Mostrando postagens com marcador BNDES. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador BNDES. Mostrar todas as postagens

domingo, 24 de agosto de 2014

BNDES aprova financiamento de R$ 41,3 milhões para empresas TI

Seis empresas de Tecnologia da Informação dos estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, São Paulo e Rio receberão o aporte

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou R$ 41,3 milhões em financiamentos para seis empresas de tecnologia da informação dos Estados do Ceará, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e São Paulo.

As operações acontecem no âmbito do Programa BNDES para o Desenvolvimento da Indústria Nacional de Software e Serviços de Tecnologia da Informação (BNDES Prosoft). Ao todo, os projetos devem gerar mais de 5 mil empregos.

O maior desses financiamentos destina R$ 15,3 milhões à implantação de dois call centers da AeC Centro de Contatos S.A. em Mossoró (RN) e Juazeiro do Norte (CE). Esses recursos se somam a outros R$ 4,8 milhões do BNDES Finame, para aquisição de equipamentos via operações indiretas, totalizando R$ 20,1 milhões do Sistema BNDES, o que representa 46,3% do valor a ser investido no projeto.

Após a conclusão, prevista para este ano, o projeto deverá gerar 2.500 empregos em Mossoró e 2.400 em Juazeiro do Norte, com possibilidade de contratação de estudantes, funcionários sem experiência e pessoas da terceira idade. A empresa estima ainda que serão criados 200 empregos temporários durante a construção de cada uma das unidades.

Outros impactos sociais previstos são a ampliação da infraestrutura de transporte, segurança e iluminação pública, alívio na demanda da saúde pública, com a grande quantidade de trabalhadores que passa a dispor de plano de saúde, dinamização do comércio local e viabilização de acesso dos empregados a cursos superiores.

Segurança da informação

Para a Arcon Informática, de Niterói (RJ), o BNDES aprovou R$ 9,3 milhões, o equivalente a 90% do valor a ser aplicado no projeto de desenvolvimento, fabricação e comercialização de um equipamento contendo hardware e software embarcado para segurança da informação, além da criação de uma base de dados para proteção contra ameaças locais.

A operação contempla investimentos em pesquisa e desenvolvimento, certificações, materiais, máquinas e equipamentos, marketing e comercialização e treinamento. A empresa estima que contratará 48 trabalhadores até o fim de 2016, aumentando seu quadro funcional de 89 para 137 empregados.

Expansão

Com R$ 7,6 milhões do BNDES Prosoft, a Magna Sistemas Consultoria, de São Paulo, fará investimentos em infraestrutura, estruturação de processos e serviços, gestão empresarial, capacitação, treinamento, marketing e comercialização. Os recursos representam 90% do valor a ser investido no projeto, que visa à expansão da empresa, gerando 262 novos empregos até o fim do ano que vem.

Educação

Para a Infnet Educação Ltda., do Rio, o BNDES aprovou financiamento de R$ 5 milhões para investimentos em infraestrutura, treinamento, pesquisa e desenvolvimento, marketing e comercialização.

Os recursos correspondem a 78,9% do valor a ser aplicado no projeto, que visa à implantação de uma nova unidade no Centro da capital fluminense, implementação de um modelo de educação à distância e criação de uma rede de centros educacionais especializados franqueados. Até a conclusão, em 2015, devem ser criados 76 novos postos de trabalho diretos.

DRS

Para a Kenta Informática Ltda., de Porto Alegre (RS), foram aprovados R$ 2,5 milhões. O valor representa 83% dos investimentos em P&D e marketing e comercialização previstos no projeto, que deverá gerar 12 novos empregos até fevereiro de 2016.

O objetivo principal é desenvolver novas funcionalidades na plataforma DRS da empresa, tais como gravação simultânea de mais de uma câmera, alta definição, videoconferência, mobilidade, reconhecimento de face e de voz e geração de texto a partir do áudio.

Software

Com apoio de R$ 1,6 milhão, a Sobit Tecnologia da Informação Ltda., de Jundiaí (SP), investirá em estudos e projetos, marketing e comercialização, equipamentos nacionais e pesquisa e desenvolvimento.

O financiamento corresponde a 87% dos investimentos no projeto, que visa construir uma biblioteca de layouts e aprimorar o software MyGeraArq. A empresa prevê contratar 13 novos funcionários.

Fonte: http://www.brasil.gov.br/ por: Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Programa Nacional de Plataformas do Conhecimento

O Programa Nacional de Plataformas do Conhecimento tem como objetivo promover o desenvolvimento de setores que podem transformar o Brasil em uma potência mundial de produção e aproximar o País da fronteira do conhecimento. Uma das metas do programa é criar, em 10 anos, 20 plataformas do conhecimento em áreas como agricultura, saúde, energia, aeronáutica, tecnologia da informação e comunicação, naval e equipamentos, dentre outras.

“Todas as plataformas precisam combinar a participação de grupos de excelência em pesquisa e de uma ou mais empresas ou consórcios de empresas, que os representantes da MEI aqui sabem bem que, se não houver um empreendedor para levar ao mercado uma nova tecnologia ou um novo processo produtivo, eles só ficarão na ideia”, analisou a presidenta durante solenidade no Palácio do Planalto.

A proposta prevê aumentar os investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D) para 2% até 2020, a fim de reduzir a distância de países como China, Coreia e Estados Unidos, que nos últimos anos alavancaram os dispêndios nessa área para o desenvolvimento de suas economias.

