimento de empreendedores, e devem ser úteis para os grandes eventos esportivos. Já o Hackathon, também criado pelo Sebrae, desafiou programadores a criarem ao longo de uma maratona de 17 horas aplicativos em software livre, com base na metodologia Canvas, para ajudar empreendedores a desenhar modelos de negócios.

A questão é que ter a ideia e desenhá-la é só o começo – colocá-la em prática é outra história, mas é isso que os investidores valorizam. “O projeto no papel é bacana. Mas precisamos avaliar a capacidade de transformá-lo em algo concreto”, diz Cássio Spina, da Anjos do Brasil, organização criada para apoiar o desenvolvimento de inovação por investidores anjo. Segundo ele, eles buscam em geral negócios que tragam algo diferente do que já existe, inovações transformadoras ou incrementais que apresentem vantagens competitivas em produtos, serviços ou modelos de negócios ou produção. Mas sempre de olho na capacidade de execução do empreendedor. “Histórico e desempenham aumentam a atratividade. Ganham pontos protótipos, provas de conceito, aquilo que foi feito com recursos próprios”, descreve. Ter clientes de fato que comprovem a demanda, claro, é a cereja do bolo.

“Execução é a característica-chave do bom empreendedor”, concorda Carlos Pessoa, diretor da Wayra Brasil, aceleradora do grupo Telefônica nascida para estimular iniciativas nas áreas de inovação e tecnologia. Ex-Endeavor, ele traduz a capacidade de execução como foco total na ideia, com mobilização de recursos escassos para fazê-la acontecer. O interessado que larga tudo para se dedicar ao seu projeto? É esse que vai dar certo, diz. “Entre o cara que gastou mil horas para formatar um plano de negócio e o outro que gastou cem para colocar um site no ar, mas já tem visitantes, priorizamos o segundo”, exemplifica. “No empreendedorismo digital tempo é o recurso mais escasso. A janela de oportunidade dura pouco, alguém pode ter a mesma ideia e criar mais rápido.”

A criação da Wayra há pouco mais de dois anos foi a maneira que a operadora encontrou para buscar inovação também fora de casa. A iniciativa chegou ao Brasil em 2011 e ganhou o apoio do fundo de capital de risco Amérigo, nascido no ano passado com adesão dos governos da Espanha, Colômbia, Chile e Brasil com capital inicial em torno de 300 milhões de euros – o investimento inicial da Telefônica soma 68 milhões de euros em cinco anos. A aceleradora já tem em seu portfólio 120 iniciativas em 12 países, uma dezena delas no Brasil, onde cada uma recebeu 100 mil reais e suporte como espaço físico, infraestrutura, apoio à gestão e ferramentas para concretizar a ideia inicial, da qual a Wayra se torna sócia minoritária.

Uma das investidas da Wayra por aqui é a Qranio, de Samir Iásbeck, animado empreendedor que, aos 31 anos, já vendeu picolé, montou salão de cabeleireiro, lava rápido e empresa de software – a Emiolo.com, a única bem-sucedida e que deu origem ao novo empreendimento. A história de Samir dá mostras da capacidade tão celebrada pelos investidores. Formado em administração, era funcionário exemplar de uma empresa enquanto dedicava salário e horas extras a iniciativas particulares, até que optou pela demissão e priorizou o negócio de desenvolvimento de sistemas. Foi quando percebeu que alguns produtos com tíquete maior podiam ser turbinados, mas outros davam prejuízo, como o Qranio.

Só que o aplicativo criado para fazer do aprendizado uma brincadeira era um xodó do ex-estudante distraído a quem o sistema tradicional de ensino teve apelo zero. E mereceu tratamento especial. Iásbeck estudou tudo que envolvia gamificação e e-learning, chamou para cofundadores de uma nova empresa dois funcionários da Emiolo – Giancalos Menezes e Flávio Augusto –, e, quando a plataforma chegou a dois mil usuários, decidiu-se pela dedicação exclusiva. Deu certo: depois de receber 100 mil reais da Wayra, a startup fechou no início do ano aporte de meio milhão de reais com o investidor anjo Gui Affonso. Hoje com 14 milhões de usuários cadastrados e uma equipe dedicada de 15 pessoas, já tem aplicativo para web, Android, iOS, Facebook e SMS, fechou acordo com a Vivo e com a Pepsico e está negociando com bancos para “gamificar” a educação financeira. E a Emiolo? “Tive mais êxito abandonando a empresa. A Qranio gera leads”, diz. “Foco é o mais importante. Fazer várias coisas ao mesmo tempo desqualifica e tive de jurar para mim mesmo não montar mais empresas.”

