Mostrando postagens com marcador Tecnologia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Tecnologia. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Gartner diz que, agora, 'todas as empresas são empresas de tecnologia'

"A consultoria Gartner proclamou o nascimento da Economia Digital Industrial e, com ela, a ruptura definitiva do modelo tradicional de negócios."

A consultoria Gartner é conhecida por sua habilidade em identificar tendências de futuro e criar "buzzwords" (palavras da moda) para elas. Nesta semana, durante a realização do Gartner Symposium/IT Expo em Orlando, na Flórida, ela anunciou a nova tendência: o nascimento da era da Economia Industrial Digital (Digital Industrial Economy).

A nova definição para os próximos anos foi anunciada durante a abertura do evento feita pelo vice-presidente sênior do Gartner, Peter Sondergaard, para explicar a ideia de que todas as companhias, hoje, são empresas de tecnologia. Temos que nos preocupar com o poder do digital e a mudança fundamental que ele representa para os nossos negócios.

"Todo orçamento é um orçamento de TI. Toda companhia é uma companhia de TI. Todo líder de negócios está se tornando um líder digital. Toda empresa está se tornando uma empresa tecnológica. Estamos entrando na era da Economia Industrial Digital." Os profissionais de TI vão precisar prestar muita atenção a essa buzzword, porque suas ramificações são profundas e transformadoras em todos os aspectos.

A ideia de Sondergaard é que quando as tendências de mobilidade, social, big data e cloud desenvolvidas nos últimos anos forem utilizadas juntamente com sensores digitais presentes em todos os produtos que usamos, todos os prédios em que vivemos e trabalhamos e até mesmo nas roupas que vestimos, as empresas estarão imersas num mundo totalmente digital.

E isso é um fato que transcende as empresas de tecnologia e os departamentos de TI para tornar-se realidade para todas as empresas e todos os departamentos.

Por conta dessas forças, praticamente qualquer pessoa poderá criar uma ferramenta ou produto que poderá tornar-se disruptivo para um modelo de negócios. As empresas não podem simplesmente ficar sentadas e acreditar que o que quer que tenha funcionado no passado vai continuar a valer daqui para frente porque a velocidade da mudança é estonteante. E com ela a fronteira entre a TI corporativa e a TI de consumo deixa de existir.

Isso já começou com a chamada consumerização da TI. Na medida em que os usuários trazem seus dispositivos digitais e suas experiências pessoais para o ambiente de trabalho, eles exigem uma experiência corporativa semelhante à experiência pessoal. O resultado é uma linha cinzenta entre o que consideramos ferramentas corporativas e o que consideramos puramente consumidor.

"Digital é o negócio. E os negócios são digitais", afirma Sondergaard. Uma dinâmica similar à que já foi abordada pelo analista da Forrester, James McQuivey, em seu livro Digital Disruption, Unleashing the Next Wave of Innovation (Ruptura Digital, Liberando a Próxima Onda da Inovação). No livro, McQuivey argumenta que há toda uma nova geração de concorrentes que nasceram digitais e que fazem uso indiscriminado dos serviços de cloud encontrando formas de criar novos produtos rapidamente. Como diz McQuivey, qualquer companhia pode ser destruída pela concorrência digital.

Eles não se preocupam em fazer focus groups para criar um novo produto perfeito porque hoje os canais de mídia social fornecem toda a informação e feedback que necessitam da audiência e o modelo de interação rápida apoiado em tecnologias flexíveis de cloud os ajuda a responder rapidamente à demanda.

Ao fazer uma apresentação na conferência E2 em Boston, em junho passado, McQuivey usou o exemplo da escova de dentes. Como você reimaginaria uma escova de dentes num mundo digital? Bom, pra começar, colocaria sensores nela e coletaria dados sobre seus hábitos de escovação, os pontos que está deixando de cuidar, o tempo que gasta escovando etc. Esses dados poderiam ir direto para um repositório na nuvem ou você poderia compartilhá-los com seu dentista e ajudá-lo a cuidar melhor dos seus dentes. E esse é um exemplo pequeno e prosaico do que vem por aí.

E isso nos leva de volta à noção de Economia Industrial Digital que o Gartner está discutindo. Quando você imagina esses sensores em tudo que compramos e quando você pensa que mobilidade não tem a ver só com seu smartphone ou tablet, mas que pode ser encontrada em algum tipo de computação vestível que pode estar no nosso rosto ou nas nossas roupas, e você combina isso com os dados que estão sendo transmitidos no mundo pelos semáforos de trânsito e sistemas de aquecimento e máquinas de refrigerante - qualquer coisa e todas as coisas - você começa a ver como é inevitável que essas tendências tenham impacto em qualquer tipo de negócio, independente do que você venda ou faça.

Enquanto você pensa sobre isso - e você PRECISA pensar sobre isso porque o mundo está mudando na sua frente - considere esses números do Gartner:

- Em 2009 havia no máximo 2,5 bilhões de dispositivos conectados no mundo, combinando 1,6 bilhão de dispositivos e 900 milhões de sensores;

- Em 2020, o Gartner está prevendo que teremos 37,3 bilhões de dispositivos conectados, resultado da combinação de 7,3 bilhões de dispositivos e 30 bilhões de sensores;

Vamos combinar que é preciso olhar qualquer previsão de empresas de consultoria com uma boa dose de soro da verdade. Nesse caso, imaginando que só metade dos números do Gartner se realizem, ainda assim estamos falando de um número gigantesco de dispositivos conectados no mundo comunicando e compartilhando dados de formas que nem imaginamos ainda.

Sondergaard está correto em dizer que "nosso mundo pessoal e a Internet das Coisas estão colidindo e essa colisão vai ter um impacto profundo em como nós fazemos negócios". Essa mudança vai criar novas empresas e novas eficiências que vão agregar valor a todos os processos. Obviamente o Gartner tem um número aqui também: a empresa prevê que haverá um ganho líquido de US$ 1,9 trilhão como resultado da influência da Internet das Coisas na maneira de fazer negócios.

Se o Gartner está correto, estamos à beira de uma mudança gigante. Já começamos a ver os primeiros sinais dessa mudança na forma da ruptura digital, consumerização e BYOD, mas o que está vindo aí conforme crescemos cada vez mais digitais vai alterar para sempre o jeito de fazer negócios e você precisa pensar nisso hoje, porque 2020 não está tão longe assim.

