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segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Captação de recursos para inovar e empreender

Para empreender e crescer, as empresas precisam INOVAR. A INOVAÇÃO é a força motriz do crescimento econômico. Para fomentar a inovação nas empresas de base tecnológica e indústrias brasileiras, o GOVERNO COMPARTILHA OS RISCOS DA INOVAÇÃO através da disponibilização de inúmeros instrumentos de linhas e programas financeiros de apoio à inovação.

O mercado global é altamente competitivo e exigente, e isso faz com que as empresas busquem inovar através de seus produtos e serviços oferecendo um diferencial aos seus clientes. Nesse ambiente de alta concorrência, competição acirrada, a principal forma de tornar a organização sustentável e com possibilidades de crescimento é através da diferenciação competitiva de seus produtos, processos e serviços. Dessa forma, a inovação e as oportunidades de captação de recursos fomentadas por bancos (BNDES, BNB) e agências federais e estaduais (CNPq, Finep, entre outras como a Agefepe e Facepe, aqui em Pernambuco) passam a ter um aspecto fundamental para que as organizações consigam se diferenciar, crescer e permanecer no mercado.

Atualmente, grande parte do crescimento da produtividade das principais economias e dos países emergentes é creditada à inovação. O motor da inovação é a competição. As empresas Inovam por exigência do mercado. O fato de ser uma exigência da competição é o que torna a inovação um tema essencialmente do mundo dos negócios (Mattos et al., 2010). Para um número crescente de empresas e indústrias, essa temática deverá estar no centro de suas estratégias competitivas, principalmente para sua sustentabilidade em um mercado competitivo e em constante evolução.

Com a elevada competitividade, alta qualidade dos produtos e forte concorrência, o êxito das empresas está cada vez mais relacionado com a capacidade de inovar em seus diversos processos e etapas, de forma planejada e contínua, com visão a curto, médio e longo prazos, e tendo a busca por investimentos financeiros em seus diversos aspectos e fases. Para transformar uma ideia inovadora em um bom negócio, incluindo na veia sanguínea de funcionamento da empresa, a prática de captação de recursos não reembolsável, reembolsável e de captação de risco, na medida e momento certo, para diminuir o risco da inovação, de sua operação e seu crescimento como negócio. E, nesse sentido, a área de Pesquisa, Desenvolvimento & Inovação (PD&I), apoiada por pessoas estratégicas e com experiência em captação de recursos, é a grande responsável pela atividade inovadora, influenciando no processo de inovação e renovação das empresas.

O que se tem observado nos últimos anos é que grande parte das empresas que se encontravam aparentemente bem estabelecidas no mercado foram extintas por não atenderem às novas demandas do mercado consumidor e/ou por não investirem na inovação contínua de seus produto, processos e serviços, o que abre espaço para empresas inovadoras nascentes, que têm a pesquisa e a inovação como cerne dos seus negócios, se estabeleçam no mercado.

Neste cenário, a principal questão que surge é: como captar recursos para INOVAR e empreender para somar aos investimentos próprios das empresas?

Um dos grandes desafios nacionais é estimular o desenvolvimento de inovações dentro das empresas, em vez de apenas aguardar que as tecnologias geradas em universidades, institutos e centros de pesquisas sejam transferidas ao mercado.

Nas empresas, o processo de inovar é arriscado, já que se procura uma aplicação prática bem definida, visando resultados econômicos claros. Para fomentar a inovação no ambiente empreendedor, os bancos de fomento e os governos federal e estaduais têm apoiado as empresas e organizações através de incentivos fiscais, econômicos e financeiros. Os governos enxergam nestas iniciativas uma forma de compartilhar os riscos do desenvolvimento de produtos, processos e serviços inovadores com os empreendedores. Além do governo e bancos, com suas linhas e programas de fomento, temos o constante crescimento e alternativas de investidores de capital de risco, nos seus diversos tipos, desde os angels capital para startups (micro e pequenas empresas) a venture capital e equity capital, para médias e grandes empresas.

A partir de 2015, por decreto assinado em 25 de junho pela presidenta Dilma, possivelmente teremos um orçamento superior a R$ 50 bilhões em recursos de fomento para inovar e empreender no Brasil. Resta saber quais empresas vão sair na frente e garantir recursos para viabilizar suas inovações, diminuindo riscos, custos e ampliando as possibilidades de maiores receitas e lucratividade para seu negócio inovador. Para isso, precisa tratar a inovação e a captação de recursos de fomento como estratégico e prioritário, de forma contínua e planejada, realizando investimentos necessários para viabilizar esta estratégia já adotada por empresas vencedoras e que tiveram alto crescimento exponencial.

Fonte: http://www.revistanegociospe.com.br/materia/Captacao-de-recursos-para-inovar-e-empreender - Por Juliano Diniz

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Start-Up Brasil encerrará 2014 com metas cumpridas

Lançado em novembro de 2012, o programa Start-Up Brasil chegará ao final deste ano tendo cumprido todas as metas inicialmente previstas. Até abril, somente a primeira turma selecionada pelo edital aberto em 2013 acumula os seguintes resultados: 73% das startups operam com produtos funcionais (no início do processo de aceleração esse percentual era de 41%); 53% das startups já estão faturando; houve um aumento nas equipes de 33%; nove prêmios nacionais e internacionais recebidos; e R$ 1,3 milhão de investimentos externos captados entre setembro de 2013 e janeiro de 2014.

“Estamos criando um sistema robusto e competitivo de base tecnológica: das 150 startups previstas até 2014, estamos com 100 apoiadas e desenvolvendo projetos”, informa o secretário de Política de Informática do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Virgilio Almeida. “Já aplicamos R$ 20 milhões nessas companhias inovadoras. Até o fim deste ano cumpriremos as metas iniciais previstas”.

Os dados integram o balanço apresentado nesta terça-feira (27), em São Paulo, por Virgilio, pelo diretor de Software e Serviços de TI do MCTI, Rafael Moreira, e por representantes do Start-Up Brasil. Parte do programa TI Maior, o Start-Up Brasil visa apoiar empresas nascentes de base tecnológica com foco em empresas de software e serviços em uma rede de investidores em parceria com grandes companhias nacionais e internacionais.

O secretário também ressaltou a diversidade de atuação das startups. Empresas de 15 setores contam com recursos do programa, sobretudo nas áreas de varejo (14,41%), educação (9,32%) e finanças (8,47%). “Do total de projetos, pelo menos 85% contavam com um protótipo de seu produto ou serviço em desenvolvimento no momento da seleção”, diz Virgilio.

Segundo Rafael Moreira, a abrangência territorial das propostas é outro ponto de destaque do programa. “Empreendedores de todo o país apresentaram iniciativas, entre a primeira e a segunda turmas. Atualmente, estamos apoiando empresas de 15 estados e nas cinco regiões brasileiras”.

Empresas estrangeiras também vislumbraram boas oportunidades de desenvolver seus projetos a partir do Start-Up Brasil. Ideias de 37 países foram remetidas para avaliação da comissão do programa, e 10 países tiveram iniciativas selecionadas.

Casos de sucesso – A Love Mondays, de São Paulo, é uma das startups apoiadas pelo programa. Com a ideia de auxiliar profissionais a adquirirem referências de onde pretendem trabalhar, a Love Mondays criou uma ferramenta em que qualquer pessoa pode, anonimamente ou não, opinar sobre as oportunidades profissionais em uma empresa.

“O Start-Up Brasil foi muito importante para validar nosso modelo de negócios, definir estratégias de crescimento e marketing, além do acesso a mentores e investidores”, avalia a CEO da startup, Luciana Caletti. “O recurso recebido do CNPq [Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico] permitiu contratar profissionais para desenvolver a plataforma e ajudar a crescer o negócio”.

Outra startup selecionada pelo programa em 2013 é a Intoo, que desenvolveu uma ferramenta para facilitar o acesso a crédito para micro e pequenas empresas: qualquer uma pode solicitar capital de giro e antecipação de recebíveis com as menores taxas de juro - com base no perfil do cliente, é possível analisar qual instituição bancária oferece taxas mais atraentes.

“O Start-Up Brasil tem um pacote de relacionamento muito interessante. Quando precisamos acessar pessoas da iniciativa privada para oferecer nosso serviço, chegamos a essas pessoas por meio de contatos das aceleradoras ou do próprio programa”, pontua o CEO da Intoo, Arthur Farache. “O projeto também nos auxilia a construir uma reputação, por termos participado de um projeto com a chancela do governo federal, por meio do MCTI”.

