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segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Gartner aponta 11 tendências de TI que transformarão os negócios a partir de 2014

A convergência de tecnologias emergentes, como computação em nuvem, big data e impressão em 3D, se configura a grande oportunidade para transformação dos negócios das empresas no período de 2014 a 2018, segundo previsões do Gartner sobre tendências da indústria que constam do relatório "Top Industries Predicts 2014: The Pressure for Fundamental Transformation Continues to Accelerate".

O estudo apresenta 11 hipóteses de planejamento estratégico que os CIOs, executivos seniores de negócios e líderes de TI devem considerar em suas iniciativas, a partir do próximo ano. Segundo a consultoria, a maioria das indústrias está enfrentando grande pressão para uma transformação fundamental, incluindo a adoção da digitalização para sobreviverem e continuarem competitivas.

"A transformação continua a ser um fenômeno importante para todos os setores. Muitos enfrentarão grandes desafios em 2014 e nos anos seguintes, e não terão outra escolha a não ser mudar radicalmente seus modelos de negócio estabelecidos", afirma Val Sribar, vice-presidente do Gartner. O analista observa que os líderes e CIOs das empresas devem avaliar cuidadosamente as exigências estratégicas específicas de seus setores, incluindo as demandas dos consumidores e dos seus parceiros, a fim de mapear seus planos de transformação com base na disponibilidade de novas tecnologias, nas mudanças demográficas/comportamentais dos consumidores e nas condições do mercado.

Veja a seguir as principais previsões do Gartner para os próximos anos:

1- Em 2016, um baixo retorno sobre o patrimônio fará com que mais de 60% dos bancos em todo o mundo processem a maior parte de suas transações na nuvem.

2- Até o fim de 2017, pelo menos sete dos dez maiores varejistas multicanal utilizarão tecnologias de impressão em 3D para gerar pedidos de estoque personalizados.

3- Em 2017, mais de 60% das organizações governamentais com um CIO e um diretor digital eliminarão uma destas funções.

4- Em 2017, 40% dos serviços públicos com soluções de medição inteligente utilizarão analíticos de big data baseadas na nuvem para atender às necessidades associadas a ativos, commodities, clientes ou faturamento.

5- Até o fim de 2015, um retorno do investimento (ROI) inadequado levará as seguradoras a abandonarem 40% de seus apps móveis voltados a clientes.

6- A ordem sequencial completa do genoma vai estimular um novo mercado para os bancos de dados médicos, com a entrada no mercado superando 3% até 2016.

7- Até 2017, os gastos com educação online primária e secundária aumentarão 25%, ao passo que as restrições orçamentárias manterão os gastos em categorias educacionais tradicionais estagnados.

8- Em 2018, cerca de 20% do faturamento das 100 maiores empresas virão de inovações resultantes de novas experiências de valor entre setores.

9- Em 2018, a impressão 3D resultará na perda de, pelo menos, US$ 100 bilhões ao ano, em propriedade intelectual, globalmente.

10- Em 2017, 15% dos consumidores responderão às ofertas relacionadas ao contexto com base em seus perfis demográficos e de compra.

11- Em 2015, 80% das empresas da categoria Life Science serão pressionadas por elementos de big data, revelando um retorno de investimento pequeno para os investimentos em TI.

Fonte: http://convergecom.com.br/

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Previsões da Gartner: 2013, 2014 … 2017

A consultora avançou com a habitual lista de previsões abrangendo não só as principais tendências para o próximo ano, como para os anos seguintes. A crescente adopção de tablets e smartphones encabeça o conjunto.

A Gartner revelou as principais tendências tecnológicas para 2013, incluídas num cenário de projecções para os próximos cinco anos. Para o próximo ano a consultora coloca a crescente adopção de dispositivos móveis, tablets e smartophones, em ambiente empresarial, no topo da lista. Associada a esta tendência, a emergência de cada vez mais lojas de aplicações empresariais ganhará também protagonismo.