Fonte: http://idgnow.uol.com.br/ - por Ron Miller, CITEWorld

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Previsões da Gartner: 2013, 2014 … 2017

A consultora avançou com a habitual lista de previsões abrangendo não só as principais tendências para o próximo ano, como para os anos seguintes. A crescente adopção de tablets e smartphones encabeça o conjunto.

A Gartner revelou as principais tendências tecnológicas para 2013, incluídas num cenário de projecções para os próximos cinco anos. Para o próximo ano a consultora coloca a crescente adopção de dispositivos móveis, tablets e smartophones, em ambiente empresarial, no topo da lista. Associada a esta tendência, a emergência de cada vez mais lojas de aplicações empresariais ganhará também protagonismo.

Depois da forte adopção das plataformas de mobilidade fornecidas pela Apple, iPhone e iPad, os sistemas Android também estão a invadir o mundo empresarial. Com o lançamento do Windows 8, o segmento ganha novo dinamismo. Para a Gartner, a chegada do novo sistema operativo “aquece” o ambiente concorrencial, a dopção em grande escala será evitada até pelo menos 2015.

1 – Invasão dos dispositivos de mobilidade

No próximo ano, os smartphones vão ultrapassar os PC como dispositivo mais comum de acesso à Internet em todo o mundo. Será que isso significa que aparelhos móveis vão substituir os PC? Sim e não, diz a Gartner.

Alguns departamentos de TI só precisam de suportar dispositivos móveis para profissionais específicos cujas funções exigem mobilidade. Os outros permanecerão com os tradicionais computadores. Mas, acrescenta o Gartner, a proliferação de dispositivos móveis nas empresas indica o fim do Windows como plataforma empresarial única.

“Até 2015, o fornecimento de tablets vão representar cerca de 50% dos portáteis fornecidos e o Windows provavelmente ficará em terceiro lugar na preferência das pessoas, atrás do Android e do iOs, da Apple”, considera David Cearley, analista da Gartner. “Como resultado, a participação da Microsoft nas plataformas dos clientes (PC, tablet, smartphone) provavelmente será reduzida para 60% e pode cair para 50%.”

2 – Mudança de aplicações nativas para aplicações Web baseadas em HTML5

A Gartner alerta que as aplicações nativas não vão desaparecer. E “oferecerão sempre a melhor experiência ao usuário e recursos mais sofisticados”. Mas a consultora prevê uma migração para aplicações baseadas em HTML, conforme estas ganharem mais capacidades.

3 – As clouds pessoais substituem a noção de computador pessoal

A cloud computing vai albergar todos os aspectos da vida de uma pessoa, diz a Gartner. Por ser um modelo tão abrangente e capaz de suportar recursos infinitos “nenhuma plataforma, tecnologia ou fabricante vai dominá-lo”, indica a consultora. Isso também significa que os departamentos de TI terão de suportar quase tudo.

4 – Internet das coisas ganha visibilidade

Quase tudo tende a ligar-se à Internet, incluindo câmeras, microfones, realidade aumentada, edifícios e sensores embutidos em todos os lugares. Em muitos casos, ela já se faz presente. A Internet das Coisas vai conduzir ao surgimento de novos produtos e serviços, como por exemplo a seguros baseados na utilização daquilo que está segurado, e mesmo a novas políticas fiscais. Também levantará novas questões: um robot ligado a um ERP deverá ser considerado um utilizador, para efeitos de licença?

5 – Plataformas corretoras de cloud computing

Com o crescimento da adopção de cloud computing, torna-se cada fez mais pertinente que os departamentos de TI criem plataformas corretoras de serviços baseados nesse modelo – as denominadas Cloud Services Brokerages. Servirão como ponto central para gerir o acesso a serviços externos.

6 – Big Data mais estratégico

Os projectos de Big Data estão a tornar-se mais económicos para as empresas, graças, em parte, à queda do preço de servidores e CPU. O Big Data será ainda mais estratégico, acredita a Gartner: ou seja os utilizadores vão incorporar cada vez mais a análise de Big Data nas suas actividades. Haverá menos projectos isolados.

7 – Análise preditiva de acções

A análise preditiva sobre acções é, em alguns aspectos, um subconjunto da sexta tendência (Big Data mais estratégico). O processamento de baixo custo está a tornar possíveis “as análises e as simulações sobre cada acção realizada numa empresa”. A maioria das análises hoje centra-se na análise histórica. E o próximo passo é prever o que pode acontecer.

8 – Computação “in-memory” A computação “in-memory”, diz a Gartner, pode ser transformacional. Ela permitirá que as actividades que demoram horas a serem executadas, levem minutos ou apenas segundos. Deverá tornar-se dominante no próximo ano ou dois: cada vez mais os utilizadores procuram fazer consultas em tempo real.

9 – Appliances virtuais ganham posição

Face à vantagens de segurança dos aparelhos físicos, a appliances virtuais não vão substituir as primeiras. Mas tendem a ganhar um lugar nas operações de TI.

10 – Lojas corporativas de aplicações

As lojas empresariais de aplicações vão transformar os departamentos de TI em gestores de mercado, proporcionando governação e até mesmo apoiando a “apptrepreneurs”, empreendedores de desenvolvimento ou sugestão de aplicações. Serão um repositório onde os utilizadores poderão encontrar tudo para melhorar o seu trabalho.

Em 2014

A contratação de recursos humanos para TI nos principais mercados ocidentais será dominada por empresas sedeadas na Ásia crescerá a dois dígitos apreciando crescimento de dois dígitos. Três dos cinco maiores fornecedores de smartphones será chinês, com a Huawei e a ZTE a aproveitarem a experiência alcançada no mercado chinês na venda de smartphones de baixo custo.

Directivas da União Europeia conduzirão a legislações para proteger empregos, reduzindo o offshoring em 20% até 2016.

Os dispositivos possuídos por empregados serão comprometidos por um malware numa proporção de mais do dobro daqueles cija propriedade é das organizações.

A consolidação do mercado deverá relegar para outro plano 20% dos 100 maiores prestadores de serviços de TI. Factores com a Cloud computing, Big Data, a mobilidade e as redes sociais, juntamente com incerteza na economia global, deverá acelerar a re-estruturação de uma mercado de quase um bilião de dólares no mercado de serviços de TI.

