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sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Gartner diz que, agora, 'todas as empresas são empresas de tecnologia'

"A consultoria Gartner proclamou o nascimento da Economia Digital Industrial e, com ela, a ruptura definitiva do modelo tradicional de negócios."

A consultoria Gartner é conhecida por sua habilidade em identificar tendências de futuro e criar "buzzwords" (palavras da moda) para elas. Nesta semana, durante a realização do Gartner Symposium/IT Expo em Orlando, na Flórida, ela anunciou a nova tendência: o nascimento da era da Economia Industrial Digital (Digital Industrial Economy).

A nova definição para os próximos anos foi anunciada durante a abertura do evento feita pelo vice-presidente sênior do Gartner, Peter Sondergaard, para explicar a ideia de que todas as companhias, hoje, são empresas de tecnologia. Temos que nos preocupar com o poder do digital e a mudança fundamental que ele representa para os nossos negócios.

"Todo orçamento é um orçamento de TI. Toda companhia é uma companhia de TI. Todo líder de negócios está se tornando um líder digital. Toda empresa está se tornando uma empresa tecnológica. Estamos entrando na era da Economia Industrial Digital." Os profissionais de TI vão precisar prestar muita atenção a essa buzzword, porque suas ramificações são profundas e transformadoras em todos os aspectos.

A ideia de Sondergaard é que quando as tendências de mobilidade, social, big data e cloud desenvolvidas nos últimos anos forem utilizadas juntamente com sensores digitais presentes em todos os produtos que usamos, todos os prédios em que vivemos e trabalhamos e até mesmo nas roupas que vestimos, as empresas estarão imersas num mundo totalmente digital.

E isso é um fato que transcende as empresas de tecnologia e os departamentos de TI para tornar-se realidade para todas as empresas e todos os departamentos.

Por conta dessas forças, praticamente qualquer pessoa poderá criar uma ferramenta ou produto que poderá tornar-se disruptivo para um modelo de negócios. As empresas não podem simplesmente ficar sentadas e acreditar que o que quer que tenha funcionado no passado vai continuar a valer daqui para frente porque a velocidade da mudança é estonteante. E com ela a fronteira entre a TI corporativa e a TI de consumo deixa de existir.

Isso já começou com a chamada consumerização da TI. Na medida em que os usuários trazem seus dispositivos digitais e suas experiências pessoais para o ambiente de trabalho, eles exigem uma experiência corporativa semelhante à experiência pessoal. O resultado é uma linha cinzenta entre o que consideramos ferramentas corporativas e o que consideramos puramente consumidor.

"Digital é o negócio. E os negócios são digitais", afirma Sondergaard. Uma dinâmica similar à que já foi abordada pelo analista da Forrester, James McQuivey, em seu livro Digital Disruption, Unleashing the Next Wave of Innovation (Ruptura Digital, Liberando a Próxima Onda da Inovação). No livro, McQuivey argumenta que há toda uma nova geração de concorrentes que nasceram digitais e que fazem uso indiscriminado dos serviços de cloud encontrando formas de criar novos produtos rapidamente. Como diz McQuivey, qualquer companhia pode ser destruída pela concorrência digital.

Eles não se preocupam em fazer focus groups para criar um novo produto perfeito porque hoje os canais de mídia social fornecem toda a informação e feedback que necessitam da audiência e o modelo de interação rápida apoiado em tecnologias flexíveis de cloud os ajuda a responder rapidamente à demanda.

Ao fazer uma apresentação na conferência E2 em Boston, em junho passado, McQuivey usou o exemplo da escova de dentes. Como você reimaginaria uma escova de dentes num mundo digital? Bom, pra começar, colocaria sensores nela e coletaria dados sobre seus hábitos de escovação, os pontos que está deixando de cuidar, o tempo que gasta escovando etc. Esses dados poderiam ir direto para um repositório na nuvem ou você poderia compartilhá-los com seu dentista e ajudá-lo a cuidar melhor dos seus dentes. E esse é um exemplo pequeno e prosaico do que vem por aí.