A Locaweb também decidiu expandir seu DNA de inovação ao mercado e criou, no ano passado, uma espécie de incubadora para acolher três startups escolhidas entre quase 400 inscritas no programa Startup Locaweb, em parceria com a Endeavor. A meta foi incentivar a inovação e o empreendedorismo com ideias, infraestrutura, conhecimento, networking e um prêmio de 30 mil reais – a empresa não tem participação nas iniciativas selecionadas e duas delas sequer têm muita ligação com os serviços prestados pela Locaweb, como as plataforma de pesquisa online Head Up e de crowdfunding Catarse (a outra é o site de demanda coletiva Taxei, que inverte a lógica das compras coletivas registrando primeiro o interesse de um grupo em determinado produto ou serviço para só depois ir atrás das ofertas).

“A inovação é um dos pilares da empresa. E o sucesso depende da paixão do empreendedor”, justifica o gerente de marketing institucional Luis Carlos dos Anjos. A própria Locaweb, empresa de hosting nascida em 1997 quando a internet ainda engatinhava no País, teve no modelo de negócios apoiado em um ecossistema de desenvolvedores de sites que fazem o papel de canal de vendas um de seus principais elementos de sucesso. Hoje, incentiva funcionários com prêmios, reconhecimento, tempo livre de duas a quatro horas semanais e espaços descontraídos para criarem soluções bacanas, como um sistema de telefonia baseado em software livre que consumiu dois anos de desenvolvimento, mas evitou a aquisição de um novo equipamento. Mas também surgem projetos menores, como a solução para colocar o cardápio do restaurante na intranet, criado por iniciativa própria de um colaborador.

Para quem se interessa em desenvolver o intraempreendedorismo como apoio ao processo de inovação, o gerente de startup network da Endeavor, Pablo Ribeiro, sugere inspiração e metodologia. Isso se traduz, de um lado, por aproveitar o legado de conhecimento gerado por outras empresas que deram certo (palestras e benchmark são enriquecedores neste sentido) e, de outro, buscar entender como criar soluções mais eficientes ou inteligentes que gerem mais valor para usuários ou clientes. “Isso vale desde processos, como marketing, recursos humanos ou P&D e para o mercado, com a criação de novos produtos e serviços”, pontua.

O especialista sugere a adoção do modelo lean startup, com ciclos menores de aprendizagem. Um exemplo é promover uma imersão com o consumidor, descobrir suas dores e, a partir destes insights, criar hipóteses e soluções, promovendo testes para validação do conceito antes da criação de produtos finais. “Quem inova erra, tem de partir dessa premissa. A questão é quanto tempo vai levar até acertar. A ideia é errar o mais rápido e barato possível e aprender com isso, até ter a solução matadora que atende a necessidade do mercado”, diz.

Outras formas

Em empresas grandes e mais engessadas o desafio pode ser resolvido com a terceirização, por aquisição de serviços ou de empresas menores ou com a criação de áreas independentes. Para menores, recursos compartilhados, inclusive com outras empresas, é uma das soluções. Empresas médias podem funcionar com comitês internos. A Acesso Digital, apoiada pela Endeavor, ganhou por duas vezes consecutivas a vice-liderança entre as melhores empresas para se trabalhar em TI com o apoio do empreendedorismo interno. Os funcionários são instados a criar projetos que vão desde oferecer a viagem dos sonhos para quem bater suas metas até a produção de videoteca para locação de jogos e DVDs. Quem sugerir o projeto se torna líder dele. “Estimula a cabeça de empreendedor dentro da organização”, destaca Ribeiro.

