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sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Levy assume Fazenda e coloca inovação como fundamental para crescimento

A equipe econômica do segundo mandato da presidente Dilma Rousseff foi apresentada no Palácio do Planalto, em Brasília (DF). Joaquim Levy assume o Ministério da Fazenda, enquanto Nelson Barbosa será o responsável pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG). Alexandre Tombini foi mantido na presidência do Banco Central.

O “fortalecimento da economia” foi uma expressão citada pelo menos seis vezes durante os breves pronunciamentos e curta coletiva do grupo. Para tanto, o fomento à inovação para retomada da competitividade foi posto como fundamental pelo novo titular da Fazenda. Segundo Joaquim Levy, a política econômica deve ser voltada para este aspecto.

“A concorrência, o empreendedorismo e a inovação são indispensáveis para o crescimento da economia. O Ministério da Fazenda vai fazer todo o possível para alavancar essas três variáveis fundamentais”, afirmou Levy.

Por sua vez, Nelson Barbosa aposta na austeridade e no trabalho em conjunto com outros ministérios, estados e municípios para equilibrar as contas do governo. Até porque a meta de superávit primário se mostra ousada diante das recentes controvérsias no Congresso Nacional em relação à alteração do cálculo do indicador. Para 2015, o número estimado é de 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB). Nos dois anos seguintes, sobe para 2% do PIB. Outro ponto abordado foi a questão da produtividade nacional.

“Temos que trabalhar em conjunto para fortalecer a economia. Além disso, temos que aumentar a taxa de investimentos e de produtividade da economia de um modo mais rápido”, disse Barbosa.

Fonte: http://www.anpei.org.br/ - com dados da Agência Gestão CT&I

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Empreendedorismo: saiba como escolher o investidor certo.

Com tantas opções disponíveis no Brasil é difícil eleger qual é o ideal para o seu negócio. Especialista nessa área dá dicas de como identificar o parceiro para acelerar seu empreendimento.

Atualmente, muito se fala sobre investimento anjo, fundos de investimentos, empresas de participações, club deals/investiment club, entre outros diversos tipos de investimentos.

Com tantas opções disponíveis no Brasil é difícil escolher qual é a ideal para o seu negócio. Muito vai depender do estágio que sua empresa se encontra, mas algumas informações importantes devem ser apuradas na hora de identificar quem é o parceiro investidor certo para o seu negócio.

Confira o perfil de alguns dos principais tipos de investimentos que podem ajudar a alavancar a sua empresa:

Investidor-anjo

De modo geral, esse investidor aporta seus recursos no momento da validação do negócio ou no pós-validação. O estágio de validação é quando o empreendedor ainda não testou ou desenvolveu seu produto inovador e coloca os recursos para viabilizar que seja construído seu MVP (Produto Mínimo Viável) e teste-o no mercado.

O pós-validação é quando o empreendedor já desenvolveu seu produto e está começando a vender ou está disponível para iniciar as vendas em curto prazo. Os aportes variam de R$ 100 mil a R$ 500 mil.

Fundos de Investimentos

Fundos de Seed/Early Stage investem em empresas que já contam com uma tecnologia desenvolvida ou com um modelo de negócio validado. Está validação é mensurada, na maioria das vezes, pela venda – conhecida como validação por mercado. É importante destacar que no Brasil o conceito de Early Stage engloba empresas que possuem do faturamento zero a R$ 3,6 milhões.

Nessas situações, o fundo é mais flexível e pode aportar de R$ 1 milhão a R$ 6 milhões. Esse tipo de investimento é feito em partes (tranches), que são liberadas quando o empreendedor atinge metas pré-acordadas e estabelecidas em contrato.

Empresas de Participações

Há muitas empresas com esse perfil, mas ainda são poucas as que destinam seus recursos para startups. As empresas de participações assimilam-se mais aos Fundos Seed/Early Stage, e a grande diferença é que elas investem recursos próprios, enquanto os Fundos investem recursos dos cotistas. É possível identificar que as empresas de participações no Brasil – com foco em startups – aportam de R$ 500 mil a R$ 4 milhões.

Club Deals/Investment clubs

O termo tem origem norte-americana e pode ser traduzido como uma “vaquinha entre amigos”. Geralmente quem organiza um Club Deal é um investidor “líder”. Ele aciona sua rede de relacionamento com uma oportunidade específica – geralmente contatos de 1º e 2º graus, e um investidor valida e referencia o outro.

Quando o Club Deal é organizado pelo empreendedor, alguns investidores podem ter certas dúvidas. Muitos questionam: “vou ser sócio de mais quem? Quem mais ele está chamando para este investimento?”.

Se você possui um investidor interessado no seu negócio, mas o aporte financeiro está alto para ele arcar sozinho, sugira um modelo de Club Deal. Com certeza você terá bons resultados. Como varia de caso para caso, não existe um montante de investimento específico nesse tipo de negócio. Mas, normalmente, os aportes são superiores a R$ 500 mil – caso contrário, não justifica o esforço de captação.

Para fazer a escolha certa, as informações gerais aqui apresentadas vão contribuir na caminhada do empreendedor, em busca de um investidor. Mas é importante pesquisar bastante e testar todas as alternativas, antes de tomar uma decisão. E bons negócios!

Fonte: http://computerworld.com.br/ - por BRUNO GHIZONI

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Start-Up Brasil encerrará 2014 com metas cumpridas

Lançado em novembro de 2012, o programa Start-Up Brasil chegará ao final deste ano tendo cumprido todas as metas inicialmente previstas. Até abril, somente a primeira turma selecionada pelo edital aberto em 2013 acumula os seguintes resultados: 73% das startups operam com produtos funcionais (no início do processo de aceleração esse percentual era de 41%); 53% das startups já estão faturando; houve um aumento nas equipes de 33%; nove prêmios nacionais e internacionais recebidos; e R$ 1,3 milhão de investimentos externos captados entre setembro de 2013 e janeiro de 2014.

“Estamos criando um sistema robusto e competitivo de base tecnológica: das 150 startups previstas até 2014, estamos com 100 apoiadas e desenvolvendo projetos”, informa o secretário de Política de Informática do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Virgilio Almeida. “Já aplicamos R$ 20 milhões nessas companhias inovadoras. Até o fim deste ano cumpriremos as metas iniciais previstas”.

Os dados integram o balanço apresentado nesta terça-feira (27), em São Paulo, por Virgilio, pelo diretor de Software e Serviços de TI do MCTI, Rafael Moreira, e por representantes do Start-Up Brasil. Parte do programa TI Maior, o Start-Up Brasil visa apoiar empresas nascentes de base tecnológica com foco em empresas de software e serviços em uma rede de investidores em parceria com grandes companhias nacionais e internacionais.

O secretário também ressaltou a diversidade de atuação das startups. Empresas de 15 setores contam com recursos do programa, sobretudo nas áreas de varejo (14,41%), educação (9,32%) e finanças (8,47%). “Do total de projetos, pelo menos 85% contavam com um protótipo de seu produto ou serviço em desenvolvimento no momento da seleção”, diz Virgilio.

Segundo Rafael Moreira, a abrangência territorial das propostas é outro ponto de destaque do programa. “Empreendedores de todo o país apresentaram iniciativas, entre a primeira e a segunda turmas. Atualmente, estamos apoiando empresas de 15 estados e nas cinco regiões brasileiras”.

Empresas estrangeiras também vislumbraram boas oportunidades de desenvolver seus projetos a partir do Start-Up Brasil. Ideias de 37 países foram remetidas para avaliação da comissão do programa, e 10 países tiveram iniciativas selecionadas.

Casos de sucesso – A Love Mondays, de São Paulo, é uma das startups apoiadas pelo programa. Com a ideia de auxiliar profissionais a adquirirem referências de onde pretendem trabalhar, a Love Mondays criou uma ferramenta em que qualquer pessoa pode, anonimamente ou não, opinar sobre as oportunidades profissionais em uma empresa.

“O Start-Up Brasil foi muito importante para validar nosso modelo de negócios, definir estratégias de crescimento e marketing, além do acesso a mentores e investidores”, avalia a CEO da startup, Luciana Caletti. “O recurso recebido do CNPq [Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico] permitiu contratar profissionais para desenvolver a plataforma e ajudar a crescer o negócio”.

Outra startup selecionada pelo programa em 2013 é a Intoo, que desenvolveu uma ferramenta para facilitar o acesso a crédito para micro e pequenas empresas: qualquer uma pode solicitar capital de giro e antecipação de recebíveis com as menores taxas de juro - com base no perfil do cliente, é possível analisar qual instituição bancária oferece taxas mais atraentes.

“O Start-Up Brasil tem um pacote de relacionamento muito interessante. Quando precisamos acessar pessoas da iniciativa privada para oferecer nosso serviço, chegamos a essas pessoas por meio de contatos das aceleradoras ou do próprio programa”, pontua o CEO da Intoo, Arthur Farache. “O projeto também nos auxilia a construir uma reputação, por termos participado de um projeto com a chancela do governo federal, por meio do MCTI”.

