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domingo, 24 de agosto de 2014

BNDES aprova financiamento de R$ 41,3 milhões para empresas TI

Seis empresas de Tecnologia da Informação dos estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, São Paulo e Rio receberão o aporte

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou R$ 41,3 milhões em financiamentos para seis empresas de tecnologia da informação dos Estados do Ceará, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e São Paulo.

As operações acontecem no âmbito do Programa BNDES para o Desenvolvimento da Indústria Nacional de Software e Serviços de Tecnologia da Informação (BNDES Prosoft). Ao todo, os projetos devem gerar mais de 5 mil empregos.

O maior desses financiamentos destina R$ 15,3 milhões à implantação de dois call centers da AeC Centro de Contatos S.A. em Mossoró (RN) e Juazeiro do Norte (CE). Esses recursos se somam a outros R$ 4,8 milhões do BNDES Finame, para aquisição de equipamentos via operações indiretas, totalizando R$ 20,1 milhões do Sistema BNDES, o que representa 46,3% do valor a ser investido no projeto.

Após a conclusão, prevista para este ano, o projeto deverá gerar 2.500 empregos em Mossoró e 2.400 em Juazeiro do Norte, com possibilidade de contratação de estudantes, funcionários sem experiência e pessoas da terceira idade. A empresa estima ainda que serão criados 200 empregos temporários durante a construção de cada uma das unidades.

Outros impactos sociais previstos são a ampliação da infraestrutura de transporte, segurança e iluminação pública, alívio na demanda da saúde pública, com a grande quantidade de trabalhadores que passa a dispor de plano de saúde, dinamização do comércio local e viabilização de acesso dos empregados a cursos superiores.

Segurança da informação

Para a Arcon Informática, de Niterói (RJ), o BNDES aprovou R$ 9,3 milhões, o equivalente a 90% do valor a ser aplicado no projeto de desenvolvimento, fabricação e comercialização de um equipamento contendo hardware e software embarcado para segurança da informação, além da criação de uma base de dados para proteção contra ameaças locais.

A operação contempla investimentos em pesquisa e desenvolvimento, certificações, materiais, máquinas e equipamentos, marketing e comercialização e treinamento. A empresa estima que contratará 48 trabalhadores até o fim de 2016, aumentando seu quadro funcional de 89 para 137 empregados.

Expansão

Com R$ 7,6 milhões do BNDES Prosoft, a Magna Sistemas Consultoria, de São Paulo, fará investimentos em infraestrutura, estruturação de processos e serviços, gestão empresarial, capacitação, treinamento, marketing e comercialização. Os recursos representam 90% do valor a ser investido no projeto, que visa à expansão da empresa, gerando 262 novos empregos até o fim do ano que vem.

Educação

Para a Infnet Educação Ltda., do Rio, o BNDES aprovou financiamento de R$ 5 milhões para investimentos em infraestrutura, treinamento, pesquisa e desenvolvimento, marketing e comercialização.

Os recursos correspondem a 78,9% do valor a ser aplicado no projeto, que visa à implantação de uma nova unidade no Centro da capital fluminense, implementação de um modelo de educação à distância e criação de uma rede de centros educacionais especializados franqueados. Até a conclusão, em 2015, devem ser criados 76 novos postos de trabalho diretos.

DRS

Para a Kenta Informática Ltda., de Porto Alegre (RS), foram aprovados R$ 2,5 milhões. O valor representa 83% dos investimentos em P&D e marketing e comercialização previstos no projeto, que deverá gerar 12 novos empregos até fevereiro de 2016.

O objetivo principal é desenvolver novas funcionalidades na plataforma DRS da empresa, tais como gravação simultânea de mais de uma câmera, alta definição, videoconferência, mobilidade, reconhecimento de face e de voz e geração de texto a partir do áudio.

Software

Com apoio de R$ 1,6 milhão, a Sobit Tecnologia da Informação Ltda., de Jundiaí (SP), investirá em estudos e projetos, marketing e comercialização, equipamentos nacionais e pesquisa e desenvolvimento.

O financiamento corresponde a 87% dos investimentos no projeto, que visa construir uma biblioteca de layouts e aprimorar o software MyGeraArq. A empresa prevê contratar 13 novos funcionários.

Fonte: http://www.brasil.gov.br/ por: Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Crédito da Finep para inovação deve subir para R$ 10 bilhões este ano

O valor é quase o dobro em relação a 2013, quando foram disponibilizados R$ 6,3 bilhões, diz o presidente da Finep, Glauco Arbix O volume de crédito concedido pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, para empresas inovadoras no país aumentou de R$ 1,1 bilhão, em 2001, para R$ 6,3 bilhões, no ano passado. Segundo o presidente da Finep, Glauco Arbix, os financiamentos deverão alcançar R$ 10 bilhões neste ano, quase dobrando em relação a 2013.

A estimativa se baseia no desempenho do Programa Inova Empresa, lançado há um ano pela presidenta Dilma Rousseff, com orçamento de R$ 32,9 bilhões, dos quais R$ 25 bilhões vêm de recursos da Finep e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

“Nós conseguimos uma demanda agregada, que está em processamento atualmente, com algumas operações já contratadas, de R$ 93,2 bilhões em projetos de tecnologia. É um volume de recursos muito forte que mostra a vontade trabalhar e entrar nas atividades de desenvolvimento tecnológico e de inovação”, diz Arbix.

A Finep lançou 12 programas vinculados ao Inova Empresa para áreas consideradas prioritárias pelo governo, como saúde, petróleo, energia, etanol, telecomunicações, em que o Brasil tem carência de tecnologia. Para Arbix, o déficit de investimentos na área ocorre pelo desequilíbrio na balança comercial, que obriga o país a importar tecnologia ou produtos de natureza tecnológica. “O Brasil tem também a preocupação de dominar e consolidar tecnologias internamente”, lembra.