O investimento em software para relativo a pequenos dispositivos inteligentes de monitorização crescerá 25%.

Em 2015

A procura mundial de recursos humanos para Big Data deve atingir 4,4 milhões de empregos, mas apenas um terço das vagas serão preenchidas.

Perto de 90% das empresas deverão contornar a implantação do Windows 8 em grande escala.

40% das mil maiores organizações no mundo vão usar a “gamificação” como principal mecanismo para transformar as operações empresariais.

Em 2016

Os dispositivos electrónicos incorporados em sapatos, tatuagens e acessórios representarão uma indústria de dez mil milhões de dólares.

Em 2017

Cerca de 40% das informações de contactos deverão estar acessíveis no Facebook, devido a fugas associadas à crescente utilização de aplicações de colaboração em dispositivos móveis.

Fonte: Novembro de 2012 às 18:42:57 por computerworld - http://www.computerworld.com.pt

domingo, 15 de janeiro de 2012

“Este é o ano da FINEP”, diz Arbix.

Otimista com o andamento das negociações no Governo Federal para a transformação da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) em instituição financeira, o presidente Glauco Arbix sinaliza que 2012 será o ano da FINEP.

Na primeira entrevista do ano, o presidente faz um balanço de sua gestão e adianta algumas metas necessárias para atingir este objetivo. As mudanças envolvem aperfeiçoamento institucional, qualificação e reforço no orçamento, entre outras medidas.

Grandes mudanças

Por que este é o ano da FINEP?

Glauco Arbix – Porque a FINEP está vivendo um momento absolutamente especial. Não sei se inédito, na medida em que será objeto de uma sequência de decisões, algumas tomadas no âmbito da própria instituição, outras em escalões e patamares superiores, como o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e o conjunto do Governo, em especial a Presidência da República. Porque as mudanças que estão colocadas para o País e para a FINEP superam em muito o alcance das decisões que nós podemos tomar no âmbito de uma única instituição. O Brasil precisa investir muito mais do que investe em tecnologia e inovação. Não se trata de um acréscimo incremental, que se dá gradativamente a cada ano, mas de um verdadeiro salto de qualidade no volume de recursos para inovação e tecnologia.

Instituição Financeira

O primeiro passo que demos foi definir que tipo de instituição a FINEP precisa ser. Não é só porque o Banco Central não nos supervisiona ainda, mas fundamentalmente porque não estamos estruturados como instituição apta a receber recursos do Tesouro sem que isso gere impacto no superávit primário e sem que tenhamos obstáculos legais para trabalhar esses recursos da maneira como eles precisam ser trabalhados e assim chegarem na economia real. Hoje, qualquer grande recurso que venha para a FINEP, com exceção dos que chegam via FNDCT, precisa entrar via BNDES ou qualquer outra instituição financeira. O investimento que fazemos aparece, dada a nossa situação estrutural, como algo que não é caracterizado como investimento, mas como apoio ou transferência, portanto ele tem impacto no superávit primário da República. Isso é um limitante enorme, porque ficamos sempre como uma instituição dependente de outras – ou do BNDES, ou da Caixa, ou do Banco do Brasil, ou do próprio MCTI e do FNDCT. É importante que todos tenham essa visão.

A FINEP multiplicou muito nos últimos 10 anos os recursos que ela trabalhou e investiu na economia, sejam voltados para empresas, no caso os reembolsáveis e a subvenção, sejam os recursos orientados para as universidades e institutos de pesquisa. É evidente que a FINEP viu esses recursos crescerem, mas ao mesmo tempo, se olharmos por outro ângulo, a FINEP foi perdendo autonomia para decidir em que lugar, em qual setor, em qual área ela poderia fazer esses investimentos.

Papel da FINEP

A FINEP precisa ser a grande candidata à instituição que executará este plano. Ela precisa se transformar, antes de mais nada, naquilo que não é – uma instituição financeira com normas e procedimentos claros, funções segregadas, um plano de trabalho de médio e longo prazo, com recursos estáveis e autonomia para decidir e definir onde alocar os seus investimentos. Estamos muito preparados em alguns setores para algumas atividades, mas vivemos em várias áreas e segmentos um despreparo que é normal em uma entidade que não está definida para ser a principal agência que investe e responde por R$ 40 bilhões. A FINEP precisa ser imprescindível.

A FINEP precisa mostrar a cada momento que merece a confiança do Governo para atuar como a mais importante instituição de apoio à tecnologia do País. Temos que provar a cada minuto que temos condições de trabalhar esses recursos e que somos a instituição mais bem equipada para isso. A FINEP precisa impulsionar a competitividade e a produtividade da economia, assim como a qualidade da nossa pesquisa e ciência.

Próximos passos

Em 2011, apresentamos nossa proposta de transformação da FINEP em uma agência de fomento, uma das tipologias definidas pelo Banco Central, a partir de um estudo realizado pela Ernst & Young, empresa das mais conceituadas do mundo nesta área. É o modelo que mais flexibilidade tem para que a FINEP possa operar o crédito, o não reembolsável e o investimento.

A elevação do padrão de qualidade do que fazemos permitirá também que participemos cada vez mais da definição do investimento do FNDCT, via sua governança e o debate no interior do MCTI. Com a transformação da FINEP em uma agência de fomento, criaremos condições para construir uma gestora de recursos, de fundos de investimento. Essa é uma ideia chave, porque aumentará as possibilidades de combinarmos os instrumentos atuais e potencializar os recursos públicos que gerimos.

O movimento deflagrado em 2011 para atribuir um novo estatuto à FINEP deverá ser concluído em três anos. Nossas propostas já foram discutidas com o Banco Central e com o Ministério da Fazenda. Agora os ministros deverão se reunir e tomar a decisão final para que esta posição seja levada à Presidência da República.