Fonte: http://www.anpei.org.br/ ´- MCTI

sábado, 29 de março de 2014

25 termos que todo empreendedor precisa saber

Veja uma lista de termos importantes para donos de pequenas empresas e startups

Cada indústria tem sua lista de jargões. No mundo do empreendedorismo são vários os termos que você vai encontrar pela frente ao longo de sua jornada. Como empreendedor, é importante que você esteja familiarizado com eles. Conheça uma lista com 25 termos que todo empreendedor precisa saber:

1. Aceleradora É o nome 'moderno' para as incubadoras. Enquanto as incubadoras estão mais ligadas a universidades e a projetos governamentais, as aceleradoras são financiadas com capital privado e apoiam startups, empresas de alto potencial de crescimento. A aceleração pode incluir apoio financeiro, mas está baseada principalmente no suporte à criação e ao desenvolvimento do negócio, com sessões de coach e mentoring durante um período.

2. Break-even Em português, um 'ponto de equilíbrio'. É quando os custos da empresa são iguais às suas receitas. Como tudo que a empresa recebe paga somente as despesas, o lucro (ou resultado do período), acaba sendo 0, nesse caso.

3. Capital de giro São os recursos financeiros utilizados para cobrir os custos do dia a dia da empresa e para sustentá-la entre o pagamento de despesas e o recebimento da receita de clientes.

4. Captação de recursos Obter investimentos, o que pode ser feito por meio de empréstimos bancários, agências de fomento, fundos de investimentos ou investidores-anjos. Descubra como captar recursos no curso online da Endeavor de Acesso a Capital.

5. Co-working Espaço de trabalho compartilhado por diversas empresas, que passam a poder se relacionar e a trocar conhecimentos.

6. Crowdfunding Obtenção de capital através de financiamento coletivo, em geral de pessoas físicas interessadas na iniciativa. Existem plataformas on-line especializadas nisso.

7. Crowdsourcing Forma de conseguir serviços/ajuda de forma colaborativa para geração de conteúdos, solução de problemas, desenvolvimento de novas tecnologias, geração de fluxo de informação e afins.

8. Early stage São consideradas empresas em early stage (estágio inicial) as que possuem até três anos de existência.

9. Elevador pitch Apresentação da ideia do negócio em aproximadamente 30 segundos (o tempo que uma pessoa passaria no elevador).

10. Empreendedorismo corporativo ou Intraempreendedorismo Significa empreender dentro da organização na qual se trabalha. O intraempreendedor enxerga nos problemas do dia a dia oportunidades de crescimento para a empresa, sendo capaz de inovar sistêmica e constantemente. Descubra como implementar uma cultura intraempreendedora em sua empresa no curso online da Endeavor sobre Cultura.

11. Empreendedorismo social O empreendedor social cria negócios com fins lucrativos, mas que propõem soluções inovadoras para problemas sociais ou ambientais, como lixo, educação e saúde. Ele está focado em mobilizar pessoas e trabalhar por uma causa para realizar verdadeiras transformações na sociedade.

12. Escalabilidade Capacidade de replicar o produto/serviço com facilidade atendendo a um grande público ou abrangendo um grande mercado consumidor. Aprenda a escalar o seu negócio para se tornar um empreendedor de alto impacto no curso online da Endeavor sobre como Escalar e Inovar.

13. Incubadora As incubadoras têm um perfil mais adequado para quem precisa de tempo e muito conhecimento para estruturar seu negócio. Depende de subsídios governamentais e provavelmente vai precisar de uma quantidade relativamente grande de investimentos para acontecer.

14. Investidor-anjo Os angels são profissionais experientes que têm capital disponível para investir em novos empreendimentos. Em troca desse capital, esperam um percentual da empresa investida.

15. MEI Sigla para 'Micro Empreendedor Individual', é a pessoa que trabalha por conta própria e se legaliza como empresário.

16. Mergers and Acquisitions (M&A) Termo em inglês para 'Fusões e Aquisições' (abreviado M&A), é tanto um aspecto da estratégia corporativa e finanças corporativas quanto compra, venda, divisão e combinação de diferentes empresas.

17. Networking Ter ou estabelecer uma rede de contatos. 'Fazer networking', como é empregado, costuma ser uma ótima forma de ampliar a qualidade de seus relacionamentos e transformá-los em benefício mútuo no meio profissional.

18. PME É a sigla para pequenas e médias empresas. Uma pequena empresa possui de dez a 49 funcionários. Já uma empresa de médio porte possui entre 50 e 249 funcionários.

19. ROI Sigla da tradução de 'Retorno sobre Investimento', corresponde a um percentual da quantidade de dinheiro ganho em relação à quantidade de dinheiro investido.

20. Seed capital Capital 'semente', aquele capital que se capta quando o negócio está em sua fase inicial, para que ele possa dar seus primeiros passos no mercado.

21. Spin-off Criação de uma nova empresa de produtos ou serviços inovadores, criados inicialmente a partir de um projeto em uma 'empresa-mãe'. Geralmente, os empreendedores do novo negócio trabalharam antes no desenvolvimento desse projeto na empresa-mãe, que gerou o spin-off.

22. Stakeholders Stakeholders são todos os impactados pelo negócio, sejam eles sócios, acionistas, funcionários, clientes ou segmentos da sociedade.

23. Startups Uma empresa projetada desde o início para ser grande! Eric Ries, autor do livro 'Lean startup', define startup como 'um grupo de pessoas à procura de um modelo de negócios repetível e escalável, trabalhando em condições de extrema incerteza'. Descubra ferramentas para começar o seu negócio no curso online da Endeavor para Startups.

24. Validação Ter alguém validando sua ideia, ou seja, se tornando um cliente, usuário, ou estando engajado de qualquer forma ativa em seu negócio, é o sinal verde de que ele pode dar certo. Mas a validação é um exercício constante, um processo que exige flexibilidade, agilidade e resiliência para recomeçar diversas vezes e não desistir.

25. VC (Venture Capital) Traduzido como 'capital de risco', os VCs apoiam empresas de pequeno e médio porte já estabelecidas e com potencial de crescimento. Com duração média de 5 a 7 anos, os recursos investidos financiam as primeiras expansões, levando o negócio a novos patamares no mercado.

Fonte: http://exame.abril.com.br/

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Inovação: combinado não sai caro.

Se TI tem se tornado cada vez mais necessária para causar rupturas em modelos de negócios, então que fique claro entre os C-Levels o papel de cada um no processo de inovação

Pensar inovação nos dias de hoje é bastante complexo. O CIO que o diga. Enquanto há empresas que acreditam que inovar é mais um produto que um processo, noutras a cobrança por mais envolvimento da tecnologia para alcançar novos cenários e horizontes se torna um peso cada vez mais difícil de sustentar. Novamente, volta a figura do líder de TI, que se vê pressionado a participar dos negócios de forma mais efetiva, sendo bombardeado de expectativas das outras áreas da empresa. Um conselho para lidar com essa situação? O combinado não sai caro.

“Não existe inovação com business case aprovado, então é necessário deixar claro para as áreas de negócios que, por vezes, cria-se dez produtos e se aprova um, e inovar está baseado em errar diversas vezes até chegar ao ponto ideal”, afirma Agenor Leão, CIO da Natura, que recentemente ganhou uma cadeira no conselho de administração da companhia.

O C-Level tem por costume exigir gráficos de resultados ainda quando a ideia é embrionária, e é necessário um trabalho de educação cultural para que TI e negócios andem de mãos dadas em busca objetivo em comum, adverte Leão.

Falar em inovação esbarra em… orçamento. Como ser mais inovador e peça chave da transformação da empresa se não há aumento do budget? Ou, pior, se há redução nos investimentos? A grande sacada de fazer parte das áreas de negócios para o CIO é que o budget desses outros departamentos começa a ser dedicado também à tecnologia, e o papel do líder de TI é direcionar o investimento e não desembolsá-lo.

Se o marketing precisa de uma plataforma de colaboração, o líder de tecnologia se torna o intermediador do processo e não o ponto focal, o que indica liberdade para gerir e mostrar força no novo papel como parte da estratégia corporativa.

Elisabete Waller, sócia de consultoria da Ernst & Young, vai ainda mais longe e afirma que inovação necessita de um orçamento separado ao de tecnologia da informação, para, assim, ser uma responsabilidade da empresa e não de apenas duma área em específico. Da mesma forma, os investimentos em TI acabam por ser observados por toda a empresa, mas gerenciado pelo CIO devido ao conhecimento das plataformas e sistemas, diz.

O conteúdo acima foi extraído do “IT Mídia Debate: o Futuro da Carreira do CIO”, realizado em fevereiro pela InformationWeek em São Paulo, que reuniu líderes de tecnologia, analistas de mercado e CEOs. Todos os insights e pontos de vistas debatidos no dia estarão disponíveis na edição de março da InformationWeek Brasil.

Fonte: http://informationweek.itweb.com.br

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Os segredos de empreendedorismo das startups de TI

Celebrada como a maior festa das comunidades digitais do País, a Campus Party assumiu neste um perfil negocial. Não deixou de lado seu estilo geek-nerd-gamer-futurista, mas deu novo grau de relevância a questões como empreendedorismo e inovação, aproximando ciência e criatividade do mundo empresarial e dando boas dicas de como startups e pequenos empreendedores podem aprender com as grandes empresas e com os investidores – e vice-versa.