Depois da forte adopção das plataformas de mobilidade fornecidas pela Apple, iPhone e iPad, os sistemas Android também estão a invadir o mundo empresarial. Com o lançamento do Windows 8, o segmento ganha novo dinamismo. Para a Gartner, a chegada do novo sistema operativo “aquece” o ambiente concorrencial, a dopção em grande escala será evitada até pelo menos 2015.

1 – Invasão dos dispositivos de mobilidade

No próximo ano, os smartphones vão ultrapassar os PC como dispositivo mais comum de acesso à Internet em todo o mundo. Será que isso significa que aparelhos móveis vão substituir os PC? Sim e não, diz a Gartner.

Alguns departamentos de TI só precisam de suportar dispositivos móveis para profissionais específicos cujas funções exigem mobilidade. Os outros permanecerão com os tradicionais computadores. Mas, acrescenta o Gartner, a proliferação de dispositivos móveis nas empresas indica o fim do Windows como plataforma empresarial única.

“Até 2015, o fornecimento de tablets vão representar cerca de 50% dos portáteis fornecidos e o Windows provavelmente ficará em terceiro lugar na preferência das pessoas, atrás do Android e do iOs, da Apple”, considera David Cearley, analista da Gartner. “Como resultado, a participação da Microsoft nas plataformas dos clientes (PC, tablet, smartphone) provavelmente será reduzida para 60% e pode cair para 50%.”

2 – Mudança de aplicações nativas para aplicações Web baseadas em HTML5

A Gartner alerta que as aplicações nativas não vão desaparecer. E “oferecerão sempre a melhor experiência ao usuário e recursos mais sofisticados”. Mas a consultora prevê uma migração para aplicações baseadas em HTML, conforme estas ganharem mais capacidades.

3 – As clouds pessoais substituem a noção de computador pessoal

A cloud computing vai albergar todos os aspectos da vida de uma pessoa, diz a Gartner. Por ser um modelo tão abrangente e capaz de suportar recursos infinitos “nenhuma plataforma, tecnologia ou fabricante vai dominá-lo”, indica a consultora. Isso também significa que os departamentos de TI terão de suportar quase tudo.

4 – Internet das coisas ganha visibilidade

Quase tudo tende a ligar-se à Internet, incluindo câmeras, microfones, realidade aumentada, edifícios e sensores embutidos em todos os lugares. Em muitos casos, ela já se faz presente. A Internet das Coisas vai conduzir ao surgimento de novos produtos e serviços, como por exemplo a seguros baseados na utilização daquilo que está segurado, e mesmo a novas políticas fiscais. Também levantará novas questões: um robot ligado a um ERP deverá ser considerado um utilizador, para efeitos de licença?

5 – Plataformas corretoras de cloud computing

Com o crescimento da adopção de cloud computing, torna-se cada fez mais pertinente que os departamentos de TI criem plataformas corretoras de serviços baseados nesse modelo – as denominadas Cloud Services Brokerages. Servirão como ponto central para gerir o acesso a serviços externos.

6 – Big Data mais estratégico

Os projectos de Big Data estão a tornar-se mais económicos para as empresas, graças, em parte, à queda do preço de servidores e CPU. O Big Data será ainda mais estratégico, acredita a Gartner: ou seja os utilizadores vão incorporar cada vez mais a análise de Big Data nas suas actividades. Haverá menos projectos isolados.

7 – Análise preditiva de acções

A análise preditiva sobre acções é, em alguns aspectos, um subconjunto da sexta tendência (Big Data mais estratégico). O processamento de baixo custo está a tornar possíveis “as análises e as simulações sobre cada acção realizada numa empresa”. A maioria das análises hoje centra-se na análise histórica. E o próximo passo é prever o que pode acontecer.

8 – Computação “in-memory” A computação “in-memory”, diz a Gartner, pode ser transformacional. Ela permitirá que as actividades que demoram horas a serem executadas, levem minutos ou apenas segundos. Deverá tornar-se dominante no próximo ano ou dois: cada vez mais os utilizadores procuram fazer consultas em tempo real.

9 – Appliances virtuais ganham posição

Face à vantagens de segurança dos aparelhos físicos, a appliances virtuais não vão substituir as primeiras. Mas tendem a ganhar um lugar nas operações de TI.

