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sábado, 29 de março de 2014

25 termos que todo empreendedor precisa saber

Veja uma lista de termos importantes para donos de pequenas empresas e startups

Cada indústria tem sua lista de jargões. No mundo do empreendedorismo são vários os termos que você vai encontrar pela frente ao longo de sua jornada. Como empreendedor, é importante que você esteja familiarizado com eles. Conheça uma lista com 25 termos que todo empreendedor precisa saber:

1. Aceleradora É o nome 'moderno' para as incubadoras. Enquanto as incubadoras estão mais ligadas a universidades e a projetos governamentais, as aceleradoras são financiadas com capital privado e apoiam startups, empresas de alto potencial de crescimento. A aceleração pode incluir apoio financeiro, mas está baseada principalmente no suporte à criação e ao desenvolvimento do negócio, com sessões de coach e mentoring durante um período.

2. Break-even Em português, um 'ponto de equilíbrio'. É quando os custos da empresa são iguais às suas receitas. Como tudo que a empresa recebe paga somente as despesas, o lucro (ou resultado do período), acaba sendo 0, nesse caso.

3. Capital de giro São os recursos financeiros utilizados para cobrir os custos do dia a dia da empresa e para sustentá-la entre o pagamento de despesas e o recebimento da receita de clientes.

4. Captação de recursos Obter investimentos, o que pode ser feito por meio de empréstimos bancários, agências de fomento, fundos de investimentos ou investidores-anjos. Descubra como captar recursos no curso online da Endeavor de Acesso a Capital.

5. Co-working Espaço de trabalho compartilhado por diversas empresas, que passam a poder se relacionar e a trocar conhecimentos.

6. Crowdfunding Obtenção de capital através de financiamento coletivo, em geral de pessoas físicas interessadas na iniciativa. Existem plataformas on-line especializadas nisso.

7. Crowdsourcing Forma de conseguir serviços/ajuda de forma colaborativa para geração de conteúdos, solução de problemas, desenvolvimento de novas tecnologias, geração de fluxo de informação e afins.

8. Early stage São consideradas empresas em early stage (estágio inicial) as que possuem até três anos de existência.

9. Elevador pitch Apresentação da ideia do negócio em aproximadamente 30 segundos (o tempo que uma pessoa passaria no elevador).

10. Empreendedorismo corporativo ou Intraempreendedorismo Significa empreender dentro da organização na qual se trabalha. O intraempreendedor enxerga nos problemas do dia a dia oportunidades de crescimento para a empresa, sendo capaz de inovar sistêmica e constantemente. Descubra como implementar uma cultura intraempreendedora em sua empresa no curso online da Endeavor sobre Cultura.

11. Empreendedorismo social O empreendedor social cria negócios com fins lucrativos, mas que propõem soluções inovadoras para problemas sociais ou ambientais, como lixo, educação e saúde. Ele está focado em mobilizar pessoas e trabalhar por uma causa para realizar verdadeiras transformações na sociedade.

12. Escalabilidade Capacidade de replicar o produto/serviço com facilidade atendendo a um grande público ou abrangendo um grande mercado consumidor. Aprenda a escalar o seu negócio para se tornar um empreendedor de alto impacto no curso online da Endeavor sobre como Escalar e Inovar.

13. Incubadora As incubadoras têm um perfil mais adequado para quem precisa de tempo e muito conhecimento para estruturar seu negócio. Depende de subsídios governamentais e provavelmente vai precisar de uma quantidade relativamente grande de investimentos para acontecer.

14. Investidor-anjo Os angels são profissionais experientes que têm capital disponível para investir em novos empreendimentos. Em troca desse capital, esperam um percentual da empresa investida.

15. MEI Sigla para 'Micro Empreendedor Individual', é a pessoa que trabalha por conta própria e se legaliza como empresário.