No escopo do programa também estão previstas medidas como atrair profissionais altamente qualificados do exterior para atuarem em subprogramas e dotar as plataformas de regime especial de compra e contratação de pessoas. De acordo com o presidente da Finep, Glauco Arbix, “a ideia é lançar editais públicos para dar conta da demanda de interesse nacional.

Toda nossa preocupação é preparar as bases para a gente dar um salto na CT&I no Brasil. O pressuposto disso é que nós não podemos fazer mais do mesmo. Com isso, acredito que o país se coloca no mesmo patamar dos principais países no mundo hoje, informou Dilma. Segue o link da publicação do Decreto pela Presidenta do Brasil - http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Decreto/D8269.htm

O programa terá como macro objetivos:

- Associar inteligência, de modo a impulsionar a geração de conhecimento, por meio de instituições e pesquisadores com capacidade de liderar grandes projetos em interação com a CT&I desenvolvidas dentro e fora do País;

- Atrair profissionais altamente qualificados do exterior, brasileiros ou estrangeiros, por meio de um Subprograma que seja capaz de oferecer condições especiais para sua instalação e atuação no médio e longo prazo no Brasil.

- Dotar um conjunto de instituições pré-existentes e/ou construir novas unidades de uma infraestrutura de pesquisa de classe mundial, preferencialmente multiusuários, em diferentes domínios científicos e tecnológicos, que receberão suporte a partir de projetos com duração de 10 anos.

- Viabilizar e apoiar o trabalho em rede com ancoragem institucional nas várias Plataformas a serem selecionadas. Circunscrever e dotar essas Plataformas de um regime especial de Compra e Contratação de pessoas, diferenciado, ágil e baseado em compromissos e objetivos claramente fixados e sistematicamente avaliados.

- Envolver e facilitar o acesso à pesquisa de ponta para toda uma geração de novos talentos preparados pelo esforço desenvolvido ao longo dos últimos anos.

- As áreas e oportunidades estratégicas serão Agricultura, Saúde, Energia, Aeronáutica, Manufatura Avançada, TICs, Oceano e Amazônia. A expectativa de lançamento do Programa e edital é em junho próximo, bem como o lançamento do edital.

O projeto será executado com apoio de instituições governamentais, como Finep, BNDES, e ministérios.

Fonte: Com informações da http://www.finep.gov.br/ - http://www.prp.unicamp.br/

terça-feira, 3 de junho de 2014

BNDES atualiza perspectivas de investimento para energia elétrica

Revisão aponta para aumento de R$16 bilhões no período de 2014 a 2017

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) atualizou os estudos de perspectivas de investimento na economia brasileira considerando o período de 2014-2017. No setor de energia elétrica, houve uma adição de R$16 bilhões em relação às previsões divulgadas em outubro de 2013, totalizando agora R$191,7 bilhões de novos investimentos nos próximos três anos.

Além de energia, as maiores revisões foram em petróleo e gás, com aumento de R$30 bilhões de investimentos em relação ao apurado anteriormente, e total previsto de R$ 488 bilhões; e papel e celulose, com incremento de R$7 bilhões (total de R$26 bilhões).

Considerando todos os setores da economia, os investimentos somam R$4,07 trilhões no período 2014-2017. O valor supera os R$ 3,98 trilhões apurados no levantamento anterior, divulgado em outubro de 2013, para esse mesmo período. O mapeamento abrange projetos e planos estratégicos das empresas, não restrito apenas àqueles apoiados pelo banco.,

Na atual revisão, foram incorporados investimentos em mobilidade urbana, que se somam, assim, aos projetos de saneamento, já acompanhados pelo Banco, e que fazem parte do setor de infraestrutura social.

"Com a inclusão do segmento de mobilidade urbana, é possível vislumbrar as perspectivas de uma área de grande importância para o desenvolvimento econômico e social do País. As perspectivas de investimento para o setor são de R$ 89 bilhões, com alta de 83% na comparação com os R$49 bilhões efetivamente realizados no quadriênio anterior (2009/2012)", destaca o BNDES, em nota divulgada nesta quinta-feira (22/5).

Crescimento real – O cenário é de crescimento real de 28% nos investimentos em 2014-2017 (taxa anualizada de 5,1%) em relação ao período 2009-2012, quando foram investidos R$ 3,17 trilhões.

Do total de R$4,07 trilhões mapeados para 2014-2017, a indústria responde por R$1,15 trilhão em perspectiva de investimento, o que significa aumento acumulado de 31% (alta de 5,5% ao ano), devido sobretudo ao setor de óleo e gás. O setor aeronáutico, com projeções de investimentos de R$14 bilhões no período, também se destaca em nível de crescimento, com projetos nas áreas de defesa e comercial.

A infraestrutura responde por R$575 bilhões, com incremento de 35%, puxado sobretudo por dois setores ligados à logística: portos e ferrovias. Entre os investimentos mapeados, estão aqueles feitos por meio de concessões e parcerias público-privadas, contemplados pelo Programa de Investimento em Logística (PIL).

Energia Elétrica – A perspectiva de investimento para o setor elétrico brasileiro em 2014-17 é de R$191,7 bilhões, sendo a maior parte em geração hidrelétrica, com R$ 54,5 bilhões. Os complexos eólicos são o segundo destaque em porte de investimentos, com R$43 bilhões. Transmissão de energia elétrica vem em terceiro, com estimativas de investimentos de R$37,6 bilhões.

