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terça-feira, 29 de outubro de 2013

Gartner - Previsões para TI setorial nos próximos anos

Gartner traça tendências específicas para diferentes segmentos da indústria

Depois de anunciar recentemente sua tradicional lista com as dez tendências estratégicas em TI para 2014, o Gartner agora vai um pouco além e divulga previsões sobre as tendências que irão balizar as decisões de CIOs e do mercado de TI nas diferentes indústrias a partir do ano que vem, nos próximos anos.

Para o vice-presidente e analista do Gartner, Kimberly Harris-Ferrante, a transformação é um fenômeno importante que impacta diretamente sobre as mais diversas verticais. “Muitas indústrias irão se deparar com grandes desafios em 2014 e nos próximos anos, e não terão outra escolha além de mudar seus modelos de negócios vigentes”.

Em relação ao ano passado, em que o executivo destaca a existência de um foco por parte dos decisores dessas indústrias na adoção de novas tecnologias para melhorar as operações de negócios influenciada pela convergência de tecnologias sociais, móveis, de nuvem e de informação, o cenário será um pouco diferente no futuro. “Hoje, ao contrário, os líderes estão mudando significativamente modelos de negócio e processos.”

Segundo ele, esse movimento acontece em parte pelos desafios relacionados com o empoderamento do consumidor e a comoditização do mercado, que têm se acentuado a cada ano e ainda apresentam dificuldades particulares para serem endereçadas por companhias tradicionais. Nesse contexto, a necessidade de digitalizar o negócio e centralizar o foco para o consumidor tornou-se crucial e requer novas abordagens sobre a entrega de informações, comunicações e transações.

Assim, a empresa de pesquisa destaca que CIOs e líderes de negócio devem avaliar os requerimentos estratégicos específicos de suas verticais, incluindo as demandas de consumo e parceiros, para mapear planejamentos com base no surgimento de novas tecnologias, mudanças demográficas/comportamentais de consumidores e condições de mercado.

Confira a seguir a lista das 12 tendências de TI específicas para diferentes segmentos da indústria:

- Até 2016, o baixo retorno sobre patrimônio irá conduzir mais de 60% dos bancos do mundo a processarem a maioria de suas transações na nuvem.

- Até o final de 2017, sete dos dez maiores varejistas multicanais do mundo utilizarão tecnologias de impressão 3D para gerar estoque de pedidos de consumidores.

- Em 2017, mais de 60% das organizações governamentais que possuem um CIO (chief information officer) e um CDO (chief digital officer) eliminarão uma dessas funções.

- Até 2017, 40% de produtos de utilities com soluções de medidores inteligentes vão usar análises big data para endereçar necessidades relacionadas a recursos, commodity, clientes e receita.

- O baixo retorno de investimento fará com que seguradoras abandonem 40% de aplicativos móveis para consumidores em 2015.

- A sequência genoma completa estimulará um novo mercado para bancos de dados médicos, cuja penetração no mercado ultrapassará 3% em 2016.

- Em 2016, cerca de 60% das seguradoras norte-americanas dominarão profundamente as taxas relacionadas a procedimento de preço e qualidade de fornecedores de serviços médicos adquiríveis.

- Até 2016, os gastos com educação primária e secundária online aumentarão 25% enquanto restrições orçamentárias manterão os gastos com a educação tradicional estagnados.

- Em 2018, aproximadamente 20% da receita dos maiores fabricantes de manufaturas virão de inovações resultantes de experiências cross-industry.

- Ainda em 2018, a impressão 3D resultará na perda de U$100 bilhões por ano na propriedade intelectual global.

- Até 2017, cerca de 15% dos consumidores responderão a mensagens de ofertas com base em suas informações demográficas individuais e em seu perfil de comprador.

- No ano de 2015, um total de 80% de organizações de ciências da saúde serão atingidas por elementos de big data, expondo um baixo ROI dos investimentos de TI.

Fonte: http://informationweek.itweb.com.br/

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Quatro tendências para a TI e CIOs pelo Gartner

Inovação tecnológica impulsiona novas formas de interação com a TI

A mudança no formato da TI está fazendo com que os CIOs questionem o papel dela nas organização, bem como a função que irão desempenhar, aponta o Gartner, consultoria em pesquisa e aconselhamento sobre tecnologia. Na medida em que as empresas enfrentam a incerteza econômica, as dinâmicas de mercado em constante mudança e a descontinuidade cultural, criadas pela inovação tecnológica, suas diversas partes requerem maneiras diferentes de interagir com a TI.