16. Mergers and Acquisitions (M&A) Termo em inglês para 'Fusões e Aquisições' (abreviado M&A), é tanto um aspecto da estratégia corporativa e finanças corporativas quanto compra, venda, divisão e combinação de diferentes empresas.

17. Networking Ter ou estabelecer uma rede de contatos. 'Fazer networking', como é empregado, costuma ser uma ótima forma de ampliar a qualidade de seus relacionamentos e transformá-los em benefício mútuo no meio profissional.

18. PME É a sigla para pequenas e médias empresas. Uma pequena empresa possui de dez a 49 funcionários. Já uma empresa de médio porte possui entre 50 e 249 funcionários.

19. ROI Sigla da tradução de 'Retorno sobre Investimento', corresponde a um percentual da quantidade de dinheiro ganho em relação à quantidade de dinheiro investido.

20. Seed capital Capital 'semente', aquele capital que se capta quando o negócio está em sua fase inicial, para que ele possa dar seus primeiros passos no mercado.

21. Spin-off Criação de uma nova empresa de produtos ou serviços inovadores, criados inicialmente a partir de um projeto em uma 'empresa-mãe'. Geralmente, os empreendedores do novo negócio trabalharam antes no desenvolvimento desse projeto na empresa-mãe, que gerou o spin-off.

22. Stakeholders Stakeholders são todos os impactados pelo negócio, sejam eles sócios, acionistas, funcionários, clientes ou segmentos da sociedade.

23. Startups Uma empresa projetada desde o início para ser grande! Eric Ries, autor do livro 'Lean startup', define startup como 'um grupo de pessoas à procura de um modelo de negócios repetível e escalável, trabalhando em condições de extrema incerteza'. Descubra ferramentas para começar o seu negócio no curso online da Endeavor para Startups.

24. Validação Ter alguém validando sua ideia, ou seja, se tornando um cliente, usuário, ou estando engajado de qualquer forma ativa em seu negócio, é o sinal verde de que ele pode dar certo. Mas a validação é um exercício constante, um processo que exige flexibilidade, agilidade e resiliência para recomeçar diversas vezes e não desistir.

25. VC (Venture Capital) Traduzido como 'capital de risco', os VCs apoiam empresas de pequeno e médio porte já estabelecidas e com potencial de crescimento. Com duração média de 5 a 7 anos, os recursos investidos financiam as primeiras expansões, levando o negócio a novos patamares no mercado.

Fonte: http://exame.abril.com.br/

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

PROGRAMA START-UP BRASIL

Promete alavancar empreendimentos de base tecnológica de alto potencial de crescimento.

A competitividade é global e está cada vez mais acirrada. O desenvolvimento de novas tecnologias e novos modelos de negócios passa a ser fundamental para a disputa por novos mercados, trazendo imensos desafios para as empresas globais gerarem inovação no tempo da demanda de mercado (time-to-market). Neste contexto, o Brasil precisa dispor de ambientes propícios ao empreendedorismo de base tecnológica, alavancando a geração de bens e serviços inovadores que sejam competitivos globalmente.

Com o intuito de acelerar o desenvolvimento de empresas nascentes de base tecnológica, o Start-UP Brasil, que se iniciará com o foco em empresas nascentes de software e serviços de tecnologias da informação (TI), ofertará um conjunto de ações coordenadas de apoio à estas empresas, como: acesso à mentores e investidores; financiamento à Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (P,D&I); consultoria tecnológica e de mercado; infraestrutura; parcerias com universidades; institutos de pesquisa e incubadoras; contatos junto a grandes companhias nacionais e internacionais; e facilidades de acesso aos mercados nacional e internacional.

Assim, esta ação tem como objetivo alavancar a aceleração de um número crescente de start-ups a cada ano, colocando no mercado local e internacional novos produtos e serviços inovadores, conectando nossas empresas de base tecnológica em contato com tendências e mercados globais, bem como construir uma parceria governo e iniciativa privada para a geração de um ecossistema favorável ao empreendedorismo de base tecnológica.