Ferrovias – No setor ferroviário, a perspectiva de investimento é de R$57 bilhões em 2014-2017, com destaque para: expansão da malha, prevista no PIL; investimentos diretos da Valec; projetos de modernização e aumento de capacidade da via permanente; e ampliação da frota de material rodante. O PIL prevê investimento em 12 trechos, parte em projetos novos (greenfield), parte em modernização da rede existente (brownfield).

Mobilidade urbana – A perspectiva para o investimento em mobilidade urbana para o período de 2014-2017 é de R$53 bilhões, com taxa média anual de crescimento de 30%. Desse total, 58% serão destinados a projetos de metrô, 16% para monotrilho, 13% para Bus Rapid Transit (BRTs), 7% para trem e 6% para Veículos Leves sobre Trilhos (VLTs).

Segundo o BNDES, esse bloco de investimentos é sustentado pela retomada da capacidade de investimento dos Estados, explicada, em parte, pelas recentes rodadas de descontigenciamento realizada pelo Governo Federal e pela aplicação de recursos federais em projetos de mobilidade urbana por meio do PAC Mobilidade – Grandes e Médias Cidades. Outro elemento importante é a ampliação dos investimentos privados no setor, por meio de PPPs.

Fonte: http://www.jornaldaenergia.com.br/

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Empréstimos do BNDES sobem 22% em 2013 e atingem R$ 190,4 bi.

Indústria ficou com 30% do total liberado, e a infraestrutura com 33%. Maior expansão relativa ocorreu no setor agropecuário, com alta de 64%.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou nesta terça-feira que seus empréstimos em 2013 totalizaram R$ 190,4 bilhões, alta de 22% sobre 2012 ( R$ 156 bilhões).

Segundo o banco, no entanto, apesar de o valor total ter sido mais alto, as aprovações de empréstimos em 2013 caíram 8%, para R$ 239,6 bilhões. Já as consultas e os enquadramentos no ano passado tiveram recuo de 11% e de 7%, respectivamente.

O BNDES explicou, em comunicado, que a queda nas aprovações, consultas e enquadramentos em 2013 é "explicada pela alta base de comparação e também sinaliza cenário de maior moderação nos desembolsos do banco em 2014".

A maior expansão relativa ocorreu no setor agropecuário (alta de 64%), com total de R$ 18,6 bilhões, "refletindo o forte volume de investimentos no campo, devido à safra recorde em 2013", informou o BNDES. Para o setor de comércio e serviços, o banco liberou R$ 51,5 bilhões, com alta de 17%.

"Todos os setores apoiados pelo Banco tiveram crescimento nas liberações. A indústria respondeu por 30% do total liberado (R$ 58 bilhões) e a infraestrutura por 33% (R$ 62,2 bilhões). Isso representou aumentos de 22% e 18%, respectivamente, nos desembolsos desses setores na comparação com o ano anterior", informou a instituição.

Para as micro, pequenas e médias empresas, foi desembolsada a cifra recorde de R$ 63,5 bilhões, equivalente a 33% das liberações totais de 2013.

Nova política operacional

O BNDES anunciou que fez uma revisão de sua política operacional "para alinhá-la às tendências do investimento no país, à maturidade da indústria financeira nacional e à necessidade de atender às empresas com mais eficiência e qualidade".

São três os blocos prioritários: infraestrutura (logística, energética, mobilidade urbana e saneamento), competitividade (inovação, serviços técnicos e tecnológicos; exportação de serviços de engenharia e bens de capital; setores intensivos em engenharia e conhecimento; economia criativa), e inclusão produtiva e sustentabilidade:

"Essas prioridades contam com os menores custos financeiros, os maiores prazos e os maiores percentuais de participação do Banco nos financiamentos", explica o BNDES.

A nova política operacional abre também espaço para as empresas captarem recursos complementares nos mercados. As novas regras com taxas, prazos e níveis de participação podem ser conferidas no site do BNDES.

Fonte: http://g1.globo.com/economia - Por G1, em São Paulo

domingo, 8 de dezembro de 2013

MCTI, Finep e BNDES lançam Inova Sustentabilidade

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Marco Antonio Raupp, o presidente da Finep, Glauco Arbix, e o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, lançaram no dia 29 de novembro, o Plano Inova Sustentabilidade, em reunião da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), realizada em São Paulo. O objetivo do Inova Sustentabilidade, também com participação do Ministério do Meio Ambiente, é incentivar a realização de investimentos na área ambiental, com a promoção de soluções inovadoras capazes de mitigar impactos das atividades produtivas sobre o meio ambiente. O edital está previsto para ser lançado ainda em dezembro.

O objetivo do Inova Sustentabilidade é incentivar a realização de investimentos ambientais, com a promoção de soluções inovadoras capazes de mitigar impactos das atividades produtivas sobre o meio ambiente.

Com dotação orçamentária de R$ 2 bilhões, divididos igualmente entre Finep e BNDES, para operações contratadas no período de 2014 a 2016, o Inova Sustentabilidade terá quatro principais linhas temáticas: produção sustentável; recuperação de biomas brasileiros e fomento às atividades produtivas sustentáveis de base florestal; saneamento ambiental; e monitoramento de desastres ambientais.

