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sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Gartner diz que, agora, 'todas as empresas são empresas de tecnologia'

"A consultoria Gartner proclamou o nascimento da Economia Digital Industrial e, com ela, a ruptura definitiva do modelo tradicional de negócios."

A consultoria Gartner é conhecida por sua habilidade em identificar tendências de futuro e criar "buzzwords" (palavras da moda) para elas. Nesta semana, durante a realização do Gartner Symposium/IT Expo em Orlando, na Flórida, ela anunciou a nova tendência: o nascimento da era da Economia Industrial Digital (Digital Industrial Economy).

A nova definição para os próximos anos foi anunciada durante a abertura do evento feita pelo vice-presidente sênior do Gartner, Peter Sondergaard, para explicar a ideia de que todas as companhias, hoje, são empresas de tecnologia. Temos que nos preocupar com o poder do digital e a mudança fundamental que ele representa para os nossos negócios.

"Todo orçamento é um orçamento de TI. Toda companhia é uma companhia de TI. Todo líder de negócios está se tornando um líder digital. Toda empresa está se tornando uma empresa tecnológica. Estamos entrando na era da Economia Industrial Digital." Os profissionais de TI vão precisar prestar muita atenção a essa buzzword, porque suas ramificações são profundas e transformadoras em todos os aspectos.

A ideia de Sondergaard é que quando as tendências de mobilidade, social, big data e cloud desenvolvidas nos últimos anos forem utilizadas juntamente com sensores digitais presentes em todos os produtos que usamos, todos os prédios em que vivemos e trabalhamos e até mesmo nas roupas que vestimos, as empresas estarão imersas num mundo totalmente digital.

E isso é um fato que transcende as empresas de tecnologia e os departamentos de TI para tornar-se realidade para todas as empresas e todos os departamentos.

Por conta dessas forças, praticamente qualquer pessoa poderá criar uma ferramenta ou produto que poderá tornar-se disruptivo para um modelo de negócios. As empresas não podem simplesmente ficar sentadas e acreditar que o que quer que tenha funcionado no passado vai continuar a valer daqui para frente porque a velocidade da mudança é estonteante. E com ela a fronteira entre a TI corporativa e a TI de consumo deixa de existir.

Isso já começou com a chamada consumerização da TI. Na medida em que os usuários trazem seus dispositivos digitais e suas experiências pessoais para o ambiente de trabalho, eles exigem uma experiência corporativa semelhante à experiência pessoal. O resultado é uma linha cinzenta entre o que consideramos ferramentas corporativas e o que consideramos puramente consumidor.

"Digital é o negócio. E os negócios são digitais", afirma Sondergaard. Uma dinâmica similar à que já foi abordada pelo analista da Forrester, James McQuivey, em seu livro Digital Disruption, Unleashing the Next Wave of Innovation (Ruptura Digital, Liberando a Próxima Onda da Inovação). No livro, McQuivey argumenta que há toda uma nova geração de concorrentes que nasceram digitais e que fazem uso indiscriminado dos serviços de cloud encontrando formas de criar novos produtos rapidamente. Como diz McQuivey, qualquer companhia pode ser destruída pela concorrência digital.

Eles não se preocupam em fazer focus groups para criar um novo produto perfeito porque hoje os canais de mídia social fornecem toda a informação e feedback que necessitam da audiência e o modelo de interação rápida apoiado em tecnologias flexíveis de cloud os ajuda a responder rapidamente à demanda.

Ao fazer uma apresentação na conferência E2 em Boston, em junho passado, McQuivey usou o exemplo da escova de dentes. Como você reimaginaria uma escova de dentes num mundo digital? Bom, pra começar, colocaria sensores nela e coletaria dados sobre seus hábitos de escovação, os pontos que está deixando de cuidar, o tempo que gasta escovando etc. Esses dados poderiam ir direto para um repositório na nuvem ou você poderia compartilhá-los com seu dentista e ajudá-lo a cuidar melhor dos seus dentes. E esse é um exemplo pequeno e prosaico do que vem por aí.