10 – Lojas corporativas de aplicações

As lojas empresariais de aplicações vão transformar os departamentos de TI em gestores de mercado, proporcionando governação e até mesmo apoiando a “apptrepreneurs”, empreendedores de desenvolvimento ou sugestão de aplicações. Serão um repositório onde os utilizadores poderão encontrar tudo para melhorar o seu trabalho.

Em 2014

A contratação de recursos humanos para TI nos principais mercados ocidentais será dominada por empresas sedeadas na Ásia crescerá a dois dígitos apreciando crescimento de dois dígitos. Três dos cinco maiores fornecedores de smartphones será chinês, com a Huawei e a ZTE a aproveitarem a experiência alcançada no mercado chinês na venda de smartphones de baixo custo.

Directivas da União Europeia conduzirão a legislações para proteger empregos, reduzindo o offshoring em 20% até 2016.

Os dispositivos possuídos por empregados serão comprometidos por um malware numa proporção de mais do dobro daqueles cija propriedade é das organizações.

A consolidação do mercado deverá relegar para outro plano 20% dos 100 maiores prestadores de serviços de TI. Factores com a Cloud computing, Big Data, a mobilidade e as redes sociais, juntamente com incerteza na economia global, deverá acelerar a re-estruturação de uma mercado de quase um bilião de dólares no mercado de serviços de TI.

O investimento em software para relativo a pequenos dispositivos inteligentes de monitorização crescerá 25%.

Em 2015

A procura mundial de recursos humanos para Big Data deve atingir 4,4 milhões de empregos, mas apenas um terço das vagas serão preenchidas.

Perto de 90% das empresas deverão contornar a implantação do Windows 8 em grande escala.

40% das mil maiores organizações no mundo vão usar a “gamificação” como principal mecanismo para transformar as operações empresariais.

Em 2016

Os dispositivos electrónicos incorporados em sapatos, tatuagens e acessórios representarão uma indústria de dez mil milhões de dólares.

Em 2017

Cerca de 40% das informações de contactos deverão estar acessíveis no Facebook, devido a fugas associadas à crescente utilização de aplicações de colaboração em dispositivos móveis.

Fonte: Novembro de 2012 às 18:42:57 por computerworld - http://www.computerworld.com.pt

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Tendência de mudanças para 2012!

Todas as operações do varejo possuem uma finalidade: melhorar os serviços, fazendo mais com menos. Assim, a lógica é justamente aproveitar o desenvolvimento tecnológico atual nas mais diversas áreas, enfrentando com maior inteligência os desafios e buscando novas oportunidades de ação.

Para 2012, o cenário no setor deverá ser cheio de mudanças, mas também de consolidação de tecnologias, ferramentas e soluções para os negócios, possibilitando cada vez mais a otimização dos processos. Além disso tudo, Eduardo Terra, vice-presidente do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (Ibevar) e diretor Geral da UBS – União Business School, acredita em um ano turbulento, com disputas acirradas, fusões e grandes compras.

"Vamos ter um aumento na consolidação do mercado, com grandes empresas comprando médias ou se juntando com outras grandes, trazendo ganho de eficiência e as tornando mais competitivas", afirma. Para ele, isso traz consequências para as áreas de Tecnologia da Informação e automação, resultando em ganho logístico e com operações.

Especificamente para a TI, o Varejo deverá ter um grande investimento em soluções de CRM, segundo Terra. Outra vertente em evidência nos próximos meses, ainda de acordo com o executivo, é a parte de Business Intelligence para a área comercial e operacional. "A operação no setor é complexa, podendo acontecer erros e desajustes logísticos. O BI traz inteligência ao negócio, corrigindo cada um desses problemas", diz.

A consequência de operações internas com melhor execução é ter a frente de loja agindo melhor, trazendo mais eficiência a toda a cadeia de processos. No entanto, é preciso cuidar dessa área, pois é de onde a informação sobre o cliente vem com maior precisão. "Cansei de ver situações nas quais a empresa tinha uma estrutura parruda por trás, mas uma frente de loja deficiente", revela o executivo.