Realizado no fim de janeiro, o evento completou este ano sua sexta edição no Brasil com atividades em torno dos pilares empreendedorismo, educação inovadora e criação colaborativa. Foram 7,6 mil participantes, dos quais 5,5 mil acamparam no Parque Anhembi, em São Paulo. Novidades como o Cross Space, ponto de encontro entre empreendedores, investidores e empresas, e a Maratona de Negócios, que premiou com apoio do Sebrae modelos de startups desenvolvidas pelos participantes, reforçaram a tendência de estimular oportunidades de negócios e, ao mesmo tempo, ajudaram a desenhar um cenário que também está estimulando a busca de novas possibilidades por companhias com foco em crescimento e diferenciação em seus mercados.

As iniciativas premiadas no evento dão dicas do que está sendo valorizado no momento. Na Maratona, onde cada uma das 36 equipes teve cinco minutos para se apresentar ao júri formado por representantes do Sebrae, da Campus Party e de quatro investidores que atuam na área de inovação, as ideias de serviços e soluções tecnológicas foram premiadas com orientação da entidade e vagas no programa Empretec, de desenvolvimento de empreendedores, e devem ser úteis para os grandes eventos esportivos. Já o Hackathon, também criado pelo Sebrae, desafiou programadores a criarem ao longo de uma maratona de 17 horas aplicativos em software livre, com base na metodologia Canvas, para ajudar empreendedores a desenhar modelos de negócios.

A questão é que ter a ideia e desenhá-la é só o começo – colocá-la em prática é outra história, mas é isso que os investidores valorizam. “O projeto no papel é bacana. Mas precisamos avaliar a capacidade de transformá-lo em algo concreto”, diz Cássio Spina, da Anjos do Brasil, organização criada para apoiar o desenvolvimento de inovação por investidores anjo. Segundo ele, eles buscam em geral negócios que tragam algo diferente do que já existe, inovações transformadoras ou incrementais que apresentem vantagens competitivas em produtos, serviços ou modelos de negócios ou produção. Mas sempre de olho na capacidade de execução do empreendedor. “Histórico e desempenham aumentam a atratividade. Ganham pontos protótipos, provas de conceito, aquilo que foi feito com recursos próprios”, descreve. Ter clientes de fato que comprovem a demanda, claro, é a cereja do bolo.

“Execução é a característica-chave do bom empreendedor”, concorda Carlos Pessoa, diretor da Wayra Brasil, aceleradora do grupo Telefônica nascida para estimular iniciativas nas áreas de inovação e tecnologia. Ex-Endeavor, ele traduz a capacidade de execução como foco total na ideia, com mobilização de recursos escassos para fazê-la acontecer. O interessado que larga tudo para se dedicar ao seu projeto? É esse que vai dar certo, diz. “Entre o cara que gastou mil horas para formatar um plano de negócio e o outro que gastou cem para colocar um site no ar, mas já tem visitantes, priorizamos o segundo”, exemplifica. “No empreendedorismo digital tempo é o recurso mais escasso. A janela de oportunidade dura pouco, alguém pode ter a mesma ideia e criar mais rápido.”

A criação da Wayra há pouco mais de dois anos foi a maneira que a operadora encontrou para buscar inovação também fora de casa. A iniciativa chegou ao Brasil em 2011 e ganhou o apoio do fundo de capital de risco Amérigo, nascido no ano passado com adesão dos governos da Espanha, Colômbia, Chile e Brasil com capital inicial em torno de 300 milhões de euros – o investimento inicial da Telefônica soma 68 milhões de euros em cinco anos. A aceleradora já tem em seu portfólio 120 iniciativas em 12 países, uma dezena delas no Brasil, onde cada uma recebeu 100 mil reais e suporte como espaço físico, infraestrutura, apoio à gestão e ferramentas para concretizar a ideia inicial, da qual a Wayra se torna sócia minoritária.

Uma das investidas da Wayra por aqui é a Qranio, de Samir Iásbeck, animado empreendedor que, aos 31 anos, já vendeu picolé, montou salão de cabeleireiro, lava rápido e empresa de software – a Emiolo.com, a única bem-sucedida e que deu origem ao novo empreendimento. A história de Samir dá mostras da capacidade tão celebrada pelos investidores. Formado em administração, era funcionário exemplar de uma empresa enquanto dedicava salário e horas extras a iniciativas particulares, até que optou pela demissão e priorizou o negócio de desenvolvimento de sistemas. Foi quando percebeu que alguns produtos com tíquete maior podiam ser turbinados, mas outros davam prejuízo, como o Qranio.

Só que o aplicativo criado para fazer do aprendizado uma brincadeira era um xodó do ex-estudante distraído a quem o sistema tradicional de ensino teve apelo zero. E mereceu tratamento especial. Iásbeck estudou tudo que envolvia gamificação e e-learning, chamou para cofundadores de uma nova empresa dois funcionários da Emiolo – Giancalos Menezes e Flávio Augusto –, e, quando a plataforma chegou a dois mil usuários, decidiu-se pela dedicação exclusiva. Deu certo: depois de receber 100 mil reais da Wayra, a startup fechou no início do ano aporte de meio milhão de reais com o investidor anjo Gui Affonso. Hoje com 14 milhões de usuários cadastrados e uma equipe dedicada de 15 pessoas, já tem aplicativo para web, Android, iOS, Facebook e SMS, fechou acordo com a Vivo e com a Pepsico e está negociando com bancos para “gamificar” a educação financeira. E a Emiolo? “Tive mais êxito abandonando a empresa. A Qranio gera leads”, diz. “Foco é o mais importante. Fazer várias coisas ao mesmo tempo desqualifica e tive de jurar para mim mesmo não montar mais empresas.”

A Locaweb também decidiu expandir seu DNA de inovação ao mercado e criou, no ano passado, uma espécie de incubadora para acolher três startups escolhidas entre quase 400 inscritas no programa Startup Locaweb, em parceria com a Endeavor. A meta foi incentivar a inovação e o empreendedorismo com ideias, infraestrutura, conhecimento, networking e um prêmio de 30 mil reais – a empresa não tem participação nas iniciativas selecionadas e duas delas sequer têm muita ligação com os serviços prestados pela Locaweb, como as plataforma de pesquisa online Head Up e de crowdfunding Catarse (a outra é o site de demanda coletiva Taxei, que inverte a lógica das compras coletivas registrando primeiro o interesse de um grupo em determinado produto ou serviço para só depois ir atrás das ofertas).

“A inovação é um dos pilares da empresa. E o sucesso depende da paixão do empreendedor”, justifica o gerente de marketing institucional Luis Carlos dos Anjos. A própria Locaweb, empresa de hosting nascida em 1997 quando a internet ainda engatinhava no País, teve no modelo de negócios apoiado em um ecossistema de desenvolvedores de sites que fazem o papel de canal de vendas um de seus principais elementos de sucesso. Hoje, incentiva funcionários com prêmios, reconhecimento, tempo livre de duas a quatro horas semanais e espaços descontraídos para criarem soluções bacanas, como um sistema de telefonia baseado em software livre que consumiu dois anos de desenvolvimento, mas evitou a aquisição de um novo equipamento. Mas também surgem projetos menores, como a solução para colocar o cardápio do restaurante na intranet, criado por iniciativa própria de um colaborador.

Para quem se interessa em desenvolver o intraempreendedorismo como apoio ao processo de inovação, o gerente de startup network da Endeavor, Pablo Ribeiro, sugere inspiração e metodologia. Isso se traduz, de um lado, por aproveitar o legado de conhecimento gerado por outras empresas que deram certo (palestras e benchmark são enriquecedores neste sentido) e, de outro, buscar entender como criar soluções mais eficientes ou inteligentes que gerem mais valor para usuários ou clientes. “Isso vale desde processos, como marketing, recursos humanos ou P&D e para o mercado, com a criação de novos produtos e serviços”, pontua.

O especialista sugere a adoção do modelo lean startup, com ciclos menores de aprendizagem. Um exemplo é promover uma imersão com o consumidor, descobrir suas dores e, a partir destes insights, criar hipóteses e soluções, promovendo testes para validação do conceito antes da criação de produtos finais. “Quem inova erra, tem de partir dessa premissa. A questão é quanto tempo vai levar até acertar. A ideia é errar o mais rápido e barato possível e aprender com isso, até ter a solução matadora que atende a necessidade do mercado”, diz.

Outras formas

Em empresas grandes e mais engessadas o desafio pode ser resolvido com a terceirização, por aquisição de serviços ou de empresas menores ou com a criação de áreas independentes. Para menores, recursos compartilhados, inclusive com outras empresas, é uma das soluções. Empresas médias podem funcionar com comitês internos. A Acesso Digital, apoiada pela Endeavor, ganhou por duas vezes consecutivas a vice-liderança entre as melhores empresas para se trabalhar em TI com o apoio do empreendedorismo interno. Os funcionários são instados a criar projetos que vão desde oferecer a viagem dos sonhos para quem bater suas metas até a produção de videoteca para locação de jogos e DVDs. Quem sugerir o projeto se torna líder dele. “Estimula a cabeça de empreendedor dentro da organização”, destaca Ribeiro.