E isso nos leva de volta à noção de Economia Industrial Digital que o Gartner está discutindo. Quando você imagina esses sensores em tudo que compramos e quando você pensa que mobilidade não tem a ver só com seu smartphone ou tablet, mas que pode ser encontrada em algum tipo de computação vestível que pode estar no nosso rosto ou nas nossas roupas, e você combina isso com os dados que estão sendo transmitidos no mundo pelos semáforos de trânsito e sistemas de aquecimento e máquinas de refrigerante - qualquer coisa e todas as coisas - você começa a ver como é inevitável que essas tendências tenham impacto em qualquer tipo de negócio, independente do que você venda ou faça.

Enquanto você pensa sobre isso - e você PRECISA pensar sobre isso porque o mundo está mudando na sua frente - considere esses números do Gartner:

- Em 2009 havia no máximo 2,5 bilhões de dispositivos conectados no mundo, combinando 1,6 bilhão de dispositivos e 900 milhões de sensores;

- Em 2020, o Gartner está prevendo que teremos 37,3 bilhões de dispositivos conectados, resultado da combinação de 7,3 bilhões de dispositivos e 30 bilhões de sensores;

Vamos combinar que é preciso olhar qualquer previsão de empresas de consultoria com uma boa dose de soro da verdade. Nesse caso, imaginando que só metade dos números do Gartner se realizem, ainda assim estamos falando de um número gigantesco de dispositivos conectados no mundo comunicando e compartilhando dados de formas que nem imaginamos ainda.

Sondergaard está correto em dizer que "nosso mundo pessoal e a Internet das Coisas estão colidindo e essa colisão vai ter um impacto profundo em como nós fazemos negócios". Essa mudança vai criar novas empresas e novas eficiências que vão agregar valor a todos os processos. Obviamente o Gartner tem um número aqui também: a empresa prevê que haverá um ganho líquido de US$ 1,9 trilhão como resultado da influência da Internet das Coisas na maneira de fazer negócios.

Se o Gartner está correto, estamos à beira de uma mudança gigante. Já começamos a ver os primeiros sinais dessa mudança na forma da ruptura digital, consumerização e BYOD, mas o que está vindo aí conforme crescemos cada vez mais digitais vai alterar para sempre o jeito de fazer negócios e você precisa pensar nisso hoje, porque 2020 não está tão longe assim.

Fonte: http://idgnow.uol.com.br/ - por Ron Miller, CITEWorld

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Gartner - Previsões para TI setorial nos próximos anos

Gartner traça tendências específicas para diferentes segmentos da indústria

Depois de anunciar recentemente sua tradicional lista com as dez tendências estratégicas em TI para 2014, o Gartner agora vai um pouco além e divulga previsões sobre as tendências que irão balizar as decisões de CIOs e do mercado de TI nas diferentes indústrias a partir do ano que vem, nos próximos anos.

Para o vice-presidente e analista do Gartner, Kimberly Harris-Ferrante, a transformação é um fenômeno importante que impacta diretamente sobre as mais diversas verticais. “Muitas indústrias irão se deparar com grandes desafios em 2014 e nos próximos anos, e não terão outra escolha além de mudar seus modelos de negócios vigentes”.

Em relação ao ano passado, em que o executivo destaca a existência de um foco por parte dos decisores dessas indústrias na adoção de novas tecnologias para melhorar as operações de negócios influenciada pela convergência de tecnologias sociais, móveis, de nuvem e de informação, o cenário será um pouco diferente no futuro. “Hoje, ao contrário, os líderes estão mudando significativamente modelos de negócio e processos.”

Segundo ele, esse movimento acontece em parte pelos desafios relacionados com o empoderamento do consumidor e a comoditização do mercado, que têm se acentuado a cada ano e ainda apresentam dificuldades particulares para serem endereçadas por companhias tradicionais. Nesse contexto, a necessidade de digitalizar o negócio e centralizar o foco para o consumidor tornou-se crucial e requer novas abordagens sobre a entrega de informações, comunicações e transações.

Assim, a empresa de pesquisa destaca que CIOs e líderes de negócio devem avaliar os requerimentos estratégicos específicos de suas verticais, incluindo as demandas de consumo e parceiros, para mapear planejamentos com base no surgimento de novas tecnologias, mudanças demográficas/comportamentais de consumidores e condições de mercado.