E isso nos leva de volta à noção de Economia Industrial Digital que o Gartner está discutindo. Quando você imagina esses sensores em tudo que compramos e quando você pensa que mobilidade não tem a ver só com seu smartphone ou tablet, mas que pode ser encontrada em algum tipo de computação vestível que pode estar no nosso rosto ou nas nossas roupas, e você combina isso com os dados que estão sendo transmitidos no mundo pelos semáforos de trânsito e sistemas de aquecimento e máquinas de refrigerante - qualquer coisa e todas as coisas - você começa a ver como é inevitável que essas tendências tenham impacto em qualquer tipo de negócio, independente do que você venda ou faça.

Enquanto você pensa sobre isso - e você PRECISA pensar sobre isso porque o mundo está mudando na sua frente - considere esses números do Gartner:

- Em 2009 havia no máximo 2,5 bilhões de dispositivos conectados no mundo, combinando 1,6 bilhão de dispositivos e 900 milhões de sensores;

- Em 2020, o Gartner está prevendo que teremos 37,3 bilhões de dispositivos conectados, resultado da combinação de 7,3 bilhões de dispositivos e 30 bilhões de sensores;

Vamos combinar que é preciso olhar qualquer previsão de empresas de consultoria com uma boa dose de soro da verdade. Nesse caso, imaginando que só metade dos números do Gartner se realizem, ainda assim estamos falando de um número gigantesco de dispositivos conectados no mundo comunicando e compartilhando dados de formas que nem imaginamos ainda.

Sondergaard está correto em dizer que "nosso mundo pessoal e a Internet das Coisas estão colidindo e essa colisão vai ter um impacto profundo em como nós fazemos negócios". Essa mudança vai criar novas empresas e novas eficiências que vão agregar valor a todos os processos. Obviamente o Gartner tem um número aqui também: a empresa prevê que haverá um ganho líquido de US$ 1,9 trilhão como resultado da influência da Internet das Coisas na maneira de fazer negócios.

Se o Gartner está correto, estamos à beira de uma mudança gigante. Já começamos a ver os primeiros sinais dessa mudança na forma da ruptura digital, consumerização e BYOD, mas o que está vindo aí conforme crescemos cada vez mais digitais vai alterar para sempre o jeito de fazer negócios e você precisa pensar nisso hoje, porque 2020 não está tão longe assim.

Fonte: http://idgnow.uol.com.br/ - por Ron Miller, CITEWorld

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Gartner aponta 11 tendências de TI que transformarão os negócios a partir de 2014

A convergência de tecnologias emergentes, como computação em nuvem, big data e impressão em 3D, se configura a grande oportunidade para transformação dos negócios das empresas no período de 2014 a 2018, segundo previsões do Gartner sobre tendências da indústria que constam do relatório "Top Industries Predicts 2014: The Pressure for Fundamental Transformation Continues to Accelerate".

O estudo apresenta 11 hipóteses de planejamento estratégico que os CIOs, executivos seniores de negócios e líderes de TI devem considerar em suas iniciativas, a partir do próximo ano. Segundo a consultoria, a maioria das indústrias está enfrentando grande pressão para uma transformação fundamental, incluindo a adoção da digitalização para sobreviverem e continuarem competitivas.

"A transformação continua a ser um fenômeno importante para todos os setores. Muitos enfrentarão grandes desafios em 2014 e nos anos seguintes, e não terão outra escolha a não ser mudar radicalmente seus modelos de negócio estabelecidos", afirma Val Sribar, vice-presidente do Gartner. O analista observa que os líderes e CIOs das empresas devem avaliar cuidadosamente as exigências estratégicas específicas de seus setores, incluindo as demandas dos consumidores e dos seus parceiros, a fim de mapear seus planos de transformação com base na disponibilidade de novas tecnologias, nas mudanças demográficas/comportamentais dos consumidores e nas condições do mercado.