Segundo ele, o perfil ideal do empreendedor é aquele cujo sonho é maior que ele mesmo e tem foco em um legado para a sociedade. “Sonhar pequeno ou grande dá o mesmo trabalho. E querer ficar rico é muito pobre”, exemplifica. Mas, além do holofote que recai sobre a tecnologia de internet, quatro grandes pontos de atenção este ano em relação a tecnologia são redes sociais, nuvem, big data e mobile.

Box

Empresas maduras não ficam de fora

Nem só de startups vive o empreendedorismo. Empresas mais maduras podem ir a mercado adquirir este espírito fora de casa, mas um bom número está fomentando internamente seus colaboradores para ganhar mais visão de oportunidade de negócios e desenvolver projetos interessantes, inovadores e rentáveis.

A BRQ adotou este caminho. Além de uma área de fusões e aquisições que busca oportunidade de bancar empresas com negócios complementares – inclusive startups –, há três anos montou uma área de novos negócios e colocou lá dentro as ofertas mais inovadoras, relacionadas a cloud, redes sociais e mobilidade. Para vender com propriedade, fez de si própria alvo de projetos piloto estimulando as diferentes áreas a criarem programas de inovação em áreas como back office.

Um dos exemplos é a comunicação interna. Tradicionalmente apoiada em murais, ganhou solução em rede social, com vídeo. Hoje a BRQTube tem personagens entrevistadores e linguagem descontraída para o público mais jovem. Outro foi a migração do ambiente corporativo de e-mail e colaboração para a nuvem – hoje os equipamentos e as salas de videoconferência competem com soluções ponto a ponto na web e cada site novo já conta com espaço reservado para mesas de mobilidade, que são compartilhadas levando em conta que os funcionários podem estar em casa, no cliente ou na empresa acessando sistemas e informações por dispositivos móveis.

“Vamos dar o exemplo e servir de vitrine”, diz o vice-presidente Antonio Eduardo Rodrigues. A iniciativa rende também linguagem apropriada para o cliente interno das áreas de TI das empresas contratantes. “Temos mais propriedade e podemos fugir do ‘tequiniquês’”, alega o executivo. A nova área ainda é pequena, tem só 15 funcionários dedicados entre os quatro mil da empresa e gerou negócios de 2 milhões de reais, contra um faturamento global de 450 milhões de reais anuais. Mas, graças a ela, a BRQ já está estudando tecnologias como big data e iniciativas como o lançamento de softwares próprios como serviços.

Na Ci&T, que hoje tem 1,6 mil funcionários, quatro escritórios no Brasil, três no exterior (na Argentina, nos Estados Unidos e na China) e está abrindo um quarto na Europa, o desenvolvimento de inovação tem três focos direcionados ao público interno. O primeiro está relacionado à competitividade do negócio, baseado em desenvolvimento de software sob demanda e envolve questões relacionadas à atualização tecnológica e novos modelos de desenvolvimento. Outro é relacionado à “produtização” – a empresa começa a testar ofertas acopladas a modelos de serviços.

“O terceiro é o desenvolvimento de startups responsáveis por negócios ortogonais à empresa”, explica Flávio Pimentel, vice-presidente. O objetivo, neste caso, é auxiliar colaboradores que tenham interesse em criar ou intensificar negócios próprios com funding e apoio, desde que distantes do core business da Ci&T, que vai se tornar sócia da nova iniciativa. Ipanemagames.com, na área de games; Runner.com, plataforma de desenvolvimento para praticantes de corrida; e Markts.com, focada em social commerce, já compõem o programa, lançado em 2011, aberto a todos os funcionários e dividido em duas fases – na primeira empresa e funcionário desenham melhor o negócio e promovem testes e, na segunda, com mais maturidade, o responsável passa a se dedicar totalmente ao empreendimento para depois ser promovido o spin-off da empresa. “Até o fim do ano, pelo menos duas iniciativas atingirão este estágio”, adianta Pimentel.