Mobilidade

Uma tendência inevitável não só para 2012, mas ainda para os próximos anos, é a inclusão de dispositivos móveis de forma definitiva no Varejo. Uma delas é o RFID (do inglês "Radio-Frequency Identification"), tecnologia que deverá substituir o código de barras para dar maior precisão e agilidade na movimentação de mercadorias. "A cada ano, há um barateamento das etiquetas e antenas. Ele já está andando mais forte em logística e estoque, mas na frente de loja ainda é tímido", afirma Eduardo Terra.

Já o NFC (sigla em inglês para "Comunicação por Proximidade de Campo"), permite a utilização de celulares para realizar pagamentos, também garantindo uma flexibilidade e rapidez ao processo, principalmente o de alto giro. "Ele já é utilizado em táxis e pedágios em Nova York e traz uma solução para processar meio de pagamento eletrônico com velocidade e custo básico", diz. Por esse lado, no entanto, há também a dependência de fabricantes de aparelhos introduzirem os dispositivos aos consumidores no mercado brasileiro.

Ainda assim, os tablets e smartphones atuais já dispõem de aplicativos que permitem a interação com o consumidor. "Pelo menos 80% dos varejistas com operações de e-commerce têm projetos para levar a loja ao mobile commerce", estima o vice-presidente do Ibevar. Outro uso é como instrumento de trabalho nas empresas do setor. Com ele, é possível acessar informação e gerar automação, transformando-o em um coletor de dados, garantindo maior agilidade.

Finalmente, Terra acredita em um grande salto da utilização de redes sociais para o comércio eletrônico. "Com iniciativas principalmente pelo Facebook, temos o caso do Magazine Luiza, que começou muito bem com o projeto “Magazine Você” e gerou um grande insight para quem está desenvolvendo soluções", diz. "Este ano já veremos isso virando realidade", finaliza, ressaltando o potencial do social commerce. Dessa forma, não vão faltar oportunidades para inovações em 2012 no Varejo - só depende dos investimentos agora.


Fonte: http://www.decisionreport.com.br

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Inovação vira sinônimo de conveniência!

O mundo da tecnologia da informação é repleto de siglas misteriosas – muitas delas acrônimos de expressões em inglês, igualmente obscuras – o que costuma manter à distância qualquer um que não trabalhe diretamente na área. Quem, afinal, quer se chatear com coisas como ERP, BI ou CRM?

É bom se preparar porque em 2012 essa sopa indigesta vai ganhar novos elementos. Termos como HTML 5 – um padrão que facilita o acesso a aplicativos por meio de dispositivos móveis – podem não virar assunto para a conversa de bar, mas você vai ouvir falar cada vez mais sobre eles.

Da lista das 10 tecnologias que prometem dominar o cenário este ano, metade delas é identificada por siglas: além do HTML 5, estão na relação NFC, Wi-Fi, 4G e NUI.

“Em 2012, não haverá uma grande novidade, mas a concretização de uma série de tendências já vistas”, diz Fernando Belfort, analista sênior da consultoria Frost & Sullivan. “O que vamos ver são grandes casos de implementação dessas tecnologias.”

Filmes e séries

A boa notícia é que, a despeito do susto inicial que as siglas provocam, a maioria das inovações tem por objetivo tornar mais fácil a vida do usuário, em casa ou no escritório. A regra seguida por programadores e engenheiros de sistema é a da conveniência a qualquer custo: fazer com que o consumidor tenha tudo à mão – e, em alguns casos, até sem a ajuda dela.

Não entendeu? É isso o que propõe a NUI, sigla para Natural User Interface. A ideia é permitir que, ao lado do teclado e das telas sensíveis ao toque, o usuário possa controlar seus dispositivos com a voz, ou com movimentos do corpo, como ocorre no Kinect, um sensor do console Xbox.

Os comandos de voz, em particular, são um sonho antigo. Anos atrás, a IBM chegou a lançar um produto comercial com esse fim. Não deu certo. O assunto parecia esquecido até que, no ano passado, a Apple anunciou o sistema Siri como uma das principais inovações de seu novo iPhone 4S. O sistema chegou ao Brasil com o lançamento do aparelho no país, em meados de dezembro, mas em inglês.