Limites do sistema

O PSI é o Programa de Sustentação de Investimento, criado em 2008 para combater a crise. Graças à Presidenta da República, instigada pelo ministro Mercadante, conseguimos R$ 3,75 bi do PSI em 2011. O programa, no entanto, está previsto para acabar em dezembro de 2012. Por isso, a questão da estabilidade de recursos para a FINEP continua na ordem do dia. Ou seja, para cumprir sua missão, a FINEP deverá buscar outras fontes, para além do PSI e mesmo do FNDCT. Essa é uma questão de fundo, pois a sociedade brasileira precisa debater as alternativas à insuficiência do atual sistema de financiamento e apoio à inovação no Brasil. O atual sistema já não consegue, nem conseguirá, dar conta da demanda por inovação e tecnologia que temos pela frente. O FNDCT aumentará de acordo com o crescimento da economia, mas não terá condições de atender às necessidades do País. Ele pode sair do que é hoje e crescer para R$ 4 bilhões ou R$ 4,5 bilhões por ano. Esse crescimento, porém, nada tem a ver com o salto exponencial que o Brasil precisa dar, ou seja, o País precisa passar de um investimento de R$ 4 bi para R$ 40 bi. Se queremos efetivamente transformar o Brasil em uma potência tecnológica, teremos de investir 1% do PIB com recursos públicos, mais 1% ou 1,5% com recursos privados em tecnologia. Foi o que fizeram os países avançados e como fazem hoje a China e a Índia, nossos concorrentes mais imediatos.

Quando acredito que 2012 tem tudo para ser o ano da FINEP, é porque a FINEP tem que se credenciar para ser a melhor e a mais eficiente instituição que trabalha pela tecnologia no país. Não podemos nos contentar em ser apenas uma dentre as melhores. Temos que ser a melhor. Temos que construir a FINEP como um corpo de elite para investir no lugar certo, com a qualidade certa, de forma que consigamos aplicar os cerca de R$ 40 bilhões na economia, nos institutos de pesquisa e nas universidades.

Expertise

Tecnologia e inovação não ocorrem por acaso e nem espontaneamente. Do ponto de vista de uma agência de fomento, tecnologia e inovação não acontecem apenas quando você estabelece um balcão e as empresas, institutos de pesquisa e universidades vêm procurar por financiamento. Inovação e tecnologia exigem capacidade de previsão e sintonia com o que há de mais avançado no mundo. Trata-se de funcionar como um radar capaz de identificar onde estão as falhas, obstáculos e problemas que nos impedem de desenvolver tecnologia e inovação. O Brasil construiu, ao longo de 20, 30 anos, um sistema de ciência e tecnologia muito forte, mas que, ao mesmo tempo, tem muita dificuldade para manter boa relação com a economia e com o mundo real da sociedade. A FINEP desenvolveu ao longo dos anos uma sensibilidade para trabalhar com tecnologia que nenhuma outra instituição no País possui. Tecnologia e inovação não cabem em caixinhas predeterminadas. Por mais que você tente formalizar e estabelecer um padrão de comportamento, nada permitirá que a gente prescinda da presença do analista, aquele que vai lá olhar como a tecnologia está se dando, sendo gerada e construída. Esta capacidade a FINEP conseguiu construir e é um de seus ativos mais preciosos. A FINEP sabe o caminho das pedras e tem condições de fazer isso de um modo sistemático, melhor do que outras instituições. Esta capacidade não é fácil de ser construída. É possível encontrar pessoas qualificadas em outras áreas e até mesmo grupos em outras instituições que fazem o que a FINEP faz, porém, como instituição, a FINEP está melhor posicionada do que qualquer outra para assumir esta tarefa.

Janela de oportunidades

Destaquei três grandes blocos: a FINEP como instituição financeira; a FINEP como candidata a se construir como a principal instituição para viabilizar um salto no sistema nacional de inovação e tecnologia; e a FINEP como um corpo de elite qualificado e bem remunerado. Esses são os três grandes desafios para 2012. Estou confiante no que a FINEP pode fazer. Acho que há condições políticas, organizativas e estruturais para que ela avance nesta direção. A importância do que fizemos é grande. Conseguimos diminuir o tempo de análise, executar muito mais do que em outros anos, despejar na economia um volume de recursos recorde na história da FINEP e contratar 60% a mais de projetos em comparação a 2010; provamos que temos condições de trabalhar esses recursos de maneira mais eficiente, alocando-os em áreas prioritárias. Esse é o único trunfo que nos permitirá negociar e conseguir do Governo mais recursos para a inovação e melhores salários para nossos funcionários. Os recursos para a FINEP virão, em última instância, do Tesouro Nacional e servirão para capitalizar a FINEP, manter um padrão crescente de investimento em crédito e em não reembolsáveis, seja para empresas ou para universidades e institutos de pesquisa, assim como para outras modalidades. Por isso, a FINEP tem de ser uma empresa que respeita os recursos públicos, fazendo sempre o melhor uso dele. A FINEP trabalha no coração do investimento, pois mexe com tecnologia e ciência. Por isso, precisamos afinar instrumentos para sermos uma instituição de elite.

Metas de longo prazo

Não pensamos numa FINEP que passará dos atuais R$ 5 ou R$ 6 bilhões de investimento por ano para R$ 7 ou R$ 8 bilhões. Isso seria e continuará sendo importante. Pensamos numa FINEP que em 10 anos estará investindo entre R$ 40 e R$ 50 bilhões em tecnologia. Sem isso, a ideia de que o Brasil precisa investir pelo menos 1% do PIB em recursos públicos em inovação e tecnologia não será realizada. Essa é uma decisão de Governo e, mais do que isso, uma decisão de longo prazo. Ninguém que procura construir um País pode pensar no curto prazo. O atraso que o Brasil tem em áreas críticas de tecnologia não será suplantado com uma visão imediatista e sem planejamento.

Recebemos este ano cerca de R$ 4 bi a mais que no ano passado para crédito. Foram R$ 3,750 bilhões via PSI, R$ 220 milhões via FAT, R$ 200 milhões do Funttel, dos quais R$ 100 milhões foram confirmados no final de 2011. Contratamos algo em torno de R$ 2,5 bilhões em 2011. Comprometidos para 2012, já temos R$ 6 bilhões nas três modalidades: fomento, consulta prévia e em contratação.