Fonte: http://crn.itweb.com.br - Campus Party - 27 de fevereiro de 2013

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

PROGRAMA START-UP BRASIL

Promete alavancar empreendimentos de base tecnológica de alto potencial de crescimento.

A competitividade é global e está cada vez mais acirrada. O desenvolvimento de novas tecnologias e novos modelos de negócios passa a ser fundamental para a disputa por novos mercados, trazendo imensos desafios para as empresas globais gerarem inovação no tempo da demanda de mercado (time-to-market). Neste contexto, o Brasil precisa dispor de ambientes propícios ao empreendedorismo de base tecnológica, alavancando a geração de bens e serviços inovadores que sejam competitivos globalmente.

Com o intuito de acelerar o desenvolvimento de empresas nascentes de base tecnológica, o Start-UP Brasil, que se iniciará com o foco em empresas nascentes de software e serviços de tecnologias da informação (TI), ofertará um conjunto de ações coordenadas de apoio à estas empresas, como: acesso à mentores e investidores; financiamento à Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (P,D&I); consultoria tecnológica e de mercado; infraestrutura; parcerias com universidades; institutos de pesquisa e incubadoras; contatos junto a grandes companhias nacionais e internacionais; e facilidades de acesso aos mercados nacional e internacional.

Assim, esta ação tem como objetivo alavancar a aceleração de um número crescente de start-ups a cada ano, colocando no mercado local e internacional novos produtos e serviços inovadores, conectando nossas empresas de base tecnológica em contato com tendências e mercados globais, bem como construir uma parceria governo e iniciativa privada para a geração de um ecossistema favorável ao empreendedorismo de base tecnológica.





Nossa meta é acelerar 150 start-ups de software e serviços de TI até 2014, sendo até 25% delas internacionais.

COMO FUNCIONA O PROGRAMA

O Programa Start-UP Brasil tem o objetivo de agregar o conjunto de atores e instituições – e seus respectivos programas e ações – em prol do empreendedorismo de base tecnológica. Desta maneira os esforços hoje dispersos serão canalizados, gerando um pipe-line de projetos orientados desde a sua fase de concepção até os limites de mercado. Cada edição do Programa – estão previstas 3 edições entre 2013 e 2016 – será desenvolvida em biênios, seguindo as seguintes fases:

PRIMEIRA FASE – nesta fase selecionaremos, por meio de edital específico, aceleradoras de empresas, que serão as instituições responsáveis pelo processo de aceleração das start-ups. Importante: entendemos como aceleração de start-ups, o processo, muito rápido, de desenvolvimento de um produto/serviço direcionado ao mercado, envolvendo o suporte de mentores, capitalistas de risco, pesquisa e desenvolvimento, envolvimento de pesquisadores universitários, entre outros recursos.

SEGUNDA FASE – após a primeira fase, haverá um processo seletivo global de escolha de start-ups (micro empresas de base tecnológica), do Brasil e do Mundo – lembrando que até 25% dos projetos aprovados podem ser estrangeiros.

TERCEIRA FASE – é nesta fase que se inicia a aceleração. Ou seja, as start-ups selecionadas receberão apoio para a realização de seus projetos de P&D e vão para a infraestrutura das aceleradoras participarem do processo completo para fechar o processo de inovação (P&D + Gestão + Mercado + Funding) em um processo que durará de 6 a 12 meses.





CRONOGRAMA





Fonte: http://startupbrasil.mcti.gov.br

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Fundos dos EUA têm US$ 130 mi para startups do Brasil.

Redpoint Ventures e e.ventures criam "o maior fundo" para startups de tecnologia brasileiras, diz o jornal britânico Financial Times

Os fundos americanos Redpoint Ventures e e.ventures (conhecido anteriormente como BV Capital e um dos investidores no IPO do Groupon, em 2011) vão levantar 130 milhões de dólares para startups de tecnologia e internet no Brasil, diz o periódico britânico Financial Times. De acordo com o jornal, este não é apenas o "maior fundo" para as empresas do setor no país, mas também o primeiro investimento direto do Vale do Silício, atento ao crescimento do mercado brasileiro de consumo online.