Fonte: http://www.anpei.org.br/ ´- MCTI

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Crédito da Finep para inovação deve subir para R$ 10 bilhões este ano

O valor é quase o dobro em relação a 2013, quando foram disponibilizados R$ 6,3 bilhões, diz o presidente da Finep, Glauco Arbix O volume de crédito concedido pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, para empresas inovadoras no país aumentou de R$ 1,1 bilhão, em 2001, para R$ 6,3 bilhões, no ano passado. Segundo o presidente da Finep, Glauco Arbix, os financiamentos deverão alcançar R$ 10 bilhões neste ano, quase dobrando em relação a 2013.

A estimativa se baseia no desempenho do Programa Inova Empresa, lançado há um ano pela presidenta Dilma Rousseff, com orçamento de R$ 32,9 bilhões, dos quais R$ 25 bilhões vêm de recursos da Finep e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

“Nós conseguimos uma demanda agregada, que está em processamento atualmente, com algumas operações já contratadas, de R$ 93,2 bilhões em projetos de tecnologia. É um volume de recursos muito forte que mostra a vontade trabalhar e entrar nas atividades de desenvolvimento tecnológico e de inovação”, diz Arbix.

A Finep lançou 12 programas vinculados ao Inova Empresa para áreas consideradas prioritárias pelo governo, como saúde, petróleo, energia, etanol, telecomunicações, em que o Brasil tem carência de tecnologia. Para Arbix, o déficit de investimentos na área ocorre pelo desequilíbrio na balança comercial, que obriga o país a importar tecnologia ou produtos de natureza tecnológica. “O Brasil tem também a preocupação de dominar e consolidar tecnologias internamente”, lembra.

Do total da demanda agregada de R$ 93 bilhões para o Inova Empresa, o presidente da Finep admitiu que deve ser feito um recorte entre 30% e 35% por causa da desistência de projetos pelas empresas ou por problemas de documentação. Mesmo assim, ele estima que, se a Finep e o BNDES contratarem 10% desses projetos a cada ano pelos próximos dois anos, isso significará algo em torno de R$ 30 bilhões de contratação, valor suficiente para duplicar o investimento privado empresarial em tecnologia e inovação.

O orçamento do Programa Inova Empresa engloba também recursos do Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sebrae), da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), além de R$ 3,5 bilhões em recursos não reembolsáveis para subvenção econômica (subsídios) ou para apoio a parcerias entre universidades e centros de pesquisas e empresas.

Na avaliação de Arbix, a expressiva demanda do programa significa que as empresas brasileiras já descobriram que o caminho para o desenvolvimento é o da tecnologia e da inovação: “É uma situação impensável um volume de demanda desse porte. É difícil imaginar isso há seis ou sete anos”. Ele, no entanto, reconheceu que existem desafios. “A economia brasileira não é inovadora. As empresas brasileiras, em geral, investem pouco em inovação se comparadas aos países mais avançados, e mesmo a países emergentes que competem conosco”, diz.

Apesar do baixo volume relativo de investimentos do tipo, o presidente da Finep destaca que está crescendo de forma acelerada o número de empresas que estão procurando meios para investir em inovação e tecnologia. “A demanda continua crescendo apesar das dificuldades na economia. Está havendo uma reviravolta na definição de estratégias das empresas brasileiras. Elas estão incorporando inovação às suas estratégias competitivas de crescimento e de ampliação de mercado, seja doméstico ou internacional”.

A demanda para o Inova Empresa envolve 2,7 mil empresas e 223 institutos e centros de pesquisa públicos e privados. Segundo Arbix, o intercâmbio entre as empresas e a universidade e empresa está sendo ampliado. Ele também cita a descentralização do crédito visando a atingir as micro, pequenas e médias empresas, por meio de bancos estaduais e fundações de amparo à ciência e tecnologia.

Uma terceira dimensão que contribui para o sucesso do programa, salientou Arbix, foi a redução do impacto da burocracia com redução de custos e de prazos e mais agilidade para análise dos projetos. Na Finep, o prazo de análise caiu de mais de 400 dias para 30 dias, graças à informatização total dos processos.

Fonte: http://www.itforum365.com.br/ - por Agência Brasil

segunda-feira, 24 de março de 2014

Finep aumentará em 60% crédito para inovação

A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) deve aumentar em quase 60% a contratação de crédito voltado à inovação neste ano. A projeção da instituição pública é contratar R$ 10 bilhões em 2014, em comparação a R$ 6,3 bilhões no ano passado, afirmou ao jornal O Estado de s. Paulo o presidente da Finep, Glauco Arbix. Todo esse volume será contratado dentro da principal aposta do governo para agilizar os investimentos em inovação, o plano "Finep 30 dias".

Lançada há seis meses, a iniciativa prevê uma resposta final da instituição para as demandas das empresas em até 30 dias. Até agora, a Finep recebeu 246 projetos de investimentos das 1.846 empresas cadastradas, totalizando uma demanda de R$ 17,9 bilhões. Depois de seis meses, a financiadora aprovou 87 projetos, que, somados, atingem R$ 9,2 bilhões. Parte desses recursos já foi contratada e até liberada, mas a maior parcela está em fase de contratação. "O fato é que a resposta (se o projeto foi aprovado ou não) saiu em até 30 dias", disse Arbix, que comanda a Finep desde o início de 2011.

Ao todo, 102 projetos foram indeferidos. Os técnicos da área de crédito negaram a liberação do dinheiro principalmente por problemas de enquadramento (a falta de garantias adequadas, ou capacidade financeira da companhia que demandou o crédito). Além disso, Arbix afirmou que o crédito voltado para inovação é específico. "Temos condições muito vantajosas para as empresas, por isso a demanda é sempre muito grande, mas trabalhamos com inovação", disse. "Não é qualquer investimento que vamos financiar."

De acordo com Arbix, a demanda por recursos para financiar o investimento em inovação tem aumentado no País, mas ainda está distante dos parâmetros dos países ricos. "A ambição tecnológica das companhias brasileiras está aumentando, porque elas têm, gradativamente, rompido com o estilo tradicional, de país fechado e acostumado a produzir sem competitividade. Mas ainda não estamos no grau de ponta, isso leva tempo", afirmou o presidente da Finep.

Risco

Para fazer frente à demanda e, ao mesmo tempo, fomentar mais investimentos em inovação e ciência e tecnologia no País, a instituição espera concluir ainda neste primeiro semestre a extensão do "Finep 30 dias" também para convênios e subvenção, o que deve aumentar o escopo do programa.

Além disso, a Finep deve criar uma área de risco de crédito e financiamentos, concluindo o processo de transformação em instituição financeira. "Isso vai permitir a captação de recursos no mercado, o que aumentará a musculatura da Finep", disse Arbix. O processo também fará com que a Finep passe a ser fiscalizada pelo Banco Central (BC). Com isso, o foco passará a ficar sobre os recursos desembolsados pela instituição, e não no volume contratado.

Banco

"Esta é uma outra filosofia, que tratamos junto ao Banco Central. O financiamento à inovação é diferente, não pode ser analisado sob a ótica do desembolso, porque liberamos o dinheiro aos poucos, acompanhando as empresas com que fechamos contratos de crédito", afirma. "Uma instituição financeira normal simplesmente libera o dinheiro de uma vez."

Frente aos R$ 6,3 bilhões contratados em 2013, a Finep efetivamente desembolsou R$ 3 bilhões. No ano anterior, o desembolso fora de R$ 2,1 bilhões, e em 2011, no primeiro ano da gestão Dilma Rousseff, de R$ 1,7 bilhão. "Se cumprirmos a meta de contratar R$ 10 bilhões em crédito neste ano, vamos dobrar os desembolsos", prometeu Arbix, projetando uma liberação de recursos de R$ 6 bilhões. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: http://atarde.uol.com.br - por João Villaverde | Agência Estado

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Saiba onde buscar recursos financeiros para alavancar o seu negócio

Todo empreendedor de alto impacto tem o sonho de tirar uma ideia ou projeto do papel e transformá-lo em algo grande. Mas, onde conseguir os recursos necessários para chegar lá? Quais são as fontes de capital mais adequadas para o meu negócio? Existem basicamente 5 opções para captação de recursos: Capital próprio; Capital de amigos e familiares; Linhas de crédito bancário; Linhas de fomento e subvenção governamental; e capital de risco. A escolha por uma ou por outra forma depende em qual estágio de vida sua empresa está.