Segundo ele, o perfil ideal do empreendedor é aquele cujo sonho é maior que ele mesmo e tem foco em um legado para a sociedade. “Sonhar pequeno ou grande dá o mesmo trabalho. E querer ficar rico é muito pobre”, exemplifica. Mas, além do holofote que recai sobre a tecnologia de internet, quatro grandes pontos de atenção este ano em relação a tecnologia são redes sociais, nuvem, big data e mobile.

Box

Empresas maduras não ficam de fora

Nem só de startups vive o empreendedorismo. Empresas mais maduras podem ir a mercado adquirir este espírito fora de casa, mas um bom número está fomentando internamente seus colaboradores para ganhar mais visão de oportunidade de negócios e desenvolver projetos interessantes, inovadores e rentáveis.

A BRQ adotou este caminho. Além de uma área de fusões e aquisições que busca oportunidade de bancar empresas com negócios complementares – inclusive startups –, há três anos montou uma área de novos negócios e colocou lá dentro as ofertas mais inovadoras, relacionadas a cloud, redes sociais e mobilidade. Para vender com propriedade, fez de si própria alvo de projetos piloto estimulando as diferentes áreas a criarem programas de inovação em áreas como back office.

Um dos exemplos é a comunicação interna. Tradicionalmente apoiada em murais, ganhou solução em rede social, com vídeo. Hoje a BRQTube tem personagens entrevistadores e linguagem descontraída para o público mais jovem. Outro foi a migração do ambiente corporativo de e-mail e colaboração para a nuvem – hoje os equipamentos e as salas de videoconferência competem com soluções ponto a ponto na web e cada site novo já conta com espaço reservado para mesas de mobilidade, que são compartilhadas levando em conta que os funcionários podem estar em casa, no cliente ou na empresa acessando sistemas e informações por dispositivos móveis.

“Vamos dar o exemplo e servir de vitrine”, diz o vice-presidente Antonio Eduardo Rodrigues. A iniciativa rende também linguagem apropriada para o cliente interno das áreas de TI das empresas contratantes. “Temos mais propriedade e podemos fugir do ‘tequiniquês’”, alega o executivo. A nova área ainda é pequena, tem só 15 funcionários dedicados entre os quatro mil da empresa e gerou negócios de 2 milhões de reais, contra um faturamento global de 450 milhões de reais anuais. Mas, graças a ela, a BRQ já está estudando tecnologias como big data e iniciativas como o lançamento de softwares próprios como serviços.

Na Ci&T, que hoje tem 1,6 mil funcionários, quatro escritórios no Brasil, três no exterior (na Argentina, nos Estados Unidos e na China) e está abrindo um quarto na Europa, o desenvolvimento de inovação tem três focos direcionados ao público interno. O primeiro está relacionado à competitividade do negócio, baseado em desenvolvimento de software sob demanda e envolve questões relacionadas à atualização tecnológica e novos modelos de desenvolvimento. Outro é relacionado à “produtização” – a empresa começa a testar ofertas acopladas a modelos de serviços.

“O terceiro é o desenvolvimento de startups responsáveis por negócios ortogonais à empresa”, explica Flávio Pimentel, vice-presidente. O objetivo, neste caso, é auxiliar colaboradores que tenham interesse em criar ou intensificar negócios próprios com funding e apoio, desde que distantes do core business da Ci&T, que vai se tornar sócia da nova iniciativa. Ipanemagames.com, na área de games; Runner.com, plataforma de desenvolvimento para praticantes de corrida; e Markts.com, focada em social commerce, já compõem o programa, lançado em 2011, aberto a todos os funcionários e dividido em duas fases – na primeira empresa e funcionário desenham melhor o negócio e promovem testes e, na segunda, com mais maturidade, o responsável passa a se dedicar totalmente ao empreendimento para depois ser promovido o spin-off da empresa. “Até o fim do ano, pelo menos duas iniciativas atingirão este estágio”, adianta Pimentel.

Fonte: http://crn.itweb.com.br - Campus Party - 27 de fevereiro de 2013

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Berço de inovação e empreendedores!

Ary Plonski, da Anprotec: “É preciso ter uma ideia clara do que é inovação, que sempre requer mudança tecnológica, mercadológica e organizacional combinadas”

Em uma entrevista pela CRN BRASIL, Quase no final de uma conversa, o professor Ary Plonski cita a frase do matemático e astrônomo grego Arquimedes: “Dêem-me um alavanca e um ponto de apoio, que moverei o mundo”. A analogia é forte e tem vínculo intrínseco ao cenário de empreendedorismo e inovação no Brasil atual. O bate-papo com o presidente da Anprotec (Associação Nacional das Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores) estendeu-se por mais de uma hora em uma sala na faculdade de administração e economia da Universidade de São Paulo e percorreu temas que foram muito além de incubadoras e parques tecnológicos, como pode ser conferido a seguir.

CRN Brasil – Como está o cenário de incubadoras e parques tecnológicos no Brasil?

Ary Plonski – Vem evoluindo positivamente por quatro razões, sendo duas de natureza geral e duas de natureza específica. As gerais são a elevada taxa de empreendedorismo no País, sendo que a relação entre os que empreendem por oportunidade e necessidade evolui favoravelmente para o primeiro grupo. O segundo elemento de contexto positivo em termos gerais é o fato de que inovação entrou para a agenda nacional. A ideia contaminou, no sentido positivo da palavra, a sociedade brasileira. Essas são duas questões de fundo.

CRN Brasil – E com relação a questões específicas?


Plonski – Uma é que o próprio resultado dos movimentos anima outras pessoas. Quando você tem bons exemplos, mais gente vai querer fruir essa mesma oportunidade. Os resultados estimulam o avanço. O quarto elemento dessa composição é que o tema do empreendedorismo está cada vez mais presente, por exemplo, no ambiente acadêmico. Antes, isso era uma coisa distante e, agora, há incubadoras e cursos sobre o tema em faculdades.

CRN Brasil – O contexto nos parques tecnológicos segue a mesma lógica?

Plonski – Há outras variáveis específicas e aí elas são bastante diversas e variam de acordo com o tipo de parque. Se pegarmos como exemplo o Rio de Janeiro, uma das variáveis é a atratividade para instalação de centros de P&D de companhias internacionais, IBMs e GEs da vida, pela proximidade de instituições de ensino de excelência, como a (Universidade) Federal do RJ e, também, pela vizinhança com um centro de pesquisa da Petrobrás, que é uma gigantesca plataforma de interesse para quem atua na área de pesquisa. Mas isso é apenas um exemplo para dizer que cada parque em uma localidade terá um conjunto de motivadores específicos.

CRN Brasil – A proliferação dos parques tecnológicas parece um movimento recente por aqui.

Plonski – O modelo não, mas a proliferação deles, sim. Uma estatística do último censo que fizemos (dezembro de 2008) indica 74 iniciativas que se autodenominam parques tecnológicos em operação, implantação ou projeto. Do total, dois terços eram iniciativas de poucos anos antes do estudo.

CRN Brasil – O que desencadeou isso?

Plonski – Em primeiro lugar, o avanço da inovação. Além disso, há um esforço para avaliar a nova competitividade dos territórios. O que tornava as cidades, regiões e estados competitivos historicamente eram recursos naturais e coisas desse do tipo. Agora, é preciso compreender os novos fatores de competitividade. Os resultados dos que investiram antes em parques tecnológicos mostraram resultados muito bons. Mas deixa eu inverter a entrevista e te perguntar: qual a principal fonte de geração econômica e de impostos de Florianópolis?

CRN Brasil – Sem pensar muito e de uma forma bastante superficial eu diria que é o turismo, mas analisando o contexto de nossa conversa, vou arriscar que é software.

Plonski – 100% das pessoas falariam que é o turismo. Mas números da prefeitura a partir de 2007 diziam que a contribuição das empresas de software dentro de Florianópolis, estando no parque tecnológico ou graduadas nas duas incubadoras da cidade, representam o dobro do turismo. Esse é um exemplo da nova competitividade dos territórios. Não que o turismo não seja uma âncora importante, mas que há novos fatores e oportunidades. Você não despreza as fontes tradicionais, mas busca outras formas de alavancar negócios.

CRN Brasil – Nos anos 90 houve uma explosão no número de incubadoras no País.


Plonski – A partir de 1994, com o Plano Real. Até então, com uma inflação incontrolável, o horizonte de tempo era muito curto. Numa sexta-feira, pensava-se o que fazer com o dinheiro até, no máximo, a segunda-feira seguinte. Com certa estabilidade, era possível arriscar compromissos maiores e olhando mais para frente.

CRN Brasil – É impressão ou começam a aparecer algumas incubadoras de cunho privado no Brasil?