Nossa meta é acelerar 150 start-ups de software e serviços de TI até 2014, sendo até 25% delas internacionais.

COMO FUNCIONA O PROGRAMA

O Programa Start-UP Brasil tem o objetivo de agregar o conjunto de atores e instituições – e seus respectivos programas e ações – em prol do empreendedorismo de base tecnológica. Desta maneira os esforços hoje dispersos serão canalizados, gerando um pipe-line de projetos orientados desde a sua fase de concepção até os limites de mercado. Cada edição do Programa – estão previstas 3 edições entre 2013 e 2016 – será desenvolvida em biênios, seguindo as seguintes fases:

PRIMEIRA FASE – nesta fase selecionaremos, por meio de edital específico, aceleradoras de empresas, que serão as instituições responsáveis pelo processo de aceleração das start-ups. Importante: entendemos como aceleração de start-ups, o processo, muito rápido, de desenvolvimento de um produto/serviço direcionado ao mercado, envolvendo o suporte de mentores, capitalistas de risco, pesquisa e desenvolvimento, envolvimento de pesquisadores universitários, entre outros recursos.

SEGUNDA FASE – após a primeira fase, haverá um processo seletivo global de escolha de start-ups (micro empresas de base tecnológica), do Brasil e do Mundo – lembrando que até 25% dos projetos aprovados podem ser estrangeiros.

TERCEIRA FASE – é nesta fase que se inicia a aceleração. Ou seja, as start-ups selecionadas receberão apoio para a realização de seus projetos de P&D e vão para a infraestrutura das aceleradoras participarem do processo completo para fechar o processo de inovação (P&D + Gestão + Mercado + Funding) em um processo que durará de 6 a 12 meses.





CRONOGRAMA





Fonte: http://startupbrasil.mcti.gov.br

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Incubadoras ganham reforço para fomentar negócios inovadores.

Sebrae e a Anprotec vão conceder apoio técnico e financeiro às incubadoras de empresas. Por isso, lançam hoje (25) edital de seleção de projetos de incubadoras interessadas em implementá-los utilizando o modelo Centro de Referência para Apoio a Novos Empreendimentos – CERNE. O objetivo principal é ampliar a capacidade da incubadora em gerar, sistematicamente, empreendimentos inovadores bem sucedidos.

Os recursos deste Edital, no valor de R$ 28,2 milhões, apoiarão até 160 projetos de incubadoras de empresas. As inscrições podem ser feitas a partir do dia 26 de outubro até 17 de Fevereiro de 2012, até às 18hs (horário de Brasília).

Para se candidatar, os projetos das incubadoras devem se enquadrar em uma das duas modalidades, atendendo aos seguintes requisitos técnicos do Edital:

Tipo 1 – Apoio às incubadoras para implementação, aplicação e manutenção das práticas-chave do nível de maturidade CERNE 1

1. Ser associada à ANPROTEC;

2. Ter no mínimo 05 anos em operação;

3. Ter no mínimo 10 empresas incubadas;

4. Ter graduado pelo menos 05 empresas;

5. Ter gerente em regime de dedicação em tempo integral;

6. Oferecer contrapartida econômica e financeira para alcance dos resultados pactuados;

7. Comprovar participação nos cursos e workshops de preparação do modelo Centro de Referência para;

8. Apoio a Novos Empreendimentos (CERNE);

9. Utilizar o Sistema de Acompanhamento de Parques Tecnológicos e Incubadoras de empresas (SAPI).

Tipo 2 – Apoio às Incubadoras Tipo 1 como nucleadoras para apadrinhar incubadoras locais (nucleadas) preparando-as para a adoção do modelo CERNE

- A incubadora nucleadora deve atender a todos os requisitos técnicos do Tipo 1;

- A incubadora nucleada (apadrinhada) deve ter no mínimo 02 anos em operação; ter no mínimo 03 empresas incubadas; e atender aos seguintes pontos 1, 4, 6, 7 e 9 dos requisitos do Tipo 1.