Outro fundo dos Estados Unidos também manifestou interesse pelo Brasil, segundo o Financial Times. A Sequoia Capital, uma das maiores empresas de capital de risco, está para abrir um escritório brasileiro, disse uma pessoa familiar ao negócio, de acordo com o jornal. A companhia se recusou a comentar o caso.

Para o Financial Times, o interesse dos americanos em investir na China e no Brasil mostra uma "evolução do mercado". O jornal também cita que o aumento da classe média brasileira e o acesso à internet no país tornam o mercado atraente. Segundo Jeff Brody, sócio da Redpoint, em depoimento ao jornal, há muito envolvimento do Brasil com redes sociais, mas relativamente poucos sites em português.

No começo de 2012, a Redpoint e a e.ventures manifestaram interesse em investir em conjunto no Brasil. O plano das companhias era criar uma joint-venture para atuar no local. Para a publicação, a cena "rudimentar" das startups brasileiras no país, no entanto, não atrai investidores "famintos".

Fonte: http://exame.abril.com.br - por Pedro Zambarda

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Startups brasileiras enfrentam o desafio de formar equipes e inovar.

Investidores buscam novas empresas com iniciativas criativas, experiência e planejamento a longo prazo.

Equipe de trabalho, inovação no mercado e solução para problemas são os três pontos que fazem de uma startup um bom negócio ou um risco. Será que existe fórmula para um empreendimento dar certo? Algumas empresas podem dizer que simplesmente tiveram sorte, mas antes passaram por um grande processo de captação de pessoas, pesquisa e planejamento para não se lançarem ao acaso no mercado brasileiro.

O sucesso rápido de algumas startups, que chegam a faturar R$ 600 mil anuais, se tornou porta de entrada para milhares de jovens empreendedores colocarem suas ideias em prática. É o caso das empresas Boo-Box, Samba Tech e Apontador, que lançaram ferramentas na internet, e da Do Bem e da Cachaça Express, que apresentaram novas bebidas aos brasileiros.

"Muitas empresas começam, mas poucas conseguem se destacar. Como a maior parte não consegue se diferenciar dos demais, acaba em um médio prazo não se sustentando e fechando", destaca Marcos Hashimoto, Professor Coordenador do Centro de Empreendedorismo do Insper, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Projetos de investimento

Há também empresas que começaram como startups e hoje ajudam no desenvolvimento de pequenos negócios, avaliando as características para construção de uma boa equipe e ensinando as ferramentas de produção. Em agosto, o programa "Sua ideia vale um milhão", do Buscapé, selecionou quatro promessas de empreendimento e, neste mês, o Peixe Urbano patrocinou a entrada de cinco iniciativas digitais no Startup Farm.

O programa foi criado pelo Grupo Instituto Inovação, que há nove anos atua no Brasil e na América Latina fomentando a inovação e o empreendedorismo. Nesta edição, em São Paulo, 50 empreendedores estão trabalhando durante o mês junto com a consultora, cumprindo tarefas que darão suporte ao processo de desenvolvimento das startups no mercado. Após os 30 dias, serão selecionadas seis finalistas para a etapa de apresentações dos projetos para os potencias investidores.

Os organizadores planejam levar o programa, com a mesma proposta, para mais 10 cidades brasileiras. Em outubro, será a vez do Rio de Janeiro. "Acreditamos que o mercado vive um ótimo momento. Existem muitas oportunidades no Brasil e, com o apoio ao Startup Farm e a outras iniciativas, estamos incentivando esta cultura no país", declara Letícia Leite, Diretora de Comunicação do Peixe Urbano, em entrevista ao portal.

Já o BuscaPé, depois de analisar mais de 800 projetos na ação "Sua ideia vale um milhão", escolheu quatro startups e entregou R$ 300 mil de investimento inicial para que possa dar impulso e estruturar as empresas Urbanizo, Meu Carrinho, HotMart e Anucie Lá, que passarão a pertencer em 30% ao BuscaPé e estão orçadas cada uma em torno de R$ 1 milhão.