Melhor fez o Google. Discretamente, a companhia lançou para o iPad um aplicativo de busca na web, acionado por voz, no qual o usuário pode configurar o idioma preferido. Português é uma das opções e o sistema funciona bem, se não houver ruídos de voz ao redor, como o barulho da TV.

E que tal usar o celular para pagar o metrô, sem usar bilhete? É o que a MTA, órgão que administra os transportes em Nova York, pretende começar a testar, depois que fechou um acordo com a fabricante finlandesa de celulares Nokia. Por trás do serviço está o padrão NFC (sigla em inglês para comunicação de curto alcance). Basta aproximar o telefone da catraca para ter o acesso liberado – se você tiver créditos, claro. Não se trata de uma iniciativa isolada. Companhias como Samsung e HTC também já anunciaram que vão investir no padrão.

Como se vê, a ideia é tornar a vida mais leve – e essa não é uma figura de expressão. Quem já precisou andar de um lado para o outro com um notebook pesado a tiracolo sabe como isso é difícil. Os netbooks foram uma tentativa de reduzir o peso dos equipamentos. O problema é que reduziram também a capacidade de processamento. O resultado, a despeito do sucesso inicial, é que os netbooks estão na rota do esquecimento.

A indústria, agora, aposta nos ultrabooks – computadores muito finos e leves, mas com a maioria dos recursos de um notebook normal.

Essa nova categoria de equipamentos pode ganhar força adicional com uma das estreias mais aguardadas do setor: o Windows 8. A Microsoft ficou atrás na guerra dos dispositivos móveis, como tablets e celulares. Com o novo sistema, espera ingressar definitivamente nessa guerra. Uma versão de teste é esperada para fevereiro, com o lançamento oficial no fim do semestre.

Com uma aparência que lembra tijolos digitais, em vez das tradicionais janelas, a expectativa é que o Windows 8 seja muito intuitivo – leia-se fácil de usar -, com a vantagem de funcionar tanto nos computadores tradicionais como nos dispositivos móveis. A diretriz na indústria de tecnologia é unificar.

Isso vale para a sala de estar. Até agora, quem queria ver filmes comprava um aparelho de DVD, fãs de novelas ou futebol sentavam-se à frente da TV e internautas preferiam o computador. As smart TVs, outra tendência de 2012, combinam isso tudo. O espectador vê a programação normal, mas também consegue acessar vídeos no YouTube e comprar filmes e séries disponíveis em serviços como o da brasileira Netmovies ou da americana Netflix, que chegou ao Brasil em 2011.

Falta de conteúdo

A computação em nuvem dá o tom das transformações. O modelo, que prevê o acesso a dados, softwares e conteúdo via internet, sem que nada disso esteja no dispositivo do usuário, já é um ponto central na estratégia das companhias, mas também vem mudando a vida do consumidor, que passou a usar a nuvem para armazenar fotos, vídeos e documentos pessoais.

A explosão do volume de dados na internet, porém, vai exigir o reforço das empresas na adoção de tecnologias de comunicação. Duas delas merecem atenção especial: o Wi-Fi e a 4G, que também estão na lista de 2012. “A mobilidade e o uso de software e serviços na nuvem exigirá investimento na infraestrutura de conexão”, afirma Belfort, da Frost & Sullivan.

Antecipar tendências em um setor dinâmico é sempre arriscado. Mas das dez tecnologias indicadas pelo Valorno ano passado, nove foram bem-sucedidas: tablets, aplicativos, banda larga, serviços on-line, acesso ao conteúdo de TV por vários meios, redes sociais, smartphones, mapas digitais e clubes de compra. Algumas delas retornam à lista deste ano, caso dos aplicativos, ou servem de base a tópicos como smart TVs e a nuvem.

A exceção que não se cumpriu foi o 3D. Depois de fazer sucesso no cinema, com Avatar, a tecnologia espalhou-se por notebooks e televisores. Novos produtos do tipo continuam chegando às prateleiras, mas a falta de conteúdo específico e a necessidade de usar os óculos especiais parecem manter o consumidor afastado. Afinal, quantas pessoas você conhece que usam 3D em casa?