Inscrição

Para se inscrever, as entidades proponentes devem utilizar os roteiros das modalidades Tipo 1 e 2 com seus respectivos anexos para elaboração dos projetos, no site www.sebrae.com.br e www.sebrae.com.br/inovacao.

Os anexos com informações adicionais sobre a incubadora de empresas poderão ser enviados em CD para os Sebrae/UF, participantes do Projeto, aos cuidados da Unidade de Acesso a Inovação e Tecnologia.

Atenção, os projetos deverão ser identificados pelo Código da Chamada a que estarão concorrendo:

- 01/2011- 01: Para Incubadoras de Empresas do Tipo 1;

- 01/2011- 02: Para Incubadoras de Empresas do Tipo 2.

Recursos financeiros

Serão selecionados até 40 projetos do Tipo 1 e até 120 do Tipo 2, sendo que cada incubadora nucleadora pode apresentar até três projetos de incubadoras nucleadas – dois do mesmo estado da nucleadora e um de estado da mesma região.

Os recursos financeiros alocados para a modalidade Tipo 1 serão aplicados no período de dois anos e para o Tipo 2 serão aplicados no período de um ano. Cada projeto do Tipo 1 selecionado receberá o montante de R$ 300 mil, totalizando R$12 milhões para o período de dois anos. Já para cada projeto do Tipo 2 serão destinados R$ 120 mil, totalizando um investimento de R$ 14,4 milhões no período de 1 ano.

A cada incubadora apadrinhada será destinado recursos financeiros de até R$120 mil. Os recursos serão liberados diretamente para as apadrinhadas. As incubadoras nucleadoras receberão para gestão das atividades de apoio e orientação até R$ 15 mil por incubadora apadrinhada/nucleada.

Contrapartidas financeiras

A Incubadora de empresas deve assegurar contrapartida econômica e financeira no projeto para alcance dos resultados. A contrapartida das incubadoras deverá ser de, no mínimo, 50% do valor total do projeto e poderá ser composta de parcelas financeira e econômica. Isso porque, nos projetos de iniciativa de parceiros, a participação financeira do Sistema Sebrae só pode ser de até 50% do valor total do projeto.

Caso o projeto contemple a participação financeira do SEBRAE/UF, o percentual de sua participação deve ser somado ao do SEBRAE e limitado a 50% do valor total do projeto.

Fonte:http://www.facadiferente.sebrae.com.br

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Berço de inovação e empreendedores!

Ary Plonski, da Anprotec: “É preciso ter uma ideia clara do que é inovação, que sempre requer mudança tecnológica, mercadológica e organizacional combinadas”

Em uma entrevista pela CRN BRASIL, Quase no final de uma conversa, o professor Ary Plonski cita a frase do matemático e astrônomo grego Arquimedes: “Dêem-me um alavanca e um ponto de apoio, que moverei o mundo”. A analogia é forte e tem vínculo intrínseco ao cenário de empreendedorismo e inovação no Brasil atual. O bate-papo com o presidente da Anprotec (Associação Nacional das Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores) estendeu-se por mais de uma hora em uma sala na faculdade de administração e economia da Universidade de São Paulo e percorreu temas que foram muito além de incubadoras e parques tecnológicos, como pode ser conferido a seguir.

CRN Brasil – Como está o cenário de incubadoras e parques tecnológicos no Brasil?

Ary Plonski – Vem evoluindo positivamente por quatro razões, sendo duas de natureza geral e duas de natureza específica. As gerais são a elevada taxa de empreendedorismo no País, sendo que a relação entre os que empreendem por oportunidade e necessidade evolui favoravelmente para o primeiro grupo. O segundo elemento de contexto positivo em termos gerais é o fato de que inovação entrou para a agenda nacional. A ideia contaminou, no sentido positivo da palavra, a sociedade brasileira. Essas são duas questões de fundo.