Plonski – Tem algumas, não muitas. Recentemente a Telefônica abriu uma incubadora em um projeto que se chama Wayra. Eles tão seguindo essa iniciativa em diversos países.

CRN Brasil – Que vantagem tem uma empresa do porte da Telefônica de lançar uma incubadora?

Plonski – Minha percepção é que eles querem três coisas: criar um ecossistema de negócios inovadores nos quais poderão ter ou não interesse em alguns projetos que serão desenvolvidos lá, ou algo que tenha relação com sua atividade dentro de um ecossistema vibrante no qual eles consigam alguma sinergia. A segunda razão, na minha interpretação, seria uma forma excelente de a empresa estar próxima a jovens talentos e a terceira, acho, é alguma coisa positiva para a imagem da companhia em segmentos importantes. É uma iniciativa nova e aposta.

CRN Brasil – Há uma tendência de incubadoras privadas?

Plonski – São poucos casos ainda. Houve uma tendência em que apareceram algumas aceleradoras de negócio e muitas não deram certo.

CRN Brasil – A Anprotec tem alguma cartilha para empresas que eventualmente queiram seguir o mesmo caminho?

Plonski – Acho que ainda não temos maturidade para fazer uma cartilha, mas creio que o nosso papel é abrir espaço para que esses casos sejam apresentados e divulgados. Esperamos acompanhar essas iniciativas e torcemos para que outras empresas se inspirem, principalmente aquelas que já possuem uma sensibilidade para o tema.

CRN Brasil – O que vem por aí quando o assunto é incubadoras e parques tecnológicos?

Plonski – Há muito pela frente e as coisas mudam. Acho que, no caso de parques, há um movimento que passou por três fases, começando com o pioneirismo de algumas iniciativas que já completam 15 ou 20 anos; há um segundo momento, que foi de proliferação e, agora, o que sugerimos é um período de sistematização, ou seja, embora cada parque seja único, existem questões e desafios comuns. A lógica que trabalhamos é a de parque de terceira geração, que só faz sentido se estiver inserido em uma plataforma ou estratégia de desenvolvimento nessa nova fonte de competitividade.

Em incubadoras, o que trabalhamos muito é um programa chamado CERNE (Centro de Referência para Novos Empreendimentos), que faz com que elas, sistematicamente, se voltem mais para fora. Seu papel não é apenas cuidar das empresas incubadas, mas ser um núcleo de apoio ao empreendedorismo e inovação na sua cidade e microrregião. A tendência é a atuação como núcleo de desenvolvimento regional, no sentido mais elástico do termo e voltado para fora. O programa se inspira bastante em modelo de fora do País.

CRN Brasil – Que inspiração é essa?

Plonski – Na Europa, por exemplo, tem um modelo mais bonito e que nos inspiramos bastante que é o implantado em Barcelona, chamado 22@, que consegue, ao mesmo tempo, estimular empreendedores na região desde temas mais gerais, até questões mais específicas, que é incubar algumas dessas ideias. Até porque, em uma incubadora você vai poder atender um número limitado de empresas. Então, como mudar a escala, se não posso colocar toda hora mil novos empreendimentos no processo? É preciso prestar outro tipo de serviços para a sociedade.

CRN Brasil – Na sua visão, como o Brasil se posiciona no cenário mundial de inovação?

Plonski – A pergunta que sempre se faz é: sabemos que o Brasil é um país criativo. Em geral, não se discute isso; mas, somos um país inovador? A questão tem a ver com o entendimento mais claro do que se tem de inovação, que é um termo muito confundido com outros, como por exemplo, invenção. Uma frase bastante comum é “o Brasil publica tantos artigos científicos etc, mas o número de patentes vai mal. Conclusão: o Brasil não inova”. Como professor, daria nota zero aos que pensam assim. Patente é de invenção e não inovação, que são coisas distintas. É preciso ter uma ideia clara do que é inovação, que sempre requer mudança tecnológica, mercadológica e organizacional combinadas.

A pergunta é: somos um país inovador? Temos algumas condições de inovação presentes, tais como criatividade, inventividade mesmo sem patente, etc. Existem outras condições em que, geralmente, somos um pouco mais limitados, como a capacidade de gerir mudança (tecnológica, mercadológica e organizacional) de forma integrada, que é o que faz a inovação acontecer. Isso significa não só ter um novo conhecimento, mas empacotá-lo, precificá-lo, fazer os registros e vendê-lo. Entender que se trata de um conceito que traz implementação novos produtos, serviços ou processos na sociedade. Em suma, em alguns componentes estamos bem e, em outros, não tão bem assim.

CRN Brasil – O empresariado brasileiro tem conseguido trabalhar onde está mal e potencializar o que faz de bom?

Plonski – Há muitas ações sendo feitas para que isso ocorra. Você ouve críticas de que o empresário brasileiro não é inovador. Pode ser. Mas, para que ele fique mais tempo no mercado, tem que ser um herói por passar pelas maluquices pelas quais o Brasil passou, de enfrentar uma inflação exorbitante e toda a dificuldade de ser um empresário honesto e trabalhar direito. Isso não é uma coisa trivial. Claro que gostaríamos que inovasse mais, mas, vamos trabalhar para criar uma nova geração de empresários que tenha a inovação no DNA. Precisamos capacitar em questões como gestão. Não é necessário mostrar porque inovação é importante. Preciso dar condições para que a ideia se transforme em negócios, isso sim. Nosso papel é um pouco isso, ajudar a criar uma nova geração de empreendedores, para que a meninada saia e, ao invés de pensar em ser funcionário público, crie o próprio negócio. Empregabilidade não é apenas você trabalhar em uma grande companhia, mas criar seu próprio negócio.

CRN Brasil – A pergunta para tirar zero: esse negócio de registro de patente, então, não reflete o quão inovador é o Brasil?

Plonski – São coisas diferentes. Trabalhamos com as empresas incubadas a questão da propriedade intelectual e isso, em certos segmentos, é muito importante, como o farmacêutico, por exemplo. Em outros, não é relevante.

CRN Brasil – Em TI é importante essa questão da patente
?

Plonski – É menos, lembrando que a velocidade de novidades nesse mercado é grande. Peguemos o ciclo de vida de um produto de TI e verá que dura pouco tempo. Há poucos produtos com mais de dez anos. Tem o Windows, mas é difícil lembrar de muitos exemplos. No Brasil, leva-se de 9 a 11 anos para se conseguir uma patente, mas mesmo que fosse possível em três anos, talvez não fosse o tempo hábil necessário. Há uma certa fetichização das patentes, porque é fácil de contar. Não quero dizer que a propriedade intelectual no Brasil é brilhante, mas há um certo exagero. A patente dá uma ideia, mas tá cheio de patentes por aí que não valem nada.

CRN Brasil – Muita gente critica o ambiente empreendedor nacional. Há motivos pra isso?

Plonski – Há uns casos onde o ecossistema traz alguns elementos de inovação dramaticamente mais favoráveis do que no Brasil. Um deles é o cenário de capital de risco (venture capital). E ele é menor aqui ainda por várias razões: não tem mercado de saída, mas há coisas sendo feitas que vão desde a criação de grupos de investidores anjo, para pegar o pessoal do começo até outras ações. A BM&FBovespa entrou como associada à Anprotec, por exemplo, porque procura seus novos clientes. Claro que não é agora que vai mudar, mas, daqui a pouco, talvez tenhamos uma nova Bematech, que foi um negócio que nasceu incubado. Queremos ajudar a criar novas Bematechs, para que elas entrem no mercado. Há um conjunto de fatores subjetivos também. Fazer crítica é um esporte nacional. Em geral – e uma coisa que me incomoda – é que a culpa é sempre do outro. A empresa diz que a universidade não quer nada; a universidade diz que a empresa não se interessa por inovação e os dois dizem que o governo é incompetente. Tem um pouco disso. A questão é – e trabalhamos para isso – para criar exemplos positivos.

CRN Brasil – Há, ainda, aquele velho chavão que diz que se o Bill Gates fosse brasileiro, a Microsoft seria uma empresa de garagem.

Plonski – Vamos partir da premissa de que esse argumento é correto. Como, apesar disso, a Bematech chegou onde está? Vamos olhar esse caso e ver como “apesar disso” esses exemplos podem ocorrer e trabalhar para diminuir as dificuldades, não para encontrar nas adversidades argumentos para não fazer nada.

CRN Brasil – Até que ponto o setor de TI e Telecom está conectado ao ambiente de incubadoras?

Plonski – Ainda, a principal categoria econômica das empresas graduadas é de tecnologia da informação. Há algumas razões para isso. Uma delas é porque TI é um coração de mãe… cabe muita coisa.

CRN Brasil – Deve mudar alguma coisa quando falamos em capital empreendedor (venture, seed e angel capital)?

Plonski – Quem olhar no conjunto verá que os interesses estão nos andares superiores, ou seja, no private equity. Mais abaixo, tem ocorrido iniciativas como a da Finep, estimulando a fazer esse tipo de ações para outros patamares de investimento. Isso vai aumentar. Por exemplo, neste momento, existem apresentações ao BNDES para criar um fundo de apoio a pequenas e médias empresas de tecnologias limpas. Lembrando o velho Arquimedes “me deem uma alavanca e um ponto de apoio, que moverei o mundo”. Não que tenhamos exclusividade nessa questão, mas diria que, para mover o Brasil no campo da inovação, é necessário alavancas, que são recursos, e pontos de apoio, que podem ser essas 420 incubadoras e parques tecnológicos.


