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segunda-feira, 18 de junho de 2012

MCTI anuncia lançamento de edital do programa de subvenção.

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, anunciou no encerramento da XII Conferência Anpei, nesta quarta-feira (13/06) em Joinville, que um novo edital do programa de subvenção econômica será lançado no segundo semestre deste ano. Ele também revelou que o Programa Nacional de Software, que visa apoiar as empresas do setor, deve ser lançado em agosto.

“Nosso propósito é que essa chamada da subvenção tenha valores superiores aos editais lançados anteriormente, ou seja, será superior a R$ 450 milhões”, contou. O ministro transmitiu sua mensagem por telefone aos presentes à XII Conferência Anpei, enquanto participava da Conferência Rio +20, no Rio de Janeiro.

No caso do Programa Nacional de Software, ele disse que o ministério fará algo inédito em termos de política pública: vai estimular as aceleradoras de startups no setor. O programa seria um piloto que deve ser estendido para outros setores da economia inovadora. Até agora, a atuação do MCTI em relação ao segmento se dá por meio do apoio às incubadoras de empresas de software. “Nosso objetivo é fazer com que tenhamos mais startups e que elas evoluam com maior rapidez”, completou.

Em sua participação na XII Conferência, Raupp parabenizou a Anpei pela realização da XII Conferência. “Cada Conferência Anpei que acontece no Brasil dá um passo à frente no sentido da consolidação da inovação como estratégia número um para o nosso desenvolvimento sustentado”, afirmou, dizendo ainda que percebe um amadurecimento coletivo no País em relação ao tema da inovação.

O ministro e destacou, ainda, pontos em comum na agenda da Anpei e do MCTI. “Considero esse um dado de extrema relevância, pois mostra que estamos todos remando na mesma direção e com os mesmos objetivos”, completou. Como exemplos, ele citou a mobilização pelo direcionamento de parte dos recursos obtidos na exploração do petróleo no pré-sal para ciência, tecnologia, inovação e educação, nas discussões sobre o aprimoramento do marco legal sobre acesso à biodiversidade, a formulação do novo Código Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação e o apoio às micro e pequenas empresas inovadoras.

Raupp terminou sua mensagem dizendo que o MCTI vai apoiar a Associação na publicação impressa do “Guia de Boas Práticas para Interação ICT Empresa”, lançado pela Anpei durante a XII Conferência e elaborado pelos participantes do Comitê Temático de Promoção da Interação ICT-Empresa da Anpei. Fonte: http://www.anpei.org.br

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Novo ministro da C,T&I tem perfil técnico

O escolhido pela presidente Dilma Rousseff para comandar o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) é o físico Marco Antonio Raupp. A posse foi no dia 24/01/2012. Ele substituio Aloizio Mercadante, que agora é o novo ministro da Educação.

Sua escolha foi motivada pelo fato de ter experiência na gestão acadêmica e também ser um defensor da inovação tecnológica como meio para aumentar a competitividade da economia brasileira.

Graduado em física pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Raupp é PhD em matemática pela Universidade de Chicago e livre-docente pela Universidade de São Paulo (USP). Foi pesquisador titular do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Como docente, atuou no Instituto de Matemática e Estatística da USP (IME/USP) e na Universidade de Brasília (UnB).

Já dirigiu várias instituições da área de C,T&I, a exemplo do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), do Inpe e do Instituto Politécnico da Universidade do Rio de Janeiro (IPRJ/Uerj). Nos últimos anos, trabalhou como diretor-geral do Parque Tecnológico de São José dos Campos, SP, e foi presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), atividades que encerrou em março de 2011 para assumir a presidência da Agência Espacial Brasileira (AEB).

Entre os títulos que recebeu destacam-se o de Comendador pela Ordem do Rio Branco, do Ministério das Relações Exteriores, e de Grão-Cruz pela Ordem Nacional do Mérito Cientifico, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

NOTA Á IMPRENSA – Veja abaixo nota que Rauup divulgou para a imprensa referente a sua escolha para o MCTI:

“Recebo como uma distinção especial o convite da presidente Dilma Rousseff para assumir o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, num momento fundamental da sua evolução. Com 40 anos de militância nas atividades cientificas e tecnológicas, como pesquisador e gestor de instituições da área, considero uma honra e um enorme desafio a nova missão que me é confiada.