CRN Brasil – E com relação a questões específicas?


Plonski – Uma é que o próprio resultado dos movimentos anima outras pessoas. Quando você tem bons exemplos, mais gente vai querer fruir essa mesma oportunidade. Os resultados estimulam o avanço. O quarto elemento dessa composição é que o tema do empreendedorismo está cada vez mais presente, por exemplo, no ambiente acadêmico. Antes, isso era uma coisa distante e, agora, há incubadoras e cursos sobre o tema em faculdades.

CRN Brasil – O contexto nos parques tecnológicos segue a mesma lógica?

Plonski – Há outras variáveis específicas e aí elas são bastante diversas e variam de acordo com o tipo de parque. Se pegarmos como exemplo o Rio de Janeiro, uma das variáveis é a atratividade para instalação de centros de P&D de companhias internacionais, IBMs e GEs da vida, pela proximidade de instituições de ensino de excelência, como a (Universidade) Federal do RJ e, também, pela vizinhança com um centro de pesquisa da Petrobrás, que é uma gigantesca plataforma de interesse para quem atua na área de pesquisa. Mas isso é apenas um exemplo para dizer que cada parque em uma localidade terá um conjunto de motivadores específicos.

CRN Brasil – A proliferação dos parques tecnológicas parece um movimento recente por aqui.

Plonski – O modelo não, mas a proliferação deles, sim. Uma estatística do último censo que fizemos (dezembro de 2008) indica 74 iniciativas que se autodenominam parques tecnológicos em operação, implantação ou projeto. Do total, dois terços eram iniciativas de poucos anos antes do estudo.

CRN Brasil – O que desencadeou isso?

Plonski – Em primeiro lugar, o avanço da inovação. Além disso, há um esforço para avaliar a nova competitividade dos territórios. O que tornava as cidades, regiões e estados competitivos historicamente eram recursos naturais e coisas desse do tipo. Agora, é preciso compreender os novos fatores de competitividade. Os resultados dos que investiram antes em parques tecnológicos mostraram resultados muito bons. Mas deixa eu inverter a entrevista e te perguntar: qual a principal fonte de geração econômica e de impostos de Florianópolis?

CRN Brasil – Sem pensar muito e de uma forma bastante superficial eu diria que é o turismo, mas analisando o contexto de nossa conversa, vou arriscar que é software.

Plonski – 100% das pessoas falariam que é o turismo. Mas números da prefeitura a partir de 2007 diziam que a contribuição das empresas de software dentro de Florianópolis, estando no parque tecnológico ou graduadas nas duas incubadoras da cidade, representam o dobro do turismo. Esse é um exemplo da nova competitividade dos territórios. Não que o turismo não seja uma âncora importante, mas que há novos fatores e oportunidades. Você não despreza as fontes tradicionais, mas busca outras formas de alavancar negócios.

CRN Brasil – Nos anos 90 houve uma explosão no número de incubadoras no País.


Plonski – A partir de 1994, com o Plano Real. Até então, com uma inflação incontrolável, o horizonte de tempo era muito curto. Numa sexta-feira, pensava-se o que fazer com o dinheiro até, no máximo, a segunda-feira seguinte. Com certa estabilidade, era possível arriscar compromissos maiores e olhando mais para frente.

CRN Brasil – É impressão ou começam a aparecer algumas incubadoras de cunho privado no Brasil?

Plonski – Tem algumas, não muitas. Recentemente a Telefônica abriu uma incubadora em um projeto que se chama Wayra. Eles tão seguindo essa iniciativa em diversos países.

CRN Brasil – Que vantagem tem uma empresa do porte da Telefônica de lançar uma incubadora?