Do total da demanda agregada de R$ 93 bilhões para o Inova Empresa, o presidente da Finep admitiu que deve ser feito um recorte entre 30% e 35% por causa da desistência de projetos pelas empresas ou por problemas de documentação. Mesmo assim, ele estima que, se a Finep e o BNDES contratarem 10% desses projetos a cada ano pelos próximos dois anos, isso significará algo em torno de R$ 30 bilhões de contratação, valor suficiente para duplicar o investimento privado empresarial em tecnologia e inovação.

O orçamento do Programa Inova Empresa engloba também recursos do Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sebrae), da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), além de R$ 3,5 bilhões em recursos não reembolsáveis para subvenção econômica (subsídios) ou para apoio a parcerias entre universidades e centros de pesquisas e empresas.

Na avaliação de Arbix, a expressiva demanda do programa significa que as empresas brasileiras já descobriram que o caminho para o desenvolvimento é o da tecnologia e da inovação: “É uma situação impensável um volume de demanda desse porte. É difícil imaginar isso há seis ou sete anos”. Ele, no entanto, reconheceu que existem desafios. “A economia brasileira não é inovadora. As empresas brasileiras, em geral, investem pouco em inovação se comparadas aos países mais avançados, e mesmo a países emergentes que competem conosco”, diz.

Apesar do baixo volume relativo de investimentos do tipo, o presidente da Finep destaca que está crescendo de forma acelerada o número de empresas que estão procurando meios para investir em inovação e tecnologia. “A demanda continua crescendo apesar das dificuldades na economia. Está havendo uma reviravolta na definição de estratégias das empresas brasileiras. Elas estão incorporando inovação às suas estratégias competitivas de crescimento e de ampliação de mercado, seja doméstico ou internacional”.

A demanda para o Inova Empresa envolve 2,7 mil empresas e 223 institutos e centros de pesquisa públicos e privados. Segundo Arbix, o intercâmbio entre as empresas e a universidade e empresa está sendo ampliado. Ele também cita a descentralização do crédito visando a atingir as micro, pequenas e médias empresas, por meio de bancos estaduais e fundações de amparo à ciência e tecnologia.

Uma terceira dimensão que contribui para o sucesso do programa, salientou Arbix, foi a redução do impacto da burocracia com redução de custos e de prazos e mais agilidade para análise dos projetos. Na Finep, o prazo de análise caiu de mais de 400 dias para 30 dias, graças à informatização total dos processos.

Fonte: http://www.itforum365.com.br/ - por Agência Brasil

segunda-feira, 24 de março de 2014

Finep aumentará em 60% crédito para inovação

A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) deve aumentar em quase 60% a contratação de crédito voltado à inovação neste ano. A projeção da instituição pública é contratar R$ 10 bilhões em 2014, em comparação a R$ 6,3 bilhões no ano passado, afirmou ao jornal O Estado de s. Paulo o presidente da Finep, Glauco Arbix. Todo esse volume será contratado dentro da principal aposta do governo para agilizar os investimentos em inovação, o plano "Finep 30 dias".

Lançada há seis meses, a iniciativa prevê uma resposta final da instituição para as demandas das empresas em até 30 dias. Até agora, a Finep recebeu 246 projetos de investimentos das 1.846 empresas cadastradas, totalizando uma demanda de R$ 17,9 bilhões. Depois de seis meses, a financiadora aprovou 87 projetos, que, somados, atingem R$ 9,2 bilhões. Parte desses recursos já foi contratada e até liberada, mas a maior parcela está em fase de contratação. "O fato é que a resposta (se o projeto foi aprovado ou não) saiu em até 30 dias", disse Arbix, que comanda a Finep desde o início de 2011.

Ao todo, 102 projetos foram indeferidos. Os técnicos da área de crédito negaram a liberação do dinheiro principalmente por problemas de enquadramento (a falta de garantias adequadas, ou capacidade financeira da companhia que demandou o crédito). Além disso, Arbix afirmou que o crédito voltado para inovação é específico. "Temos condições muito vantajosas para as empresas, por isso a demanda é sempre muito grande, mas trabalhamos com inovação", disse. "Não é qualquer investimento que vamos financiar."

De acordo com Arbix, a demanda por recursos para financiar o investimento em inovação tem aumentado no País, mas ainda está distante dos parâmetros dos países ricos. "A ambição tecnológica das companhias brasileiras está aumentando, porque elas têm, gradativamente, rompido com o estilo tradicional, de país fechado e acostumado a produzir sem competitividade. Mas ainda não estamos no grau de ponta, isso leva tempo", afirmou o presidente da Finep.

Risco

Para fazer frente à demanda e, ao mesmo tempo, fomentar mais investimentos em inovação e ciência e tecnologia no País, a instituição espera concluir ainda neste primeiro semestre a extensão do "Finep 30 dias" também para convênios e subvenção, o que deve aumentar o escopo do programa.

Além disso, a Finep deve criar uma área de risco de crédito e financiamentos, concluindo o processo de transformação em instituição financeira. "Isso vai permitir a captação de recursos no mercado, o que aumentará a musculatura da Finep", disse Arbix. O processo também fará com que a Finep passe a ser fiscalizada pelo Banco Central (BC). Com isso, o foco passará a ficar sobre os recursos desembolsados pela instituição, e não no volume contratado.

Banco

"Esta é uma outra filosofia, que tratamos junto ao Banco Central. O financiamento à inovação é diferente, não pode ser analisado sob a ótica do desembolso, porque liberamos o dinheiro aos poucos, acompanhando as empresas com que fechamos contratos de crédito", afirma. "Uma instituição financeira normal simplesmente libera o dinheiro de uma vez."

Frente aos R$ 6,3 bilhões contratados em 2013, a Finep efetivamente desembolsou R$ 3 bilhões. No ano anterior, o desembolso fora de R$ 2,1 bilhões, e em 2011, no primeiro ano da gestão Dilma Rousseff, de R$ 1,7 bilhão. "Se cumprirmos a meta de contratar R$ 10 bilhões em crédito neste ano, vamos dobrar os desembolsos", prometeu Arbix, projetando uma liberação de recursos de R$ 6 bilhões. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: http://atarde.uol.com.br - por João Villaverde | Agência Estado

segunda-feira, 11 de março de 2013

Investimento em inovação terá R$ 30 bilhões.