"Nós somos testemunhas do surgimento de uma nova geração de CIOs, que não tem tanta pressa de correr com a TI mas de assegurar ganhos de valor estratégico para o negócio a partir do uso da tecnologia", disse John Mahoney", vice-presidente e analista do Gartner. "Enquanto isso não estiver totalmente desenvolvido, a extensão da mudança está crescendo e o ponto final chegará nos próximos cinco anos."

O Gartner identificou quatro tendências de TI para as organizações. Elas não são exclusivamente mútuas e podem ser combinadas. Confira abaixo.

TI com um provedor de serviço global

Nesse cenário, a organização de TI está em expansão e integrada a uma unidade de serviço compartilhado que funciona com um negócio, entregando serviços de TI e processos de negócios para empresas. Pode ser virtualizado ou totalmente centralizado, com foco nas áreas de negócios e valor, adotando uma perspectiva de marketing, capitalizando a posição interna e entregando serviços competitivos.

TI como engenharia

Nesse cenário, as capacidades são entregues rapidamente a preços competitivos de mercado. A organização sucede a monitoração da tencologia e os desenvolvimentos de mercado, e construindo especialidades em otimização de TI, administração de pedidos e vendas, e administração financeira de TI. Ela entrega melhorias de custos contínuos, procura por novos métodos de entregar os mesmos serviços por menos, e é altamente responsável pelas mudanças que o negócio precisa.

TI como negócio

Nesse cenário, informação é o produto explícito do negócio ou pelo menos é inseparável deste produto. O negócio é estruturado em torno do fluxo de informação (não o processo ou função) e a organização de TI inovação com novo valor para a cadeia, mais do que somente estar apto a dar suporte a serviços encontrados em cada negócio.

Qualquer um pode fazer parte da TI

Nesse cenário, os líderes do negócio e colaboradores individuais usam a informação e a tecnologia agressivametne para quebrar os parâmetros do negócio tradicional e dirigir uma ambiciosa colaboração. O foco é a informação, mais do que a tecnologia. Negócios muito maduros incluem esse divergente modelo como colaborativo e de potencial inovador. Enquanto os mais tradicionalistas enxergam anarquia neste tipo de proposta, outros veem criatividade livre. Por esta razão, este modelo funciona em situações não tradicionais e negócios dinâmicos, startups, pequisa e desenvolvimento interempresarial e comunidades de risco

Fonte:http://www.executivosfinanceiros.com.br

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Mercado brasileiro de TI deve movimentar US$ 95 bi neste ano. Veja as tendências para a próxima década!

O mercado brasileiro de TI, que movimentou o equivalente a US$ 85,1 bilhões em 2010, deve crescer cerca de 12% neste ano, atingindo receita de cerca de US$ 95 bilhões, revela pesquisa encomendada pela Brasscom (Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação). Somando-se a área de telecomunicações, o setor de TIC contabilizou US$ 165,69 bilhões no ano passado.

Antonio Gil, Presidente da Brasscom, diz que a indústria nacional de TI deve, dependendo do que acontecer no cenário econômico mundial, manter o mesmo crescimento em 2012, com a expansão também ficando na casa de 12%. Segundo ele, o mercado interno brasileiro de TI hoje é o oitavo no mundo, com faturamento de US$ 82,7 bilhões, mas tem condições que subir para a sexta posição nos próximos dez anos. Gil citou como um dos principais fatores que impulsionarão o mercado braseleiro de TI no ano que vem a recente medida aprovada pela Câmara dos Deputados que reduziu a contribuição previdenciária do setor de TI de 20%, incidentes sobre a folha de pagamento, para 2,5% do faturamento das empresas. "Isso resultará em um cenário muito mais positivo para as empresas brasileiras de TI, contribuindo fortemente para a formalização do mercado e para o aumento da competitividade das delas”, acredita.