Este ano conseguimos reduzir em 58,8% o tempo médio de análise e aprovação dos projetos reembolsáveis, de 249 dias para 102 dias. O desafio agora é transformar este esforço em algo mais perene. Por isso, criamos um grupo para identificar os gargalos, obstáculos, os passos que damos e que são desnecessários, de tal forma que possamos repensar as nossas estruturas e incorporar de modo mais duradouro o ritmo que criamos. Esse é um grande desafio organizacional. É preciso transformar este esforço em processo e em formas de medir este desempenho, com prazos e objetivos claros. É preciso transformar o que foi excepcional em um sistema estruturado e uma gestão mais moderna, eficiente e avançada.

Conclusão

Estou muito esperançoso com a FINEP, apesar de ter identificado, com a ajuda de pessoas que trabalham aqui, uma série de gargalos e obstáculos. Vejo, porém, muitas virtudes. Fizemos um trabalho sério, consistente, reconhecido pelo Banco Central e pela Fazenda. No geral, há receptividade para o que estamos fazendo em conjunto com o MCTI. Agora o Governo tem que definir e dizer o que ele quer da FINEP. Há grande disposição de avançar em conjunto. Se conseguirmos, será um ganho para a FINEP, para todos os seus funcionários e para o País.

Fonte: http://www.finep.gov.br

A estrada tecnológica!


O Brasil tem conseguido aliar, nos últimos nove anos, crescimento econômico com distribuição de renda e geração de empregos, devido, em boa medida, à formação de um mercado interno robusto e em expansão.

Nesse sentido, um dos vetores principais ao desenvolvimento do país é o dos investimentos em educação, tecnologia e inovação, setores carentes de políticas específicas e de mão de obra especializada.

No ano passado, assistimos ao lançamento de um conjunto de medidas cujo objetivo é fomentar o surgimento de empresas de tecnologia que utilizem pelo menos 20% de componentes nacionais.

A contrapartida governamental é reduzir as tributações para as empresas que se instalarem no país e atenderem a esse requisito. O embrião é a indústria de tablets.

Desde outubro passado, a alíquota de 9,25% de PIS e Cofins para esse setor foi zerada. Além disso, os tablets foram incluídos no Processo Produtivo Básico (PPB), reduzindo também o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e o Imposto sobre a Circulação de ‘Mercadorias e Serviços (ICMS).

Espera-se um valor final até 40% menor, aliando benefícios tributários à facilitação do acesso a um produto que, segundo as previsões, deve substituir o computador pessoal no prazo de alguns anos.

De fato, as projeções mais modestas esperam que as vendas de tablets no país atinjam 1,3 milhão de unidades em 2012, o dobro do que foi comercializado em 2011.

E as iniciativas que o governo federal adotou já permitiram um movimento altamente positivo ao país: a formação de um pólo produtor de tablets com componentes nacionais na região de Jundiaí e Campinas.

Com a queda na tributação - o IPI foi de 15% para 3% e o ICMS em São Paulo caiu de 18% para 7% -, pelo menos dez empresas se mostraram interessadas em produzir na região, sendo que quatro delas já estão em funcionamento.

É pouco mais de um terço das 28 empresas que solicitaram autorização para obter os incentivos tributários. Logicamente, esse movimento resultará em ampliação dos investimentos produtivos e em tecnologia.

Mais de R$ 500 milhões foram investidos até agora para montar novas linhas de produção, com expectativa de geração de pelo menos 6.000 novos empregos.

A cidade de Campinas já havia adotado políticas para atrair a produção eletroeletrônica, utilizando-se do fato de abrigar a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e de ser referência em centros de pesquisa e desenvolvimento (P&D). Agora, os estímulos federais se somarão a essas políticas para fortalecer o pólo tecnológico em formação.

Há muito para avançar no que se refere aos investimentos em tecnologia, especialmente em P&D.

O despontar desse polo Campinas-Jundiaí, de produção tecnológica com componentes nacionais, é um bom exemplo de nosso potencial de desenvolvimento ainda inexplorado. O desafio, portanto, é conseguir espalhar esse movimento para outras regiões.

Só será possível fazer isso se conseguirmos articular os investimentos em educação, inovação e infraestrutura, atraindo a iniciativa privada. Demos o primeiro passo, sem dúvida, mas ainda temos toda uma estrada a percorrer.

Fonte: http://www.brasileconomico.com.br - José Dirceu - Ex-ministro da Casa Civil e membro do Diretório Nacional do PT

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Retrospectiva 2011: Ciência e Tecnologia!

6 de janeiro de 2011

O ano dos fanáticos por tecnologia começou, como sempre, com a Consumer Eletronics Show, em Las Vegas, onde empresas mostram os seus brinquedos tecnológicos que vão chegar ao mercado ao decorrer do ano. Neste ano, a tecnologia 3D, como estes óculos Sony Future 3D acima, e tablets, como o Motorola Xoom, foram os destaques do evento.

26 de fevereiro de 2011

A Nintendo lançou o seu mais novo console portátil, o 3DS. Apesar de ser aclamado pela crítica por sua tela 3D (sem a necessidade de óculos) e o entusiasmo dos fãs da Nintendo, uma linha de jogos fraca resultou em vendas baixas para a Grande N.

2 de março de 2011

A Apple lança o sucessor do popular tablet iPad, em uma versão mais fina, mais leve e mais poderosa. O iPad 2 foi mostrado pelo então CEO da empresa Steve Jobs, apesar de seu estado de saúde debilitado. Enquanto alguns criticaram o aparelho por ter poucas melhorias em comparação com o seu antecessor, ele ainda foi um sucesso entre os fãs da Apple, com longas filas do lado de fora das lojas que venderam o aparelho em seu lançamento.

20 de abril de 2011

A Sony foi forçada a derrubar a PlayStation Network após descobrir que hackers haviam invadido a rede. Seis dias depois, a Sony confirmou que hackers poderiam ter tido acesso a informações confidenciais de mais de 70 milhões de usuários, incluindo, possivelmente, os detalhes dos cartões de crédito destas pessoas. A PlayStation Network só voltou a funcionar normalmente no final de maio, e executivos da Sony foram forçados a fazer diversos pedidos públicos de desculpa, como este visto acima. Uma série de ataques, aparentemente não relacionados, a outras redes de games continuou a ocorrer meses depois do incidente.

10 de maio de 2011

Em uma jogada surpreendente, a Microsoft anunciou a aquisição da empresa de telefonia online Skype pela quantia gigantesca de 8.5 bilhões de dólares.