Veja a seguir as principais previsões do Gartner para os próximos anos:

1- Em 2016, um baixo retorno sobre o patrimônio fará com que mais de 60% dos bancos em todo o mundo processem a maior parte de suas transações na nuvem.

2- Até o fim de 2017, pelo menos sete dos dez maiores varejistas multicanal utilizarão tecnologias de impressão em 3D para gerar pedidos de estoque personalizados.

3- Em 2017, mais de 60% das organizações governamentais com um CIO e um diretor digital eliminarão uma destas funções.

4- Em 2017, 40% dos serviços públicos com soluções de medição inteligente utilizarão analíticos de big data baseadas na nuvem para atender às necessidades associadas a ativos, commodities, clientes ou faturamento.

5- Até o fim de 2015, um retorno do investimento (ROI) inadequado levará as seguradoras a abandonarem 40% de seus apps móveis voltados a clientes.

6- A ordem sequencial completa do genoma vai estimular um novo mercado para os bancos de dados médicos, com a entrada no mercado superando 3% até 2016.

7- Até 2017, os gastos com educação online primária e secundária aumentarão 25%, ao passo que as restrições orçamentárias manterão os gastos em categorias educacionais tradicionais estagnados.

8- Em 2018, cerca de 20% do faturamento das 100 maiores empresas virão de inovações resultantes de novas experiências de valor entre setores.

9- Em 2018, a impressão 3D resultará na perda de, pelo menos, US$ 100 bilhões ao ano, em propriedade intelectual, globalmente.

10- Em 2017, 15% dos consumidores responderão às ofertas relacionadas ao contexto com base em seus perfis demográficos e de compra.

11- Em 2015, 80% das empresas da categoria Life Science serão pressionadas por elementos de big data, revelando um retorno de investimento pequeno para os investimentos em TI.

Fonte: http://convergecom.com.br/

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Gartner - Previsões para TI setorial nos próximos anos

Gartner traça tendências específicas para diferentes segmentos da indústria

Depois de anunciar recentemente sua tradicional lista com as dez tendências estratégicas em TI para 2014, o Gartner agora vai um pouco além e divulga previsões sobre as tendências que irão balizar as decisões de CIOs e do mercado de TI nas diferentes indústrias a partir do ano que vem, nos próximos anos.

Para o vice-presidente e analista do Gartner, Kimberly Harris-Ferrante, a transformação é um fenômeno importante que impacta diretamente sobre as mais diversas verticais. “Muitas indústrias irão se deparar com grandes desafios em 2014 e nos próximos anos, e não terão outra escolha além de mudar seus modelos de negócios vigentes”.

Em relação ao ano passado, em que o executivo destaca a existência de um foco por parte dos decisores dessas indústrias na adoção de novas tecnologias para melhorar as operações de negócios influenciada pela convergência de tecnologias sociais, móveis, de nuvem e de informação, o cenário será um pouco diferente no futuro. “Hoje, ao contrário, os líderes estão mudando significativamente modelos de negócio e processos.”

Segundo ele, esse movimento acontece em parte pelos desafios relacionados com o empoderamento do consumidor e a comoditização do mercado, que têm se acentuado a cada ano e ainda apresentam dificuldades particulares para serem endereçadas por companhias tradicionais. Nesse contexto, a necessidade de digitalizar o negócio e centralizar o foco para o consumidor tornou-se crucial e requer novas abordagens sobre a entrega de informações, comunicações e transações.

Assim, a empresa de pesquisa destaca que CIOs e líderes de negócio devem avaliar os requerimentos estratégicos específicos de suas verticais, incluindo as demandas de consumo e parceiros, para mapear planejamentos com base no surgimento de novas tecnologias, mudanças demográficas/comportamentais de consumidores e condições de mercado.

Confira a seguir a lista das 12 tendências de TI específicas para diferentes segmentos da indústria:

- Até 2016, o baixo retorno sobre patrimônio irá conduzir mais de 60% dos bancos do mundo a processarem a maioria de suas transações na nuvem.