“Tenho absoluta consciência da exigência sem precedentes para que a ciência, a tecnologia e a inovação contribuam de forma essencial para o desenvolvimento social e econômico do Brasil.

“Para dar cumprimento a essa missão, espero contar com a participação ativa das comunidades científica, tecnológica e empresarial, e com o apoio das equipes que compõem o Ministério.

“Também muito me honra suceder o ministro Aloizio Mercadante, a quem desejo a continuidade e o avanço do êxito alcançado pelo professor Fernando Haddad à frente do Ministério da Educação.”

Fonte: http://www.anpei.org.br

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Tendências de Investimento em INOVAÇÃO

Os investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) crescem a cada ano no Brasil. Dados parciais do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) apontam para resultados ainda mais positivos para os próximos anos.

Com o retorno a posições estratégicas no governo de alguns de seus mais destacados defensores, o foco na inovação volta a ganhar força e deve ser destaque da segunda versão da Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP). Mirando a competitividade, a chamada PDP2 terá como uma das principais metas a elevação do gasto privado anual em pesquisa e desenvolvimento para algo entre 0,9% a 1% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2014. Em valores atuais, algo em torno de R$ 37 bilhões. Hoje o porcentual é de apenas 0,5%. Para isto, será utilizado vários mecanismos, desde da LEI DO BEM, Lei da Inovação a programas por meio de agências de fomento a inovação e ao empreendedorismo.

Inovar versus modernizar

Modernizar é comprar equipamentos e adquirir instrumentos. Inovar é apostar em pesquisa, contratar ou se associar a produtores de conhecimento, ciência e tecnologia.

O Sistema Brasileiro de Tecnologia (Sibratec), criado pelo Decreto 6.259 de 20 de novembro de 2007, é um dos elementos que auxilia nessa trajetória, ao melhorar a organização da oferta de conhecimentos, principalmente baseado nas demandas, aumentando a sinergia das ações destinadas ao apoio às empresas.

Neste sentido, o MCT investe na capacitação de mais de 400 laboratórios de calibração, ensaios e análises que ofertarão às empresas serviços de avaliação da conformidade. A intenção é oferecer o apoio necessário para garantir produtos brasileiros com selo de qualidade e condições de competir no mercado nacional e internacional.

Extensão tecnológica

Outra frente de ação, no âmbito do Sibratec, está presente em 22 estados com a implementação das redes estaduais de extensão tecnológica que são destinadas a solucionar pequenos gargalos na gestão tecnológica, projeto, desenvolvimento e produção das micros, pequenas e médias empresas. O sistema viabiliza o contato com institutos de tecnologia, centros de pesquisa e universidades, que possam prestar atendimentos tecnológicos por valores razoavelmente limitados, de até R$ 30 mil.

O Sibratec constrói uma ponte entre a academia (a excelência da pós-graduação) e o setor produtivo para facilitar a transferência do conhecimento. Foram organizadas 14 redes de centros de inovação em todo o País, em várias áreas do conhecimento que propiciam às empresas desenvolver projetos cooperativos inovativos. O Sibratec/Finep aportará até 95% do valor desses projetos, de acordo com o porte da empresa.

Inovação recente


Apesar do crescimento verificado nos últimos anos, a tradição inovadora é recente no Brasil e precisa avançar ainda mais para garantir o crescimento sustentável no futuro. Ele justifica que o processo de transferência do conhecimento é frágil. O País é responsável por 2,4% da produção científica mundial, mas responde apenas por 0,2% do registro de patentes em todo o mundo.

Não é correto dizer que o Brasil investe pouco em pesquisa e inovação porque a dinâmica é acentuada e favorável. O que podemos dizer é que o hábito, a prática, a tradição da inovação no País, especialmente nas empresas, ainda é bastante recente, em especial no segmento industrial.

Tendências

A contratação de CEOs mais voltados para a área de inovação é, segundo uma pesquisa Amcham em parceria com a Fundação Dom Cabral, a principal tendência em relação à inovação nas empresas.

Os presidentes-executivos terão o papel de inserir a inovação na cultura da companhia e criar um ambiente adequado para isso. Mais parcerias com universidades e empresas são a segunda tendência mais apontada pelos pesquisados, que também acreditam que o mercado terá mais investimentos em tecnologias e ferramentas nessa área. O aumento dos investimentos em inovação vem logo atrás na lista das principais tendências, de acordo com os participantes do levantamento.