As empresas dos setores de etanol, petróleo e gás, defesa, tecnologia da informação, energias renováveis e fabricantes de equipamentos médicos terão a partir do mês que vem quase R$ 30 bilhões em crédito subsidiado para investimentos em inovação. Esta é a principal medida de um amplo pacote que a presidente Dilma Rousseff deve anunciar na próxima quinta-feira.

Depois de quatro meses de sessões de "espancamento", o pacote está próximo de ser finalizado. Nesta semana, o ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Marco Antônio Raupp, fechou os últimos detalhes com técnicos da Casa Civil, que remeteram as medidas para um último escrutínio de Dilma. O Estado antecipou, no início de fevereiro, as principais medidas.

O governo pretende usar pouco mais de R$ 3 bilhões, ou cerca de 10% do volume total, em empréstimos ao setor privado a fundo perdido. As demais operações serão feitas com taxas de juros de 4% ao ano.

Observatório. O dinheiro será oferecido por um balcão único, formado com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O governo vai acompanhar o uso desse crédito por meio de um "Observatório de Inovação", que será criado.

A linha especial do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), oferecida pelo BNDES desde 2009 e cujo prazo de validade é dezembro de 2013, deve ser novamente prorrogada pelo governo, no âmbito do pacote de apoio à inovação, para dezembro do ano que vem.

O governo também vai autorizar a criação de uma nova empresa pública, a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), que será uma Organização Social (OS) com um contrato de gestão com o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação. Ela terá capital inicial de R$ 300 milhões até 2014, afirmou Rafael Lucchesi, hoje presidente do Senai. O Estado apurou que Lucchesi deverá ser o diretor-presidente da Embrapii.

A Embrapii ficará responsável pela aproximação das pesquisas desenvolvidas em universidades e institutos federais das necessidades de inovação nas companhias. "Queremos ser ainda mais ágeis na inovação tecnológica", afirmou Lucchesi, que participou ontem do lançamento da P&D Brasil, nova associação de empresas do setor eletroeletrônico, em Brasília. O governo estuda também estender às empresas optantes do programa Simples Nacional os benefícios tributários previstos na Lei do Bem, que reduz impostos para empresas que apliquem em P&D e registrem patentes.

Fonte: http://www.estadao.com.br - 08 de março de 2013

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

FINEP tem R$ 8 bi de crédito para financiar empresas inovadoras

A FINEP reafirma para 2013 a decisão de apoiar e ampliar o crédito para empresas com foco em inovação. Esta política se reflete em números. Para novas operações de crédito, a financiadora vai oferecer recursos de R$ 8 bilhões para contratações e espera desembolsar mais de R$ 5 bilhões, de acordo com as novas políticas do governo.

Esses recursos vêm de diversas fontes de captação, como o PSI (Plano de Sustentação do Investimento), com cerca de R$ 4 bilhões. Compõem ainda o orçamento recursos próprios, além de outros vindos do FAT, Funttel e FNDCT. O anúncio dos recursos foi feito em conjunto com o lançamento de um novo programa de crédito para micro, pequenas e grandes empresas, o INOVACRED.

A partir de 1º de janeiro, os projetos de inovação, financiados com recursos do PSI, serão contratados com taxas de juros de 3,5%, consideradas as menores do mercado. O prazo para pagamento é de até 10 anos com quatro de carência.

Os novos limites foram definidos pela Resolução Nº 4.170, de 20/12/12, editada pelo Banco Central, que estabelece as condições necessárias à concessão de financiamentos passíveis de subvenção econômica com equalização das taxas de juros.

Com isso, a FINEP dobrou de R$ 3 bi para R$ 6 bi o limite de concessão de crédito com taxas de juros subsidiados , “o que permite que a financiadora contrate até R$ 8 bi em 2013”, garante o diretor de Administração e Finanças da FINEP, Fernando Ribeiro.“O compromisso da FINEP é ampliar a oferta de recursos e até correr riscos com as empresas dispostas a inovar”, esclarece o diretor.

Há boas novas também vindas das operações sem retorno. A FINEP executou 100% do orçamento do FNDCT de 2012, considerando os limites fiscais. O orçamento inicial era de R$ 2,8 bi, mas o Governo autorizou a execução de R$ 2,1 bilhões, que foram totalmente comprometidos.

Fonte: http://www.finep.gov.br/imprensa/noticia.asp?cod_noticia=3096

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Editais Prêmio Economia Criativa.

O Ministério da Cultura, por meio da Secretaria da Economia Criativa (em estruturação) publicou dois editais do Prêmio Economia Criativa no dia 30 de dezembro de 2011, no Diário oficial da União (Seção 3 página de 29 a 31) com inscrições iniciadas em 13 de fevereiro até 30 de março.

O Edital de Fomento a Iniciativas Empreendedoras e Inovadoras irá identificar, reconhecer, fomentar e difundir as iniciativas empreendedoras e inovadoras da sociedade civil atuantes nos setores criativos. Serão premiadas 150 iniciativas selecionadas nas seguintes categorias: Novos Modelos de Gestão de Empreendimentos e Negócios Criativos e Formação para Competências Criativas. A premiação será de R$ 3,6 milhões.

Já o Edital de Apoio à Pesquisa em Economia Criativa selecionará estudos e pesquisas acerca de temas da economia criativa nos contextos macroeconômico e legal-institucional brasileiros. Serão agraciadas 22 pesquisas. O apoio destina-se a pesquisadores da área acadêmica com atuação na área da pesquisa. A premiação será de R$ 810 mil reais divididos em três categorias: Teses – Doutorado; Dissertações – Mestrado e Produção em grupo.