Os projetos (Planos de Negócios) das empresas brasileiras candidatas a financiamentos no âmbito do Inova Sustentabilidade serão submetidos ao processo de seleção pública conjunta. Os Planos de Negócios poderão ser apoiados pela combinação de linhas da Finep e do BNDES, que incluem Fundo Clima, Programa de Sustentação do Investimento (PSI), subvenção econômica para empresas e financiamento não reembolsável para pesquisas realizadas em Institutos de Ciência e Tecnologia (ICTs), dentre outros instrumentos de apoio. Quando cabíveis, os instrumentos de renda variável também serão utilizados.

A fim de possibilitar o desenvolvimento de soluções completas no âmbito das linhas temáticas do Inova Sustentabilidade, será estimulada a formação de parcerias entre empresas e entre empresas e Institutos de Ciência e Tecnologia (ICTs). Tais parcerias deverão contar com uma empresa-líder, que necessariamente deverá ser uma empresa independente ou pertencente a grupo econômico que possua receita operacional bruta igual ou superior a R$ 16 milhões e patrimônio líquido igual ou superior a R$ 4 milhões no último exercício.

O Inova Sustentabilidade poderá financiar Planos de Negócios acima de R$ 5 milhões, com prazo de execução de até 60 meses. A participação será de até 90%. A iniciativa faz parte do Plano Inova Empresa, que prevê R$ 32,9 bilhões em 2013 e 2014 para impulsionar a produtividade e a competitividade da economia brasileira por meio da inovação tecnológica.

Fonte: http://www.anpei.org.br/ - (Com informações da Finep)

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

BNDES lança Criatec II e amplia recursos para empresas inovadoras

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, assinou o termo de compromisso para o investimento do BNDES no Fundo Criatec II. Destinado a apoiar empresas nascentes voltadas para inovação, o fundo terá capital comprometido de R$ 186 milhões, que será aportado na participação acionária de 36 companhias. O lançamento do Criatec II é consequência do bom desempenho do Criatec I, que entrou em operação em 2007.

O Banco, por meio da BNDESPAR, investirá R$ 124 milhões no fundo. Os R$ 62 milhões restantes virão do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), que aportá R$ 30 milhões; do Banco de Desenvolvimento do Estado do Rio Grande do Sul (Badesul), R$ 10 milhões; Banco de Brasília (BRB), R$ 10 milhões; Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), R$ 10 milhões. O Bozano Investimentos, gestor nacional do fundo, aplicará R$ 2 milhões.

Há ainda a possibilidade de aportes adicionais de outros potenciais quotistas, o que poderá elevar o patrimônio comprometido para cerca de R$ 200 milhões.

A participação dos quatro bancos de desenvolvimento no Criatec II visa atingir uma maior pulverização dos investimentos no país e incentivar a inovação em diferentes regiões. A capilaridade regional de quotistas busca criar um compromisso do fundo em investir nas suas respectivas áreas de atuação um montante igual ao capital comprometido por esses investidores. O Criatec I tinha como quotista, além do BNDES, apenas o BNB.

“Inovação é uma das prioridades do BNDES, assim como o trabalho de ampliar o acesso das pequenas empresas ao mercado de capitais. O Criatec II é um passo nessa direção e estamos fazendo isso com um arco de aliança com bancos de desenvolvimento muito expressivo”, disse Luciano Coutinho durante a assinatura de lançamento do fundo, que ocorreu o prédio do BNDES, no Rio de Janeiro.

O Criatec II tem duração prevista de 10 anos. Nos quatro primeiros, os gestores selecionarão e investirão em empresas inovadoras com faturamento líquido anual de até R$ 10 milhões, obtidos no ano imediatamente anterior à aprovação do investimento pelo Fundo.

O Bozano Investimentos será responsável pela escolha de seis gestores regionais, que terão como meta implementar boas práticas de administração e de governança corporativa nas empresas investidas, de modo que desenvolvam produtos e processos inovadores capazes de competir no mercado nacional e internacional. Os gestores regionais atuarão nos seguintes polos: Sul (Porto Alegre); Sudeste (SP, RJ e MG); Centro-Oeste (Brasília); e Nordeste (CE).

Os setores alvo do Criatec II são: Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC); Agronegócios, Nanotecnologia, Biotecnologia e Novos Materiais. Cada empresa poderá receber, no máximo, R$ 2,5 milhões no primeiro investimento, podendo ainda receber investimentos subsequentes de até R$ 3,5 milhões em outras rodadas de investimento. No entanto, o valor máximo por empresa investida não poderá exceder R$ 6 milhões.

A Triaxis será responsável, em conjunto com o Bozano, pela seleção, contratação, treinamento e supervisão dos gestores regionais, bem como, por assessorar o gestor nacional, ao longo de todo o período de operação do fundo, em todos os processos de investimento, monitoramento e desinvestimento, em conjunto com os gestores regionais.

Fonte: http://www.anpei.org.br/ - (Com informações do BNDES)

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Participação do BNDES na economia bate recorde

A "interferência" do BNDES no financiamento aos investimentos de empresas e famílias no Brasil bateu recorde ao atingir a fatia de 19,7% no segundo trimestre deste ano. Em 2009, em plena ressaca da crise global, o banco chegou a deter 19,5% de participação. Sua fatia nesse segmento cresceu de 1% para 3,1% do PIB em uma década. O movimento, detectado pelo Centro de Estudos do Ibmec (Cemec), tem freado o mercado de capitais e inibido o avanço de fontes de financiamento privado, como debêntures e títulos corporativos de dívida, segundo especialistas. Há dez anos, o BNDES tinha uma fatia de apenas 7,4% nesses financiamentos, de acordo com o Cemec, centro bancado por Anbima, BNDES, Cetip, Fiesp e Fipecafi. No período, o mercado de capitais elevou sua fatia no PIB de 0,3% para 2,3%.