Fonte: http://crn.itweb.com.br

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Empreendedorismo e a inovação dos negócios!

Empreendedorismo é o motor da economia capitalista capaz de promover o desenvolvimento, através da “destruição criativa”, processo definido por Schumpeter como sendo o impulso que aciona e mantém a chama acesa do sistema capitalista, de uma forma constante, na criação de novos produtos, novos processos, novos mercados

Empreendedorismo é o motor da economia capitalista capaz de promover o desenvolvimento, através da "destruição criativa", processo definido por Schumpeter como sendo o impulso que aciona e mantém a chama acesa do sistema capitalista, de uma forma constante, na criação de novos produtos, novos processos, novos mercados. A inovação alcança o produto, a produção e a distribuição. Para Filion (1991), os indivíduos, além de inovadores, são pessoas criativas, e mantêm um alto nível de consciência do ambiente em que vivem para identificar e agarrar oportunidades de negócios lucrativos.

"O que você faz para inovar"? "De que jeito se inova"?

A inovação pode ocorrer de duas formas: a inovação incremental e a inovação radical. A primeira acontece, quando o empreendedor proporciona melhorias constantes naquilo que já existe, no seu produto, processo ou serviço. A Gillette, fabricante de aparelhos de barbear, fez a inovação incremental no momento em que fabricou Prestobarba de duas lâminas, depois lançou outro aparelho de duas lâminas móveis, e atualmente existe o aparelho de barbear de até cinco lâminas. É uma inovação incremental, pois foi realizada aos poucos, aperfeiçoando o que já existia. Quando a Gillette resolver criar um novo prestobarba, bem diferente, em vez de usar lâmina, começar a utilizar laser para barbear; um aparelho a laser. Assim, vai ocorrer a inovação radical, ou seja, você muda a lógica de seu produto ou do seu processo. Inovação também é mudar a forma de se realizar uma tarefa no trabalho ou identificar um novo mercado para a organização.

Eis os principais tipos mais comuns de inovação:


De produto: mudanças em bens e serviços que uma empresa oferece. Exemplo; o Ipod da Apple, comparado com outros tocadores portáteis de música, que inovou tanto na tecnologia utilizada , como também no design do produto;

De processo : mudanças na forma em que os produtos são criados e entregues. A venda de livros pela Internet é uma inovação de processo, com o pioneirismo nos anos 90 da Amazon;

De posicionamento: mudanças no contexto em que produtos ou serviços são introduzidos. Exemplo: o posicionamento das sandálias havaianas, que foi completamente mudado, saindo de um posicionamento inicial de produto popular, de baixo valor, para se posicionar como um produto mais ligado ao mundo da moda, com um preço mais elevado e maior valor agregado;

Organizacional:
a própria mudança em estrutura e procedimentos organizacionais, com a implantação de novas técnicas de gerenciamento. Como exemplo, podemos citar a implementação de sistemas de gerenciamento da cadeia de fornecimento ou de um SAC;

No modelo de negócios: a mudança no modelo de negócio adotado pela empresa para comercializar seu produto ou serviço; a criação de um modelo de negócios que elimina todos os intermediários entre o fabricante e os consumidores, como foi o caso da Dell Computadores que começou em 1984, a vender computadores, diretamente aos consumidores.

A inovação do Circo.

Na estratégia do oceano azul, da inovação de valor, os autores, W.Chan kim e Renée Mauborgne, procuram mostrar como uma empresa pode navegar no oceano azul, criando novos mercados e sendo possível tornar a concorrência irrelevante. As oportunidades no oceano azul estão aí para quem chegar primeiro. E aquele que se posicionar em primeiro lugar, ganha o jogo da competição.

O Cirque Du Soleil é uma referência citada no livro: A Estratégia do Oceano Azul, que fala de uma nova forma de entretenimento e de fazer um novo circo, bem diferente do circo tradicional. A empresa se afastou da lógica convencional dos circos e incorporou novos atributos, com várias produções, músicas e danças artísticas. No caso do Cirque Du Soleil, eliminaram-se os espetáculos com animais, os vários picadeiros e os astros famosos. O mais interessante é que o desconforto do público circense em relação à exploração de animais se tornara cada vez maior. Os animais também são dispendiosos para os circos.

O Cirque de Soleil foi criado em 1985, no Canadá, com uma estratégia de diferenciação, na medida em que procurou a inovação, em uma linha temática, por trás de cada show; o grupo de criadores passa semanas apenas desenvolvendo o tema, escolhendo um nome, e detalhando como esse tema estará refletido em cada componente do espetáculo. A parte mais importante do tema é a música original, que forma o ponto de partida para a escolha da iluminação, distribuição das performances e o aspecto visual. O Cirque de Soleil representa uma verdadeira mistura de manifestações artísticas. Há malabaristas, palhaços, trapezistas, mas todos os elementos se relacionam com o tema da apresentação, e não há animais, o que em épocas passadas, até os anos 80, era algo impensável para um circo.

Aplicando a matriz da inovação de valor - Eliminar. Reduzir. Elevar. Criar.


O Cirque Du Soleil navegou nas águas do oceano azul. A matriz da inovação de valor ajuda sua empresa para criar a inovação, respondendo as quatro perguntas-chave que questiona a lógica estratégica da competição e o modelo de negócios do setor.

Eliminar: consiste em saber: Quais atributos considerados indispensáveis pelo setor em que sua empresa atua devem ser eliminados? No Cirque Du Soleil, foram eliminados os espetáculos com animais, descontos para grupos, espetáculos com vários picadeiros e os astros circenses.

Reduzir: consiste em saber: Que atributos devem ser reduzidos bem abaixo dos padrões setoriais? No Cirque Du Soleil, foram reduzidos a vibração e perigo, além da diversão e humor.

Elevar: questiona: Quais atributos devem ser elevados bem acima dos padrões setoriais? Em vez de três picadeiros do circo tradicional, o Cirque Du Soleil criou o picadeiro único, o que reduziu custos e ainda incomodou menos os espectadores.

Criar: procura saber: Quais atributos, nunca oferecidos pelo setor onde sua empresa vai atuar, devem ser criados?

O Cirque Du Soleil criou temas novos, ambiente refinado, várias produções, além das músicas e danças artísticas. Veja que, nesta mudança de percepção, a empresa vai modificar os seus custos e deixar de imitar o concorrente, procurando corrigir as limitações que o setor impõe aos clientes e, ao mesmo tempo, que ajuda a descobrir produtos e serviços inovadores para os consumidores, criando novas demandas, e até mudando a estratégia de preços. O empreendedor, quando cria a estratégia do oceano azul, não segue o mercado; cria um novo mercado.

O grande sucesso da companhia, tanto artístico como financeiro, vem despertando o interesse de faculdades de administração de primeira linha, como a Harvard Business School e a Insead.

A magia do Cirque Du Soleil é o resultado da combinação da arte do espetáculo com o pragmatismo empresarial. "Somos , acima de tudo criadores de conteúdo", afirma Michael Bolingbroke, diretor geral de espetáculos. Esse conteúdo é comercializado em 11 espetáculos, alguns intinerantes e outros com sede permanente, assistidos por mais de 7 milhões de pessoas anualmente.

Fonte:http://www.administradores.com.br

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Incubadora de Empresas: uma solução viável para startups e projetos inovadores!

Uma incubadora de empresas é um mecanismo que estimula a criação e o desenvolvimento de micro e pequenas empresas (industriais, de prestação de serviços, de base tecnológica ou de manufaturas leves), oferecendo suporte técnico, gerencial e formação complementar ao empreendedor. A incubadora também facilita e agiliza o processo de inovação tecnológica nas micro e pequenas empresas.

Em geral, dispõe de um espaço físico especialmente construído ou adaptado para alojar temporariamente micro e pequenas empresas e oferece uma série de serviços, tais como cursos de capacitação gerencial, assessorias, consultorias, orientação na elaboração de projetos a instituições de fomento, serviços administrativos, acesso a informações etc.

Se você é um pessoa inovadora, com vários Planos de Negócios engavetados, por falta de investimento, inserir sua empresa em uma Incubadora pode abrir caminhos e solidificar suas ideias, amadurecer seu produto ou serviço inovador e impulsionar seu negócio, para que, num futuro próximo, ele possa caminhar sozinho. É uma ótima oportunidade para aprofundar os conhecimentos científicos, técnicos e operacionais sobre sua ideia, poder construí-la e testá-la em uma menor proporção, sem lancá-la as cegas no mercado.

Como citei no início do post, não é preciso possuir um empresa constituída formalmente para ser aceito em projetos de Incubação, empresas que estão em processo de criação também podem participar e são fortes candidatas.