7 de junho de 2011

A Nintendo revelou o Wii U, o sucessor do popular console Wii, em sua conferência na E3. Com um controle que se assemelha a um tablet, usando uma tela de toques para interação ou ter a possibilidade de jogar sem uma TV, a Nintendo fez deste novo console uma tentativa de resgatar os gamers mais 'hardcore', que migraram para as plataformas PlayStation e Xbox, visto que o Wii foi um console claramente dedicado para o entretenimento em família.

28 de junho de 2011

O Google lançou sua nova rede social para concorrer diretamente com o Facebook. No início, o site era acessível apenas para convidados. Com o recurso de criar vários grupos de amigos, o Google tenta se diferenciar do Facebook. Até novembro de 2011, o Google+ reunia cerca de 50 milhões de usuários, contra cerca de 800 milhões no Facebook.

20 de julho de 2011

O novo sistema Mac OS Lion trouxe conceitos do iPad para notebooks e PCs. A grande novidade da nova versão do sistema operacional é a implantação das funções multitoque e os aplicativos de tela inteira como o iPhoto, iMovie e o navegador Safari.

21 de julho de 2011

O STS-35, o último voo do ônibus espacial Atlantis e a última missão do programa de ônibus espaciais, pousou no Centro Espacial Kennedy, na Florida, encerrando uma trajetória de viagens ao espaço de 30 anos.

24 de agosto de 2011

Steve Jobs deixou o seu cargo de CEO da Apple em razão de seu estado de saúde cada vez mais debilitado, dizendo em sua carta de demissão: 'Eu sempre disse que se em algum ponto eu não pudesse mais cumprir as minhas obrigações e expectativas como CEO da Apple, eu seria o primeiro a falar. Infelizmente, este dia chegou'. Depois de 14 anos, tempo que marca a sua volta para a empresa que ele mesmo fundou e tinha sido expulso, ele transformou a Apple de uma empresa que só perdia dinheiro e estava à beira do colapso para a companhia mais valiosa dos Estados Unidos. Ele morreu seis semanas após este anúncio.

22 de setembro de 2011

Pesquisadores do laboratório Gran Sasso, na Itália, e do CERN, em Genebra, revelaram que eles podem ter descoberto partículas que viajam mais rápido do que a luz, uma descoberta que poderia reescrever totalmente nosso conhecimento sobre física, já que, até o momento, todos acreditavam que nada poderia ser mais rápido do que a luz. O experimento viu neutrinos sendo atirados do CERN em direção ao Gran Sasso, onde foi detectado que eles chegaram a uma velocidade de seis bilionésimos de segundo mais rápida que a velocidade da luz. Entretanto, as descobertas ainda são incertas e os cientistas estão fazendo mais testes para confirmar o resultado.

5 de outubro de 2011

O Xbox 360, popular console da Microsoft, começou a ser fabricado no Brasil e foi lançado à venda nas melhores lojas do varejo por um preço novo e muito atrativo. Para celebrar esse passo no mercado brasileiro, a empresa organizou um evento na cidade de São Paulo para mostrar as novidades do console. Até Ronaldo, o fenômeno, esteve presente na festa de lançamento.

5 de outubro de 2011

A temporada dos prêmios Nobel correu bem. No anúncio dos laureados em medicina Bruce A. Beutler, Jules A. Hoffmann e Ralph M. Steinman (que morreu 3 dias antes da premiação) por seus estudos em imunologia. Em Física, ganharam três americanos: Saul Perlmutter, Brian Schmidt, e Adam Riess, pela descoberta da aceleração da expansão do universo. Em Química, o israelense Daniel Shechtman foi o vencedor, pela sua descoberta dos quase-cristais.

14 de outubro de 2011

A Apple lançou a mais nova versão do iPhone, o 4S, apenas nove dias depois da morte do fundador da companhia, Steve Jobs. Enquanto o iPhone 4S não representa nada de muito inovador se comparado com o seu antecessor, o iPhone 4, ele é mais poderoso e o assistente pessoal controlado por voz 'Siri' provou ser um enorme sucesso entre os fãs, atingindo 4 milhões de vendas em seu primeiro fim de semana nas lojas.

20 de outubro de 2011

A última versão do Windows Phone chegou ao Brasil. No dia 20 de outubro, foi anunciado o lançamento do HTC Ultimate, o primeiro smartphone a carregar o sistema operacional 'Mango', apelido dado para o Windows Phone 7.5.

26 de novembro de 2011

A agência espacial americana (Nasa) lançou com sucesso o jipe robô Curiosity rumo a Marte. Ao custo de US$ 2,5 bilhões, o Curiosity é o veículo mais avançado já projetado para explorar outro planeta. A nave agora faz uma viagem de oito meses e meio até o planeta, onde deve pousar entre 10h e 10h30 de 5 de agosto de 2012. O robô vai passar dois anos em Marte, procurando sinais de que há (ou houve) condições para abrigar formas de vida no planeta.

Fonte:http://noticias.br.msn.com/fim-de-ano-2011

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Mercado brasileiro de TI deve movimentar US$ 95 bi neste ano. Veja as tendências para a próxima década!

O mercado brasileiro de TI, que movimentou o equivalente a US$ 85,1 bilhões em 2010, deve crescer cerca de 12% neste ano, atingindo receita de cerca de US$ 95 bilhões, revela pesquisa encomendada pela Brasscom (Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação). Somando-se a área de telecomunicações, o setor de TIC contabilizou US$ 165,69 bilhões no ano passado.

Antonio Gil, Presidente da Brasscom, diz que a indústria nacional de TI deve, dependendo do que acontecer no cenário econômico mundial, manter o mesmo crescimento em 2012, com a expansão também ficando na casa de 12%. Segundo ele, o mercado interno brasileiro de TI hoje é o oitavo no mundo, com faturamento de US$ 82,7 bilhões, mas tem condições que subir para a sexta posição nos próximos dez anos. Gil citou como um dos principais fatores que impulsionarão o mercado braseleiro de TI no ano que vem a recente medida aprovada pela Câmara dos Deputados que reduziu a contribuição previdenciária do setor de TI de 20%, incidentes sobre a folha de pagamento, para 2,5% do faturamento das empresas. "Isso resultará em um cenário muito mais positivo para as empresas brasileiras de TI, contribuindo fortemente para a formalização do mercado e para o aumento da competitividade das delas”, acredita.