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Capital próprio: Também chamado de booststrapping, é geralmente a primeira fonte de capital utilizada pelos empreendedores. Apesar de vantajoso, por não haver custos de financiamento e nem perda de autonomia para tomada de decisões, esse tipo de capital tem suas desvantagens, como a limitação das perspectivas de expansão e o crescimento do empreendimento que, nesse caso, fica baseado no reinvestimento de parte dos lucros.

Capital de familiares e amigos: Também conhecido como 3F, do inglês friends, family and fools, tem baixo custo e é muito baseado na confiança. É uma forma de empréstimo mais fácil ou rápida de ser adquirida, mas é preciso muito cuidado para não estragar relações pessoais. O Co-fundador do Submarino.com e investidor do fundo General Atlantic, Martin Escobari conta neste artigo por que o dinheiro da “mamãe” pode ser o tipo mais caro que existe.

Linhas de crédito bancário: Além de as despesas com juros serem dedutíveis para fins de imposto de renda, financiar um negócio com linhas de crédito é uma das formas mais seguras, pois não há perda de participação acionária. Em contrapartida, as desvantagens são a exigência de garantias patrimoniais, as taxas de juros elevadas e o aumento do risco da empresa, o que pode ser um obstáculo para conseguir novos empréstimos.

Linhas de fomento e subvenção: Os órgãos e agências de fomento são instituições públicas que tem como missão apoiar financeiramente a pesquisas e soluções em ciência, saúde, tecnologia e inovação. Cabe ao empreendedor à iniciativa de pesquisar novas linhas, entender o seu funcionamento, desenvolver os projetos, submetê-los à aprovação e, uma vez aprovados, empenhar-se no cronograma e na prestação de contas. Como relata Rafael Duton, co-fundador da Movile e da 21212, muitos acham que não existe dinheiro disponível porque não acompanham os editais. “Tem que investir um tempo de pesquisa nos portais que agregam essas informações, identificar aqueles que têm aderência entre a sua proposta e o que o edital está buscando”, recomenda.

Capital de risco: Investidores aportam capital em empresas esperando ganhar participação nos lucros e que o valor da empresa seja cada vez maior. A dinâmica é de risco e recompensa e, naturalmente, eles esperam um retorno maior do que os bancos comerciais. Existem vários tipos de investimento de risco, como investidores anjo, venture capital e private equity, e cada um tem uma forma diferente de contribuir para o sucesso do negócio e negociar suas contrapartidas. A escolha pelo melhor investidor normalmente depende de fatores como estágio de maturidade da empresa, relacionamento pessoal entre investidor e empreendedor, histórico de execução do empreendedor e sua equipe, modelo de negócio, e se esse tipo de capital faz sentido no momento. Saiba como escolher qual tipo de investimento é melhor para sua empresa. Entre em contato conosco pelo e-mail oficinadainovacao@ncti.com.br

Fonte: adaptado e com base em http://br.financas.yahoo.com/

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Empréstimos do BNDES sobem 22% em 2013 e atingem R$ 190,4 bi.

Indústria ficou com 30% do total liberado, e a infraestrutura com 33%. Maior expansão relativa ocorreu no setor agropecuário, com alta de 64%.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou nesta terça-feira que seus empréstimos em 2013 totalizaram R$ 190,4 bilhões, alta de 22% sobre 2012 ( R$ 156 bilhões).

Segundo o banco, no entanto, apesar de o valor total ter sido mais alto, as aprovações de empréstimos em 2013 caíram 8%, para R$ 239,6 bilhões. Já as consultas e os enquadramentos no ano passado tiveram recuo de 11% e de 7%, respectivamente.

O BNDES explicou, em comunicado, que a queda nas aprovações, consultas e enquadramentos em 2013 é "explicada pela alta base de comparação e também sinaliza cenário de maior moderação nos desembolsos do banco em 2014".

A maior expansão relativa ocorreu no setor agropecuário (alta de 64%), com total de R$ 18,6 bilhões, "refletindo o forte volume de investimentos no campo, devido à safra recorde em 2013", informou o BNDES. Para o setor de comércio e serviços, o banco liberou R$ 51,5 bilhões, com alta de 17%.

"Todos os setores apoiados pelo Banco tiveram crescimento nas liberações. A indústria respondeu por 30% do total liberado (R$ 58 bilhões) e a infraestrutura por 33% (R$ 62,2 bilhões). Isso representou aumentos de 22% e 18%, respectivamente, nos desembolsos desses setores na comparação com o ano anterior", informou a instituição.

Para as micro, pequenas e médias empresas, foi desembolsada a cifra recorde de R$ 63,5 bilhões, equivalente a 33% das liberações totais de 2013.

Nova política operacional

O BNDES anunciou que fez uma revisão de sua política operacional "para alinhá-la às tendências do investimento no país, à maturidade da indústria financeira nacional e à necessidade de atender às empresas com mais eficiência e qualidade".

São três os blocos prioritários: infraestrutura (logística, energética, mobilidade urbana e saneamento), competitividade (inovação, serviços técnicos e tecnológicos; exportação de serviços de engenharia e bens de capital; setores intensivos em engenharia e conhecimento; economia criativa), e inclusão produtiva e sustentabilidade:

"Essas prioridades contam com os menores custos financeiros, os maiores prazos e os maiores percentuais de participação do Banco nos financiamentos", explica o BNDES.

A nova política operacional abre também espaço para as empresas captarem recursos complementares nos mercados. As novas regras com taxas, prazos e níveis de participação podem ser conferidas no site do BNDES.

Fonte: http://g1.globo.com/economia - Por G1, em São Paulo

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Demanda por crédito para inovação atinge R$ 68 bilhões

A demanda por financiamentos para tecnologia e inovação é muito maior do que a Finep esperava para este ano: foram R$ 68 bilhões em demanda, contra uma oferta de R$ 32,9 bilhões anunciada em março.

Uma das razões para o aumento da demanda, no caso da própria Finep, é que o tempo necessário para a contratação do crédito para os projetos foi drasticamente encurtado. Em 2010, diz Glauco Arbix, presidente da Financiadora, chegava a 452 dias, e atualmente é de no máximo 30 - isso ajudou a elevar também o número de empresas que se cadastraram na Finep: foram 1.114 nesse período, mais do que o total cadastrado nos 46 anos de existência do órgão.

Arbix diz que não há uma resposta imediata para a demanda: “O Brasil não tem um sistema que ofereça investimentos em médio e longo prazos para pesquisa e desenvolvimento, e infelizmente é assim no mundo inteiro”. Bancos privados, por exemplo, não financiam iniciativas desse gênero, porque o risco é muito alto, diz ele.

Conseguir financiamento nem sempre é o principal problema em pesquisa, desenvolvimento e inovação, observa o professor do Departamento de Política Científica e Tecnológica do Instituto de Geociências da Unicamp, Ruy Quadros, que coordena o curso de “Especialização em Gestão Estratégica da Inovação Tecnológica”, cujo objetivo é capacitar profissionais já experientes a mobilizarem conhecimento e competências tecnológicas para criar novos produtos, processos, serviços e negócios. Os grandes problemas são justamente aqueles tratados no curso: “Os alunos precisam de uma visão integrada desde a gestão do projeto em nível micro, passando pela visão estratégica, planejamento de tecnologia, indo até a visão do sistema de P&D no Brasil”, explica o Quadros.

Fonte: http://www.anpei.org.br/ - (Com informações do Valor Econômico)

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Investir em inovação vira prioridade estratégica para empresas no Brasil

Uma pesquisa apresentada pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro revela que a maioria dos executivos brasileiros está convencida de que inovar é o mais importante para garantir o crescimento das empresas. O alto investimento em inovação se tornou uma prioridade estratégica para as empresas no Brasil.

A multinacional da área de infra-estrutura, que tem quatro polos pelo mundo, escolheu o Brasil para instalar a unidade da América Latina. A empresa gastou R$ 500 milhões para construir um moderno centro de pesquisa.