- Até o final de 2017, sete dos dez maiores varejistas multicanais do mundo utilizarão tecnologias de impressão 3D para gerar estoque de pedidos de consumidores.

- Em 2017, mais de 60% das organizações governamentais que possuem um CIO (chief information officer) e um CDO (chief digital officer) eliminarão uma dessas funções.

- Até 2017, 40% de produtos de utilities com soluções de medidores inteligentes vão usar análises big data para endereçar necessidades relacionadas a recursos, commodity, clientes e receita.

- O baixo retorno de investimento fará com que seguradoras abandonem 40% de aplicativos móveis para consumidores em 2015.

- A sequência genoma completa estimulará um novo mercado para bancos de dados médicos, cuja penetração no mercado ultrapassará 3% em 2016.

- Em 2016, cerca de 60% das seguradoras norte-americanas dominarão profundamente as taxas relacionadas a procedimento de preço e qualidade de fornecedores de serviços médicos adquiríveis.

- Até 2016, os gastos com educação primária e secundária online aumentarão 25% enquanto restrições orçamentárias manterão os gastos com a educação tradicional estagnados.

- Em 2018, aproximadamente 20% da receita dos maiores fabricantes de manufaturas virão de inovações resultantes de experiências cross-industry.

- Ainda em 2018, a impressão 3D resultará na perda de U$100 bilhões por ano na propriedade intelectual global.

- Até 2017, cerca de 15% dos consumidores responderão a mensagens de ofertas com base em suas informações demográficas individuais e em seu perfil de comprador.

- No ano de 2015, um total de 80% de organizações de ciências da saúde serão atingidas por elementos de big data, expondo um baixo ROI dos investimentos de TI.

Fonte: http://informationweek.itweb.com.br/

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Quatro tendências para a TI e CIOs pelo Gartner

Inovação tecnológica impulsiona novas formas de interação com a TI

A mudança no formato da TI está fazendo com que os CIOs questionem o papel dela nas organização, bem como a função que irão desempenhar, aponta o Gartner, consultoria em pesquisa e aconselhamento sobre tecnologia. Na medida em que as empresas enfrentam a incerteza econômica, as dinâmicas de mercado em constante mudança e a descontinuidade cultural, criadas pela inovação tecnológica, suas diversas partes requerem maneiras diferentes de interagir com a TI.

"Nós somos testemunhas do surgimento de uma nova geração de CIOs, que não tem tanta pressa de correr com a TI mas de assegurar ganhos de valor estratégico para o negócio a partir do uso da tecnologia", disse John Mahoney", vice-presidente e analista do Gartner. "Enquanto isso não estiver totalmente desenvolvido, a extensão da mudança está crescendo e o ponto final chegará nos próximos cinco anos."

O Gartner identificou quatro tendências de TI para as organizações. Elas não são exclusivamente mútuas e podem ser combinadas. Confira abaixo.

TI com um provedor de serviço global

Nesse cenário, a organização de TI está em expansão e integrada a uma unidade de serviço compartilhado que funciona com um negócio, entregando serviços de TI e processos de negócios para empresas. Pode ser virtualizado ou totalmente centralizado, com foco nas áreas de negócios e valor, adotando uma perspectiva de marketing, capitalizando a posição interna e entregando serviços competitivos.

TI como engenharia

Nesse cenário, as capacidades são entregues rapidamente a preços competitivos de mercado. A organização sucede a monitoração da tencologia e os desenvolvimentos de mercado, e construindo especialidades em otimização de TI, administração de pedidos e vendas, e administração financeira de TI. Ela entrega melhorias de custos contínuos, procura por novos métodos de entregar os mesmos serviços por menos, e é altamente responsável pelas mudanças que o negócio precisa.

TI como negócio

Nesse cenário, informação é o produto explícito do negócio ou pelo menos é inseparável deste produto. O negócio é estruturado em torno do fluxo de informação (não o processo ou função) e a organização de TI inovação com novo valor para a cadeia, mais do que somente estar apto a dar suporte a serviços encontrados em cada negócio.