As inscrições serão realizadas até as 23h59 do dia 30 de março de 2012, pelos seguintes meios:

a) Pela internet, através do Formulário de Inscrição disponível abaixo;

b) Pelos Correios, obrigatoriamente por meio de correspondência registrada e prioritariamente por SEDEX, fazendo constar no campo “Destinatário” o endereço:

PRÊMIO ECONOMIA CRIATIVA
EDITAL DE APOIO À ESTUDOS E PESQUISAS EM ECONOMIA CRIATIVA
INSCRIÇÃO / (nome da Categoria)
Secretaria da Identidade e Diversidade Cultural – SID
SCS, Quadra 9, Lote “C”,
Edifício Parque Cidade Corporate , Torre B , 11º andar
Brasília DF – CEP 70.308-200

Não serão consideradas inscrições eletrônicas ou postadas nos Correios após a data/horário limite, sendo que no caso da postagem nos Correios
valerá data e horário registrados no comprovante oferecido pela Empresa.

O proponente deverá realizar sua inscrição pelos Correios, somente no caso daimpossibilidade de realizá-la por meio eletrônico, via internet.

Acesse a Cartilha explicativa do Prêmio Economia Criativa.

Confira abaixo os editais e os respectivos formulários para inscrição:

Edital de Apoio à Pesquisa em Economia Criativa

Edital de Fomento a Iniciativas Empreendedoras e Inovadoras

Fonte: http://www.cultura.gov.br/

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Facebook eleva lucro em 65% e prevê levantar US$ 5 bi com IPO.

O tão aguardado IPO do Facebook deve ficar marcado como uma das maiores operações de abertura de capital no setor de internet em todo o mundo. A expectativa da empresa é levantar US$ 5 bilhões com a oferta pública inicial de ações e elevar o valor de mercado da empresa para algo entre US$ 75 bilhões e US$ 100 bilhões.

De acordo com o prospecto arquivado no dia 01/02/2012, na Security Exchange Commission (SEC), órgão regulador do mercado de capitais dos Estados Unidos, a rede social obteve receita de US$ 3,2 bilhões com publicidade online no ano passado, o que representa alta de 69% em relação ao US$ 1,9 bilhão obtido em 2010. Houve um aumento de 42% no número de anúncios veiculados na rede. Os números mostram a importância da publicidade online para a rede social, a qual respondeu por 85% da receita de US$ 3,7 bilhões em 2011. O lucro líquido foi de US$ 1 bilhão, crescimento de 65% na comparação anual.

O site de Mark Zuckerberg admitiu a forte dependência de empresas como a Zynga, desenvolvedora de jogos dentro de sua plataforma. A empresa de jogos sociais responde por 12% da receita do Facebook. "Se o uso dos jogos em nossa plataforma cair, se a Zynga lançar jogos ou migrá-los para plataformas concorrentes, podermos perder um parceiro significativo e nossos resultados fiscais podem ser afetados negativamente", diz o documento enviado à SEC.

Os papéis da abertura de capital revelaram dados impressionantes sobre o uso do site. Em dezembro, foram 845 milhões de usuários ativos por mês e 483 milhões por dia, um crescimento anual de 39% e 48%, respectivamente. Além disso, 425 milhões de pessoas utilizaram a rede social em dispositivos móveis.

Em carta enviada aos investidores, o CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, destacou a capacidade de conexão social que sua criação possibilitou, levando "centenas de milhares de negócios a desenvolver produtos de maior qualidade". Ele expressou confiança no aumento do número de empresas que passarão a usar a rede social para ações semelhantes. "Um mundo mais aberto irá encorajar empresas a se engajarem a seus clientes diretamente", afirmou. Com as ações de sua companhia na bolsa, o executivo terá salário de apenas US$ 1 ao ano, embora sua participação acionária de 28% possa lhe render até US$ 28 milhões em 12 meses.


Fonte: http://www.tiinside.com.br

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

A grande oportunidade na web para esta década!

Nós conversamos, compramos, temos relacionamentos pessoais e profissionais. Produzimos e publicamos textos, fotos e vídeos na web. Somos bilhões de usuários usando a rede de forma cada vez mais intensa e inerente à rotina de nosso dia a dia. O crescente número de usuários somado a um ecossistema digital cada vez mais sofisticado e atrativo resultou numa explosão de dados. Se já somos bilhões de usuários, já estamos deixando trilhões de informações de todos os tipos na web.

De acordo com a Intel, a internet produziu mais dados em 2010 do que em toda a sua história. Somente o YouTube tem 48 horas de upload de vídeos por minuto. O Facebook já tem 100 bilhões de fotos em seus servidores, com uma média de 6 bilhões de imagens adicionadas mensalmente. Ao terminar de ler esta linha, cerca de 34mil buscas foram executadas no Google (1 segundo). Neste mesmo segundo, dezenas de milhares de compras foram fechadas em sites de e-commerce, consequentemente, usando principalmente pagamentos via PayPal ou cartões de crédito. Somente a VISA tem 2 bilhões de usuários de cartões.

A Web se tornou um oceano de dados, que continua crescendo exponencialmente. Logo surgem questões atreladas à viabilidade deste crescimento, como a necessidade cada vez mais crítica de banda de transmissão, assim como de meios de armazenamento e força computacional. O planeta terá fome de banda nas próximas décadas, da mesma forma que hoje tem apetite por petróleo. A tão falada “nuvem” vem como uma possível solução para a escalabilidade de memória e processamento.

Mas todo esse universo faraônico de informações publicadas na internet deixa registrado traços comportamentais de seus usuários: o que e com quem falam; o que publicam; o que compram – por exemplo. Tais dados, se extraídos com uma inteligência de marketing, podem se tornar uma mina de ouro para negócios de praticamente todos os segmentos.

A capacidade de entender o comportamento de um grupo ou um indivíduo pode fornecer diretrizes precisas para ofertas, publicidade, edição de conteúdo e mesmo de relacionamentos. Da mesma forma que a engenharia genética começa a mapear os DNAs individualmente para sugerir a droga ideal para o tratamento daquele individuo, a web começa a fornecer uma quantidade de dados que vai permitir o entendimento comportamental do usuário para que empresas acertem no alvo sua comunicação, vendas e relacionamento com a marca.