Confira a seguir a lista das 12 tendências de TI específicas para diferentes segmentos da indústria:

- Até 2016, o baixo retorno sobre patrimônio irá conduzir mais de 60% dos bancos do mundo a processarem a maioria de suas transações na nuvem.

- Até o final de 2017, sete dos dez maiores varejistas multicanais do mundo utilizarão tecnologias de impressão 3D para gerar estoque de pedidos de consumidores.

- Em 2017, mais de 60% das organizações governamentais que possuem um CIO (chief information officer) e um CDO (chief digital officer) eliminarão uma dessas funções.

- Até 2017, 40% de produtos de utilities com soluções de medidores inteligentes vão usar análises big data para endereçar necessidades relacionadas a recursos, commodity, clientes e receita.

- O baixo retorno de investimento fará com que seguradoras abandonem 40% de aplicativos móveis para consumidores em 2015.

- A sequência genoma completa estimulará um novo mercado para bancos de dados médicos, cuja penetração no mercado ultrapassará 3% em 2016.

- Em 2016, cerca de 60% das seguradoras norte-americanas dominarão profundamente as taxas relacionadas a procedimento de preço e qualidade de fornecedores de serviços médicos adquiríveis.

- Até 2016, os gastos com educação primária e secundária online aumentarão 25% enquanto restrições orçamentárias manterão os gastos com a educação tradicional estagnados.

- Em 2018, aproximadamente 20% da receita dos maiores fabricantes de manufaturas virão de inovações resultantes de experiências cross-industry.

- Ainda em 2018, a impressão 3D resultará na perda de U$100 bilhões por ano na propriedade intelectual global.

- Até 2017, cerca de 15% dos consumidores responderão a mensagens de ofertas com base em suas informações demográficas individuais e em seu perfil de comprador.

- No ano de 2015, um total de 80% de organizações de ciências da saúde serão atingidas por elementos de big data, expondo um baixo ROI dos investimentos de TI.

Fonte: http://informationweek.itweb.com.br/

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Previsões da Gartner: 2013, 2014 … 2017

A consultora avançou com a habitual lista de previsões abrangendo não só as principais tendências para o próximo ano, como para os anos seguintes. A crescente adopção de tablets e smartphones encabeça o conjunto.

A Gartner revelou as principais tendências tecnológicas para 2013, incluídas num cenário de projecções para os próximos cinco anos. Para o próximo ano a consultora coloca a crescente adopção de dispositivos móveis, tablets e smartophones, em ambiente empresarial, no topo da lista. Associada a esta tendência, a emergência de cada vez mais lojas de aplicações empresariais ganhará também protagonismo.

Depois da forte adopção das plataformas de mobilidade fornecidas pela Apple, iPhone e iPad, os sistemas Android também estão a invadir o mundo empresarial. Com o lançamento do Windows 8, o segmento ganha novo dinamismo. Para a Gartner, a chegada do novo sistema operativo “aquece” o ambiente concorrencial, a dopção em grande escala será evitada até pelo menos 2015.

1 – Invasão dos dispositivos de mobilidade

No próximo ano, os smartphones vão ultrapassar os PC como dispositivo mais comum de acesso à Internet em todo o mundo. Será que isso significa que aparelhos móveis vão substituir os PC? Sim e não, diz a Gartner.

Alguns departamentos de TI só precisam de suportar dispositivos móveis para profissionais específicos cujas funções exigem mobilidade. Os outros permanecerão com os tradicionais computadores. Mas, acrescenta o Gartner, a proliferação de dispositivos móveis nas empresas indica o fim do Windows como plataforma empresarial única.

“Até 2015, o fornecimento de tablets vão representar cerca de 50% dos portáteis fornecidos e o Windows provavelmente ficará em terceiro lugar na preferência das pessoas, atrás do Android e do iOs, da Apple”, considera David Cearley, analista da Gartner. “Como resultado, a participação da Microsoft nas plataformas dos clientes (PC, tablet, smartphone) provavelmente será reduzida para 60% e pode cair para 50%.”

2 – Mudança de aplicações nativas para aplicações Web baseadas em HTML5

A Gartner alerta que as aplicações nativas não vão desaparecer. E “oferecerão sempre a melhor experiência ao usuário e recursos mais sofisticados”. Mas a consultora prevê uma migração para aplicações baseadas em HTML, conforme estas ganharem mais capacidades.