Plonski – Minha percepção é que eles querem três coisas: criar um ecossistema de negócios inovadores nos quais poderão ter ou não interesse em alguns projetos que serão desenvolvidos lá, ou algo que tenha relação com sua atividade dentro de um ecossistema vibrante no qual eles consigam alguma sinergia. A segunda razão, na minha interpretação, seria uma forma excelente de a empresa estar próxima a jovens talentos e a terceira, acho, é alguma coisa positiva para a imagem da companhia em segmentos importantes. É uma iniciativa nova e aposta.

CRN Brasil – Há uma tendência de incubadoras privadas?

Plonski – São poucos casos ainda. Houve uma tendência em que apareceram algumas aceleradoras de negócio e muitas não deram certo.

CRN Brasil – A Anprotec tem alguma cartilha para empresas que eventualmente queiram seguir o mesmo caminho?

Plonski – Acho que ainda não temos maturidade para fazer uma cartilha, mas creio que o nosso papel é abrir espaço para que esses casos sejam apresentados e divulgados. Esperamos acompanhar essas iniciativas e torcemos para que outras empresas se inspirem, principalmente aquelas que já possuem uma sensibilidade para o tema.

CRN Brasil – O que vem por aí quando o assunto é incubadoras e parques tecnológicos?

Plonski – Há muito pela frente e as coisas mudam. Acho que, no caso de parques, há um movimento que passou por três fases, começando com o pioneirismo de algumas iniciativas que já completam 15 ou 20 anos; há um segundo momento, que foi de proliferação e, agora, o que sugerimos é um período de sistematização, ou seja, embora cada parque seja único, existem questões e desafios comuns. A lógica que trabalhamos é a de parque de terceira geração, que só faz sentido se estiver inserido em uma plataforma ou estratégia de desenvolvimento nessa nova fonte de competitividade.

Em incubadoras, o que trabalhamos muito é um programa chamado CERNE (Centro de Referência para Novos Empreendimentos), que faz com que elas, sistematicamente, se voltem mais para fora. Seu papel não é apenas cuidar das empresas incubadas, mas ser um núcleo de apoio ao empreendedorismo e inovação na sua cidade e microrregião. A tendência é a atuação como núcleo de desenvolvimento regional, no sentido mais elástico do termo e voltado para fora. O programa se inspira bastante em modelo de fora do País.

CRN Brasil – Que inspiração é essa?

Plonski – Na Europa, por exemplo, tem um modelo mais bonito e que nos inspiramos bastante que é o implantado em Barcelona, chamado 22@, que consegue, ao mesmo tempo, estimular empreendedores na região desde temas mais gerais, até questões mais específicas, que é incubar algumas dessas ideias. Até porque, em uma incubadora você vai poder atender um número limitado de empresas. Então, como mudar a escala, se não posso colocar toda hora mil novos empreendimentos no processo? É preciso prestar outro tipo de serviços para a sociedade.

CRN Brasil – Na sua visão, como o Brasil se posiciona no cenário mundial de inovação?

Plonski – A pergunta que sempre se faz é: sabemos que o Brasil é um país criativo. Em geral, não se discute isso; mas, somos um país inovador? A questão tem a ver com o entendimento mais claro do que se tem de inovação, que é um termo muito confundido com outros, como por exemplo, invenção. Uma frase bastante comum é “o Brasil publica tantos artigos científicos etc, mas o número de patentes vai mal. Conclusão: o Brasil não inova”. Como professor, daria nota zero aos que pensam assim. Patente é de invenção e não inovação, que são coisas distintas. É preciso ter uma ideia clara do que é inovação, que sempre requer mudança tecnológica, mercadológica e organizacional combinadas.

A pergunta é: somos um país inovador? Temos algumas condições de inovação presentes, tais como criatividade, inventividade mesmo sem patente, etc. Existem outras condições em que, geralmente, somos um pouco mais limitados, como a capacidade de gerir mudança (tecnológica, mercadológica e organizacional) de forma integrada, que é o que faz a inovação acontecer. Isso significa não só ter um novo conhecimento, mas empacotá-lo, precificá-lo, fazer os registros e vendê-lo. Entender que se trata de um conceito que traz implementação novos produtos, serviços ou processos na sociedade. Em suma, em alguns componentes estamos bem e, em outros, não tão bem assim.