Fonte: http://observatoriodaimprensa.com.br - Cibelle Bouças, João Luiz Rosa e Moacir Drska em 03/01/2012 na edição 675

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Tendências tecnológicas para os próximos anos. Estamos prontos?

Quais tendências tecnológicas você acha que podem impactar sua vida nos próximos dez anos? O futurista e chefe do grupo de soluções de internet da Cisco, Dave Evans, preparou uma lista com dez delas. Confira a relação:

1 - Internet das coisas: nascido em 2008, o conceito é definido basicamente pelo crescente número de aparelhos que estarão conectados à grande rede. Para o grupo de internet da Cisco, até 2020, 50 bilhões de dispositivos terão acesso à web, algo como seis por pessoa.

2 - Zettaflood: a capacidade de armazenamento de cinco exabytes foi criada em 2008, o equivalente a um bilhão de DVDs. Três anos mais tarde, diz o futurista, o montante de informação criada era de 1,2 zettabytes. Muita da informação criada neste momento já é multimídia, a previsão é que em 2014 90% do tráfego na web seja vídeo. Assim, a era do zettaflood demandará muito das redes.

3 - Explosão da nuvem: até 2020, a previsão é que ao menos um terço dos dados estejam abrigados ou passem por uma nuvem. Até 2014, o gasto de TI em inovação e cloud computing deve chegar a US$ 1 bilhão. Para as empresas, aconselha, é importante entender que esses ambientes são bons apenas se o ambiente de rede der o suporte adequado.

4 - Próxima web: o futurista usa sua própria casa como exemplo e diz que, desde 1990, a velocidade da conexão aumentou 170 mil vezes. Nos próximos dez anos, acredita que isso crescerá três milhões de vezes.

5 - O mundo está plano, assim como a tecnologia: com aumento da velocidade, melhora da comunicação e recursos disponíveis, as pessoas estão progredindo mais rapidamente. As revoltas árabes são exemplos do engajamento que pode ocorrer com o avanço da tecnologia. Tivemos ainda os alertas de Tsunami na costa norte-americana após o terremoto do Japão. Com esses eventos, a captura, disseminação e consumo das histórias ao vivo torna tudo em tempo real e mais próximo. Temos aí três pontos: banda larga móvel, internet e produção a qualquer hora e em qualquer lugar.

6 - Poder: com o crescimento populacional e também da urbanização, cidades com um milhão de habitantes serão criadas a cada mês nas próximas duas décadas. Isso trará demandas imensas, inclusive energéticas. Mas algumas respostas existem. A energia solar é algo que poderá ajudar muito.

7 - O ponto central estará em você: temos sempre nos adaptado às tecnologias. No futuro, isso irá mudar, elas se adaptarão aos nossos estilos. A última fronteira de integração serão as interfaces de máquinas cerebrais que, eventualmente, permitirão às pessoas com lesão na medula ter uma vida normal.

8 - A próxima dimensão: temos assistido a um grande progresso do mundo físico para o virtual. Antes, comprávamos DVDs, cds, livros. Hoje tudo é baixado nos computadores e outros dispositivos com acesso à internet. Algo que tem crescido também é a impressão 3D. Num futuro não tão distante, eles acreditam que será possível imprimir órgãos humanos.

9 - Nova árvore familiar: os avanços tecnológicos têm permitido a criação de entidades artificiais. Caracteres automáticos podem reconhecer voz e fazer projeções. Além disso, temos o avanço da robótica. Até 2020, os robôs serão superiores aos humanos. Acredita-se ainda que até 2025 a população de robôs vai ultrapassar a de humanos no mundo desenvolvido, para, em 2035, substituir os humanos enquanto força de trabalho.

10 - Apenas o melhor: temos cruzado o limite da descoberta e nos tornamos mestres de nosso próprio destino. Somos praticamente o sol de nossos átomos e rapidamente estamos ganhando o controle sobre eles. De acordo com Stephen Hawking, ‘os humanos estão iniciando o estágio de uma evolução auto-concebida’. Essas tendências são apenas para nos lembrar o quão bom é o mundo e, assim, temos sempre que responder a questão: estamos prontos?