Esta visão qualitativa de entendimento comportamental do usuário, a partir da massa quantitativa de dados na internet, é uma oportunidade de tal potencial que disparou uma corrida para o desenvolvimento de algoritmos que sejam capazes de extrair relevância dentro deste universo crescente de informações na web. Especialmente no Vale do Silício, existem inúmeras iniciativas de pesos pesados da indústria para chegar a algoritmos que consigam, a partir de uma base bruta de dados, realizar o mapeamento de tendências de compra, hábitos, gostos pessoais, amizades de uma determinada pessoa ou grupo.

Do ponto de vista estratégico, muitos líderes da indústria da internet ou de empresas diretamente ligada a ela (cartões de crédito, por exemplo) consideram que os dados por trás de uma transação valem mais que dinheiro. Pode parecer radical, mas esta visão entende que, para que novas transações ocorram, é necessário que se conheça o consumidor para que este possa ser propulsionado a um novo ciclo de compras. Ou seja, quanto mais uma empresa entende o perfil comportamental de seu consumidor, mais esta será capaz de alavancar vendas futuras, que por sua vez trarão mais dados sobre este consumidor – formando um círculo virtuoso.

A preocupação natural decorrente deste mapeamento do consumidor é a privacidade. Até que ponto as pessoas querem seu comportamento conhecido e entendido por empresas? Até que ponto as pessoas querem ser previsíveis? Certamente este debate terá fortes desdobramentos daqui para a frente. Surgem questões em que o sistema jurídico simplesmente não lidou antes, pois estamos em um ambiente novo. O próprio consumidor terá um processo autoeducacional de até onde ele/ela deseja despejar informações na web. As redes sociais talvez sejam o alvo mais crítico das questões de privacidade, já que estas usam informações de um perfil completamente pessoal para monetizar seu negócio. É exatamente neste ponto que está todo o potencial e risco das redes sociais.

É importante lembrar que a web comercial tem cerca de 15 anos, sendo assim uma indústria adolescente em que muitas oportunidades e abalos sísmicos vão ocorrer ao longo do caminho. O que está claro é que se trata de um fenômeno de proporções globais e com uma velocidade de crescimento e evolução nunca antes vista em outros momentos de ruptura tecnológica na história. Assim sendo, o domínio da gestão da informação por países, empresas, grupos sociais e até pelo individuo é um diferencial competitivo absolutamente essencial no século XXI. Informação existe à vontade, o desafio é o que fazer com ela.

Fonte: http://www.tiinside.com.br

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Tendência de mudanças para 2012!

Todas as operações do varejo possuem uma finalidade: melhorar os serviços, fazendo mais com menos. Assim, a lógica é justamente aproveitar o desenvolvimento tecnológico atual nas mais diversas áreas, enfrentando com maior inteligência os desafios e buscando novas oportunidades de ação.

Para 2012, o cenário no setor deverá ser cheio de mudanças, mas também de consolidação de tecnologias, ferramentas e soluções para os negócios, possibilitando cada vez mais a otimização dos processos. Além disso tudo, Eduardo Terra, vice-presidente do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (Ibevar) e diretor Geral da UBS – União Business School, acredita em um ano turbulento, com disputas acirradas, fusões e grandes compras.

"Vamos ter um aumento na consolidação do mercado, com grandes empresas comprando médias ou se juntando com outras grandes, trazendo ganho de eficiência e as tornando mais competitivas", afirma. Para ele, isso traz consequências para as áreas de Tecnologia da Informação e automação, resultando em ganho logístico e com operações.

Especificamente para a TI, o Varejo deverá ter um grande investimento em soluções de CRM, segundo Terra. Outra vertente em evidência nos próximos meses, ainda de acordo com o executivo, é a parte de Business Intelligence para a área comercial e operacional. "A operação no setor é complexa, podendo acontecer erros e desajustes logísticos. O BI traz inteligência ao negócio, corrigindo cada um desses problemas", diz.

A consequência de operações internas com melhor execução é ter a frente de loja agindo melhor, trazendo mais eficiência a toda a cadeia de processos. No entanto, é preciso cuidar dessa área, pois é de onde a informação sobre o cliente vem com maior precisão. "Cansei de ver situações nas quais a empresa tinha uma estrutura parruda por trás, mas uma frente de loja deficiente", revela o executivo.

Mobilidade

Uma tendência inevitável não só para 2012, mas ainda para os próximos anos, é a inclusão de dispositivos móveis de forma definitiva no Varejo. Uma delas é o RFID (do inglês "Radio-Frequency Identification"), tecnologia que deverá substituir o código de barras para dar maior precisão e agilidade na movimentação de mercadorias. "A cada ano, há um barateamento das etiquetas e antenas. Ele já está andando mais forte em logística e estoque, mas na frente de loja ainda é tímido", afirma Eduardo Terra.

Já o NFC (sigla em inglês para "Comunicação por Proximidade de Campo"), permite a utilização de celulares para realizar pagamentos, também garantindo uma flexibilidade e rapidez ao processo, principalmente o de alto giro. "Ele já é utilizado em táxis e pedágios em Nova York e traz uma solução para processar meio de pagamento eletrônico com velocidade e custo básico", diz. Por esse lado, no entanto, há também a dependência de fabricantes de aparelhos introduzirem os dispositivos aos consumidores no mercado brasileiro.

Ainda assim, os tablets e smartphones atuais já dispõem de aplicativos que permitem a interação com o consumidor. "Pelo menos 80% dos varejistas com operações de e-commerce têm projetos para levar a loja ao mobile commerce", estima o vice-presidente do Ibevar. Outro uso é como instrumento de trabalho nas empresas do setor. Com ele, é possível acessar informação e gerar automação, transformando-o em um coletor de dados, garantindo maior agilidade.

Finalmente, Terra acredita em um grande salto da utilização de redes sociais para o comércio eletrônico. "Com iniciativas principalmente pelo Facebook, temos o caso do Magazine Luiza, que começou muito bem com o projeto “Magazine Você” e gerou um grande insight para quem está desenvolvendo soluções", diz. "Este ano já veremos isso virando realidade", finaliza, ressaltando o potencial do social commerce. Dessa forma, não vão faltar oportunidades para inovações em 2012 no Varejo - só depende dos investimentos agora.