Embora reconheça a relevância do banco como fonte financiadora, parte do mercado vê um entrave no forte avanço dos desembolsos do banco nesse mercado.

"O BNDES compete com o mercado de capitais", resume o diretor comercial da Cetip, Carlos Ratto. O professor do Ibmec-Rio Jerson Carneiro concorda, mas ressalva: "O BNDES vem, recentemente, procurando contribuir para os mercados de capitais com fundos de investimento de longo prazo, lastreados em sua carteira".

Na avaliação do mercado de capitais, o governo federal desloca a poupança do setor privado para financiar seu déficit corrente e seus investimentos. "Essa circunstância é agravada pelo fato de a poupança privada ter caído ao seu menor nível desde 2000", mostra o estudo.

O BNDES diz que tem estimulado a abertura de capital das empresas nas quais a BNDESPar é acionista e fomentado o mercado secundário de debêntures por meio de um programa de R$ 10 bilhões para aquisição desse tipo de títulos. "A falta de financiamento privado de longo prazo não é fruto da atuação do BNDES, mas uma deficiência macroeconômica estrutural, que eleva os juros dos financiamentos em moeda nacional, algo que melhorou nos últimos dois anos, mas ainda não foi resolvido", disse o banco, em nota.

Queda. A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), principal termômetro dos investimentos, continua muito baixa. Em queda desde 2010, o investimento privado recuou a 15,7% no segundo trimestre, ante 16,9% de 2011. "Isso se reflete num menor volume de recursos próprios e num maior endividamento das empresas sem que o investimento total reaja", avalia o Cemec. A contribuição do setor público, embora tenha crescido nos últimos anos, estabilizou-se em torno de 2,5%.

O Cemec avalia haver o chamado "crowding out", traduzido em um "esforço enorme" do setor público para aumentar os investimentos (PAC, desembolsos do BNDES, redução da taxa de juros, desoneração fiscal, etc.), mas descuidando da sua poupança para realizar investimentos. Para desenvolver o segmento e reduzir a "dependência" de sua fonte, o BNDES poderia estimular ida ao mercado via aquisição de debêntures no mercado primário e a oferta de títulos privados no segmento secundário. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: http://www.dgabc.com.br/Noticia/495370/participacao-do-bndes-na-economia-bate-recorde?referencia=ultimas-editoria

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Governo Federal lança Plano Inova Saúde, com participação da FINEP em cerca de R$ 2 bi

Como parte do desafio pela inovação proposto pela Presidenta Dilma com o Plano Inova Empresa, o Governo Federal e a FINEP apresentaram na quinta-feira (11/04), durante a reunião do Comitê Executivo e Conselho de Competitividade do Complexo da Saúde, em São Paulo, o Plano Inova Saúde. São dois editais no valor total de cerca de R$ 2 bilhões, que integram diversos instrumentos de financiamento da FINEP (Agência Brasileira da Inovação), do Ministério da Saúde (MS), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). "A área de saúde é uma das nossas prioridades, já que 30% de toda a inovação criada vem desse setor, além de ser uma obrigação social do país", disse Glauco Arbix, presidente da FINEP.

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação - Marco Antonio Raupp -, concordou com Arbix: "o total de R$ 2 bilhões de recursos contidos nos dois editais que estamos anunciando está dentro de uma visão global de inovação dos R$ 32 bilhões do Plano Inova Empresa. Essa política do Governo contempla, por sua vez, todas as áreas estratégicas do Plano Brasil Maior. Até o final do ano, pretendemos lançar programas que cubram todos os setores estratégicos", destacou.

Um dos editais (Inova Saúde – Biofármacos, Farmoquímicos e Medicamentos) é destinado ao apoio às empresas brasileiras no desenvolvimento e domínio tecnológico das cadeias produtivas ligadas a três áreas temáticas: Linha 1: Biofármacos (Desenvolvimento de produtos com ação terapêutica obtidos por rota biotecnológica); Linha 2: Farmoquímicos (Desenvolvimento de insumos farmacêuticos ativos obtidos por síntese química); e Linha 3: Medicamentos (Desenvolvimento de tecnologia farmacêutica e processos industriais para fabricação de medicamentos); Linha 4: Tecnologias da Informação e Comunicação para Saúde.

Nesta chamada, atuarão em conjunto a FINEP e o MS, que disponibilizarão um total de R$ 1,3 bilhão. Os recursos virão de um conjunto de instrumentos de financiamento: pela FINEP, R$ 1,1 bilhão virá por meio dos programas Inova Brasil, Subvenção Econômica e Participação Acionária. Cada projeto receberá o total de até 90% do financiamento, sendo os restantes 10% originados das instituições qualificadas, como contrapartida obrigatória.

Equipamentos Médicos

O outro edital (Inova Saúde – Equipamentos Médicos) disponibilizará cerca de R$ 600 milhões para apoiar o desenvolvimento e a produção de equipamentos e dispositivos médicos no Brasil, numa ação conjunta da FINEP com BNDES e MS.

Serão apoiados projetos de inovação em quatro linhas temáticas: Linha 1: Diagnósticos in vitro e por imagem; Linha 2: Dispositivos implantáveis; Linha 3: Equipamentos eletromédicos e odontológicos; e Linha 4: Tecnologias da Informação e Comunicação para Saúde. A FINEP alocará R$ 275 milhões, com recursos do Inova Brasil, Subvenção Econômica e Instrumentos de renda variável.