Qualquer um pode fazer parte da TI

Nesse cenário, os líderes do negócio e colaboradores individuais usam a informação e a tecnologia agressivametne para quebrar os parâmetros do negócio tradicional e dirigir uma ambiciosa colaboração. O foco é a informação, mais do que a tecnologia. Negócios muito maduros incluem esse divergente modelo como colaborativo e de potencial inovador. Enquanto os mais tradicionalistas enxergam anarquia neste tipo de proposta, outros veem criatividade livre. Por esta razão, este modelo funciona em situações não tradicionais e negócios dinâmicos, startups, pequisa e desenvolvimento interempresarial e comunidades de risco

Fonte:http://www.executivosfinanceiros.com.br

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Previsões da Gartner: 2013, 2014 … 2017

A consultora avançou com a habitual lista de previsões abrangendo não só as principais tendências para o próximo ano, como para os anos seguintes. A crescente adopção de tablets e smartphones encabeça o conjunto.

A Gartner revelou as principais tendências tecnológicas para 2013, incluídas num cenário de projecções para os próximos cinco anos. Para o próximo ano a consultora coloca a crescente adopção de dispositivos móveis, tablets e smartophones, em ambiente empresarial, no topo da lista. Associada a esta tendência, a emergência de cada vez mais lojas de aplicações empresariais ganhará também protagonismo.

Depois da forte adopção das plataformas de mobilidade fornecidas pela Apple, iPhone e iPad, os sistemas Android também estão a invadir o mundo empresarial. Com o lançamento do Windows 8, o segmento ganha novo dinamismo. Para a Gartner, a chegada do novo sistema operativo “aquece” o ambiente concorrencial, a dopção em grande escala será evitada até pelo menos 2015.

1 – Invasão dos dispositivos de mobilidade

No próximo ano, os smartphones vão ultrapassar os PC como dispositivo mais comum de acesso à Internet em todo o mundo. Será que isso significa que aparelhos móveis vão substituir os PC? Sim e não, diz a Gartner.

Alguns departamentos de TI só precisam de suportar dispositivos móveis para profissionais específicos cujas funções exigem mobilidade. Os outros permanecerão com os tradicionais computadores. Mas, acrescenta o Gartner, a proliferação de dispositivos móveis nas empresas indica o fim do Windows como plataforma empresarial única.

“Até 2015, o fornecimento de tablets vão representar cerca de 50% dos portáteis fornecidos e o Windows provavelmente ficará em terceiro lugar na preferência das pessoas, atrás do Android e do iOs, da Apple”, considera David Cearley, analista da Gartner. “Como resultado, a participação da Microsoft nas plataformas dos clientes (PC, tablet, smartphone) provavelmente será reduzida para 60% e pode cair para 50%.”

2 – Mudança de aplicações nativas para aplicações Web baseadas em HTML5

A Gartner alerta que as aplicações nativas não vão desaparecer. E “oferecerão sempre a melhor experiência ao usuário e recursos mais sofisticados”. Mas a consultora prevê uma migração para aplicações baseadas em HTML, conforme estas ganharem mais capacidades.

3 – As clouds pessoais substituem a noção de computador pessoal

A cloud computing vai albergar todos os aspectos da vida de uma pessoa, diz a Gartner. Por ser um modelo tão abrangente e capaz de suportar recursos infinitos “nenhuma plataforma, tecnologia ou fabricante vai dominá-lo”, indica a consultora. Isso também significa que os departamentos de TI terão de suportar quase tudo.

4 – Internet das coisas ganha visibilidade

Quase tudo tende a ligar-se à Internet, incluindo câmeras, microfones, realidade aumentada, edifícios e sensores embutidos em todos os lugares. Em muitos casos, ela já se faz presente. A Internet das Coisas vai conduzir ao surgimento de novos produtos e serviços, como por exemplo a seguros baseados na utilização daquilo que está segurado, e mesmo a novas políticas fiscais. Também levantará novas questões: um robot ligado a um ERP deverá ser considerado um utilizador, para efeitos de licença?