O alto investimento em inovação se tornou prioridade estratégica para as empresas no Brasil. Essa é a opinião de 95% dos executivos brasileiros entrevistados em uma pesquisa internacional apresentada na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro. Entre os profissionais ouvidos no estudo, 85% acreditam que é preciso avançar em produtos ou serviços; 74% apostam em desenvolver novos processos para aumentar a rentabilidade; e 71% apostam em criar produtos ou serviços mais sustentáveis.

As pequenas e médias empresas também podem se beneficiar da inovação. Esse é o caso da padaria que conseguiu melhorar o processo de produção. Antes, do lugar saiam mil pães por mês. Hoje, são produzidos cinco mil por dia. A ideia de oferecer três tipos de pães saiu do forno com o apoio da Firjan e do Senai. O dono da padaria estudou o projeto durante um ano.

“A inovação é que a gente desenvolveu uns pães resfriados e semiprontos. Então, ele tem uma durabilidade de 20 dias na geladeira sem adição de conservantes”, diz o empresário Eduardo Frach.

A executiva que coordenou o estudo sobre inovação afirma que essa cultura ainda esbarra na burocracia brasileira e na baixa qualidade da educação. “A gente tem o maior número de pessoas, de jovens na escola recebendo educação, mas a qualidade do ensino e a preparação desses novos líderes ainda está sendo vista pelos respondentes da pesquisa como um gargalo importante a ser endereçado. Você tem que ter uma regulação. Você tem que ter uma ordem, mas você precisa que isso aconteça de uma maneira mais fácil, mais rápida”, diz Adriana Machado, presidente da GE/Brasil.

Fonte: http://g1.globo.com/ - Sandra Passarinho

domingo, 28 de julho de 2013

UE dobra verba para parcerias público-privadas em pesquisa e inovação

A Comissão Europeia, órgão executivo da União Europeia, pretende dobrar a verba pública disponível para as chamadas Iniciativas Conjuntas de Tecnologia (JTIs, na sigla em inglês), parcerias de pesquisa e desenvolvimento firmadas com a iniciativa privada. Estabelecidas em 2007, as JTIs receberam € 3,12 bilhões (R$ 9,2 bilhões). Para o período 2014-2020, a previsão é de € 6,44 bilhões (R$ 19 bilhões).

Das cinco iniciativas criadas em 2007, três serão mantidas, e duas, fundidas num projeto único. Além disso, uma nova quinta iniciativa – para criar substitutos, sem origem fóssil, para os produtos petroquímicos usados na indústria – será estabelecida.

Os programas mantidos até 2020 são o Células de Combustível e Hidrogênio, para a pesquisa, desenvolvimento e demonstração da eficácia dessas tecnologias, que podem ser utilizadas para acumular energia e também para substituir os combustíveis fósseis em veículos, na Europa; o Céu Limpo, para a criação de tecnologias que tornem os aviões mais amigáveis para o meio ambiente, por meio da redução de ruído e das emissões de carbono; e a Iniciativa de Inovação Médica, com verba de € 2 bilhões.

Essa Iniciativa tem o objetivo de apoiar o processo de desenvolvimento de novas drogas, com a criação de redes de especialistas na academia e na indústria. A segunda fase desse programa terá metas específicas para a criação de novos medicamentos, como antibióticos.

Serão fundidos os programas Artemis e Eniac. Ambos lidavam com tecnologia eletrônica – o Eniac, especificamente, com nanoeletrônica – numa iniciativa única, a de Sistemas e Componentes Eletrônicos. O novo programa criado, para reduzir o uso de derivados de petróleo em processos industriais, será chamado de Indústrias Biobaseadas.

“As JTIs terão objetivos mais claros e ambiciosos, contribuindo diretamente para a competitividade e os objetivos de política pública da UE”, diz o relatório que apresenta as propostas para o período 2014-2020. A proposta ainda precisa ser aprovada pelo Parlamento Europeu e pelos países-membros da União.

Na documentação preparada para explicar o lançamento das Iniciativas, a Comissão Europeia diz esperar que as parcerias “estimulem investimento europeu em pesquisa, construam massa crítica ao unir esforços fragmentados e garantam uma administração eficaz e eficiente” dos programas.

“A Europa precisa investir mais e melhor em pesquisa e inovação”, afirma relatório publicado no início de julho, intitulado Parcerias Público-Privadas no Horizonte 2020: uma poderosa ferramenta para produzir inovação e crescimento na Europa. “Horizonte 2020” é o nome do programa europeu de investimento público em pesquisa científica.

O relatório prossegue: “Mais pesquisa e mais inovação são críticas para criar um crescimento econômico sustentável e empregos, além de reforçar a competitividade internacional da Europa”.

O trecho do trabalho sobre as JTIs afirma que o investimento público de € 3,12 bilhões foi correspondido por um aporte privado de € 4,66 bilhões, e que houve “progresso” e que já aparecem “sinais de impacto”. Mas a implementação, nos primeiros sete anos, também não ficou livre de problemas.

“Os relatórios e avaliações também apontaram algumas fraquezas”, diz o texto. “Essas dizem respeito, principalmente, à necessidade de um comprometimento mais forte dos parceiros da indústria, com métricas mais claras para esse comprometimento”. O trabalho também aponta a necessidade de “mais clareza” no estabelecimento das parcerias e na definição de objetivos, além de cobrar uma “maior abertura a novos participantes”. Também são mencionadas sugestões para reduzir a burocracia, principalmente na questão do financiamento.

Fonte: http://www.anpei.org.br/ - Com informações do Inovação Unicamp

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Governo Federal lança Plano Inova Saúde, com participação da FINEP em cerca de R$ 2 bi

Como parte do desafio pela inovação proposto pela Presidenta Dilma com o Plano Inova Empresa, o Governo Federal e a FINEP apresentaram na quinta-feira (11/04), durante a reunião do Comitê Executivo e Conselho de Competitividade do Complexo da Saúde, em São Paulo, o Plano Inova Saúde. São dois editais no valor total de cerca de R$ 2 bilhões, que integram diversos instrumentos de financiamento da FINEP (Agência Brasileira da Inovação), do Ministério da Saúde (MS), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). "A área de saúde é uma das nossas prioridades, já que 30% de toda a inovação criada vem desse setor, além de ser uma obrigação social do país", disse Glauco Arbix, presidente da FINEP.

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação - Marco Antonio Raupp -, concordou com Arbix: "o total de R$ 2 bilhões de recursos contidos nos dois editais que estamos anunciando está dentro de uma visão global de inovação dos R$ 32 bilhões do Plano Inova Empresa. Essa política do Governo contempla, por sua vez, todas as áreas estratégicas do Plano Brasil Maior. Até o final do ano, pretendemos lançar programas que cubram todos os setores estratégicos", destacou.

Um dos editais (Inova Saúde – Biofármacos, Farmoquímicos e Medicamentos) é destinado ao apoio às empresas brasileiras no desenvolvimento e domínio tecnológico das cadeias produtivas ligadas a três áreas temáticas: Linha 1: Biofármacos (Desenvolvimento de produtos com ação terapêutica obtidos por rota biotecnológica); Linha 2: Farmoquímicos (Desenvolvimento de insumos farmacêuticos ativos obtidos por síntese química); e Linha 3: Medicamentos (Desenvolvimento de tecnologia farmacêutica e processos industriais para fabricação de medicamentos); Linha 4: Tecnologias da Informação e Comunicação para Saúde.

Nesta chamada, atuarão em conjunto a FINEP e o MS, que disponibilizarão um total de R$ 1,3 bilhão. Os recursos virão de um conjunto de instrumentos de financiamento: pela FINEP, R$ 1,1 bilhão virá por meio dos programas Inova Brasil, Subvenção Econômica e Participação Acionária. Cada projeto receberá o total de até 90% do financiamento, sendo os restantes 10% originados das instituições qualificadas, como contrapartida obrigatória.

Equipamentos Médicos

O outro edital (Inova Saúde – Equipamentos Médicos) disponibilizará cerca de R$ 600 milhões para apoiar o desenvolvimento e a produção de equipamentos e dispositivos médicos no Brasil, numa ação conjunta da FINEP com BNDES e MS.

Serão apoiados projetos de inovação em quatro linhas temáticas: Linha 1: Diagnósticos in vitro e por imagem; Linha 2: Dispositivos implantáveis; Linha 3: Equipamentos eletromédicos e odontológicos; e Linha 4: Tecnologias da Informação e Comunicação para Saúde. A FINEP alocará R$ 275 milhões, com recursos do Inova Brasil, Subvenção Econômica e Instrumentos de renda variável.