3 – As clouds pessoais substituem a noção de computador pessoal

A cloud computing vai albergar todos os aspectos da vida de uma pessoa, diz a Gartner. Por ser um modelo tão abrangente e capaz de suportar recursos infinitos “nenhuma plataforma, tecnologia ou fabricante vai dominá-lo”, indica a consultora. Isso também significa que os departamentos de TI terão de suportar quase tudo.

4 – Internet das coisas ganha visibilidade

Quase tudo tende a ligar-se à Internet, incluindo câmeras, microfones, realidade aumentada, edifícios e sensores embutidos em todos os lugares. Em muitos casos, ela já se faz presente. A Internet das Coisas vai conduzir ao surgimento de novos produtos e serviços, como por exemplo a seguros baseados na utilização daquilo que está segurado, e mesmo a novas políticas fiscais. Também levantará novas questões: um robot ligado a um ERP deverá ser considerado um utilizador, para efeitos de licença?

5 – Plataformas corretoras de cloud computing

Com o crescimento da adopção de cloud computing, torna-se cada fez mais pertinente que os departamentos de TI criem plataformas corretoras de serviços baseados nesse modelo – as denominadas Cloud Services Brokerages. Servirão como ponto central para gerir o acesso a serviços externos.

6 – Big Data mais estratégico

Os projectos de Big Data estão a tornar-se mais económicos para as empresas, graças, em parte, à queda do preço de servidores e CPU. O Big Data será ainda mais estratégico, acredita a Gartner: ou seja os utilizadores vão incorporar cada vez mais a análise de Big Data nas suas actividades. Haverá menos projectos isolados.

7 – Análise preditiva de acções

A análise preditiva sobre acções é, em alguns aspectos, um subconjunto da sexta tendência (Big Data mais estratégico). O processamento de baixo custo está a tornar possíveis “as análises e as simulações sobre cada acção realizada numa empresa”. A maioria das análises hoje centra-se na análise histórica. E o próximo passo é prever o que pode acontecer.

8 – Computação “in-memory” A computação “in-memory”, diz a Gartner, pode ser transformacional. Ela permitirá que as actividades que demoram horas a serem executadas, levem minutos ou apenas segundos. Deverá tornar-se dominante no próximo ano ou dois: cada vez mais os utilizadores procuram fazer consultas em tempo real.

9 – Appliances virtuais ganham posição

Face à vantagens de segurança dos aparelhos físicos, a appliances virtuais não vão substituir as primeiras. Mas tendem a ganhar um lugar nas operações de TI.

10 – Lojas corporativas de aplicações

As lojas empresariais de aplicações vão transformar os departamentos de TI em gestores de mercado, proporcionando governação e até mesmo apoiando a “apptrepreneurs”, empreendedores de desenvolvimento ou sugestão de aplicações. Serão um repositório onde os utilizadores poderão encontrar tudo para melhorar o seu trabalho.

Em 2014

A contratação de recursos humanos para TI nos principais mercados ocidentais será dominada por empresas sedeadas na Ásia crescerá a dois dígitos apreciando crescimento de dois dígitos. Três dos cinco maiores fornecedores de smartphones será chinês, com a Huawei e a ZTE a aproveitarem a experiência alcançada no mercado chinês na venda de smartphones de baixo custo.

Directivas da União Europeia conduzirão a legislações para proteger empregos, reduzindo o offshoring em 20% até 2016.

Os dispositivos possuídos por empregados serão comprometidos por um malware numa proporção de mais do dobro daqueles cija propriedade é das organizações.

A consolidação do mercado deverá relegar para outro plano 20% dos 100 maiores prestadores de serviços de TI. Factores com a Cloud computing, Big Data, a mobilidade e as redes sociais, juntamente com incerteza na economia global, deverá acelerar a re-estruturação de uma mercado de quase um bilião de dólares no mercado de serviços de TI.

O investimento em software para relativo a pequenos dispositivos inteligentes de monitorização crescerá 25%.

Em 2015

A procura mundial de recursos humanos para Big Data deve atingir 4,4 milhões de empregos, mas apenas um terço das vagas serão preenchidas.