5 – Plataformas corretoras de cloud computing

Com o crescimento da adopção de cloud computing, torna-se cada fez mais pertinente que os departamentos de TI criem plataformas corretoras de serviços baseados nesse modelo – as denominadas Cloud Services Brokerages. Servirão como ponto central para gerir o acesso a serviços externos.

6 – Big Data mais estratégico

Os projectos de Big Data estão a tornar-se mais económicos para as empresas, graças, em parte, à queda do preço de servidores e CPU. O Big Data será ainda mais estratégico, acredita a Gartner: ou seja os utilizadores vão incorporar cada vez mais a análise de Big Data nas suas actividades. Haverá menos projectos isolados.

7 – Análise preditiva de acções

A análise preditiva sobre acções é, em alguns aspectos, um subconjunto da sexta tendência (Big Data mais estratégico). O processamento de baixo custo está a tornar possíveis “as análises e as simulações sobre cada acção realizada numa empresa”. A maioria das análises hoje centra-se na análise histórica. E o próximo passo é prever o que pode acontecer.

8 – Computação “in-memory” A computação “in-memory”, diz a Gartner, pode ser transformacional. Ela permitirá que as actividades que demoram horas a serem executadas, levem minutos ou apenas segundos. Deverá tornar-se dominante no próximo ano ou dois: cada vez mais os utilizadores procuram fazer consultas em tempo real.

9 – Appliances virtuais ganham posição

Face à vantagens de segurança dos aparelhos físicos, a appliances virtuais não vão substituir as primeiras. Mas tendem a ganhar um lugar nas operações de TI.

10 – Lojas corporativas de aplicações

As lojas empresariais de aplicações vão transformar os departamentos de TI em gestores de mercado, proporcionando governação e até mesmo apoiando a “apptrepreneurs”, empreendedores de desenvolvimento ou sugestão de aplicações. Serão um repositório onde os utilizadores poderão encontrar tudo para melhorar o seu trabalho.

Em 2014

A contratação de recursos humanos para TI nos principais mercados ocidentais será dominada por empresas sedeadas na Ásia crescerá a dois dígitos apreciando crescimento de dois dígitos. Três dos cinco maiores fornecedores de smartphones será chinês, com a Huawei e a ZTE a aproveitarem a experiência alcançada no mercado chinês na venda de smartphones de baixo custo.

Directivas da União Europeia conduzirão a legislações para proteger empregos, reduzindo o offshoring em 20% até 2016.

Os dispositivos possuídos por empregados serão comprometidos por um malware numa proporção de mais do dobro daqueles cija propriedade é das organizações.

A consolidação do mercado deverá relegar para outro plano 20% dos 100 maiores prestadores de serviços de TI. Factores com a Cloud computing, Big Data, a mobilidade e as redes sociais, juntamente com incerteza na economia global, deverá acelerar a re-estruturação de uma mercado de quase um bilião de dólares no mercado de serviços de TI.

O investimento em software para relativo a pequenos dispositivos inteligentes de monitorização crescerá 25%.

Em 2015

A procura mundial de recursos humanos para Big Data deve atingir 4,4 milhões de empregos, mas apenas um terço das vagas serão preenchidas.

Perto de 90% das empresas deverão contornar a implantação do Windows 8 em grande escala.

40% das mil maiores organizações no mundo vão usar a “gamificação” como principal mecanismo para transformar as operações empresariais.

Em 2016

Os dispositivos electrónicos incorporados em sapatos, tatuagens e acessórios representarão uma indústria de dez mil milhões de dólares.

Em 2017

Cerca de 40% das informações de contactos deverão estar acessíveis no Facebook, devido a fugas associadas à crescente utilização de aplicações de colaboração em dispositivos móveis.