Alexandre Padilha, ministro da Saúde, disse que "com essas medidas, vamos garantir o apoio a empresas que poderão investir na criação de produtos farmacêuticos de última fronteira, algo que irá elevar a ambicão tecnológica da área de saúde de maneira poderosa". Já Fernando Pimentel, ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, afirmou que "estamos no caminho certo. A combinação de esforços e de recursos marca um momento histórico e de uma eficiência que jamais foi experimentada no desenvolvimento de setores estratégicos no Brasil".

Padilha também anunciou diversas medidas do MS que vão garantir acesso a tratamentos de alto custo e ampliar o atendimento aos pacientes do SUS. Entram em vigor um total de 63 parcerias entre 15 laboratorios públicos e 35 privados para a produção nacional de 61 medicamentos. As medidas resultarão numa economia de cerca de R$ 2,5 bi anuais pra o MS.

Luciano Coutinho, presidente do BNDES, falou da importância do diálogo entre instituições de governo e o setor privado. "vamos acolher quaisquer sugestões que nos levem ao aprimoramento de nossas iniciativas", disse. Para Arbix, "é de imensa importância a parceria com o BNDES e com o MS: estamos construindo um País, não mistérios ou agências. É essa articulação e a combinação de esforços com o setor produtivo que vão incrementar o avanço tecnológico de ponta", finalizou.

Prazos

O edital do Programa Inova Saúde – Biofármacos, Farmoquímicos e Medicamentos terá várias fases em todo o processo de seleção. As cartas de manifestação de interesse devem ser enviadas até 5/6/2013. A divulgação do resultado da seleção dos planos de negócio, após recursos, está prevista para 20/12/2103.

Já o Programa Inova Saúde - Equipamentos Médicos receberá cartas de manifestação de interesse até 14/6/2013. A divulgação do resultado da seleção dos planos de negócio, após recursos, será em 8/11/2013.

Fonte: http://www.finep.gov.br - 11/04/2013

segunda-feira, 8 de abril de 2013

CIOs: inovem ou vão para casa!

Como os líderes de TI podem conseguir tempo em suas agendas para conduzir inovações, estando completamente presos a uma rotinas intensa de trabalho?

Hoje já é compreendida a ideia de que a saúde econômica de uma companhia e de uma nação é tão forte quanto sua capacidade de inovar. O que ainda não é muito bem compreendido é como estimular a inovação, embora exista uma carência de consultores, acadêmicos, políticos, executivos (e jornalistas) capazes de oferecer uma opinião bem formada ou semi-formada sobre o assunto.

O ponto de vista que está em tendência é o pessimismo. Em um nível macroeconômico, há uma escola de pensamento em expansão de que os dias mais inovadores dos Estados Unido estão no passado. O economista Robert J. Gordon está preocupado com uma força de trabalho envelhecida, educação insuficiente, regulamentações onerosas, aumento da dívida e outros “ventos contrários”, combinados com “o fato de que tantas invenções fundamentais já foram feiras”. O do PayPal Peter Thiel e o mestre de xadrez Garry Kasparov acreditam que os EUA ”descararam um século de ambição de que podiam fazer tudo construindo avanços rápidos na tecnologia, substituindo por por uma cautela mais satisfeita com melhorias incrementais.” O Prêmio Nobel Edmund S. Phelps critica que “a preocupação dos executivos com o próximo trimestre fiscal e com os banqueiros” impede o empréstimo de dinheiro para “projetos de novos produtos e métodos”, levando a um declínio na inovação diária, salvo algumas exceções (Silicon Valley, biotecnologia, energia limpa).

Mesmo os otimistas sobre o estado de inovação fornecem argumentos que são menos convincentes. Concluído através de seu recente estudo que “os condutores de inovação são mais fortes do que já foram em qualquer momento da história da humanidade”, o Boston Consulting Group afirma que sua pesquisa verificou que executivos de todo mundo planejam investir mais em pesquisa e desenvolvimento e prevê que um comprometimento renovado com a inovação – uma vez que o alto investimento e as boas intenções são as melhores maneiras de medir o sucesso do que a qualidade do que está sendo produzido. O escolha das 50 empresas mais inovadoras do mundo pela consultoria BCG, que foi direcionada para os players de mais destaque em apenas quatro indústrias, tem algumas falhas em sua análise.

O pessimismo quanto à inovação em um nível microeconômico ganha uma forma diferente. Nas minhas discussões com CIOs e executivos, me parece que o grande obstáculo é estrutural: como fazer com que companhias e organizações de TI possam conseguir um espaço para terem tempo e a responsabilidade formal de conduzir inovações que tragam lucro, sendo que os CIOs estão completamente presos a suas rotinas intensas de trabalho?

Essa pergunta é a premissa para uma conferência que a InformationWeek EUA irá conduzir no dia 8 de maio sobre o tema “Inove ou vá para casa: o ponto crítico dos CIOs em gerenciar crescimento, oportunidade e ideias transformadoras”. O evento que será realizado em conjunto com Interop em Las Vegas irá apresentar campeões de inovação do San Francisco Giants, Union Pacific, Allstate, ADP, General Electric, Intermountain Healthcare, Forrester Research e Sears.

O CIO do Giants, Bill Schlough, por exemplo, irá mostrar como ele e seu time aceleraram a inovação no campeonato World Series, trabalhando com operações de beisebol, venda de ingressos, marketing e outras áreas da empresa. O CIO da Union Pacific CIO Lynden Tennison discute sobre como os incentives financeiros estão promovendo a cultura da inovação em uma organização de TI com 1.400 pessoas. O VP executivo da Allstate Suren Gupta fala no evento sobre como a tecnologia de sua organização está atuando como uma seguradora de outras unidades de negócios para hospedar “blitz de inovação”, uma pequena maratona de dez dias que recebe inputs dos funcionários sobre problemas ou oportunidades de negócios específicos. O CTO da Intermountain Heathcare Frederick Holston e o diretor de inovação Todd Dunn debatem sobre como o Healthcare Trasnformation Lab está recebendo, subsidiando, desenvolvendo e entregando novos produtos e serviços.

Não há falta de espaço para inovação em organizações e escritórios nas companhias do ranking Fortune 1000. O que as melhores organizações parecem ter em comum: elas levam em conta a necessidade de suas empresas para conduzir a longo prazo, oportunidades de negócios sustentáveis, sem nunca perder de vista a necessidade de curto prazo para aumentar os lucros e valor para o acionista. Quando elas tratam a inovação como uma disciplina separada ou departamento, procuram ideias de diferentes partes interessadas – técnicos, vendedores, comerciantes, financiadores, promotores de negócios – e elas são muito cuidadosos para não construir projetos que não serão aceitos pelo resto da empresa. Alcançar o equilíbrio certo é uma grande parte do desafio da inovação.

Grupos formais de inovação, times que tendem a trabalhar melhor quando estão em funções rotativas entregando projetos com prazos delimitados racionalmente, esses serão alguns dos temas que o CIO da ADP Michael Campone vai debater com a InformationWeek EUA. Pense em termos de colaboradores criativos, em vez de as equipes da SWAT de elite, e resultados de seis a 12 meses ao invés de anos. Os melhores times de inovação não são donos da inovação tanto quanto ajudam a definir as prioridades, facilitar a colaboração e execução e gerir os riscos.

Keith J. Figlioli, VP senior de healthcare informatics da Premier Healthcare Alliance, afirma que sua organização inteira enxerga os negócios em partes: gerenciar e desenvolver o core, construir negócios adjacentes e inovar para futuras oportunidades. “Permitimos nossos times transitarem por essas três áreas”, comenta. “As equipes passaram a ter um tempo para focar e pensar como os negócios estão mudando e o que nós precisamos fazer para enfrentar isso.”

A resposta é que não há nenhuma visão única ou manual de boas práticas para impulsionar inovações. Mas podemos aprender muito com os executivos e seniors de TI que já se depararam com esse desafio, cometeram alguns erros e tiveram resultados significantes para mostrar graças a importantes esforços.

Fonte: http://informationweek.itweb.com.br/

segunda-feira, 25 de março de 2013

Governo vai selecionar 200 empresas para Start-Up Brasil.

São Paulo - O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, anunciou, no dia 21/03, a segunda fase do projeto Start-Up Brasil.