Perto de 90% das empresas deverão contornar a implantação do Windows 8 em grande escala.

40% das mil maiores organizações no mundo vão usar a “gamificação” como principal mecanismo para transformar as operações empresariais.

Em 2016

Os dispositivos electrónicos incorporados em sapatos, tatuagens e acessórios representarão uma indústria de dez mil milhões de dólares.

Em 2017

Cerca de 40% das informações de contactos deverão estar acessíveis no Facebook, devido a fugas associadas à crescente utilização de aplicações de colaboração em dispositivos móveis.

Fonte: Novembro de 2012 às 18:42:57 por computerworld - http://www.computerworld.com.pt

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Gartner prevê que o futuro da tecnologia está na relação entre mídias sociais, mobilidade, Cloud e informação.

Tema será discutido na Conferência Gartner Arquitetura de Aplicações, Desenvolvimento e Integração, que tem desconto especial de R$ 200 até o dia 10 de agosto

A relação entre as forças convergentes – mídias sociais, Cloud, mobilidade e informação – está moldando e transformando o comportamento dos usuários ao criar novas oportunidades de negócios. A conclusão é do Gartner, líder mundial em pesquisa e aconselhamento sobre tecnologia, que analisa as mudanças do panorama de TI ocasionadas por estas quatro tendências e recomenda às empresas direcioná-las em um plano estratégico de negócios. Outras previsões sobre o tema serão apresentadas na Conferência Gartner AADI (Conferência Arquitetura, Desenvolvimento e Integração de Aplicações), que acontece nos dias 14 e 15 de agosto, no Sheraton São Paulo WTC Hotel.

Segundo o Gartner, embora essas forças sejam inovadoras, juntas, estão revolucionando os negócios e a sociedade, rompendo modelos antigos e criando novos líderes. Há pouco tempo, a experiência de computação mais sofisticada das pessoas estava dentro do trabalho. Hoje, na maioria dos casos, ocorre exatamente o oposto. A tecnologia, disponibilizada por excelentes aparelhos, interfaces e aplicações com fácil aprendizagem, torna os usuários cada vez mais sofisticados. Com isso, as pessoas esperam ter acesso a funcionalidades semelhantes em todas as suas funções e fazem menos distinção entre trabalho e atividades fora dele.

"Na relação destas quatro forças, a informação é o contexto para entregar experiências sociais e móveis aprimoradas”, diz Jess Thompson, vice-presidente de pesquisas do Gartner e chairman da Conferência AADI. "Os dispositivos móveis são plataformas eficazes para relacionamentos sociais e para novas formas de trabalho, conectando as pessoas de maneiras novas e inesperadas. A nuvem permite a entrega de informações e funcionalidade aos usuários e sistemas. Essas forças estão interligadas para criar um ecossistema de computação moderna, orientado ao usuário", afirma.

As mídias sociais são um dos exemplos mais interessantes de como o uso de dispositivos pessoais no ambiente de trabalho impulsiona práticas empresariais de TI. Elas incluem compartilhamento de comentários, links e indicações aos amigos. Os fornecedores de bens de consumo têm sido rápidos em identificar a influência que as recomendações de compra de amigos têm sobre as pessoas.

As tecnologias sociais movimentam e dependem de outras três forças:

• Necessidade por mobilidade: acessar as redes sociais é uma das principais funções dos dispositivos móveis e as interações sociais têm muito mais valor quando acontecem onde quer que o usuário esteja • Dependem da nuvem para acesso e tamanho: as redes sociais se beneficiam de escala, algo que só é realmente praticado por meio da implantação da nuvem • Dependem de uma análise profunda: interações sociais fornecem uma fonte rica de informações sobre conexões, preferências e intenções. Na medida em que as redes sociais se tornam maiores, os usuários precisam de melhores ferramentas para gerenciar o crescente número de interações. Isto leva a necessidade por análises sociais mais profundas.

A mobilidade está influenciando a maior mudança na forma como as pessoas vivem. A adoção em massa dos aparelhos móveis força uma nova infraestrutura, que gera novos negócios e ameaça a situação atual.