Qualidades de uma startup


Mas como saber se o investimento será rentável? Alguns colaboradores analisam características que são fatais para o bom andamento do projeto. O principal deles é a equipe, o perfil das pessoas por trás do projeto é relevante para qualquer tipo de empreendimento. O equilíbrio de competências traz um diferencial para empresa. Como, por exemplo, o Peixe Urbano, em que os três sócios fundadores apresentam experiências complementares. Júlio Vasconcellos possui um conhecimento forte na área de Marketing, Emerso Andrade apresenta habilidades para o comercial e Alex Tabor é especialista na área de tecnologia.

"Depois da equipe, a proposta é o segundo ponto mais importante. É necessário apresentar uma ideia com conceito inovador, que busque soluções para os problemas do mercado de forma criativa ou atenda negócios que estão em crescimento", comenta Felipe Matos, Sócio do Instituto Inovação e Organizador do Startup Farm, em entrevista ao portal.

Ainda existe um terceiro ponto que pode colaborar com o desenvolvimento de um startup, o mercado de nicho. Novas empresas não conseguem concorrer com o poder de capital de marcas consolidadas no mercado. O caminho mais fácil é criar um foco e um planejamento estratégico antes de lançar um novo produto ou ferramenta. Muitas empresas no comércio online buscaram uma especificação para não concorrer com companhias como Amazon ou Submarino e se tornaram especialistas em determinados produto.

Ideias que crescem e ganham visibilidade


Investir no diferencial ainda é a maior arma de Marketing da categoria. Foi assim que a startup Cachaça Express, presente há quase três anos no aeroporto de Confins, em Belo Horizonte, ganhou todo o Brasil há menos de um ano. O projeto de comercialização online da bebida artesanal passou por um período de planejamento e o primeiro passo foi o questionamento sobre a necessidade do negócio, já que o principal objetivo era aumentar as vendas e o giro dos produtos da loja. Logo após a ideia inicial, foi realizada uma pesquisa na internet para avaliar a concorrência e constatou-se que se tratava de um mercado mal explorado e amador.

Para ir além do que já existia na web, Emílio Lobato, Presidente da empresa, investiu numa plataforma distinta, com informações e fotos de estúdio dos produtos e em breve apresentará um mecanismo de visualização de 360° das imagens. "Estamos colocando uma marca nova por semana no site, hoje temos em torno de 100 disponíveis. Nada é estático no nosso processo de crescimento", expõe Lobato, durante a entrevista ao Mundo do Marketing.

Também no ramo de bebida há quatro anos, a Do Bem chegou ao mercado com um produto conhecido, mas uma proposta inovadora: suco de caixinha natural sem a utilização de nenhum aditivo, sequer água. Para viabilizar a ideia, o administrador Marcos Leta viajou pelos Estados Unidos e Europa a fim de conhecer uma tecnologia compatível com seu ideal de produto.

Com ações de Marketing que compreenderam as mídias digitais e o relacionamento com o público, além de embalagens com design diferenciado, a empresa conseguiu se destacar entre os correntes e, atualmente, os produtos estão em mais 400 pontos de venda do Rio de Janeiro.

Por onde começar?


Baseado no livro "StartUp", da norte-americana Jessica Livingston, os autores brasileiros Pedro Melo e Marina Vidigal lançaram em julho a obra "Startup Brasil", que conta a história de 10 empreendedores nacionais que transformaram o comportamento do público no país a partir de seus negócios, entre eles Cacau Show, O Boticário e Gran Sapore. A especialidade das startups hoje em dia, contudo, tem sido a criação de ferramentas no meio digital e aplicativos para celulares e tablets.

O caminho virtual pode ser mais prático, mas nem por isso mais fácil, afinal qualquer empresa precisa trabalhar sua imagem na internet também. Por meio de um planejamento estratégico com as ações de SEO (Search Engine Optizimation) e SEM (Search Engine Marketing), uma nova empresa pode se tornar bem cotada no ranking do Google ou outros sites de busca, assim como fez a Cachaça Express. Ao digitar o termo usual "cachaça" no buscador, o link da empresa aparece em terceiro lugar na página, aumentando a visibilidade da marca, que atualmente registra um crescimento de, em média, 30% ao mês nos acessos ao portal.