CRN Brasil – O empresariado brasileiro tem conseguido trabalhar onde está mal e potencializar o que faz de bom?

Plonski – Há muitas ações sendo feitas para que isso ocorra. Você ouve críticas de que o empresário brasileiro não é inovador. Pode ser. Mas, para que ele fique mais tempo no mercado, tem que ser um herói por passar pelas maluquices pelas quais o Brasil passou, de enfrentar uma inflação exorbitante e toda a dificuldade de ser um empresário honesto e trabalhar direito. Isso não é uma coisa trivial. Claro que gostaríamos que inovasse mais, mas, vamos trabalhar para criar uma nova geração de empresários que tenha a inovação no DNA. Precisamos capacitar em questões como gestão. Não é necessário mostrar porque inovação é importante. Preciso dar condições para que a ideia se transforme em negócios, isso sim. Nosso papel é um pouco isso, ajudar a criar uma nova geração de empreendedores, para que a meninada saia e, ao invés de pensar em ser funcionário público, crie o próprio negócio. Empregabilidade não é apenas você trabalhar em uma grande companhia, mas criar seu próprio negócio.

CRN Brasil – A pergunta para tirar zero: esse negócio de registro de patente, então, não reflete o quão inovador é o Brasil?

Plonski – São coisas diferentes. Trabalhamos com as empresas incubadas a questão da propriedade intelectual e isso, em certos segmentos, é muito importante, como o farmacêutico, por exemplo. Em outros, não é relevante.

CRN Brasil – Em TI é importante essa questão da patente
?

Plonski – É menos, lembrando que a velocidade de novidades nesse mercado é grande. Peguemos o ciclo de vida de um produto de TI e verá que dura pouco tempo. Há poucos produtos com mais de dez anos. Tem o Windows, mas é difícil lembrar de muitos exemplos. No Brasil, leva-se de 9 a 11 anos para se conseguir uma patente, mas mesmo que fosse possível em três anos, talvez não fosse o tempo hábil necessário. Há uma certa fetichização das patentes, porque é fácil de contar. Não quero dizer que a propriedade intelectual no Brasil é brilhante, mas há um certo exagero. A patente dá uma ideia, mas tá cheio de patentes por aí que não valem nada.

CRN Brasil – Muita gente critica o ambiente empreendedor nacional. Há motivos pra isso?

Plonski – Há uns casos onde o ecossistema traz alguns elementos de inovação dramaticamente mais favoráveis do que no Brasil. Um deles é o cenário de capital de risco (venture capital). E ele é menor aqui ainda por várias razões: não tem mercado de saída, mas há coisas sendo feitas que vão desde a criação de grupos de investidores anjo, para pegar o pessoal do começo até outras ações. A BM&FBovespa entrou como associada à Anprotec, por exemplo, porque procura seus novos clientes. Claro que não é agora que vai mudar, mas, daqui a pouco, talvez tenhamos uma nova Bematech, que foi um negócio que nasceu incubado. Queremos ajudar a criar novas Bematechs, para que elas entrem no mercado. Há um conjunto de fatores subjetivos também. Fazer crítica é um esporte nacional. Em geral – e uma coisa que me incomoda – é que a culpa é sempre do outro. A empresa diz que a universidade não quer nada; a universidade diz que a empresa não se interessa por inovação e os dois dizem que o governo é incompetente. Tem um pouco disso. A questão é – e trabalhamos para isso – para criar exemplos positivos.

CRN Brasil – Há, ainda, aquele velho chavão que diz que se o Bill Gates fosse brasileiro, a Microsoft seria uma empresa de garagem.