O executivo comentou ainda que o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), que contribuirá entre outras coisas para a formação de mão de obra capacitada em tecnologia da informação, deve ser outro motor do crescimento da indústria local de TI, possibilitando maior acesso a recursos de capacitação e profissionais qualificados. Segundo ele, o programa, que tem como meta qualificar 8 milhões de trabalhadores em todo Brasil, deve coontribuir para a formação de cerca de 500 mil profissionais somente na área de TI, o que é de suma importância para auxiliar o setor em um dos seus principais problemas, que é a falta de mão de obra qualificada.

Por fim, ele pontuou os investimentos a serem realizados em infraestrutura, principalmente de banda larga, mobilidade e computação em nuvem, como fatores que contribuíram bastante para o avanço do mercado nacional de TI.

Big data, cloud computing, mobilidade e redes sociais nortearão TI na próxima década

Embora não cheguem a ser propriamente uma novidade, as tendências que irão nortear diretamente a forma de consumir e fazer negócios no universo da tecnologia nos próximos dez anos são os big data, computação em nuvem, mobilidade e redes sociais. A análise é de Tom Standage, editor digital da The Economist, apresentada durante o Brasscom Global IT Forum, evento organizado pela Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação do Brasil (Brasscom) em parceria com a revista britânica, nesta quinta-feira, 3, em São Paulo.

Standage defende que temos que pensar a tecnologia da informação como o impacto da energia elétrica em nossas vidas. Segundo ele, a digitalização somada à internet irá transformar não apenas o trabalho ou a economia, mas todo o nosso estilo de vida. Ele destaca o conceito de big data, que começou a ser traçado nas primeiras discussões sobre economia de informação e agora aparece latente no cotidiano empresarial. "Toda empresa, independentemente de seu porte, se vê gerando muita informação, a ponto de se tornar sem controle", sublinha. Sandage vê neste cenário grandes oportunidades para empresas de TI desenvolverem ferramentas com uso simplificado de gestão de dados. "Precisamos, de uma certa maneira, de um Steve Jobs do big data", brinca, fazendo analogia à simplificação que o ex-CEO da Apple desenvolveu desde a interface até a concepção de seus dispositivos móveis. De acordo com o editor da The Economist, as empresas precisam de uma ferramenta que permita seu uso sem a necessidade de longos e exaustivos treinamentos.

A computação em nuvem é outra tendência apontada por ele, até por estar ligada à administração e armazenamento de dados. Para Standage, o grande desafio é contornar vulnerabilidades de segurança em ambientes públicos ou privados criados na nuvem. Nisso, a chamada consumerização de TI [o uso de dispositivos móveis, como smartphones e tablets, e de redes sociais no ambiente corporativo] pode atuar como facilitador, segundo ele. O jornalista cita o iCloud, da Apple, e os serviços de armazenamento em nuvem da Amazon. "O que essas empresas estão proporcionando aos usuários pode ser uma forma das pessoas aumentarem cada vez mais seu uso e promover uma demanda por serviços de segurança mais abrangentes", completa.

A consumerização, segundo Standage, puxa os investimentos em outra tendência de TI – a mobilidade. "Vemos tablets como 'brinquedinhos', não damos muita importância. Mas é assim que os primeiros computadores Macintosh eram vistos, e vejam só quantas aplicações não foram desenvolvidas e o que eles se tornaram", provoca. Ele ressalta que, embora cada vez mais pessoas levem seus smartphones e tablets para uso no trabalho, as empresas ainda não dão a devida atenção para os dispositivos. Ele diz que mercado ainda tem muito a ser desenvolvido.

Mesmo já estando bastante consolidadas, Standage coloca as redes sociais como tendência. Ele ressalta a imensa inclusão digital que o Facebook promoveu, ressaltando novamente a simplificação da interface e do compartilhamento de conteúdo, um engajamento no qual os departamentos de TI dedicam muito tempo sem sucesso. "As lideranças se preocupam apenas com o tempo que seus funcionários passam nas redes e consideram que não estão trabalhando", critica. Ele alfineta os executivos que veem nas ferramentas apenas uma maneira de fazer marketing ou comunicação, enquanto deveriam ser exploradas internamente no que fazem melhor – captar a atenção das pessoas.


Fonte: http://www.tiinside.com.br