"O principal para uma startup é ganhar visibilidade e isso surge trabalhando bem em redes sociais, tendo um material que seja valorizado pelos potenciais clientes e que crie alguma forma de divulgação viral. É importante conseguir se sobressair aos demais por meio do próprio boca a boca que rola na internet", explica o Professor Hashimoto, do Insper.

Características das startups nacionais


Em pesquisa realizada pelo portal Mais StartUp, em junho do ano passado, 80% das startups brasileiras faturam de R$ 200 mil a R$ 600 mil e contam com entre cinco e 25 colaboradores. O site tem hoje 317 empresas cadastradas à procura de investidores e mão de obra qualificada, com empreendimentos inaugurados entre os anos de 2006 e 2010, principalmente do setor de tecnologia, seguido por mídia e varejo.

De acordo com o levantamento, 80% dos colaboradores têm menos de 28 anos e mais de 60% se encontram no segundo emprego, além de serem homens (60%) e de São Paulo (65%). O Rio de Janeiro e Minas Gerais também aparecem como potenciais regiões de investimento.

Além do processo árduo da captação de pessoas, as sociedades para o desenvolvimento dos trabalhos também é um desafio para as novas empresas. "Uma dificuldade que estamos passando é fazer a integração do site com as transportadoras. Hoje, entregamos pelos Correios, o que limita os pedidos em até 30 quilos. Precisamos estabelecer parcerias com as transportadoras tradicionais de cargas, mas as que contatamos ainda não estão preparadas para o e-commerce", declara Lobato.


Fonte: http://www.administradores.com.br

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Incubadora de Empresas: uma solução viável para startups e projetos inovadores!

Uma incubadora de empresas é um mecanismo que estimula a criação e o desenvolvimento de micro e pequenas empresas (industriais, de prestação de serviços, de base tecnológica ou de manufaturas leves), oferecendo suporte técnico, gerencial e formação complementar ao empreendedor. A incubadora também facilita e agiliza o processo de inovação tecnológica nas micro e pequenas empresas.

Em geral, dispõe de um espaço físico especialmente construído ou adaptado para alojar temporariamente micro e pequenas empresas e oferece uma série de serviços, tais como cursos de capacitação gerencial, assessorias, consultorias, orientação na elaboração de projetos a instituições de fomento, serviços administrativos, acesso a informações etc.

Se você é um pessoa inovadora, com vários Planos de Negócios engavetados, por falta de investimento, inserir sua empresa em uma Incubadora pode abrir caminhos e solidificar suas ideias, amadurecer seu produto ou serviço inovador e impulsionar seu negócio, para que, num futuro próximo, ele possa caminhar sozinho. É uma ótima oportunidade para aprofundar os conhecimentos científicos, técnicos e operacionais sobre sua ideia, poder construí-la e testá-la em uma menor proporção, sem lancá-la as cegas no mercado.

Como citei no início do post, não é preciso possuir um empresa constituída formalmente para ser aceito em projetos de Incubação, empresas que estão em processo de criação também podem participar e são fortes candidatas.

Para ter sua empresa incluída numa Incubadora, é preciso redigir um ótimo projeto, que demonstre a capacidade de inovação do seu negócio e sua viabilidade financeira, se você tem perfil empreendedor e suas qualificações; também é preciso dispor de tempo e algum dinheiro para iniciar as atividades. Neste ponto, vale ressaltar que muitos empreendedores optam pelas Incubadoras, como forma de validar seus produtos e/ou serviços, tendo em vista que a assessoria recebida em aspectos tecnológicos e operacionais reduz imensamente os custos gerais necessários à implantação de uma empresa.

Geralmente as Incubadoras de Empresas pertencem a Entidades que fomentam o conhecimento, como Universidades, Ongs, Outras Organizações do Terceiro Setor; Empresas Públicas... É preciso estar atento aos Editais de Chamada para a Seleção de Empresas para Incubação.