Plonski – Vamos partir da premissa de que esse argumento é correto. Como, apesar disso, a Bematech chegou onde está? Vamos olhar esse caso e ver como “apesar disso” esses exemplos podem ocorrer e trabalhar para diminuir as dificuldades, não para encontrar nas adversidades argumentos para não fazer nada.

CRN Brasil – Até que ponto o setor de TI e Telecom está conectado ao ambiente de incubadoras?

Plonski – Ainda, a principal categoria econômica das empresas graduadas é de tecnologia da informação. Há algumas razões para isso. Uma delas é porque TI é um coração de mãe… cabe muita coisa.

CRN Brasil – Deve mudar alguma coisa quando falamos em capital empreendedor (venture, seed e angel capital)?

Plonski – Quem olhar no conjunto verá que os interesses estão nos andares superiores, ou seja, no private equity. Mais abaixo, tem ocorrido iniciativas como a da Finep, estimulando a fazer esse tipo de ações para outros patamares de investimento. Isso vai aumentar. Por exemplo, neste momento, existem apresentações ao BNDES para criar um fundo de apoio a pequenas e médias empresas de tecnologias limpas. Lembrando o velho Arquimedes “me deem uma alavanca e um ponto de apoio, que moverei o mundo”. Não que tenhamos exclusividade nessa questão, mas diria que, para mover o Brasil no campo da inovação, é necessário alavancas, que são recursos, e pontos de apoio, que podem ser essas 420 incubadoras e parques tecnológicos.


Fonte: http://crn.itweb.com.br

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Incubadora de Empresas: uma solução viável para startups e projetos inovadores!

Uma incubadora de empresas é um mecanismo que estimula a criação e o desenvolvimento de micro e pequenas empresas (industriais, de prestação de serviços, de base tecnológica ou de manufaturas leves), oferecendo suporte técnico, gerencial e formação complementar ao empreendedor. A incubadora também facilita e agiliza o processo de inovação tecnológica nas micro e pequenas empresas.

Em geral, dispõe de um espaço físico especialmente construído ou adaptado para alojar temporariamente micro e pequenas empresas e oferece uma série de serviços, tais como cursos de capacitação gerencial, assessorias, consultorias, orientação na elaboração de projetos a instituições de fomento, serviços administrativos, acesso a informações etc.

Se você é um pessoa inovadora, com vários Planos de Negócios engavetados, por falta de investimento, inserir sua empresa em uma Incubadora pode abrir caminhos e solidificar suas ideias, amadurecer seu produto ou serviço inovador e impulsionar seu negócio, para que, num futuro próximo, ele possa caminhar sozinho. É uma ótima oportunidade para aprofundar os conhecimentos científicos, técnicos e operacionais sobre sua ideia, poder construí-la e testá-la em uma menor proporção, sem lancá-la as cegas no mercado.

Como citei no início do post, não é preciso possuir um empresa constituída formalmente para ser aceito em projetos de Incubação, empresas que estão em processo de criação também podem participar e são fortes candidatas.

Para ter sua empresa incluída numa Incubadora, é preciso redigir um ótimo projeto, que demonstre a capacidade de inovação do seu negócio e sua viabilidade financeira, se você tem perfil empreendedor e suas qualificações; também é preciso dispor de tempo e algum dinheiro para iniciar as atividades. Neste ponto, vale ressaltar que muitos empreendedores optam pelas Incubadoras, como forma de validar seus produtos e/ou serviços, tendo em vista que a assessoria recebida em aspectos tecnológicos e operacionais reduz imensamente os custos gerais necessários à implantação de uma empresa.

Geralmente as Incubadoras de Empresas pertencem a Entidades que fomentam o conhecimento, como Universidades, Ongs, Outras Organizações do Terceiro Setor; Empresas Públicas... É preciso estar atento aos Editais de Chamada para a Seleção de Empresas para Incubação.

Fonte: http://www.administradores.com.br e http://www.sebrae.com.br