Alexandre Padilha, ministro da Saúde, disse que "com essas medidas, vamos garantir o apoio a empresas que poderão investir na criação de produtos farmacêuticos de última fronteira, algo que irá elevar a ambicão tecnológica da área de saúde de maneira poderosa". Já Fernando Pimentel, ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, afirmou que "estamos no caminho certo. A combinação de esforços e de recursos marca um momento histórico e de uma eficiência que jamais foi experimentada no desenvolvimento de setores estratégicos no Brasil".

Padilha também anunciou diversas medidas do MS que vão garantir acesso a tratamentos de alto custo e ampliar o atendimento aos pacientes do SUS. Entram em vigor um total de 63 parcerias entre 15 laboratorios públicos e 35 privados para a produção nacional de 61 medicamentos. As medidas resultarão numa economia de cerca de R$ 2,5 bi anuais pra o MS.

Luciano Coutinho, presidente do BNDES, falou da importância do diálogo entre instituições de governo e o setor privado. "vamos acolher quaisquer sugestões que nos levem ao aprimoramento de nossas iniciativas", disse. Para Arbix, "é de imensa importância a parceria com o BNDES e com o MS: estamos construindo um País, não mistérios ou agências. É essa articulação e a combinação de esforços com o setor produtivo que vão incrementar o avanço tecnológico de ponta", finalizou.

Prazos

O edital do Programa Inova Saúde – Biofármacos, Farmoquímicos e Medicamentos terá várias fases em todo o processo de seleção. As cartas de manifestação de interesse devem ser enviadas até 5/6/2013. A divulgação do resultado da seleção dos planos de negócio, após recursos, está prevista para 20/12/2103.

Já o Programa Inova Saúde - Equipamentos Médicos receberá cartas de manifestação de interesse até 14/6/2013. A divulgação do resultado da seleção dos planos de negócio, após recursos, será em 8/11/2013.

Fonte: http://www.finep.gov.br - 11/04/2013

segunda-feira, 11 de março de 2013

Investimento em inovação terá R$ 30 bilhões.

As empresas dos setores de etanol, petróleo e gás, defesa, tecnologia da informação, energias renováveis e fabricantes de equipamentos médicos terão a partir do mês que vem quase R$ 30 bilhões em crédito subsidiado para investimentos em inovação. Esta é a principal medida de um amplo pacote que a presidente Dilma Rousseff deve anunciar na próxima quinta-feira.

Depois de quatro meses de sessões de "espancamento", o pacote está próximo de ser finalizado. Nesta semana, o ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Marco Antônio Raupp, fechou os últimos detalhes com técnicos da Casa Civil, que remeteram as medidas para um último escrutínio de Dilma. O Estado antecipou, no início de fevereiro, as principais medidas.

O governo pretende usar pouco mais de R$ 3 bilhões, ou cerca de 10% do volume total, em empréstimos ao setor privado a fundo perdido. As demais operações serão feitas com taxas de juros de 4% ao ano.

Observatório. O dinheiro será oferecido por um balcão único, formado com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O governo vai acompanhar o uso desse crédito por meio de um "Observatório de Inovação", que será criado.

A linha especial do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), oferecida pelo BNDES desde 2009 e cujo prazo de validade é dezembro de 2013, deve ser novamente prorrogada pelo governo, no âmbito do pacote de apoio à inovação, para dezembro do ano que vem.

O governo também vai autorizar a criação de uma nova empresa pública, a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), que será uma Organização Social (OS) com um contrato de gestão com o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação. Ela terá capital inicial de R$ 300 milhões até 2014, afirmou Rafael Lucchesi, hoje presidente do Senai. O Estado apurou que Lucchesi deverá ser o diretor-presidente da Embrapii.

A Embrapii ficará responsável pela aproximação das pesquisas desenvolvidas em universidades e institutos federais das necessidades de inovação nas companhias. "Queremos ser ainda mais ágeis na inovação tecnológica", afirmou Lucchesi, que participou ontem do lançamento da P&D Brasil, nova associação de empresas do setor eletroeletrônico, em Brasília. O governo estuda também estender às empresas optantes do programa Simples Nacional os benefícios tributários previstos na Lei do Bem, que reduz impostos para empresas que apliquem em P&D e registrem patentes.

Fonte: http://www.estadao.com.br - 08 de março de 2013

segunda-feira, 4 de março de 2013

Inovação ganha crédito centralizado

A presidente Dilma Rousseff pretende lançar em março o programa de apoio a inovação que coordenará o financiamento ao setor privado por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Financiadora de Estudos e projetos (Finep). “Quero fazer com a inovação o mesmo que fizemos com o Bolsa Família”, disse Dilma, em reunião com os encarregados do programa, no dia 26 de fevereiro, referindo-se ao modelo centralizado de financiamento que será anunciado. O pacote de inovação será divido em seis editais, um para cada setor beneficiado: petróleo e gás, etanol, energias renováveis, defesa e aeroespacial, saúde, tecnologia da informação e comunicações. Estimado em R$ 27,5 bilhões, o programa poderá, conforme avaliação de um assessor da Presidência da República, ultrapassar os R$ 30 bilhões. O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) está coordenando o plano, junto com a presidente.