Durante o Congresso Global de Empreendedorismo (GEC 2013), no Rio de Janeiro, Raupp disse que 200 startups devem receber investimentos de até 200 mil reais em bolsas para pesquisa concedidas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Além disso, as empresas devem receber investimento de uma das nove aceleradoras parceiras do programa, selecionadas na primeira fase. Com 36 milhões de reais disponíveis para os negócios mais promissores, as aceleradoras poderão ser escolhidas pelos próprios empreendedores.

Segundo o programa, o edital e as inscrições online estarão disponíveis a partir de 31 de março. O Ministério vai avaliar as empresas através do formato Plano de Negócios Canvas. Universidades, o CNPq e outras entidades relacionadas ao empreendedorismo ficarão encarregados de avaliar as empresas.

Equipe, projeto, escalabilidade e a solução proposta pela empresa estão entre os critérios de análise. Os empreendedores deverão ainda enviar um Curriculum Lattes para a comissão.

Segundo Raupp, o programa estará de olho especialmente em startups das áreas de energia, defesa, saúde, educação, mineração e desenvolvimento tecnológico.

Fonte: http://exame.abril.com.br - por Priscila Zuini

segunda-feira, 11 de março de 2013

Investimento em inovação terá R$ 30 bilhões.

As empresas dos setores de etanol, petróleo e gás, defesa, tecnologia da informação, energias renováveis e fabricantes de equipamentos médicos terão a partir do mês que vem quase R$ 30 bilhões em crédito subsidiado para investimentos em inovação. Esta é a principal medida de um amplo pacote que a presidente Dilma Rousseff deve anunciar na próxima quinta-feira.

Depois de quatro meses de sessões de "espancamento", o pacote está próximo de ser finalizado. Nesta semana, o ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Marco Antônio Raupp, fechou os últimos detalhes com técnicos da Casa Civil, que remeteram as medidas para um último escrutínio de Dilma. O Estado antecipou, no início de fevereiro, as principais medidas.

O governo pretende usar pouco mais de R$ 3 bilhões, ou cerca de 10% do volume total, em empréstimos ao setor privado a fundo perdido. As demais operações serão feitas com taxas de juros de 4% ao ano.

Observatório. O dinheiro será oferecido por um balcão único, formado com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O governo vai acompanhar o uso desse crédito por meio de um "Observatório de Inovação", que será criado.

A linha especial do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), oferecida pelo BNDES desde 2009 e cujo prazo de validade é dezembro de 2013, deve ser novamente prorrogada pelo governo, no âmbito do pacote de apoio à inovação, para dezembro do ano que vem.

O governo também vai autorizar a criação de uma nova empresa pública, a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), que será uma Organização Social (OS) com um contrato de gestão com o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação. Ela terá capital inicial de R$ 300 milhões até 2014, afirmou Rafael Lucchesi, hoje presidente do Senai. O Estado apurou que Lucchesi deverá ser o diretor-presidente da Embrapii.

A Embrapii ficará responsável pela aproximação das pesquisas desenvolvidas em universidades e institutos federais das necessidades de inovação nas companhias. "Queremos ser ainda mais ágeis na inovação tecnológica", afirmou Lucchesi, que participou ontem do lançamento da P&D Brasil, nova associação de empresas do setor eletroeletrônico, em Brasília. O governo estuda também estender às empresas optantes do programa Simples Nacional os benefícios tributários previstos na Lei do Bem, que reduz impostos para empresas que apliquem em P&D e registrem patentes.

Fonte: http://www.estadao.com.br - 08 de março de 2013

terça-feira, 5 de março de 2013

Divulgados resultado do Tecnova e primeiro credenciamento do Inovacred

A aposta da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) na descentralização de seus instrumentos de apoio à inovação acaba de ter duas novidades: a divulgação do resultado final, após avaliação de mérito, do Programa Tecnova, no qual foram selecionadas 21 Fundações de Apoio à Pesquisa (FAPs). E o anúncio do primeiro agente financeiro a ter seu credenciamento aprovado no programa Inovacred – o Badesul Desenvolvimento – Agência de Fomento/RS –, que contará com R$ 30 milhões para apoio à inovação de micro, pequenas e médias empresas no Rio Grande do Sul.

“Vamos descentralizar não só a subvenção, como também os empréstimos. Os parceiros estaduais irão conferir mais capilaridade à nossa atuação”, afirma Glauco Arbix, presidente da Finep. A iniciativa também trará mais agilidade aos processos, além de atender mais efetivamente as micro, pequenas e médias empresas.

Por meio do Inovacred, a Financiadora vai selecionar agentes financeiros (bancos de desenvolvimento, agências estaduais de fomento e bancos estaduais comerciais com carteira de desenvolvimento), deixando de concentrar sua atividade de crédito. Os valores de cada proposta poderão variar de R$ 150 mil a R$ 2 milhões, segundo Rodrigo Coelho, chefe do Departamento de Operações Descentralizadas Reembolsáveis da Finep.

Os agentes ficarão encarregados do recebimento, análise e enquadramento das propostas, liberação e acompanhamento dos projetos e recursos. Cada agente terá recursos disponibilizados no valor de até R$ 30 milhões para o financiamento de empresas com receita operacional bruta de até R$ 90 milhões. Em cinco anos, o programa espera financiar cerca de duas mil companhias e cadastrar 20 agentes financeiros. A expectativa é credenciar dez agentes durante 2013, que terão a remuneração de 3% ao ano. Aproximadamente R$ 200 milhões serão disponibilizados no período de 30 meses a partir da contratação de cada agente.

Lançado em setembro de 2012, o Tecnova conta com R$ 190 milhões em recursos da subvenção econômica para aplicação em micro e pequenas empresas (faturamento anual até R$ 3,6 milhões), visando ao desenvolvimento de novos produtos, serviços e processos que agreguem valor aos negócios e ampliem seus diferenciais competitivos.

Além dos recursos da Financiadora, o Sebrae participará de forma complementar com mais R$ 50 milhões, valor de utilização não obrigatória pelas empresas selecionadas, e que será voltado a atividades de gestão de negócio.

A Finep alocará também verba adicional que totaliza R$ 19 milhões – oriunda de Ação Transversal do FNDCT –, para estruturação, administração e consolidação dos agentes locais.

“A meta global é que cerca de 800 empresas sejam apoiadas em todo o território nacional. Elas receberão, cada uma, recursos Finep que variam de R$ 120 mil a R$ 400 mil que serão somados aos recursos de contrapartida dos estados”, explica Marcelo Nicolas Camargo, chefe do Departamento de Operações de Subvenção da Finep.

Fonte: http://www.anpei.org.br - com informações FINEP

segunda-feira, 4 de março de 2013

Inovação ganha crédito centralizado

A presidente Dilma Rousseff pretende lançar em março o programa de apoio a inovação que coordenará o financiamento ao setor privado por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Financiadora de Estudos e projetos (Finep). “Quero fazer com a inovação o mesmo que fizemos com o Bolsa Família”, disse Dilma, em reunião com os encarregados do programa, no dia 26 de fevereiro, referindo-se ao modelo centralizado de financiamento que será anunciado. O pacote de inovação será divido em seis editais, um para cada setor beneficiado: petróleo e gás, etanol, energias renováveis, defesa e aeroespacial, saúde, tecnologia da informação e comunicações. Estimado em R$ 27,5 bilhões, o programa poderá, conforme avaliação de um assessor da Presidência da República, ultrapassar os R$ 30 bilhões. O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) está coordenando o plano, junto com a presidente.

A principal novidade, além do reforço de verbas, será a centralização da administração desses recursos, que permitirá aos beneficiários negociar em um só guichê a combinação de diferentes modalidades de financiamento - de verbas a fundo perdido para associações com instituições de pesquisa a participação acionária do BNDES e Finep em projetos relevantes. O modelo foi testado em dois programas-pilotos lançados em 2011, nos quais o BNDES e a Finep atuaram coordenados no financiamento de projetos associados a centros de pesquisa: o Inova-Petro, para o setor de petróleo, e o Paiss, o programa de incentivo à competitividade do setor sucroalcooleiro.