Fonte: http://www.decisionreport.com.br

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Finep cria crédito permanente.

A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) vai criar um programa de crédito permanente para ajudar empresas a manter investimentos constantes em pesquisa e desenvolvimento (P&D). Segundo o presidente da agência, Glauco Arbix, a ideia é trocar a lógica de apoio isolado a projetos por uma espécie de crédito pré-aprovado para um suporte financeiro global à atividade de inovação.

Cada operação da conta Inova Brasil P&D poderá chegar a R$ 200 milhões. O programa, que deverá ser lançado nos próximos dias, foi apresentado hoje à diretoria da Finep. Identificada com o fomento de empresas de base tecnológica, a instituição ligada ao Ministério da Ciência e Tecnologia quer alcançar mais companhias de grande porte com um instrumento concreto para convencê-las a manter e ampliar os aportes em inovação e competitividade, diretriz do Plano Brasil Maior, sobretudo em meio à crise internacional.

Figuram entre os tomadores recorrentes da Finep grandes empresas como Embraer, Vale, Fibria, IBM, Totvs, Petrobras e Braskem, mas a agência tem que avaliar cada projeto. Segundo Arbix, o programa foi desenhado para as companhias que investem em P&D de forma sistemática. A empresa poderá obter uma linha de crédito de 3 a 5 anos. No primeiro, receberá o equivalente à média do que aplicou em P&D nos últimos dois anos. Se cumprir os projetos, terá 10% a mais.

As interessadas poderão ainda aumentar em 5% o limite de crédito cada vez que cumprirem uma das exigências criadas pela Finep para incentivar indicadores como: aumento da média de escolaridade dos funcionários, internalização de processos de tecnologia e engenharia, contratação de mestres e doutores, inclusão de pequenas empresas de base tecnológica entre os fornecedores e parceria com instituições científicas. “Se cumprir esses itens, a empresa poderá chegar a transformar 135% do investimento em inovação em crédito automático. Além de reduzir a burocracia da análise de cada projeto, esse programa dá impulso concreto à formação de um grupo de empresas que investem regularmente em P&D”, afirmou Arbix.

Fonte: http://portosenavios.com.br

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Ferramentas Sociais: o momento é agora!

As ferramentas sociais estão todas por aí, disponíveis para quem quiser usar. No entanto, por que as empresas não as estão usando? Os processos apoiados por ferramentas sociais têm uma capacidade enorme de transformar os negócios. Elas permitem às pessoas conectar-se, interagir e atuar coletivamente com surpreendente facilidade e velocidade. No entanto, com todo esse potencial, as empresas estão praticamente ignorando essa nova classe de ferramentas. Fazendo uma caricatura, as principais reações – erradas – que vemos são:

• “Essas ferramentas são coisas de adolescentes. Nós não temos tempo para isso. Aqui nós cuidamos de negócios sérios.”
• “De fato, acho que elas podem ser importantes. Nosso departamento de marketing está cuidando disso.”
• “Claro que estamos usando. Tem um estagiário no suporte técnico que está pondo a gente no Facebook.”
• “É melhor não mexer com isso. A gente se torna alvo de todos os hackers desocupados que estão por aí.”

Precisamos reverter essas perspectivas, mas não podemos simplesmente jogar as ferramentas sociais sobre os processos de negócio que temos hoje. Eles não foram desenhados com o objetivo de tirar partido dessas ferramentas. Por outro lado, não podemos adotar os modelos que se desenvolvem espontaneamente nas comunidades sociais. Essas práticas não refletem os objetivos de negócio da nossa empresa. Ou seja, o que precisamos é um genuíno processo de inovação: entender as possibilidades dessa nova classe de ferramentas; e identificar qual oportunidade de negócios elas podem alavancar.

Ferramentas sociais podem ser pensadas em negócios de qualquer natureza. Aqui vamos privilegiar três vertentes onde temos visto exemplos significativos.

Redes de Processos de Negócios

Essa é uma empresa que pensa em gestão de processos 24 por 7. Ela espera da TI inovação no desenho de processos e, ao mesmo tempo, excelência operacional. Ela enxerga alguns processos específicos – relacionados a cadeia de valor ou clientes, por exemplo – como fatores chave de diferenciação. As ferramentas sociais representam um campo novo para trazer a participação de agentes externos nesses processos. As perguntas chave são:

• Em que processos a participação de agentes externos estaria alinhada com nossos objetivos estratégicos?
• Podemos introduzir essas mudanças nos processos atuais ou precisamos redesenhá-los?
• Como podemos equacionar problemas técnicos específicos, como desempenho e segurança?

Redes de Inovação de Negócios

Essa empresa tem objetivos de crescimento bastante agressivos e percebe TI como um instrumento de inovação que tem papel crítico nesse crescimento. Ela avança de maneira independente e cria soluções inovadoras. Tem uma cultura tolerante a riscos e aceita falhas – o que é básico para inovação. As perguntas chave são:

• Que inovação nos negócios iria surpreender nosso público – e nossos concorrentes?
• Como podemos captar a opinião do nosso público da maneira mais ampla?
• Como podemos criar um estado de fusão permanente entre os negócios, pesquisa & desenvolvimento e TI, incluindo canais de participação para o nosso público?

Redes de Comunicação Social

Nessa empresa os negócios dependem de amplo acesso e interação com públicos específicos. O modelo pressupõe a participação das comunidades, e os benefícios conseguidos são compartilhados de volta com elas. A TI não apenas instrumenta essa participação, mas também “pilota” os processos. As perguntas chave são:

• Como criar uma infraestrutura que funcione como um ponto de convergência da rede colaborativa pretendida?
• Como padronizar e gerir as interfaces e as interações, garantindo segurança e desempenho?
• Como manter a liderança na pesquisa de novas ferramentas sociais?

Grandes oportunidades. Mas como é que se tira proveito delas? Lembrando das reações que mencionamos no começo deste texto podemos fazer quatro recomendações básicas.

