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domingo, 21 de outubro de 2012

TI Maior: governo oficializa programa de apoio a empresas nascentes

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) publicou no dia 15 de outubro, no Diário Oficial da União, a portaria que institui programa de apoio a empresas iniciantes de produção de software e de serviços de tecnologia da informação, um dos pilares do programa TI Maior, lançado em 20 de agosto.

O programa, chamado de “Start-Up Brasil”, tem por objetivos “fortalecer os setores científico, tecnológico e econômico do País, (…) em especial o de software e serviços de tecnologias da informação”. De acordo com o texto oficial, o programa quer estimular “por meio do empreendedorismo, a ampliação da base tecnológica, a consolidação de ecossistemas digitais e o surgimento de um ambiente favorável a pesquisa, desenvolvimento e inovação”.

Dos R$ 550 milhões previstos para o TI Maior, cerca de R$ 40 milhões serão dedicados ao programa de start ups. A meta do governo é escolher quatro aceleradoras – cada uma delas com meta de “abrigar” de oito a 10 startups. O objetivo é acelerar 150 start ups até 2015, direcionadas para o chamado ‘ecossistema digital’, que envolve cadeias de valor consideradas estratégicas na economia – entre eles, petróleo e gás, aeroespacial, telecomunicações, mineração e agricultura, ou ainda educação e saúde, que podem apontar suas necessidades, muitos deles atualmente supridos predominantemente por fornecedores internacionais.

A portaria pode ser lida na íntegra no link http://www.in.gov.br/visualiza/index.jsp?jornal=1&pagina=8&data=15/10/2012.

Fonte: http://www.anpei.org.br

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Inovação e visão de futuro.

Vivemos, hoje, em um mundo em transição, marcado pela mudança das relações internacionais e pela difusão do poder global, caminhando assim para a multipolaridade.

Os temas globais da humanidade tais como regulação dos mercados financeiros, combate à miséria, terrorismo, paz e segurança passam a exigir uma governança global com uma pressão cada vez mais forte da sociedade mais globalizada e conectada.

FHC, em seu recente livro “A Soma e o Resto”, fala da sociedade contemporânea que vivenciamos, que etimologicamente quer dizer “que é do mesmo tempo”, com a disseminação do celular, internet, computador, lan houses, que todos usam, mesmo nas periferias. As sociedades tradicionais estão passando diretamente para as sociedades contemporâneas, pulando a modernidade, como está acontecendo no mundo árabe.

Como tratar o divórcio da política e sociedade, os temas globais da humanidade, a fluidez do poder dos países neste ambiente de uma sociedade contemporânea conectada globalmente, pressionada pelas demandas do “aqui e agora”?

Neste ambiente fluido, marcado pela incerteza, uma visão de futuro não pode surgir apenas do planejamento nos moldes do passado, mas de uma capacidade de enfrentamento do inesperado pela inovação com a exploração das novas ideias.

A inovação, seja em produtos, processos, serviços, negócios e gestão, afeta a todos, direta e indiretamente, agregando valor, alterando as forças tradicionais.

A inovação é um processo complexo não se limitando às novas conquistas tecnológicas, mas também na sua utilização para atender às demandas das forças políticas, sociais e culturais.

O caminho seria a criação de ambientes inovadores com foco compatível com a cultura e recursos regionais, atendendo aos anseios da sociedade e estabelecendo pontes entre universidades, centros de pesquisas, empresas, organizações, governos, investidores e capital de risco, formando um ecossistema abrangendo todos os agentes.

Como suporte a um projeto de inovação, está a necessidade de uma educação de qualidade com vertente forte no Empreendedorismo. O empreendedor é aquele que inova, busca oportunidades, tem persistência e transforma sonhos e ideias novas em realidade.

Há também a necessidade de estabelecimento de uma política pública, em todos os níveis de governo, de apoio aos empreendedores e inovadores com recursos alocados e eliminação da burocracia que emperra a realização dos projetos.

A inovação está diretamente ligada a P&D (Pesquisa e Desenvolvimento), o investimento tímido (cerca de 1,3%PIB-Produto Interno Bruto) do Brasil em P&D merece uma atenção especial na implantação de uma infraestrutura adequada para receber os recursos, como também na eleição das vertentes prioritárias a desenvolver.