Fonte: Novembro de 2012 às 18:42:57 por computerworld - http://www.computerworld.com.pt

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Gartner alerta para as implicações organizacionais devido ao aumento dos dispositivos móveis

Analistas discutirão o tema na próxima Conferência Arquitetura de Aplicações, Desenvolvimento e Integração, entre os dias 14 e 15 de agosto, em São Paulo

De acordo com o Gartner, líder mundial em pesquisa e aconselhamento sobre tecnologia, CIOs e líderes de TI devem estar atentos a três implicações chave da era “pós-PC”, pois cada vez mais os consumidores estão acessando aplicações e conteúdos via dispositivos móveis.

“O lançamento do iPhone, há cinco anos, marcou uma mudança em direção a um futuro dominado pelos dispositivos móveis”, afirma David Michell Smith, vice-presidente de pesquisas e membro do Gartner. “Com celulares e tablets como plataformas de entrega de aplicações e informações, não mais apenas simples ferramentas de comunicação. A era de executar programas somente em PCs desktops e notebooks está sendo substituída rapidamente por um novo ecossistema com mobilidade, equipamentos eletrônicos, computação corporativa, clientes fixos e também clientes móveis”, diz ele.

O Gartner identificou as implicações dessa mudança e alerta os líderes de TI e os profissionais de desenvolvimento de aplicações para estarem preparados para uma nova era de trabalho, onde os dispositivos móveis irão reinar. Para isso, analistas internacionais estarão no Brasil para discutir o tema na Conferência Gartner Arquitetura de Aplicações, Desenvolvimento e Integração, que acontece nos dias 14 e 15 de agosto, em São Paulo. As três implicações, segundo o Gartner são:

1 - As empresas de TI devem evoluir rapidamente suas aplicações e as interfaces para responder ao grande crescimento da demanda por novos canais B2B, B2E e B2C. “Esta mudança para computação em dispositivos móveis e as tendências atuais de consumo e BYOD (traga seu próprio dispositivo, em português) faz com que os líderes de TI e as equipes de desenvolvimento tenham que assumir uma abordagem multicanal para aplicações nos canais B2B, B2E e B2C. Infelizmente, ainda grande parte dos departamentos de TI e dos usuários finais ainda supõe que somente as aplicações em desktops são necessárias, mas isso vai mudar”, diz Smith. O Gartner recomenda: • Fazer uma avaliação mobile-only, mobile-first ou legada durante o desenvolvimento da aplicação; • Identificar a demanda específica de aplicações móveis de B2E, B2C e B2B para os próximos 18 meses; • Implantar um framework estruturado e ferramentas para futuras aplicações “context-aware”.

2 - Os desenvolvedores precisam se readaptar, pois as aplicações focadas em dispositivos móveis vão substituir o desenvolvimento para desktops. “O grande interesse e uso de dispositivos móveis no mercado corporativo e de consumo significam que as interfaces móveis estão definindo as expectativas de usabilidade, aparência e comportamento das futuras aplicações e sistemas”, diz o Gartner. “A vanguarda dessa mudança é a interface de toque e gestos, fundamental para os dispositivos móveis. Mas, além disso, os canais de áudio e vídeo estão sendo usados para expandir essa nova interface dos usuários. Os comandos de voz lideram buscas e ações das aplicações, enquanto que o emergente canal de vídeo está levando ao reconhecimento facial e gestos”, diz o analista Smith. O Gartner recomenda: • Acompanhar os avanços nas novas técnicas de interface de usuário (como toque, áudio, vídeo, gestos, busca, social e contexto) e criar um roadmap para o potencial de curto, médio e longo prazos; • Separar os grupos de interações em fatores onde as aplicações integrem a experiência em múltiplos dispositivos em arquiteturas de aplicação; • Construir aplicações com capacidades e interações simples e focadas, mas criar, também os links entre as aplicações para uma operação melhor coordenada.