Porém, a mobilidade não é um fenômeno isolado. As pessoas vão interagir com múltiplas telas, trabalhando em conjunto. Os dados de sensores vão melhorar a experiência do usuário, integrando os mundos virtual e físico. A informação obtida neste mundo terá mais valor e a relação será duradoura entre um usuário e um ecossistema baseado na nuvem.

Sem a computação em nuvem, as interações sociais não terão espaço para acontecer em escala, o acesso móvel não conseguiria conectar a uma grande variedade de dados, e a informação ainda estaria presa dentro de sistemas internos. O modelo de Cloud Computing é o que o Gartner chama de fenômeno de “classe mundial”, pois ele foca em resultados conectados globais e não, apenas, em tecnologias e resultados centrados em uma estratégia interna empresarial. No mundo atual, tudo está voltado à cultura do consumidor.

Os fornecedores independentes de softwares móveis, que usam serviços no Cloud, têm mais opções para acessar informações e processos. O crowdsourcing (modelo de produção que utiliza a inteligência e os conhecimentos coletivos espalhados pela Internet para resolver problemas, criar conteúdo e soluções ou desenvolver novas tecnologias), por exemplo, pode ser feito por meio de comunidades móveis, pois a nuvem permite que elas existam no mesmo espaço de trabalho, ao invés de estarem isoladas em ambientes empresariais ou em PCs.

A informação está em qualquer lugar. Durante anos, os tecnólogos discutiram a onipresença da informação, sem entender como obter vantagens dela. As mídias sociais, a mobilidade e a computação em nuvem fazem com que a informação esteja acessível, “compartilhável” e consumível por todos, em qualquer lugar, a qualquer momento. Saber capturar o poder da onipresença da informação e usar os menores subconjuntos aplicáveis a uma empresa, produto ou consumidores, em um ponto específico, será crítico para novas oportunidades e evitará riscos.

Desenvolver uma inovação, por meio da informação, permite às empresas responderem às mudanças ambientais dos consumidores, funcionários ou dos produtos na medida em que ocorrem. Isto significará um salto à frente da concorrência em termos de performance operacional ou de negócios. Uma empresa pode ter sucesso ou fracasso dependendo de como ela responde às tendências como mídias sociais, Cloud Computing e mobilidade.

Fonte: http://www.segs.com.br - por Joyce Camargo.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Cloud computing causa revolução no desenho do mercado!

Apesar do ceticismo, conceito deverá promover uma disparada nos investimentos em 2012, apontam consultorias do setor de TI.

Nada será como antes, dizem analistas sobre o impacto causado pelo conceito cloud computing. Ele, de fato, revolucionou a forma de entregar e de adquirir tecnologia da informação e comunicação, afirma Bruno Arrial dos Anjos, analista sênior de mercado da Frost & Sullivan do Brasil.

O analista diz que a aceitação de cloud pode ser constatada em variadas pesquisas. Em uma delas, realizada pela consultoria em 2010 no Brasil, com mais de cem empresas de grande porte, 54% já usavam algum tipo de solução na nuvem. Desse universo, 86% adotavam o modelo software como serviço (SaaS). Outro dado interessante é que 66% das empresas que participaram disseram que continuarão investindo em nuvem ou vão testar soluções baseadas no conceito.

Realizado em setembro de 2011, outro levantamento da consultoria, desta vez com médias companhias, aponta como principais barreiras para a adoção de computação em nuvem, as questões que envolvem segurança, qualidade da internet no Brasil e integração com o legado, nesta ordem.

Mas ainda com ceticismos, o conceito deverá promover uma disparada nos investimentos em 2012. Estudo da KPMG Internacional com empresas do mundo todo prevê aquecimento nos investimentos para 2012. Algumas delas planejam alocar mais de um quinto do orçamento em computação em nuvem no próximo ano, de acordo com o relatório “Clarity in the cloud: the impact, opportunity and risk of cloud”, sumário do estudo global da empresa sobre computação em nuvem.

“Evidentemente, essas constatações anunciam que a hora da computação em nuvem é agora", afirma Frank Meylan, sócio de Management Consulting da KPMG no Brasil. Ele diz que a computação em nuvem está transcendendo a TI e influenciando de modo amplo as relações comerciais, uma vez que um terço dos entrevistados afirmou que ela mudaria fundamentalmente seus negócios. “O que é significativo, considerando que muitas organizações ainda estão desenvolvendo suas estratégias de nuvem.”