Os técnicos do governo apelidaram o programa de “porta única” de entrada no sistema de apoio e financiamento à inovação. Na prática, os interessados poderão reunir no mesmo plano de negócios as diversas modalidades de apoio oficial, como recursos não reembolsáveis (para centros de pesquisa associados a grandes empresas), subvenção econômica (para empresa menores ligadas a e desenvolvimento tecnológico), créditos do Programa de Sustentação do Investimento do BNDES e até, em alguns casos, a participação societária da Finep e do BNDES em projetos de empresas tecnológicas ou tecnologia.

O programa reunirá, além de pelo menos R$ 20 bilhões em recursos novos destinados ao BNDES e Finep, recursos já existentes, como os depósitos obrigatórios das concessionárias de energia e telecomunicações reunidos em fundos controlados pelas agências reguladoras para pesquisa e desenvolvimento, recursos para inovação incluídos no plano de safra gerido pelo Banco do Brasil, e o orçamento do Sebrae para inovação de micros e pequenas empresas.

A maior parte dos recursos novos virá do PSI, pelo qual o BNDES financia aquisição e máquinas e equipamentos. O PSI inclui os financiamentos da Finep destinados à inovação e tem validade até dezembro de 2013. O Congresso analisa a Medida Provisória 594, que amplia em R$ 85 bilhões o limite dos financiamentos do programa, cujo orçamento inicial é de R$ 227 bilhões. Cerca de R$ 3 bilhões serão recursos a fundo perdido para projetos empresariais em associação com universidades. Há, ainda, créditos subsidiados para outras etapas do desenvolvimento tecnológico de produtos e processos.

O cálculo final dos recursos que formarão o pacote de apoio a investimentos em inovação será concluído nos próximos dias, por ordem de Dilma, pelos ministros da Ciência e Tecnologia, Marco Antônio Raupp, e do Desenvolvimento, Fernando Pimentel. Eles participaram da reunião ontem com a presidente, em que foram apresentadas as propostas de apoio à inovação formuladas pelos técnicos dos dois ministérios.

Fonte: http://www.anpei.org.br - Com informações do Valor Econômico

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Finep seleciona 21 instituições para descentralizar subvenção

A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) divulgou uma lista com 21 entidades a serem responsáveis pelos repasses relacionados ao novo programa de subvenção econômica para micro e pequenas empresas – batizado de Tecnova – lançado no ano passado incentivar para o desenvolvimento de novos produtos, serviços e processos, enfim, atividades inovadoras.

A escolha dessas entidades – foi lançada uma carta-convite em setembro do ano passado – busca descentralizar as operações em cada estado. O objetivo é firmar parcerias nos estados com essas instituições que vão promover a escolha das empresas por meio de editais. São 21 instituições – seis delas nas regiões Sul e Sudeste, as demais no Centro-Oeste, Nordeste e Norte.

A meta global é que cerca de 700 empresas sejam apoiadas em todo o território nacional. Elas receberão, cada uma, recursos que variam de R$ 120 mil a R$ 400 mil. As empresas contempladas pelos parceiros estaduais terão até dois anos para executar os projetos de inovação tecnológica.

O Tecnova é um programa lançado em setembro de 2012 e conta com R$ 190 milhões em recursos da Subvenção Econômica para aplicação em micro e pequenas empresas (faturamento anual até R$ 3,6 milhões.

O valor da subvenção às empresas, com recursos da Finep e mediante contrapartida das firmas, será entre R$ 120 mil e R$ 400 mil. A meta do programa é de contratar 800 empresas para o desenvolvimento de produtos ou processos inovadores.

Além dos recursos da Financiadora, o Sebrae participará de forma complementar com mais R$ 50 milhões, valor de utilização não obrigatória pelas empresas selecionadas, e que será voltado a atividades de gestão de negócio.

A Finep alocará também verba adicional que totaliza R$ 19 milhões – oriunda de Ação Transversal do FNDCT –, para estruturação, administração e consolidação dos agentes locais.

Confira a lista das 21 instituições selecionadas:

Região: Sudeste e Sul
RS - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul
ES - Fundação de Amparo à Pesquisa do Espírito Santo
SC - Fundação de Amaparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina
MG - Fundação de Amaparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Minas Gerais
PR - Fundação Araucária
RJ - Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro

Região: Centro-Oeste, Norte e Nordeste
PB - Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado da Paraíba
AL - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas
PE - Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia
PA - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Pará
SE - Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe
MT - Fundação de Amparo à Pesqisa do Estado do Mato Grosso
MA - Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão
GO - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás
AM - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas
MS - Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia de MS
RN - Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Norte
TO - Instituto Euvaldo Lodi - Núcleo Regional do Tocantins
DF - Centro de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico
CE - Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior do Ceará
BA - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia


Fonte: http://convergenciadigital.uol.com.br - 20/02/2013 - Com informações da Finep.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Desembolsos do BNDES atingem R$ 156 bilhões em 2012, alta de 12%

Os desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) alcançaram a marca de R$ 156 bilhões em 2012, com crescimento de 12% na comparação com o ano anterior. As consultas, com alta de 60%, e as aprovações de novos projetos, que cresceram 58% em relação a 2011, atingiram níveis sem precedentes na história do Banco. Os indicadores refletem a forte disposição de realização de investimentos por parte do empresariado brasileiro.

Os setores de Indústria e de Infraestrutura absorveram, juntos, 65% (R$ 100 bilhões em termos absolutos) do total desembolsado pelo Banco em 2012. Na Infraestrutura, os líderes foram os segmentos de energia elétrica (com R$ 18,9 bilhões desembolsados) e transporte rodoviário (R$ 15,5 bilhões). Química e petroquímica (R$ 8,5 bilhões) e material de transporte (R$ 7 bilhões) foram destaques nas liberações da Indústria no ano passado.

O setor de Comércio e Serviços, por sua vez, manteve ao longo do ano trajetória firme de crescimento na carteira de financiamentos do Banco e fechou 2012 com desembolsos de R$ 44 bilhões, 28% do total.

O Programa BNDES de Sustentação do Investimento (BNDES PSI), com taxas de juros baixas, liberou R$ 44 bilhões, com a realização de quase 150 mil operações de financiamento ao setor produtivo, sobretudo no segmento de máquinas e equipamentos. Do total liberado, 57% foi para micro, pequenas e médias empresas.

Consultas – Numa análise prospectiva, observa-se tendência de aceleração dos investimentos em 2013, conforme indicam as altas de 60% nas consultas (R$ 312,3 bilhões) e de 58% nas aprovações (R$ 260,1 bilhões) em 2012, em relação a 2011. O incremento nas consultas e nas aprovações ocorreu em todos os setores financiados pelo Banco.

Na Indústria, o crescimento das consultas foi liderado pelos segmentos extrativo (R$ 32,2 bilhões), química e petroquímica (R$ 23,3 bilhões, onde se enquadram projetos de investimento voltados para o pré-sal), material de transporte (R$ 15,4 bilhões) e metalurgia (R$ 11 bilhões).

Na infraestrutura, o destaque foi energia elétrica, com consultas de R$ 29,5 bilhões e aprovações de R$ 38,6 bilhões, seguido por transporte rodoviário (R$ 19,6 bilhões em consultas), outros transportes (R$ 17,6 bilhões) e telecomunicações (R$ 9 bilhões).

Micro, pequenas e médias – O volume de recursos liberados para as micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) também foi o maior da história do Banco, atingindo R$ 50,1 bilhões. Os desembolsos para as empresas de menor porte representaram 32% do total liberado pelo BNDES no ano passado.

Foram realizadas, no período, 990 mil operações com MPMEs, o que representa 96% do total efetuado pelo Banco. Somente o Cartão BNDES liberou no ano passado R$ 9,5 bilhões, com alta de 26% e 707 mil operações.

Fonte: http://www.anpei.org.br (Com informações do BNDES)

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Finep muda subvenção e lança edital de R$ 190 mi para inovação em pequenas empresas

Novos editais deverão contemplar setores como exploração do pré-sal, saúde e biotecnologia

A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) está modificando seus instrumentos de estímulo à inovação tecnológica por meio da subvenção econômica com o lançamento de editais setorizados. Uma das primeiras iniciativas da empresa pública vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) nesses moldes é o Programa de Apoio à Inovação Tecnológica em Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Tecnova), lançado no final de setembro, que prevê a destinação de R$ 190 milhões para firmas com faturamento bruto anual de até R$ 3,6 milhões.