3 - As organizações precisam realocar recursos, pois os projetos voltados para smartphones e tablets vão superar os projetos para PCs na razão de quatro para um até 2015. “Ao desenvolver interfaces para múltiplos tamanhos de tela e sistemas operacionais, são necessárias novas ferramentas para fazer as aplicações funcionarem corretamente em diferentes aparelhos. Não há uma maneira automática de fazer isso – são necessárias habilidades de engenharia para projetar os outputs certos”, diz Smith. O Gartner recomenda: • Fazer investimentos táticos em ferramentas de desenvolvimento de aplicações móveis; • Aprimorar testes (automatizados) e planos de suporte; • Usar o HTML5 como o menor denominador comum de modelo de interface do usuário entre dispositivos e fornecedores, embora não se deva esperar que o HTML resolva todas as necessidades.

O foco da Conferência Gartner Arquitetura de Aplicações, Desenvolvimento e Integração será na rápida evolução das tendências que têm implicações profundas para os executivos e líderes de aplicações. O crescimento da computação em nuvem, a explosão das aplicações móveis e o crescimento da arquitetura orientada a serviços estão entre as tendências que fazem com que os líderes de desenvolvimento de aplicações reexaminem suas estratégias. Os analistas do Gartner vão explorar essas tendências, identificar as oportunidades e os riscos enfrentados pelas organizações, além de sugerir planos práticos para os próximos cinco anos. A conferência acontecerá em São Paulo, nos dias 14 e 15 de agosto. Para mais informações, ligue para (11) 3074-9724 ou (11) 3073-0625, ou acesse o website do evento: http://www.gartner.com/br/aadi. Para inscrições, entre em contato com a CMF Eventos pelos telefones (11) 3074-9724 ou (11) 3073-0625.

Conferência Gartner Arquitetura de Aplicações, Desenvolvimento e Integração Data: 14 e 15 de agosto – Terça e quarta-feira, das 9h às 18h Local: Sheraton WTC Hotel – Avenida das Nações Unidas, 12.551 – (SP)

Sobre a Conferência Gartner Arquitetura de Aplicações, Desenvolvimento e Integração

O foco da Conferência Gartner Arquitetura de Aplicações, Desenvolvimento e Integração será na rápida evolução das tendências que têm implicações profundas para os executivos e líderes de aplicações. O crescimento da computação em nuvem, a explosão das aplicações móveis e o crescimento da arquitetura orientada a serviços estão entre as tendências que fazem com que os líderes de desenvolvimento de aplicações reexaminem suas estratégias. Os analistas do Gartner vão explorar essas tendências, identificar as oportunidades e os riscos enfrentados pelas organizações, além de sugerir planos práticos para os próximos cinco anos. Para obter mais informações sobre a Conferência Gartner Arquitetura de Aplicações, Desenvolvimento e Integração, acompanhe o Twitter do Gartner: http://twitter.com/GartnersummitBR, pela hashtag #GartnerAADI.

Sobre o Gartner

O Gartner é líder mundial no fornecimento de pesquisas e aconselhamento na área de tecnologia da informação. O instituto fornece as análises de TI necessárias para seus clientes fazerem as escolhas certas todos os dias. De CIOs e diretores de TI em corporações e agências governamentais a líderes em empresas de alta tecnologia e telecomunicações, passando por investidores deste mercado, o Gartner é parceiro indispensável para 60 mil clientes em 12 mil companhias diferentes. Fundado em 1979, o Gartner tem sede em Stamford, Connecticut, e possui 5.000 associados, sendo 1.280 analistas de pesquisa e consultores em 85 países. No Brasil, o Gartner está presente com três unidades: Gartner Research, que oferece pesquisas e aconselhamento para profissionais, fornecedores e investidores de TI; Executives Programs, grupo de CIOs alimentado pelo conteúdo Gartner com mais de 3 mil membros em todo o mundo; e Eventos, com conferências e simpósio anuais. Para obter mais informações, visite www.gartner.com.

Fonte:http://www.segs.com.br - Por JOYCE CAMARGO - NOTÍCIAS - INFO & TI