O executivo comentou ainda que o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), que contribuirá entre outras coisas para a formação de mão de obra capacitada em tecnologia da informação, deve ser outro motor do crescimento da indústria local de TI, possibilitando maior acesso a recursos de capacitação e profissionais qualificados. Segundo ele, o programa, que tem como meta qualificar 8 milhões de trabalhadores em todo Brasil, deve coontribuir para a formação de cerca de 500 mil profissionais somente na área de TI, o que é de suma importância para auxiliar o setor em um dos seus principais problemas, que é a falta de mão de obra qualificada.

Por fim, ele pontuou os investimentos a serem realizados em infraestrutura, principalmente de banda larga, mobilidade e computação em nuvem, como fatores que contribuíram bastante para o avanço do mercado nacional de TI.

Big data, cloud computing, mobilidade e redes sociais nortearão TI na próxima década

Embora não cheguem a ser propriamente uma novidade, as tendências que irão nortear diretamente a forma de consumir e fazer negócios no universo da tecnologia nos próximos dez anos são os big data, computação em nuvem, mobilidade e redes sociais. A análise é de Tom Standage, editor digital da The Economist, apresentada durante o Brasscom Global IT Forum, evento organizado pela Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação do Brasil (Brasscom) em parceria com a revista britânica, nesta quinta-feira, 3, em São Paulo.

Standage defende que temos que pensar a tecnologia da informação como o impacto da energia elétrica em nossas vidas. Segundo ele, a digitalização somada à internet irá transformar não apenas o trabalho ou a economia, mas todo o nosso estilo de vida. Ele destaca o conceito de big data, que começou a ser traçado nas primeiras discussões sobre economia de informação e agora aparece latente no cotidiano empresarial. "Toda empresa, independentemente de seu porte, se vê gerando muita informação, a ponto de se tornar sem controle", sublinha. Sandage vê neste cenário grandes oportunidades para empresas de TI desenvolverem ferramentas com uso simplificado de gestão de dados. "Precisamos, de uma certa maneira, de um Steve Jobs do big data", brinca, fazendo analogia à simplificação que o ex-CEO da Apple desenvolveu desde a interface até a concepção de seus dispositivos móveis. De acordo com o editor da The Economist, as empresas precisam de uma ferramenta que permita seu uso sem a necessidade de longos e exaustivos treinamentos.

A computação em nuvem é outra tendência apontada por ele, até por estar ligada à administração e armazenamento de dados. Para Standage, o grande desafio é contornar vulnerabilidades de segurança em ambientes públicos ou privados criados na nuvem. Nisso, a chamada consumerização de TI [o uso de dispositivos móveis, como smartphones e tablets, e de redes sociais no ambiente corporativo] pode atuar como facilitador, segundo ele. O jornalista cita o iCloud, da Apple, e os serviços de armazenamento em nuvem da Amazon. "O que essas empresas estão proporcionando aos usuários pode ser uma forma das pessoas aumentarem cada vez mais seu uso e promover uma demanda por serviços de segurança mais abrangentes", completa.

A consumerização, segundo Standage, puxa os investimentos em outra tendência de TI – a mobilidade. "Vemos tablets como 'brinquedinhos', não damos muita importância. Mas é assim que os primeiros computadores Macintosh eram vistos, e vejam só quantas aplicações não foram desenvolvidas e o que eles se tornaram", provoca. Ele ressalta que, embora cada vez mais pessoas levem seus smartphones e tablets para uso no trabalho, as empresas ainda não dão a devida atenção para os dispositivos. Ele diz que mercado ainda tem muito a ser desenvolvido.

Mesmo já estando bastante consolidadas, Standage coloca as redes sociais como tendência. Ele ressalta a imensa inclusão digital que o Facebook promoveu, ressaltando novamente a simplificação da interface e do compartilhamento de conteúdo, um engajamento no qual os departamentos de TI dedicam muito tempo sem sucesso. "As lideranças se preocupam apenas com o tempo que seus funcionários passam nas redes e consideram que não estão trabalhando", critica. Ele alfineta os executivos que veem nas ferramentas apenas uma maneira de fazer marketing ou comunicação, enquanto deveriam ser exploradas internamente no que fazem melhor – captar a atenção das pessoas.


Fonte: http://www.tiinside.com.br

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Confira frases marcantes de Steve Jobs, fundador da Apple!

Famoso pela oratória, Jobs ajudou a definir rumos da tecnologia.
Confira as visões do empresário sobre a internet, o futuro, a vida e a morte.


O legado de Steve Jobs vai além da Apple, da Pixar e dos produtos que ele ajudou a desenvolver. Famoso pela oratória, pela capacidade de síntese de ideias e pelo carisma em suas apresentações, Jobs deixa ainda uma coleção de afirmações polêmicas, frases visionárias e pensamentos que ajudaram a definir os rumos da tecnologia nos últimos anos. O G1 selecionou algumas das frases de Jobs. Confira:

Sobre tecnologia

“Eu acho que [a tecnologia] fez o mundo ficar mais próximo e continuará fazendo isso. Existem desvantagens para tudo e consequências inevitáveis para tudo. A peça mais corrosiva da tecnologia que eu já vi se chama televisão, mas novamente, a televisão, no seu melhor, é magnífica.” – Revista Rolling Stone, dezembro de 2003

“Nascemos, vivemos por um momento breve e morremos. Tem sido assim há muito tempo. A tecnologia não está mudando muito este cenário” – Revista Wired, fevereiro de 1996

“Se você é um carpinteiro e está fazendo um belo armário de gavetas, você não vai usar um pedaço de compensado na parte de trás porque as pessoas não o enxergarão, pois ele estará virado para a parede. Você sabe que está lá e, então, usará um pedaço de madeira bonito ali. Para você dormir bem à noite, a qualidade deve ser levada até o fim”— Revista Playboy, 1987

“O único problema da Microsoft é que eles não têm estilo. Eles não têm estilo nenhum. E não falo isso nas pequenas coisas, falo em tudo, no sentido de que eles não pensam em ideias originais e de que eles não levam cultura para os seus produtos – Documentário ‘Triumph of the Nerds’, 1996