A principal novidade, além do reforço de verbas, será a centralização da administração desses recursos, que permitirá aos beneficiários negociar em um só guichê a combinação de diferentes modalidades de financiamento - de verbas a fundo perdido para associações com instituições de pesquisa a participação acionária do BNDES e Finep em projetos relevantes. O modelo foi testado em dois programas-pilotos lançados em 2011, nos quais o BNDES e a Finep atuaram coordenados no financiamento de projetos associados a centros de pesquisa: o Inova-Petro, para o setor de petróleo, e o Paiss, o programa de incentivo à competitividade do setor sucroalcooleiro.

Os técnicos do governo apelidaram o programa de “porta única” de entrada no sistema de apoio e financiamento à inovação. Na prática, os interessados poderão reunir no mesmo plano de negócios as diversas modalidades de apoio oficial, como recursos não reembolsáveis (para centros de pesquisa associados a grandes empresas), subvenção econômica (para empresa menores ligadas a e desenvolvimento tecnológico), créditos do Programa de Sustentação do Investimento do BNDES e até, em alguns casos, a participação societária da Finep e do BNDES em projetos de empresas tecnológicas ou tecnologia.

O programa reunirá, além de pelo menos R$ 20 bilhões em recursos novos destinados ao BNDES e Finep, recursos já existentes, como os depósitos obrigatórios das concessionárias de energia e telecomunicações reunidos em fundos controlados pelas agências reguladoras para pesquisa e desenvolvimento, recursos para inovação incluídos no plano de safra gerido pelo Banco do Brasil, e o orçamento do Sebrae para inovação de micros e pequenas empresas.

A maior parte dos recursos novos virá do PSI, pelo qual o BNDES financia aquisição e máquinas e equipamentos. O PSI inclui os financiamentos da Finep destinados à inovação e tem validade até dezembro de 2013. O Congresso analisa a Medida Provisória 594, que amplia em R$ 85 bilhões o limite dos financiamentos do programa, cujo orçamento inicial é de R$ 227 bilhões. Cerca de R$ 3 bilhões serão recursos a fundo perdido para projetos empresariais em associação com universidades. Há, ainda, créditos subsidiados para outras etapas do desenvolvimento tecnológico de produtos e processos.

O cálculo final dos recursos que formarão o pacote de apoio a investimentos em inovação será concluído nos próximos dias, por ordem de Dilma, pelos ministros da Ciência e Tecnologia, Marco Antônio Raupp, e do Desenvolvimento, Fernando Pimentel. Eles participaram da reunião ontem com a presidente, em que foram apresentadas as propostas de apoio à inovação formuladas pelos técnicos dos dois ministérios.

Fonte: http://www.anpei.org.br - Com informações do Valor Econômico

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Pacote vai destinar R$ 30 bilhões à inovação

A presidente Dilma Rousseff deve anunciar até o fim do mês um conjunto de medidas que inclui uma linha de crédito subsidiado de quase R$ 30 bilhões para financiar investimentos das empresas em inovação e pesquisa. Os recursos serão direcionados a seis setores produtivos, até o fim de 2014.

No pacote, o governo também vai anunciar a criação da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), que será responsável pela intermediação das empresas com os institutos tecnológicos federais, e de um “Observatório da Inovação”, que vai acompanhar o avanço da pesquisa e desenvolvimento (P&D) no País.

Além disso, o governo deve estender às empresas optantes do programa Simples Nacional os benefícios tributários previstos na Lei do Bem, que reduz impostos para empresas que apliquem em P&D e registrem patentes.

A meta geral do novo pacote do governo é elevar, até o fim de 2014, os investimentos gerais (públicos e privados) do País em inovação para algo como 2% do Produto Interno Bruto (PIB). Hoje, o investimento em inovação é de 1,4% do PIB.

Terão acesso aos quase R$ 30 bilhões em financiamento subsidiado os setores considerados “prioritários” no Plano Brasil Maior (a política industrial e de comércio exterior do governo Dilma): complexo industrial da saúde, etanol, petróleo e gás, defesa, tecnologia da informação (TI) e energias renováveis.

Estimativas internas do governo apontam, no entanto, que a linha vai superar a demanda das empresas. “O recado é simples: dinheiro para inovar não vai faltar”, disse uma fonte do Palácio do Planalto.

As linhas especiais de crédito serão oferecidas pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), que conta com um orçamento de quase R$ 6 bilhões para 2013, além de operar como agente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que entrará com a maior parte do dinheiro.

Serão oferecidas taxas de juros subsidiadas nos financiamentos às empresas, e parte do dinheiro será via subvenção econômica, ou seja, empréstimo a fundo perdido. Além dos recursos, as empresas desses setores passarão a contar com um parceiro para apoiar projetos de inovação, a Embrapii.

Chamada de “a Embrapa da indústria”, a nova empresa será uma organização social (OS), isto é, uma companhia pública que presta serviço ao governo por um contrato de gestão. A companhia vai fechar um contrato com o governo, onde serão estabelecidas metas de atendimento às companhias privadas. Em troca, o governo deve entrar com R$ 150 milhões no caixa da Embrapii, além de um posto no conselho de administração.

Na visão do governo, as empresas terão acesso à dinheiro subsidiado para aplicar em projetos de inovação e terão na Embrapii um auxiliar na modelagem dos projetos a serem financiados pela Finep. A nova empresa pública também vai “fazer a ponte” entre companhias e as pesquisas desenvolvidas nos institutos tecnológicos federais e universidades.