Fonte: http://informationweek.itweb.com.br

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Tendências de Investimento em INOVAÇÃO

Os investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) crescem a cada ano no Brasil. Dados parciais do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) apontam para resultados ainda mais positivos para os próximos anos.

Com o retorno a posições estratégicas no governo de alguns de seus mais destacados defensores, o foco na inovação volta a ganhar força e deve ser destaque da segunda versão da Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP). Mirando a competitividade, a chamada PDP2 terá como uma das principais metas a elevação do gasto privado anual em pesquisa e desenvolvimento para algo entre 0,9% a 1% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2014. Em valores atuais, algo em torno de R$ 37 bilhões. Hoje o porcentual é de apenas 0,5%. Para isto, será utilizado vários mecanismos, desde da LEI DO BEM, Lei da Inovação a programas por meio de agências de fomento a inovação e ao empreendedorismo.

Inovar versus modernizar

Modernizar é comprar equipamentos e adquirir instrumentos. Inovar é apostar em pesquisa, contratar ou se associar a produtores de conhecimento, ciência e tecnologia.

O Sistema Brasileiro de Tecnologia (Sibratec), criado pelo Decreto 6.259 de 20 de novembro de 2007, é um dos elementos que auxilia nessa trajetória, ao melhorar a organização da oferta de conhecimentos, principalmente baseado nas demandas, aumentando a sinergia das ações destinadas ao apoio às empresas.

Neste sentido, o MCT investe na capacitação de mais de 400 laboratórios de calibração, ensaios e análises que ofertarão às empresas serviços de avaliação da conformidade. A intenção é oferecer o apoio necessário para garantir produtos brasileiros com selo de qualidade e condições de competir no mercado nacional e internacional.

Extensão tecnológica

Outra frente de ação, no âmbito do Sibratec, está presente em 22 estados com a implementação das redes estaduais de extensão tecnológica que são destinadas a solucionar pequenos gargalos na gestão tecnológica, projeto, desenvolvimento e produção das micros, pequenas e médias empresas. O sistema viabiliza o contato com institutos de tecnologia, centros de pesquisa e universidades, que possam prestar atendimentos tecnológicos por valores razoavelmente limitados, de até R$ 30 mil.

O Sibratec constrói uma ponte entre a academia (a excelência da pós-graduação) e o setor produtivo para facilitar a transferência do conhecimento. Foram organizadas 14 redes de centros de inovação em todo o País, em várias áreas do conhecimento que propiciam às empresas desenvolver projetos cooperativos inovativos. O Sibratec/Finep aportará até 95% do valor desses projetos, de acordo com o porte da empresa.

Inovação recente


Apesar do crescimento verificado nos últimos anos, a tradição inovadora é recente no Brasil e precisa avançar ainda mais para garantir o crescimento sustentável no futuro. Ele justifica que o processo de transferência do conhecimento é frágil. O País é responsável por 2,4% da produção científica mundial, mas responde apenas por 0,2% do registro de patentes em todo o mundo.

Não é correto dizer que o Brasil investe pouco em pesquisa e inovação porque a dinâmica é acentuada e favorável. O que podemos dizer é que o hábito, a prática, a tradição da inovação no País, especialmente nas empresas, ainda é bastante recente, em especial no segmento industrial.

Tendências

A contratação de CEOs mais voltados para a área de inovação é, segundo uma pesquisa Amcham em parceria com a Fundação Dom Cabral, a principal tendência em relação à inovação nas empresas.

Os presidentes-executivos terão o papel de inserir a inovação na cultura da companhia e criar um ambiente adequado para isso. Mais parcerias com universidades e empresas são a segunda tendência mais apontada pelos pesquisados, que também acreditam que o mercado terá mais investimentos em tecnologias e ferramentas nessa área. O aumento dos investimentos em inovação vem logo atrás na lista das principais tendências, de acordo com os participantes do levantamento.