Para ter sua empresa incluída numa Incubadora, é preciso redigir um ótimo projeto, que demonstre a capacidade de inovação do seu negócio e sua viabilidade financeira, se você tem perfil empreendedor e suas qualificações; também é preciso dispor de tempo e algum dinheiro para iniciar as atividades. Neste ponto, vale ressaltar que muitos empreendedores optam pelas Incubadoras, como forma de validar seus produtos e/ou serviços, tendo em vista que a assessoria recebida em aspectos tecnológicos e operacionais reduz imensamente os custos gerais necessários à implantação de uma empresa.

Geralmente as Incubadoras de Empresas pertencem a Entidades que fomentam o conhecimento, como Universidades, Ongs, Outras Organizações do Terceiro Setor; Empresas Públicas... É preciso estar atento aos Editais de Chamada para a Seleção de Empresas para Incubação.

Fonte: http://www.administradores.com.br e http://www.sebrae.com.br

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

10 erros que não devem ser cometidos pelos Empreendedores.

“Você pode aprender com os seus erros, mas, se possível, evite”. Foi com essa máxima que o professor Pablo Martin de Holan encerrou sua apresentação a uma audiência de futuros empreendedores no dia 26/07, no auditório da FGV-EASP.

Diretor do departamento de Gestão Empreendedora da IE Business School, em Madri, ele apontou 10 erros estúpidos que muitos empreendedores cometem na hora de montar um negócio e ir atrás de financiamento. Saiba quais são eles.

1. Não saber qual é sua vantagem competitiva


“Você não pode ser tudo para todos”, destaca o professor. “Ou você compete pelo preço, e entra no cruel mundo das commodities, ou terá que ser diferente de uma maneira relevante para o cliente”, ele acrescenta. A solução para o problema é conhecer muito bem o seu marcado e os seus clientes. “Faça sua lição de casa”, recomenda.

2. Ser ingênuo em um mundo cínico


Muitos empreendedores acham que chegar primeiro em um mercado garantirá o sucesso do negócio, mas esta fórmula nem sempre dá certo. Muitos dos grandes players dos seus segmentos chegaram depois e aprenderam com os erros de quem se aventurou primeiro. É o caso da Apple, que não foi a primeira a vender tocadores de música digital, mas dominou rapidamente o mercado quando entrou nele. “Ser primeiro nem sempre ajuda”, diz Holan.

3. Esquecer que é preciso gerar valor

Se você vai entrar em um mercado em que já existem outros competidores, é fundamental mostrar a que veio. “Seu produto tem que gerar mais valor que a concorrência”, enfatiza o especialista. “O iPhone não é o primeiro smartphone a tocar música, acessar e-mail ou tirar foto. Mas ele tem algo a mais, algo que gera valor para o usuário”, explica ele. E se você vai vender algo que não existe, torna-se ainda mais fundamental provar que aquilo vai trazer algum valor para o cliente.

4. Minimizar a importância da execução

“Quando um investidor precisa escolher entre uma boa ideia e um bom time, ele escolhe o bom time”, diz Holan. Não basta ter uma boa ideia, é preciso mostrar que você é capaz de executar. Tenha pelo menos um protótipo antes de procurar um investidor, ele aconselha.

5. Achar que sua ideia é a melhor do mundo


Deixe o entusiasmo de lado e avalie quanto sua ideia realmente vale. Ter o pé no chão ajuda na hora de negociar com o investidor. “A avaliação de uma empresa é uma negociação”, destaca. Chegar à mesa achando que sua ideia é a melhor do mundo pode atravancar o processo.

6. Pedir demais pelo negócio

Uma consequência de achar que sua ideia é a melhor do mundo é pedir dinheiro demais por ela. Quem exagera na conta, pode sair de mãos abanando. “Você tem que entender o que é realista”, aconselha o professor.

7. Acreditar que o que está no plano de negócios é o que vai acontecer


Para ter sucesso no empreendedorismo, é preciso desafiar os parâmetros que você próprio definiu e mudar os rumos do negócio com agilidade. “É preciso ter flexibilidade para mudar quando as coisas mudam”, recomenda.

8. Procurar o investidor errado

Conhecer o perfil do investidor é importante para que a parceria dê certo. Para que a aliança seja proveitosa para os dois lados, é preciso saber quais são as expectativas dele e entender se elas estão alinhadas com a do negócio. “Tenha em mente que o investidor está preocupado com a saída. Muitos saem até antes de o negócio dar lucro”, destaca Holan. Se você está procurando um parceiro de longo prazo, aliar-se a um investidor com histórico de saídas rápidas pode não ser a melhor escolha.

9. Achar que você é “cool” e todo mundo quer ser seu aliado estratégico

Muitos empreendedores acham que vão resolver todos os seus problemas de escassez de recursos com alianças estratégicas. Seja realista. Você pode achar que uma parceria com o Google ou o Facebook é a solução para os seus problemas. Mas o que você tem a oferecer a eles? “Uma aliança implica uma troca. Você tem que ter algo que realmente interesse a eles. Se a relação for assimétrica, não ai acontecer”, adverte o especialista.

10. Acreditar que seus problemas são únicos


Achar que seus problemas são exclusivos é uma armadilha perigosa, porque faz com que o empreendedor deixe de olhar para os lados. “Aprenda com os outros”, aconselha o professor. Ler livros, fazer cursos e principalmente conversar com outros empreendedores pode ajudar a agilizar a solução de problemas.

Fonte: Com base da revista http://exame.abril.com.br

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Tendências de Investimento em INOVAÇÃO

Os investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) crescem a cada ano no Brasil. Dados parciais do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) apontam para resultados ainda mais positivos para os próximos anos.

Com o retorno a posições estratégicas no governo de alguns de seus mais destacados defensores, o foco na inovação volta a ganhar força e deve ser destaque da segunda versão da Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP). Mirando a competitividade, a chamada PDP2 terá como uma das principais metas a elevação do gasto privado anual em pesquisa e desenvolvimento para algo entre 0,9% a 1% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2014. Em valores atuais, algo em torno de R$ 37 bilhões. Hoje o porcentual é de apenas 0,5%. Para isto, será utilizado vários mecanismos, desde da LEI DO BEM, Lei da Inovação a programas por meio de agências de fomento a inovação e ao empreendedorismo.

Inovar versus modernizar

Modernizar é comprar equipamentos e adquirir instrumentos. Inovar é apostar em pesquisa, contratar ou se associar a produtores de conhecimento, ciência e tecnologia.

O Sistema Brasileiro de Tecnologia (Sibratec), criado pelo Decreto 6.259 de 20 de novembro de 2007, é um dos elementos que auxilia nessa trajetória, ao melhorar a organização da oferta de conhecimentos, principalmente baseado nas demandas, aumentando a sinergia das ações destinadas ao apoio às empresas.

Neste sentido, o MCT investe na capacitação de mais de 400 laboratórios de calibração, ensaios e análises que ofertarão às empresas serviços de avaliação da conformidade. A intenção é oferecer o apoio necessário para garantir produtos brasileiros com selo de qualidade e condições de competir no mercado nacional e internacional.

Extensão tecnológica

Outra frente de ação, no âmbito do Sibratec, está presente em 22 estados com a implementação das redes estaduais de extensão tecnológica que são destinadas a solucionar pequenos gargalos na gestão tecnológica, projeto, desenvolvimento e produção das micros, pequenas e médias empresas. O sistema viabiliza o contato com institutos de tecnologia, centros de pesquisa e universidades, que possam prestar atendimentos tecnológicos por valores razoavelmente limitados, de até R$ 30 mil.

O Sibratec constrói uma ponte entre a academia (a excelência da pós-graduação) e o setor produtivo para facilitar a transferência do conhecimento. Foram organizadas 14 redes de centros de inovação em todo o País, em várias áreas do conhecimento que propiciam às empresas desenvolver projetos cooperativos inovativos. O Sibratec/Finep aportará até 95% do valor desses projetos, de acordo com o porte da empresa.

Inovação recente


Apesar do crescimento verificado nos últimos anos, a tradição inovadora é recente no Brasil e precisa avançar ainda mais para garantir o crescimento sustentável no futuro. Ele justifica que o processo de transferência do conhecimento é frágil. O País é responsável por 2,4% da produção científica mundial, mas responde apenas por 0,2% do registro de patentes em todo o mundo.

Não é correto dizer que o Brasil investe pouco em pesquisa e inovação porque a dinâmica é acentuada e favorável. O que podemos dizer é que o hábito, a prática, a tradição da inovação no País, especialmente nas empresas, ainda é bastante recente, em especial no segmento industrial.

Tendências

A contratação de CEOs mais voltados para a área de inovação é, segundo uma pesquisa Amcham em parceria com a Fundação Dom Cabral, a principal tendência em relação à inovação nas empresas.