Um exemplo significativo do resultado da P&D é o de Israel que, com sete milhões de habitantes e em uma área desértica menor que Sergipe, investindo cerca de 4% do PIB (o maior), tornou-se um Estado sustentável, exportando tecnologias de ponta para o mundo, além de já ter conseguido cinco prêmios Nobel.

Os BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China), entre os quais o Brasil se insere, têm investimentos em relação ao PIB na faixa de 1%, porém o incremento anual da China é de 20% (o maior), enquanto o do Brasil é de 3% (o pior).

No Brasil, apesar de existirem algumas áreas pontuais de excelência, falta alocação de recursos com foco principalmente nos setores tecnológicos e uma gestão eficiente e ágil com mais articulação dos sistemas de inovação, com ênfase na ligação da academia com as empresas.

O Brasil tem de enfrentar o desafio da produção de conhecimento, pois isso é que vai determinar o ritmo do avanço e o peso de cada um dos BRICs na capacidade de inovação que resultará na composição econômica mundial das próximas décadas, se inserindo na multipolaridade que se avizinha.

Para ser BRIC, de verdade, o Brasil precisa de uma passada mais larga.


Fonte: http://www.brasiliaemdia.com.br

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

A agenda da inovação no futuro das cidades!

"O Brasil tem um longo caminho a trilhar, que passa pela educação, pelo estímulo à pesquisa e à inovação e pelo investimento em infraestrutura"

Especialistas estimam que, a cada ano, um milhão de pessoas ao redor do globo se mudem para as cidades e que a população mundial urbana dobrará até 2050. Estudos também apontam que o número de megacidades (acima de 10 milhões de habitantes) passará dos atuais 19 para 27 nos próximos 20 anos e que, nesse período, o investimento global em infraestrutura urbana deverá chegar a 53 trilhões de dólares. Esta estimativa reflete a certeza de que a infraestrutura que suporta serviços vitais, como transporte, saúde, educação, segurança pública, energia e água, precisa responder adequadamente às necessidades dessa população em expansão.

A tecnologia tem um papel central nesse processo de modernização das cidades, mas ela só atuará de forma efetiva se estiver acompanhada da inovação. Apenas com inovação conseguiremos mobilizar os instrumentos técnicos e o conhecimento disponível para compreender e solucionar problemas específicos de cada localidade. Um exemplo é o trabalho que vem sendo realizado no Rio de Janeiro. Em maio de 2010, a cidade sediou um fórum para discussão de inovações que ajudassem os centros urbanos do mundo a sustentarem seu crescimento e se desenvolverem de forma inteligente. A partir daí foram iniciadas as conversas para a criação do Centro de Operações do Rio de Janeiro (COR), o maior centro do mundo que integra informações de diversos órgãos de gestão da cidade para melhorar a capacidade de resposta da prefeitura em relação a vários tipos de incidentes. Além disso, foi desenvolvido, especialmente para a cidade, o PMAR, um sistema pioneiro de Previsão Meteorológica de Alta Resolução, elaborado de acordo com as necessidades e características topográficas do Rio, o qual é capaz de prever chuvas fortes com até 48 horas de antecedência.

Vivemos no Brasil um momento único para multiplicarmos iniciativas deste porte. A realização da Copa do Mundo, em 2014, e da Olimpíada no Rio de Janeiro, em 2016, tem mobilizado empresas e governos em torno de projetos de segurança, mobilidade urbana, transportes e outros. Esses grandes eventos são propulsores no país de um fenômeno que se observa em todo o mundo: a necessidade de se conferir inteligência aos centros urbanos.

A favor do Brasil também estão o crescimento econômico, a estabilidade política e o bônus demográfico. Todos esses aspectos criam um cenário favorável para o investimento em nossas estruturas urbanas, mas a inclusão da inovação nessa agenda em prol do desenvolvimento será decisiva para seu sucesso. A Coreia do Sul investe cerca de 2,5% de seu PIB em inovação, o Japão, 2,7%; já o Brasil investe apenas 0,8%, considerando-se o setor privado. Temos um grande espaço para aumentarmos esse percentual e para isso precisamos de sinergia na atuação das esferas pública e privada, vertentes econômicas que movimentam qualquer nação, para a definição dos rumos que estimulem o empreendedorismo e o aporte de recursos para a pesquisa científica no país.