Fonte: http://www.administradores.com.br e http://www.sebrae.com.br

domingo, 3 de julho de 2011

Brasil - Uma fonte de atração para Investidores "Anjos".

Os investimentos de “anjos” começam a ganhar destaque no Brasil. A modalidade, já bastante difundida nos países desenvolvidos, atrai pessoas que apresentam desenvoltura em gestão e acumulam experiência como executivos em grandes empresas ou em negócios próprios.

Com um perfil arrojado, a maior parte destes aplicadores está na faixa de 45 e 55 anos e têm uma renda anual média de R$ 250 mil. Os anjos costumam colocar em torno de 40% do capital necessário para a realização do negócio. Os investimentos variam entre R$ 15 mil e R$ 300 mil e quase sempre exigem participação ativa na gestão. E desde o ano passado aumentou o número de “anjos” que investem R$ 1 milhão ou mais em negócios nascentes.

O investidor individual ativo é aquele que aporta capital próprio em empresas nascentes, apostando no potencial de crescimento de valor demercado. Embasados nas experiências profissionais anteriores, os anjos tendem a se envolver nos negócios em que investem. Eles dão suporte na identificação, prospecção e desenvolvimento de seleção dos negócios imperdíveis e na formação de equipes. Além disso, trazem uma rede de relacionamentos construída em anos de atuação no setor.

Os “anjos” tomam suas próprias decisões. Dessa forma, influenciam o negócio e têm impacto sobre o resultado. "Este tipo de investimento é de risco e quem aposta nesta modalidade é uma pessoa sofisticada, de perfil peculiar. O aplicador traz na bagagem a experiência adquirida ao longo da vida profissional, o que tende a auxiliar positivamente as novas empresas”, diz José Antônio Pimenta Bueno , coordenador do Núcleo de Estudos e Pesquisas do Instituto Gênesis da PUC-Rio.

“O ‘anjo’ é um investidor ativo, ou seja, não é aquele que fica observado as oscilações do mercado pelo monitor do computador. Ele tem a chance e a competência para intervir”, completa Pimenta Bueno.

Na opinião do analista, este tipo de negócio é interessante porque integra a experiência dos “anjos” com o arrojo dos jovens empreendedores. “Muitas vezes, estas novas empresas surgem muito competentes em áreas específicas, mas vêm com deficiências em outros segmentos e é aí que o ‘anjo’ pode fazer a diferença”, afirma.

No Brasil ainda não existe instituição responsável por fiscalizar todos os investidores “anjos”, mas os analistas afirmam que a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) contribui de forma eficaz para estimular o difundir esse conceito. De acordo com as estimativas dos especialistas, o Brasil tem 200 mil “anjos” investidores em potencial e que podem investir, anualmente, cerca de R$ 3 bilhões em empresas brasileiras.

Apostar na modalidade é apontado como boa alternativa para pessoas que
têm não apenas dinheiro, como também tempo disponível para cuidar do investimento. “O investidor não aplica apenas o dinheiro, ele aplica seus conhecimentos”, diz Ernesto Weber , diretor da Gávea Angels, que já contou com um “anjo” aplicando R$ 1 milhão em uma empresa nascente.

Nos Estados Unidos, onde a modalidade é bem difundida, investe-se, anualmente, cerca de US$ 50 bilhões. Lá eles são considerados como fonte criadora de novos negócios e são vistos como agentes da inovação, propulsores da economia e impulso para mover jovens. Vale lembrar que duas das empresas mais ricas do mundo nasceram com o auxílio de investidores “anjos”: Google e Microsoft.

Na Europa, os dados divulgados pelo Instituto Gênesis mostram o valor aplicado está estimado em 600 milhões de euros em 2006 e o porte médio do investimento gira em torno de 100 mil euros. De acordo o Instituto Empreender Endeavor, o Brasil é o oitavo país mais empreendedor do mundo, o que torna o País uma fonte de atração dos “anjos”.

Fonte: http://www.administradores.com.br