As linhas gerais do pacote já foram fechadas pela presidente Dilma Rousseff e o ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antônio Raupp, em reunião há duas semanas. Mas os detalhes finais do pacote ainda passam pelas sessões de “espancamento” no Planalto e devem ficar prontos para serem anunciadas após o carnaval.

Fonte:http://www.anpei.org.br - Com informações do O Estado de S. Paulo.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Desembolsos do BNDES atingem R$ 156 bilhões em 2012, alta de 12%

Os desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) alcançaram a marca de R$ 156 bilhões em 2012, com crescimento de 12% na comparação com o ano anterior. As consultas, com alta de 60%, e as aprovações de novos projetos, que cresceram 58% em relação a 2011, atingiram níveis sem precedentes na história do Banco. Os indicadores refletem a forte disposição de realização de investimentos por parte do empresariado brasileiro.

Os setores de Indústria e de Infraestrutura absorveram, juntos, 65% (R$ 100 bilhões em termos absolutos) do total desembolsado pelo Banco em 2012. Na Infraestrutura, os líderes foram os segmentos de energia elétrica (com R$ 18,9 bilhões desembolsados) e transporte rodoviário (R$ 15,5 bilhões). Química e petroquímica (R$ 8,5 bilhões) e material de transporte (R$ 7 bilhões) foram destaques nas liberações da Indústria no ano passado.

O setor de Comércio e Serviços, por sua vez, manteve ao longo do ano trajetória firme de crescimento na carteira de financiamentos do Banco e fechou 2012 com desembolsos de R$ 44 bilhões, 28% do total.

O Programa BNDES de Sustentação do Investimento (BNDES PSI), com taxas de juros baixas, liberou R$ 44 bilhões, com a realização de quase 150 mil operações de financiamento ao setor produtivo, sobretudo no segmento de máquinas e equipamentos. Do total liberado, 57% foi para micro, pequenas e médias empresas.

Consultas – Numa análise prospectiva, observa-se tendência de aceleração dos investimentos em 2013, conforme indicam as altas de 60% nas consultas (R$ 312,3 bilhões) e de 58% nas aprovações (R$ 260,1 bilhões) em 2012, em relação a 2011. O incremento nas consultas e nas aprovações ocorreu em todos os setores financiados pelo Banco.

Na Indústria, o crescimento das consultas foi liderado pelos segmentos extrativo (R$ 32,2 bilhões), química e petroquímica (R$ 23,3 bilhões, onde se enquadram projetos de investimento voltados para o pré-sal), material de transporte (R$ 15,4 bilhões) e metalurgia (R$ 11 bilhões).

Na infraestrutura, o destaque foi energia elétrica, com consultas de R$ 29,5 bilhões e aprovações de R$ 38,6 bilhões, seguido por transporte rodoviário (R$ 19,6 bilhões em consultas), outros transportes (R$ 17,6 bilhões) e telecomunicações (R$ 9 bilhões).

Micro, pequenas e médias – O volume de recursos liberados para as micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) também foi o maior da história do Banco, atingindo R$ 50,1 bilhões. Os desembolsos para as empresas de menor porte representaram 32% do total liberado pelo BNDES no ano passado.

Foram realizadas, no período, 990 mil operações com MPMEs, o que representa 96% do total efetuado pelo Banco. Somente o Cartão BNDES liberou no ano passado R$ 9,5 bilhões, com alta de 26% e 707 mil operações.

Fonte: http://www.anpei.org.br (Com informações do BNDES)

segunda-feira, 26 de março de 2012

Investimentos em inovação devem aumentar 50% em 2012 ante 2011

Anuncia presidente do BNDES na CNI em São Paulo.

São Paulo – O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, anunciou nesta sexta-feira, 23 de março(sexta-feira), que os desembolsos para projetos de inovação na indústria devem aumentar em 50% neste ano na comparação com 2011, quando foram investidos R$ 3 bilhões. Coutinho participou da reunião da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), promovida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em São Paulo, com presidentes de empresas como Vale, Braskem, Ford, Natura e Odebrecht, entre outras.

De acordo com Coutinho, a expectativa é que o BNDES destine em torno de R$ 4,5 bilhões só para inovação. “Boa parte desses recursos deverão ser investidos em micros e pequenas empresas, que estão começando a investir mais nessa área.”

O presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, acrescentou que, além dos investimentos diretos em inovação nas empresas, o BNDES já aprovou um financiamento de R$ 1,5 bilhão ao Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI). Esses recursos, somados a mais R$ 400 mil do próprio SENAI, serão investidos em 32 centros de pesquisas.

“Em dois anos vamos construir esses centros em diversos estados, aproveitando as potencialidades regionais, entre os quais o de produtos de madeira, no Acre, e o de biotecnologia, na Amazônia”, informou Andrade.

Incentivos – O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, que também participou da reunião da MEI, adiantou que o governo vai incentivar o investimento privado em inovação na expectativa de que, até 2015, os dispêndios entre os setores público e privado sejam iguais. Hoje, o governo destina à inovação o equivalente a 0,61% do Produto Interno Bruto (PIB) ante 0,55% investidos pelas empresas.

“A nossa política visa estimular os empresários para serem protagonistas no sistema de ciência e tecnologia", disse o ministro, acrescentando que o governo está formatando incentivos, isenções e desoneração da folha de pagamento. Isso, segundo ele, dará aos empresários condições de aumentar a pesquisa, o desenvolvimento e a inovação nas indústrias.

Fonte: http://www.revistafator.com.br