Nosso 'momento' chegou e a tecnologia tem papel decisivo nas transformações que estão em curso. Temos um longo caminho a trilhar, que passa pela educação, pelo estímulo à pesquisa e à inovação e pelo investimento em infraestrutura, mas somente com a mobilização de empresas, governo e sociedade civil em torno de uma agenda comum conseguiremos capturar as oportunidades que impulsionarão nosso desenvolvimento.

Fonte: http://epocanegocios.globo.com

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

A Europa precisa de “cérebros jovens” !

Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia, avisa que a Europa tem de investir na educação, investigação e inovação. Um em cada cinco jovens europeus não arranja trabalho.

Durão Barroso conhece bem o país. Era primeiro-ministro quando decidiu aceitar o convite para presidir à Comissão Europeia. Esta sexta-feira, em Lisboa, quando na Assembleia da República se analisava o Orçamento do Estado, o político decidiu alertar o país de que é preciso investir na Educação. Menos formação é sinónimo de mais recessão. O aviso poderá não ter sido inocente. Foi feito durante uma conferência na Universidade de Lisboa.

"Todos sabemos que a consolidação orçamental e as reformas estruturais são necessárias para estabilizar as nossas economias, mas sabemos também que a realização de cortes erradas nas despesas pode simplesmente fazer a Europa entrar em recessão", alertou. A Europa tem uma estratégia definida até 2020 para reduzir o abandono escolar de 15 para 10% e aumentar de 31 para pelo menos 40% o número de alunos que concluem o Ensino Superior. Durão Barroso defende que a Europa precisa de "cérebros jovens". A mensagem também atinge Portugal.

O tempo urge, há que definir soluções. "É agora que teremos de tomar as decisões corretas e aplicar as reformas necessárias para aumentar as nossas capacidades em matéria de educação, investigação e inovação". Três pilares que funcionam como motores do "crescimento económico inteligente". Durão Barroso sabe do que fala e avisa que os programas curriculares devem ter consciência do que são as reais necessidades do mercado laboral. Por isso, em seu entender, é fundamental aumentar a flexibilidade dos programas de ensino, recompensar a excelência no ensino, incentivar a mobilidade, divulgar as ideias além fronteiras.

O cenário não é animador e poderá piorar: um em cada cinco jovens europeus não consegue arranjar trabalho. E é essa nova geração que terá de garantir o desenvolvimento dos seus países e suportar o envelhecimento da população. As faculdades têm uma importante palavra a dizer nesta matéria, já que, sublinha, "são as únicas instituições capazes de satisfazer os três lados do triângulo: educação, investigação e inovação".

"Investir hoje no capital intelectual é o melhor investimento que podemos fazer para a Europa do futuro". A Comissão Europeia tem 15,2 mil milhões de euros para investir na educação e na formação profissional e 80 mil milhões destinados ao financiamento em investigação e inovação - um aumento de mais 46%. Barroso refere que é importante encontrar mecanismos alternativos de financiamento do Ensino Superior e considera o programa Erasmus, que em breve deverá estender-se ao mestrado, um verdadeiro êxito. "Há que apoiar todas as medidas que possam contribuir para formar, atrair e conservar os melhores alunos, tanto da Europa, como dos países terceiros".

A Federação Nacional da Educação (FNE) fica satisfeita com as palavras de Barroso. Para João Dias da Silva, secretário-geral da FNE, o presidente da Comissão Europeia não poderia assumir uma posição diferente. A mensagem é clara, sublinhada nas reuniões dos conselhos de ministros europeus, nos documentos que a FNE tem elaborado, no relatório do Conselho Nacional da Educação. A aposta no setor educativo é fundamental para qualquer país. "Mesmo em tempos de crise, a educação e a formação são estratégicas", refere Dias da Silva ao EDUCARE.PT.

Armindo Cancelinha, da Associação Nacional de Professores (ANP), concorda com Durão Barroso. "Faz sentido que se consiga definir um currículo aproximado". "Ou teremos uma Europa que defina um currículo aproximado, que prepare os nossos jovens para a empregabilidade em toda a Europa; ou teremos currículos diferenciados", diz ao EDUCARE.PT. Na sua opinião, é necessário reequacionar algumas questões para definir uma Europa que fale a uma só voz em termos educativos.

Fonte: http://www.educare.pt