“A adoção da computação em nuvem está mudando rapidamente do patamar de uma vantagem competitiva para uma constatação de necessidade operacional, possibilitando inovação que pode criar novos modelos de negócios e oportunidades”, afirma Steve Hill, vice-presidente de Investimentos Estratégicos da KPMG nos Estados Unidos.

Para Mauro Peres, gerente-geral da consultoria IDC no Brasil, embora o conceito ainda gere uma série de questionamentos, ele veio para ficar, e acena com aumento significativo do uso. Ainda em estágios iniciais, no futuro, a computação em nuvem, as redes sociais e a mobilidade combinarão o próximo ponto de conexão, no qual os data centers darão espaço para data cloud (nuvem de dados) e os dispositivos móveis vão se tornar janelas para nuvens pessoais. A computação pessoal irá se tornar uma computação massiva e colaborativa e as tecnologias de informação serão ofuscadas pelas “informações ecológicas” (information ecologies).

“O impacto dessas forças fará com que as arquiteturas dos últimos 20 anos fiquem obsoletas. Juntas, elas pressionam e nos levam a criar negócios pós-modernos, orientados pela simplicidade e pela desconstrução da força criativa”, diz vice-presidente do instituto de pesquisas Gartner, Peter Sondergaard.

Com essas mudanças, o especialista do Gartner acredita que a TI terá um papel mais relevante para os negócios do que nas décadas anteriores. “Para que os líderes de tecnologia da informação nesse ambiente possam conduzir suas linhas de frente e reinventar o setor. Eles ainda precisam abraçar os negócios pós-modernos, em que as empresas são dirigidas pelo relacionamento com os clientes, animadas pela explosão da informação, da colaboração e da mobilidade”, diz o executivo.

Para Sondergaard, a economia global está sendo moldada pela área de TI. “O setor é um impulsionador básico do crescimento dos negócios. Como exemplo, observamos que, somente este ano, 350 companhias vão investir mais de 1 bilhão de dólares em tecnologia e elas estão fazendo isso porque essa é a área que tem impacto no desempenho dos negócios.”

“O gestor de ‘infraestrutura do futuro’ tem de ter um perfil mais parecido com um gestor de projetos, um facilitador e não com o de puramente técnico”, afirma Alexandre Vargas, analista de Software da IDC. Segundo ele, será preciso avaliar com seriedade e mais cuidado tecnologias que tragam eficiência e economia imediata para o negócio nesse novo desenho da TI.

Fonte: http://computerworld.uol.com.br - por Solange Calvo, da Computerworld

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Mercado brasileiro de TI deve movimentar US$ 95 bi neste ano. Veja as tendências para a próxima década!

O mercado brasileiro de TI, que movimentou o equivalente a US$ 85,1 bilhões em 2010, deve crescer cerca de 12% neste ano, atingindo receita de cerca de US$ 95 bilhões, revela pesquisa encomendada pela Brasscom (Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação). Somando-se a área de telecomunicações, o setor de TIC contabilizou US$ 165,69 bilhões no ano passado.

Antonio Gil, Presidente da Brasscom, diz que a indústria nacional de TI deve, dependendo do que acontecer no cenário econômico mundial, manter o mesmo crescimento em 2012, com a expansão também ficando na casa de 12%. Segundo ele, o mercado interno brasileiro de TI hoje é o oitavo no mundo, com faturamento de US$ 82,7 bilhões, mas tem condições que subir para a sexta posição nos próximos dez anos. Gil citou como um dos principais fatores que impulsionarão o mercado braseleiro de TI no ano que vem a recente medida aprovada pela Câmara dos Deputados que reduziu a contribuição previdenciária do setor de TI de 20%, incidentes sobre a folha de pagamento, para 2,5% do faturamento das empresas. "Isso resultará em um cenário muito mais positivo para as empresas brasileiras de TI, contribuindo fortemente para a formalização do mercado e para o aumento da competitividade das delas”, acredita.