Integrar as Ferramentas Sociais à Empresa

As ferramentas sociais não são coisas de adolescentes. Primeiro porque, numa visão externa, o seu uso está se espalhando a uma velocidade incrível. Seus clientes e fornecedores vão começar a perguntar por que você ainda não usa. Segundo porque, numa visão interna, elas podem criar uma nova geração de processos de negócio, e você precisa entender como tirar proveito disso. Nós vamos usar ferramentas sociais para apoiar objetivos específicos de negócios. Por isso, você precisa começar a integrar as ferramentas à sua empresa através de um programa formal e estruturado.
E não é porque você ainda não avaliou direito as conseqüências e os riscos que você vai sair por aí proibindo tudo. De fato, as ferramentas sociais apresentam riscos. Ao abrir a empresa para essas ferramentas, como se faz para atrair aqueles cuja participação interessa – e barrar aqueles cuja participação não interessa? Por outro lado as ferramentas são, por definição, sociais e a censura ao seu uso entre os funcionários não vai funcionar. Caminhe com cuidado nessa “abertura democrática”, mas tenha sempre como objetivo liberar o uso.

Desenhar uma Estratégia Integrada para as Ferramentas Sociais

De fato, talvez os usos mais evidentes das redes sociais estejam na área de marketing, no sentido de criar imagem, divulgar promoções e fidelizar clientes. Mas pense em outras possibilidades. Como fazer o mercado, os clientes, os clientes da concorrência, os fornecedores participar dos processos e trazer seus desejos, suas visões e suas críticas, influindo nas decisões da empresa? Você precisa pensar nas ferramentas como uma nova classe de recursos, disponíveis para todos. Isso significa criar uma estratégia integrada e encaixar essas ferramentas no processo de criação de soluções de negócios.

Para isso, você deve promover oficinas de criatividade, envolvendo pessoas das mais diversas áreas (uma oficina para cada grupo homogêneo de uma determinada área). Essas oficinas devem ter como objetivo responder à mesma pergunta: como posso usar essas ferramentas para melhorar ou transformar os processos da minha área?

Alocar os Recursos Adequados para Obter Bons Resultados

O estagiário no suporte técnico sozinho não vai chegar a lugar algum. O objetivo de usar ferramentas sociais não é simplesmente legitimar a empresa perante seu público através da simples presença nos meios sociais. A introdução de uma nova classe de ferramentas exige um programa formal de inovação. Qualquer que seja o tamanho do programa, ele precisa ter recursos adequados para ter chance de sucesso. Não é porque a empresa esteja ainda hesitante que os recursos deverão ser reduzidos. Você precisa alocar recursos adequados.

Recursos adequados significam as pessoas certas, das áreas certas, nos níveis certos, nas quantidades adequadas, nos momentos adequados. Do líder empresarial até o estagiário do suporte técnico. O desenvolvimento deve ser, em uma palavra, social. Não pode ser um experimento secreto da área de TI.

Abordar os Problemas de Segurança sob uma Perspectiva de Negócios

Quando você começa a usar ferramentas sociais, você está progressivamente abrindo sua empresa à participação externa e isso, por definição, reduz a segurança dos seus processos. Isso traz riscos diretos associados ao acesso ao ambiente interno da sua empresa. De outro ponto de vista, a liberalização interna do uso dessas ferramentas entre os colaboradores da empresa aumenta o risco de dispersão e queda de produtividade. Finalmente, a partir de uma experiência negativa de uma pessoa externa em interação com a empresa, há o risco de propagação de imagem negativa. São apenas três exemplos dos riscos novos que temos que aprender a administrar – mas a solução não é sair proibindo tudo.

Esses riscos precisam ser abordados, caso a caso, do ponto de vista dos negócios. Quais são os resultados efetivos esperados a partir da utilização da ferramenta (referidos em métricas de valor dos negócios)? Quais as consequências para os negócios se essa ferramenta não for usada (perda de receita, de posição de mercado, de imagem, etc.)? Quais os riscos introduzidos pela ferramenta? Quais são as alternativas para mitigar esses riscos, quais os recursos necessários e os seus custos? E o negócio vai decidir. Não é uma decisão da área de TI.

A propósito, é importante considerar aqui outro ponto. Como as ferramentas são sociais – e todo mundo entende delas – há uma tendência a iniciar “projetos” de utilização em muitas áreas. A adoção deve ser feita de maneira integrada, seguindo “drivers” de negócio, mas sob a orientação da área de TI. Há considerações de arquitetura, recursos e riscos que devem ser administradas pela TI.

De qualquer maneira, deve ir além e, considerando arquitetura, recursos e riscos, convencer as áreas de negócio que a empresa precisa ir em frente com as ferramentas sociais. Por um lado, a adoção dessas ferramentas é inevitável. Quem quiser fazer negócios no futuro precisa adotá-las. Por outro, vai ser muito divertido, para você, começar a brincar com esse mundo novo.

FONTE: http://www.tiinside.com.br - por Cassio Dreyfuss, VP de Pesquisa do Gartner

domingo, 20 de novembro de 2011

Dilma anuncia investimento de R$ 150 milhões da FINEP para tecnologias assistivas.

No dia 17/11, a presidenta Dilma Rousseff anunciou o Plano Nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência, conhecido também como Viver sem Limite. Em consonância com as diretrizes do governo federal, a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) vai destinar R$ 150 milhões de seu orçamento a projetos inovadores que tenham como foco a inclusão de pessoas com deficiência. Até o fim deste ano, será lançada a primeira chamada pública, no valor de R$ 20 milhões em recursos não reembolsáveis (que não precisam ser devolvidos). O foco é a pesquisa e o desenvolvimento de tecnologias assistivas por meio de parcerias entre universidades e centros de pesquisa.

Outros R$ 10 milhões estão reservados para futuras chamadas públicas. Já R$ 90 milhões serão concedidos em forma de crédito a empresas que queiram criar produtos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que aumentem a autonomia e a qualidade de vida de idosos, pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida. Os R$ 30 milhões restantes ficarão disponíveis para subvenção de inovações. Os recursos serão executados até 2014.