Sobre o futuro

“Eu sempre estarei ligado à Apple. Espero que durante toda a minha vida o meu fio se cruze com o fio da Apple, como uma tapeçaria. Posso ficar afastado por algum tempo, mas eu sempre vou voltar.” – Revista Playboy dos Estados Unidos, fevereiro de 1985

“A principal razão para a maioria das pessoas comprarem um computador para suas casas será para se conectar a uma rede nacional de comunicações. Estamos apenas nos primeiros estágios do que será uma grande revolução para a maioria das pessoas – tão revolucionária quanto o telefone.” – Revista Playboy (edição americana), fevereiro de 1985

“A indústria do computador desktop está morta. A inovação virtualmente acabou. A Microsoft domina cada uma destas inovações. Isso acabou. A Apple perdeu. O mercado do PC desktop entrou em uma fase negra e ficará nela pelos próximos 10 anos ou até o final desta década” – Revista Wired, fevereiro de 1996

“Se eu tivesse largado esta única disciplina na faculdade [caligrafia], o Mac não teria diversas fontes e espaços proporcionais entre elas. E já que o Windows copiou o Mac, seria provável que nenhum outro computador tivesse a mesma coisa”. – discurso durante formatura em Stanford, 2005

Sobre a Apple

"Nunca tivemos vergonha de roubar grandes ideias” – Documentário ‘Triumph of the Nerds’, 1996

“Se eu estivesse liderando a Apple, eu apostaria tudo pelo Macintosh e depois me ocuparia com um próximo grande lançamento. A guerra do PC acabou, a Microsoft venceu há muito tempo” – Revista Fortune, 1996

“Estes produtos são um lixo. Não há mais sexo neles” – BusinessWeek, 1997

“Ninguém tentou nos engolir desde que eu estou aqui. Acho que eles têm medo de qual seria o nosso sabor” – reunião com acionistas, 1998

“Cara, a gente patenteou ele” (apresentando o iPhone) – Macworld, 2007

“Fizemos os botões na tela ficarem tão bons que você vai querer clicar neles” [sobre o Mac OS X] – Revista Fortune, janeiro de 2000

“Entrará para a história como uma grande mudança na indústria musical. Isso é histórico. Eu não posso subestimar isso” [sobre a loja virtual iTunes Music Store] – Revista Fortune, maio de 2003

“A cura para a Apple não está no corte de preços. A cura para a Apple está em inovar o meio de sair deste problema” – Apple Confidential: The Real Story of Apple Computer, 1999

“Eu não percebi isso na época, mas ter sido demitido da Apple foi a melhor coisa que aconteceu comigo. (...) Foi um remédio com gosto horrível, mas acho que o paciente precisava dele”. – discurso durante entrega de diploma de Stanford, 2005

Sobre a vida

“Eu trocaria toda a minha tecnologia por uma tarde com Sócrates” –Newsweek, 2001

“Ser o homem mais rico do cemitério não me interessa. Ir para a cama à noite dizendo que fizemos algo maravilhoso, isso importa para mim”–The Wall Street Journal, 1993

“Você quer passar o resto de sua vida vendendo água com açúcar ou quer ter a chance de mudar o mundo?”– em entrevista a John Sculley para o livro “Odyssey: Pepsi to Apple”

“Às vezes a vida te bate com um tijolo na cabeça. Não perca a fé. Estou convencido de que a única coisa que me fez continuar foi que eu amava o que eu fazia. Você precisa encontrar o que você ama. E isso vale para o seu trabalho e para seus amores.Seu trabalho irá tomar uma grande parte da sua vida e o único meio de ficar satisfeito é fazer o que você acredita ser um grande trabalho. E o único meio de se fazer um grande trabalho é amando o que você faz. Caso você ainda não tenha encontrado [o que gosta de fazer], continue procurando. Não pare. Do mesmo modo como todos os problemas do coração, você saberá quando encontrar. E, como em qualquer relacionamento longo, só fica melhor e melhor ao longo dos anos. Por isso, continue procurando até encontrar, não pare" – discurso durante formatura em Stanford, 2005

“Você não pode conectar os pontos olhando para a frente; você só pode conectar os pontos olhando para trás. Assim, você precisa acreditar que os pontos irão se conectar de alguma maneira no futuro. Você precisa acreditar em alguma coisa – na sua coragem, no seu destino, na sua vida, no karma, em qualquer coisa. Este pensamento nunca me deixou na mão, e fez toda a diferença na minha vida.” – discurso durante formatura em Stanford, 2005

“Lembrar que eu estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que eu encontrei para me ajudar a fazer grandes escolhas na vida. Por que quase tudo – todas as expectativas externas, todo o orgulho, todo o medo de se envergonhar ou de errar – isto tudo cai diante da face da morte, restando apenas o que realmente é importante. Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira para eu saber evitar em pensar que tenho algo a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir o seu coração.” – discurso durante formatura em Stanford, 2005

“Isto foi o mais perto que cheguei da morte e espero que seja o mais perto que eu chegue nas próximas décadas. Tendo passado por isso, posso dizer agora com mais certeza do que quando a morte era apenas um conceito intelectual: nnguém quer morrer. Até mesmo as pessoas que querem ir para o céu não querem morrer para ir para lá. Ainda, a morte é um destino que todos nós compartilhamos. Ninguém conseguiu escapar dela. E assim é como deve ser porque a morte é talvez a melhor invenção da vida. É o agente que faz a vida mudar. É eliminar o velho para dar espaço para o novo. Neste momento, o novo são vocês, mas algum dia não tão longe, vocês gradualmente serão o velho e darão espaço para o novo. Desculpa eu ser tão dramático, mas é a verdade” – discurso durante formatura em Stanford, 2005

“Seu tempo é limitado. Por isso, não perca tempo em viver a vida de outra pessoa. Não se prenda pelo dogma, que nada mais é do que viver pelos resultados das ideias de outras pessoas” – discurso durante formatura em Stanford, 2005

“Tenha vontade, tenha juventude. Eu sempre desejei isso para mim. E agora, que vocês se formam para começar algo novo, eu desejo isso para vocês” – discurso durante formatura em Stanford, 2005

Fonte: http://g1.globo.com