Esse montante faz parte de um total de R$ 1,2 bilhão anunciado na semana passada pelo ministro Marco Antonio Raupp (MCTI) para o fomento à inovação tecnológica de pequenas e médias empresas (PME) com liberação prevista até 2014, o que representa cerca de R$ 400 milhões por ano. O edital da Tecnova é o primeiro de uma série de programas de subvenção econômica divididos por setor, que serão lançados em 2013, contemplando outras cadeias produtivas, como, por exemplo, as de exploração da camada do pré-sal, de saúde, de biotecnologia e de defesa.

Foco em segmentos inovadores

Depois de cinco editais nacionais de subvenção econômica lançados entre 2006 e 2010, a Finep identificou a necessidade de mudança no formato desse instrumento — voltado à aplicação de recursos públicos não reembolsáveis diretamente em empresas inovadoras, compartilhando custos e riscos. "Percebemos que é mais importante agora alocar os recursos de subvenção de forma mais focada e estruturada em segmentos que precisam realmente desenvolver a inovação", afirmou Marcelo Camargo, chefe do Departamento de Operações de Subvenção da Finep, em entrevista a Inovação Unicamp. "Por meio dessa divisão setorial, temos a possibilidade de alocar os recursos de maneira mais eficiente e mais específica."

Com isso, outros programas de subvenção não devem ser reeditados, como Primeira Empresa Inovadora (Prime), Programa de Apoio à Pesquisa em Empresas na Modalidade Subvenção a Micro e Pequenas Empresas (PAPPE Subvenção) e Programa de Subvenção à Pesquisa em Microempresas e Empresas de Pequeno Porte nas Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste (PAPPE Integração).

Gestão descentralizada

Outra novidade da agência é a opção pela descentralização da gestão do programa entre entidades locais. Para promover esse repasse de R$ 190 milhões do Tecnova, a Finep lançou uma carta convite com o objetivo de firmar parcerias nos Estados com instituições que promovam a escolha das empresas por meio de editais e façam a distribuição dos recursos. A ideia é descentralizar as ações e aumentar a capilaridade do programa de concessão de subvenção.

As empresas contempladas pelos parceiros estaduais terão até dois anos para executar os projetos de inovação tecnológica. O valor da subvenção às empresas, com recursos da Finep e mediante contrapartida das firmas, será entre R$ 120 mil e R$ 400 mil. A meta do programa é de contratar 800 empresas para o desenvolvimento de produtos ou processos inovadores. "Ao descentralizar, nós conseguimos ter um acesso a esse conjunto de empresas de forma mais eficiente, o que será feito pelas entidades locais. Acreditamos que esse número de empresas da meta é expressivo, comparando com o estoque que temos de cinco anos dos últimos editais da Finep", explicou Camargo.

Divisão por segmentos estratégicos

A alocação dos recursos do Tecnova deverá ser feita na proporção de 40% para projetos das áreas de petróleo e gás, energias alternativas e tecnologia da informação e comunicação (TIC), áreas prioritárias do Plano Brasil Maior e da Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação do MCTI; e de 60% para outros cinco temas de interesse estratégico local, de acordo com a política de inovação de cada Estado.

Para auxiliar na capacitação e gestão das empresas, o edital prevê mais R$ 50 milhões em ação conjunta com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Até o início de novembro, a Finep estima já ter definido com o Sebrae quais produtos poderão ser oferecidos às empresas selecionadas que precisem de ajuda na gestão. Esse apoio deverá ser prestado em até 18 meses após a contratação das PME. A Financiadora também vai destinar uma verba adicional de R$ 19 milhões, proveniente da Ação Transversal do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), para estruturação, administração e consolidação dos agentes estaduais que coordenação os processos.

Balanço da subvenção

Os cinco editais nacionais de subvenção econômica lançados até 2010 atenderam 800 empresas de todos os portes, sendo 74% delas (aproximadamente 600 firmas) micro ou pequenas. Dos cerca de R$ 1,5 bilhão disponibilizado nesses cinco editais, 60% (quase R$ 1 bilhão) foram destinados às PME, de acordo com balanço da Finep. A maior parte desses projetos foi das áreas de serviços de tecnologia da informação e fabricação de produtos de informática, eletrônicos e ópticos.

Fonte: http://www.inovacao.unicamp.br - Por Guilherme Gorgulho - da FINEP - 22/10/2012

domingo, 28 de outubro de 2012

MCTI anuncia subvenção de R$ 70 mi para TICs

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) lança, nos próximos dias, edital de subvenção econômica de TICs no valor de R$ 70 milhões. Parte desses recursos será destinada ao desenvolvimento de soluções visando a segurança da internet.

O anúncio foi feito nesta quarta-feira (24) pelo coordenador-geral de Serviços e Programas de Computador, Rafael Moreira, durante o III Seminário de defesa Cibernética, promovido pelo Ministério da Defesa em Brasília. Segundo ele, o mercado de segurança na web, que em 2010 movimentou US$ 5 bilhões, chegará a US$ 80 bilhões em 2014.

Moreira disse também que o edital está em consonância com a estratégia de defesa nacional para as áreas de cibernética, espacial e nuclear. Por meio desse programa, já foi criado o Centro de Defesa cibernética (CDCiber) e produtos, como o desenvolvimento de um antivírus nacional, que começará a ser distribuído em janeiro de 2013 (versão 1.0); um simulador de defesa, que começará a ser usado no próximo mês; e um filtro de monitoramento da web, já testado com sucesso durante a Rio+20.

Todos os produtos estão sendo desenvolvidos por empresas nacionais, com cláusula que impede suas vendas para companhia estrangeiras. “É um mercado ainda incipiente e que precisa ser incentivado”, disse o ministro da Defesa, Celso Amorim.

Fonte: Escrito por Lúcia Berbert - Publicado em Quarta, 24 Outubro 2012 no www. telesintese.com.b

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Financiamento de R$ 1,2 bi para PME sai até dezembro, promete ministro

Recursos fazem parte do edital de subvenção econômica da Finep destinado a projetos de inovação em TI.

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Marco Antonio Raupp, anunciou a retomada da Subvenção Econômica para micro, pequenas e médias empresas (PMEs) de tecnologia. Segundo ele, o orçamento total para o financiamento de inovação nessa modalidade é de 1,2 bilhão de reais, até 2014.

“Isso significa algo em torno de 400 milhões de reais por ano, só para as pequenas e médias empresas de tecnologia que serão beneficiadas”, explicou, acrescentando que os editais de lançamento do programa serão anunciados até o final deste ano já com orçamento aprovado.

O programa de subvenção econômica, desenvolvido pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) – agência vinculada ao MCTI –, estava desativado desde 2010.

“Estamos retomando o programa da Finep dentro dos mesmos padrões. O governo tem que financiar o risco para que as PME, através da subvenção econômica, possam desenvolver suas iniciativas inovadoras e colocar novos produtos no mercado”, disse Raupp.

“Com essa modalidade é mais fácil incluir as pequenas empresas. Como é um recurso para o desenvolvimento de produto, então precisa ser distribuído rigorosamente dentro dos critérios dos editais públicos”, comentou Raupp.

Inovação Durante a Exposição e Conferência de Inovação e Empreendedorismo de Base Tecnológica (Expocietec), realizada em São Paulo, Raupp enfatizou em sua palestra que a inclusão da inovação ao escopo do ministério é definitiva.

“Apesar de a ciência e a tecnologia serem atividades transversais de importância geral, recebiam um tratamento setorial. O Plano Brasil Maior inclui a inovação por entender que MCTI tem um papel dentro da política de desenvolvimento econômica do país”, comentou.

Raupp lembrou ainda que, embora o banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) seja o financiador tradicional dos grandes projetos de desenvolvimento industrial, a responsabilidade do financiamento da inovação, por suas necessidades, vem recaindo sobre o MCTI.

“Financiar a inovação tem características especiais que necessitam de estruturas diferenciadas. O BNDES nem sempre tem essa estrutura, por ser dedicado aos projetos de grande porte. Então, a Finep tem criado uma estrutura mais adaptada ao financiamento para micro, pequenas e médias empresas. Tem focado o financiamento desse tipo de projeto de inovação”, relatou.

O ministro reconheceu a importância das empresas geradas no ambiente tecnológico para o País. “São instituições com alunos e técnicos altamente qualificados e imbuídos do empreendedorismo”, concluiu.

Fonte: Da redação - http://computerworld.uol.com.br - *Com informações da agência MCTI