O executivo comentou ainda que o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), que contribuirá entre outras coisas para a formação de mão de obra capacitada em tecnologia da informação, deve ser outro motor do crescimento da indústria local de TI, possibilitando maior acesso a recursos de capacitação e profissionais qualificados. Segundo ele, o programa, que tem como meta qualificar 8 milhões de trabalhadores em todo Brasil, deve coontribuir para a formação de cerca de 500 mil profissionais somente na área de TI, o que é de suma importância para auxiliar o setor em um dos seus principais problemas, que é a falta de mão de obra qualificada.

Por fim, ele pontuou os investimentos a serem realizados em infraestrutura, principalmente de banda larga, mobilidade e computação em nuvem, como fatores que contribuíram bastante para o avanço do mercado nacional de TI.

Big data, cloud computing, mobilidade e redes sociais nortearão TI na próxima década

Embora não cheguem a ser propriamente uma novidade, as tendências que irão nortear diretamente a forma de consumir e fazer negócios no universo da tecnologia nos próximos dez anos são os big data, computação em nuvem, mobilidade e redes sociais. A análise é de Tom Standage, editor digital da The Economist, apresentada durante o Brasscom Global IT Forum, evento organizado pela Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação do Brasil (Brasscom) em parceria com a revista britânica, nesta quinta-feira, 3, em São Paulo.

Standage defende que temos que pensar a tecnologia da informação como o impacto da energia elétrica em nossas vidas. Segundo ele, a digitalização somada à internet irá transformar não apenas o trabalho ou a economia, mas todo o nosso estilo de vida. Ele destaca o conceito de big data, que começou a ser traçado nas primeiras discussões sobre economia de informação e agora aparece latente no cotidiano empresarial. "Toda empresa, independentemente de seu porte, se vê gerando muita informação, a ponto de se tornar sem controle", sublinha. Sandage vê neste cenário grandes oportunidades para empresas de TI desenvolverem ferramentas com uso simplificado de gestão de dados. "Precisamos, de uma certa maneira, de um Steve Jobs do big data", brinca, fazendo analogia à simplificação que o ex-CEO da Apple desenvolveu desde a interface até a concepção de seus dispositivos móveis. De acordo com o editor da The Economist, as empresas precisam de uma ferramenta que permita seu uso sem a necessidade de longos e exaustivos treinamentos.

A computação em nuvem é outra tendência apontada por ele, até por estar ligada à administração e armazenamento de dados. Para Standage, o grande desafio é contornar vulnerabilidades de segurança em ambientes públicos ou privados criados na nuvem. Nisso, a chamada consumerização de TI [o uso de dispositivos móveis, como smartphones e tablets, e de redes sociais no ambiente corporativo] pode atuar como facilitador, segundo ele. O jornalista cita o iCloud, da Apple, e os serviços de armazenamento em nuvem da Amazon. "O que essas empresas estão proporcionando aos usuários pode ser uma forma das pessoas aumentarem cada vez mais seu uso e promover uma demanda por serviços de segurança mais abrangentes", completa.

A consumerização, segundo Standage, puxa os investimentos em outra tendência de TI – a mobilidade. "Vemos tablets como 'brinquedinhos', não damos muita importância. Mas é assim que os primeiros computadores Macintosh eram vistos, e vejam só quantas aplicações não foram desenvolvidas e o que eles se tornaram", provoca. Ele ressalta que, embora cada vez mais pessoas levem seus smartphones e tablets para uso no trabalho, as empresas ainda não dão a devida atenção para os dispositivos. Ele diz que mercado ainda tem muito a ser desenvolvido.

Mesmo já estando bastante consolidadas, Standage coloca as redes sociais como tendência. Ele ressalta a imensa inclusão digital que o Facebook promoveu, ressaltando novamente a simplificação da interface e do compartilhamento de conteúdo, um engajamento no qual os departamentos de TI dedicam muito tempo sem sucesso. "As lideranças se preocupam apenas com o tempo que seus funcionários passam nas redes e consideram que não estão trabalhando", critica. Ele alfineta os executivos que veem nas ferramentas apenas uma maneira de fazer marketing ou comunicação, enquanto deveriam ser exploradas internamente no que fazem melhor – captar a atenção das pessoas.


Fonte: http://www.tiinside.com.br