De acordo com o Censo Demográfico de 2000, 14,5% da população brasileira – ou seja – 24,5 milhões de pessoas possuem algum tipo de deficiência. Os idosos representam cerca de 8%, somando 14,5 milhões. O Plano Nacional envolve, além do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, os Ministérios da Saúde e da Educação.

Fonte: http://www.finep.gov.br

domingo, 3 de julho de 2011

Brasil - Uma fonte de atração para Investidores "Anjos".

Os investimentos de “anjos” começam a ganhar destaque no Brasil. A modalidade, já bastante difundida nos países desenvolvidos, atrai pessoas que apresentam desenvoltura em gestão e acumulam experiência como executivos em grandes empresas ou em negócios próprios.

Com um perfil arrojado, a maior parte destes aplicadores está na faixa de 45 e 55 anos e têm uma renda anual média de R$ 250 mil. Os anjos costumam colocar em torno de 40% do capital necessário para a realização do negócio. Os investimentos variam entre R$ 15 mil e R$ 300 mil e quase sempre exigem participação ativa na gestão. E desde o ano passado aumentou o número de “anjos” que investem R$ 1 milhão ou mais em negócios nascentes.

O investidor individual ativo é aquele que aporta capital próprio em empresas nascentes, apostando no potencial de crescimento de valor demercado. Embasados nas experiências profissionais anteriores, os anjos tendem a se envolver nos negócios em que investem. Eles dão suporte na identificação, prospecção e desenvolvimento de seleção dos negócios imperdíveis e na formação de equipes. Além disso, trazem uma rede de relacionamentos construída em anos de atuação no setor.

Os “anjos” tomam suas próprias decisões. Dessa forma, influenciam o negócio e têm impacto sobre o resultado. "Este tipo de investimento é de risco e quem aposta nesta modalidade é uma pessoa sofisticada, de perfil peculiar. O aplicador traz na bagagem a experiência adquirida ao longo da vida profissional, o que tende a auxiliar positivamente as novas empresas”, diz José Antônio Pimenta Bueno , coordenador do Núcleo de Estudos e Pesquisas do Instituto Gênesis da PUC-Rio.

“O ‘anjo’ é um investidor ativo, ou seja, não é aquele que fica observado as oscilações do mercado pelo monitor do computador. Ele tem a chance e a competência para intervir”, completa Pimenta Bueno.

Na opinião do analista, este tipo de negócio é interessante porque integra a experiência dos “anjos” com o arrojo dos jovens empreendedores. “Muitas vezes, estas novas empresas surgem muito competentes em áreas específicas, mas vêm com deficiências em outros segmentos e é aí que o ‘anjo’ pode fazer a diferença”, afirma.

No Brasil ainda não existe instituição responsável por fiscalizar todos os investidores “anjos”, mas os analistas afirmam que a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) contribui de forma eficaz para estimular o difundir esse conceito. De acordo com as estimativas dos especialistas, o Brasil tem 200 mil “anjos” investidores em potencial e que podem investir, anualmente, cerca de R$ 3 bilhões em empresas brasileiras.

Apostar na modalidade é apontado como boa alternativa para pessoas que
têm não apenas dinheiro, como também tempo disponível para cuidar do investimento. “O investidor não aplica apenas o dinheiro, ele aplica seus conhecimentos”, diz Ernesto Weber , diretor da Gávea Angels, que já contou com um “anjo” aplicando R$ 1 milhão em uma empresa nascente.

Nos Estados Unidos, onde a modalidade é bem difundida, investe-se, anualmente, cerca de US$ 50 bilhões. Lá eles são considerados como fonte criadora de novos negócios e são vistos como agentes da inovação, propulsores da economia e impulso para mover jovens. Vale lembrar que duas das empresas mais ricas do mundo nasceram com o auxílio de investidores “anjos”: Google e Microsoft.

Na Europa, os dados divulgados pelo Instituto Gênesis mostram o valor aplicado está estimado em 600 milhões de euros em 2006 e o porte médio do investimento gira em torno de 100 mil euros. De acordo o Instituto Empreender Endeavor, o Brasil é o oitavo país mais empreendedor do mundo, o que torna o País uma fonte de atração dos “anjos”.

Fonte: http://www.administradores.com.br

terça-feira, 24 de maio de 2011

“Temos que acelerar o passo para avançar em inovação”

No Brasil, as universidades praticam algo do tipo de reserva de mercado que só atrapalha o avanço científico. É preciso colocar no passado o espírito conservador para estar entre as nações mais avançadas. É premente que se rompa na academia brasileira com o velho espírito conservador, segundo o qual a igualdade deve prevalecer sobre a meritocracia. Na china, não há problema que vizinhos de mesa ganhem salários diferentes.

Precisamos criar mecanismos para rastrear os talentos precoces para as ciências, dando-lhes oportunidades e incentivos. Só com um bom contingente de cérebros na área é possível melhorar o ensino e produzir a inovação e produção ciêntifica. Dinheiro para inovação até que tem, pode melhorar? Pode, principalmente quando comparado com os investimentos realizados na China que destina 40% a mais que o Brasil para este fim. Entretanto, nosso desafio não se limita apenas em expandir o orçamento, mas deve contemplar a racionalização dos gastos já disponíveis.

Já existem grupos de investidores interessados na produção inovadora das empresas brasileiras. Um exemplo disso é um time de bem sucedidos jovens do Vale do Silício da indústria digital que tem rodado o mundo atrás de bons negócios para investir - e pela primeira vez, o Brasil entrou no roteiro. Eles estão a caça de bons negócios gerados por inovação para investir. Tal grupo acaba de encerrar sua primeira visita ao Brasil, afim de desbravar o ambiente em que desejam negócios na internet – e garimpar os mais promissores de uma amostra de 300 com que travaram contato. A maioria é de empresas recém criadas, para os quais o dinheiro do grupo intitulado de Geeks pode ser decisivo.

Com alguns ajustes necessários, o Brasil estará caminhando certo, mas precisa acelerar o passo. Vamos trabalhar e lutar por isto.