Os presidentes-executivos terão o papel de inserir a inovação na cultura da companhia e criar um ambiente adequado para isso. Mais parcerias com universidades e empresas são a segunda tendência mais apontada pelos pesquisados, que também acreditam que o mercado terá mais investimentos em tecnologias e ferramentas nessa área. O aumento dos investimentos em inovação vem logo atrás na lista das principais tendências, de acordo com os participantes do levantamento.

sábado, 30 de abril de 2011

Minha primeira grande Decisão no Empreendedorismo

Ser Empreendedor não é uma tarefa fácil, mas é desafiadora, principalmente, quando não se tem dinheiro. Optar por ser Empreendedor, nos dias de hoje com tantos concursos prometendo estabilidade e razoáveis salários, é, para muitos, loucura. Pois bem, eis aqui dicas de empreendedores de sucesso!

Quero deixar o meu primeiro aprendizado: Acredite no seu negócio, mesmo quando tudo aponta para o contrário. Pegue o seu problema, estude as soluções e busque saídas, certamente encontrará.

Segundo aprendizado... Devemos ser Empreendedores! Devemos acreditar no nosso negócio, mesmo quando tudo aponta para o contrário.

Terceiro Aprendizado... Trabalhe no que te instimula. Satisfação pode levar a bons resultados.

Quarto Aprendizado... Escolha oportunidades e crie oportunidades. Seja criativo.

Após essa decisão devemos definir estratégias, e uma delas foi buscar financiamentos governamentais para tornar as nossas idéias de produtos inovadores em realidade. Essa postura amplia os horizontes da empresa.

Portanto, fica minha primeira dica aos empreendedores: Nunca desistam do seu negócio. Acreditem, mesmo quando tudo aponta o contrário.

“Não é o que não sabemos que nos impede de vencer – o nosso maior obstáculo é justamente o que já sabemos” Josh Bilings.

Visitem: www.cnpq.br, www.finep.gov.br - conheçam os editais do RHAE e da subvenção econômica do Finep.

Obs.: Também sejam nosso seguidores... E obtenha nossas dicas.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Seja Inovador

Resumo do Curso do PRIME-Finep
De um modo geral, pode-se dizer que inovação se traduz na habilidade de desenvolver novos produtos/processos/sistemas, novos mercados e novas formas de organização; e envolve tarefas que vão da concepção do produto às ações de marketing.

É certo que um dos aspectos influenciadores no sucesso de um caminho inovador está na equipe. As pessoas são decisivas. Há líderes empresariais que preferem montar times em que a diversidade de formação e de perfis impulsiona a busca pelo novo ou diferente. Criativos com pragmáticos, especialistas com profissionais de visão sistêmica poderiam complementar-se de modo original. Um aspecto se destaca: a necessidade de ter por perto pessoas que encaram o fracasso como oportunidade de aprendizado.

Mais recentemente, as empresas se permitiram ampliar a busca pela inovação além de suas próprias paredes, seja por meio da inserção de clientes no processo, permitindo-lhes que ajudem a definir o que tem valor para eles (conceito de co-criação), seja também no envolvimento sistemático de funcionários, parceiros em processos de desenvolvimento criativo.

Entretanto, é preciso organização e método para dar início a um processo inovador e gerenciar sua implementação. Há ferramentas de gestão e planejamento utilizadas pelas empresas para responder a três perguntas cruciais que vão mapear, ao longo do tempo, atributos como tecnologia, mercado e produto: aonde queremos chegar?; onde estamos agora? e como podemos chegar lá?
As ferramentas ajudam na:
• Integração de novas tecnologias ao negócio
• Definição de processos de planejamento e formulação de estratégias empresariais
• Identificação de novas oportunidades de negócio para tecnologias dominadas pela empresa
• Provisão de informações, em nível estratégico, referentes ao direcionamento tecnológico da empresa
• Identificação de lacunas de conhecimento referente ao mercado ou a tecnologias
• Geração de dados para tomada de decisão, alocação de recursos, gestão de riscos e decisões de investimentos

Nada disso fará sentido ou será conquistado se a empresa fechar os olhos para aqueles fatores corriqueiros que influem negativamente, como:
• Ignorância. Não saber o que precisa ser feito
• Falta de know-how para fazer aquilo que precisa ser feito (quer seja análises financeiras ou pesquisa de mercado)
• Processos de desenvolvimento de produtos falhos ou mal executados (ou muito rígido e burocrático ou faltando elementos cruciais)
• Excesso de confiança. Acreditar que já se sabe os resultados e, por isso, negligenciar a busca de mais informações
• Falta de disciplina e de liderança
• Muitos projetos, mas poucos recursos

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Por que empreendedores com excesso de perfeccionismo não atigem o sucesso?


Você já notou que softwares como Windows têm versões? Lembra do windows vista que rapidamente saiu do mercado? Isso quer dizer que a Microsoft continua aperfeiçoando seu primeiro produto e querendo que você continue comprando as versões melhoradas. Em outras palavras, o primeiro produto da Microsoft não era perfeito, mas mesmo assim foi colocado à venda, ainda que com falhas e bugs.

Muita gente não consegue entrar no mercado porque está sempre aperfeiçoando seu produto. Os empreendedores que sempre estão pesquisando, desenvolvendo ou aperfeiçoando seu produto ou elaborando o plano de negócios perfeitos, nuncam entram no mercado, isto é, o excesso de perfeccionismo atrabalha no processo de crescimento da empresa.

Tudo que valha a pena pode começar imperfeita. Herry Ford dizia: " Agradeço a Deus pelos meus clientes. Eles compraram meus produtos antes que estes estejam perfeitos". Em outras palavras, os empreendedores "dão partida"e vão em frente, aperfeiçoando a si mesmos, seus negócios e seus produtos. Muita gente não sai do lugar até que tudo fique perfeito. E é por isso que muita gente nunca chaga a começar.

Saber como lançar um produto no mercado é tanto uma arte como uma ciência. Você talvez não queira esperar que o produto fique perfeito porque pode ser que nunca esteja. O produto tem que ser apenas "suficientemente bom"; tem que funcionar o bastante para ser aceito no mercado. No entanto, se o produto tiver falhas que não funcione direito para as finalidades às quais se destina, não atender às expectativas do mercado ou mesmo chegar a apresentar problemas, será muito difícil reconquistar credibilidade e boa reputação.

Uma das qualidades de um empreendedor bem-sucedido é capacidade de avaiar as expectativas do mercado e saber quando parar com o desenvolvimento e comercar a comercializar o produto. Se o produto for lançado prematuramente, o empreendedor poderá simplesmente aperfeiçoá-lo e fazer o que for necessário para conservar a boa contade do consumidor. Por outro lado, a demora no lançamento pode significar a perda irrecuperável do momento ideal, uma janela de oportunidade perdida.

Quem trabalhou com as primeiras versão do Windows ainda se lembra de como era frequentemente o computador "travar". Era tão cheio de bugs que deveria ser acompanhado com um inseticida.kkkkk....

Qualquer automóvel que enguiçasse tanto quanto o Windows teria sido rejeitado pelo mercado. Na verdade, esse automóvel ganharia a fama de ser um "merda" e o fabricante seria obrigado a tirá-lo do mercado. o Windows, entretanto, teve um sucesso fenomenal apesar dos bugs. Por que isso aconteceu? Bem o Windows atendeu a uma necessidade existente no mercado e não deixou totalmente de corresponder às expectativas. A Microsoft percebeu a janela de oportunidade e lançou o produto.

Quem utiliza a atual versão do Windows 7 sabe que, se a Microsoft tivesse esperado até que o produto ficasse perfeito, o Windows ainda não estaria no mercado.

Portanto, fica a dica: lance o seu produto e não perca a janela de oportunidade!

quinta-feira, 24 de março de 2011

Idéias podem ser armadilhas?

"Se um homem começa com certezas, chegará ao fim com dúvidas; mas se ficar satisfeito em começar com dúvidas, chegará ao fim com certezas." (Francis Bacon)


A idéia pode constituir uma armadilha para o jovem empreendedor. Toda boa idéia é gerada em estado de paixão, mas, por isso mesmo, muitas vezes faz com que o criador não tenha o distanciamento para avaliá-la. É melhor que as idéias sejam submetidas a um processo de validação, cujo instrumento é o Plano de Negócios, do que apoiadas somente pela defesa intransigente do seu autor.

Outra tendência, principamente entre os empreendedores de base tecnológica, é dar excessiva ênfase à tecnologia envolvida no produto. É a "falácia da ratoeira". Trata-se da crença de que a solução tecnológica de vanguarda será suficiente para o sucesso comercial do produto, esquecendo que o sucesso de um produto não é definido pelo seu valor intrínseco, mas pelo valor que agregará ao seu consumidor. 

Falácia da ratoeira: um prejuízo para gerações e gerações de empreendedores

A falácia da ratoeira é a crença, ainda existente, de que se uma pessoa criasse a melhor ratoeira do mundo e a vendesse em sua própria casa, no meio de uma floresta quase inacessível, aos poucos o mundo abriria um caminho até a casa para comprar a melhor ratoeira. Com o tempo, o pequeno caminho se transformaria em uma via-expressa, e a pessoa ficaria milionária. 

Muitos empreendedores de potencial acreditaram e ainda acreditam erroneamente nessa história, achando que o domínio da tecnologia que envolve o negócio é o fato mais importante para o sucesso, esquecendo que o planejamento estratégico, a organização e o próprio preparo são ainda mais relevantes.