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domingo, 22 de julho de 2012

Porto Digital divulga resultado preliminar do processo de incubação.

O Porto Digital divulgou o resultado do processo seletivo para a incubação dos novos empreendimentos na Cais do Porto. Segundo a instituição, ao todo, foram enviadas 37 propostas, das quais 18 foram classificadas.

De acordo com o Porto Digital, todas as propostas foram analisadas por uma comissão julgadora, que classificou as startups com média igual ou superior a três.

Confira a lista dos projetos selecionados:

Atestados.med.br,
Clean care,
Coc4you,
Freshbroker,
Gigamigos,
Socialplaces,
Software sob serviço web de diagnóstico,
Soluções simulação numérica,
Cicerone,
Goow (Widevis),
Economize,
Lixo sustentável,
EATIME,
Great content,
Locus,
Lokokupilo,
Paropar.

Fonte: http://www.diariodepernambuco.com.br

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Pesquisas apontam crescimento da demanda por inovação no Brasil

Investimentos por parte do governo começam a surgir e empresas já pensam em adotar novas posturas perante a concorrência nternacional

De acordo com a última edição da Pesquisa de Inovação Tecnológica (Pintec), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as empresas brasileiras têm investido mais no desenvolvimento de novas práticas inovadoras. A taxa de inovação – indicador que calcula a introdução de novos produtos e processos – foi de 38,6% entre 2006 e 2008, contra 33,4% registrados no levantamento de 2005.

O resultado é o maior obtido nas últimas três edições da pesquisa (2000, 2005, 2008). Porém, percebe-se que a palavra inovação ainda não é totalmente compreendida no meio empresarial. Algumas organizações não conseguem evoluir através de projetos realmente inovadores e ficam centradas somente na melhoria de equipamentos e máquinas, dando pouca importância a outras inovações, como as de produtos e serviços.

Muitos não entendem que a inovação compreende o desenvolvimento e adoção de novas técnicas, planejamentos e conceitos, entre outros fatores. Uma nova ideia, elaborada e concluída com sucesso, traz resultados econômicos positivos para as empresas ao mesmo tempo em que aumenta a competitividade entre elas. No Brasil, o investimento em torno da inovação cresce a cada ano, como demonstra o levantamento do IBGE.

José Henrique Diniz, coordenador da área de Inovação e Criatividade do IETEC, já percebeu inúmeras vezes, com base na sua expertise, a necessidade de as empresas inovarem. “O mercado é muito dinâmico. Nós, profissionais, precisamos estar sempre um passo à frente, antevendo as demandas e exigências do mercado e adequando-as à realidade das empresas. Inovação deve ser tratada como elemento chave da crescente competitividade empresarial. A partir de um plano de metas bem estabelecido, deve-se identificar os desejos da própria empresa e principalmente do mercado, a fim de evitar possíveis armadilhas. Muitos reconhecem a importância da inovação, porém nem todos praticam ou estão satisfeitos com sua gestão, justamente pela falta da total compreensão do tema”, analisa Diniz.

Visando estabelecer novas diretrizes para a política industrial brasileira, a atual presidente Dilma Rousseff criou em agosto desse ano o programa Plano Brasil Maior (PMB). Com o slogan “Inovar para competir. Competir para crescer”, o plano tem a intenção de mostrar que no atual cenário econômico, a palavra inovação tem se tornado cada vez mais essencial.

Além do programa criado pela presidente, outras ações têm sido feitas em prol da inovação no Brasil, com destaque para as Leis da Inovação e do Bem e para o Plano de Ação em Ciência, Tecnologia e Inovação (PACTI), que estão revitalizando os conceitos de acordo com as novas diretrizes estabelecidas pelas necessidades do mercado.

Segundo José Henrique, mesmo com os novos incentivos por parte do governo, ainda há muito que fazer, principalmente nessa fase inicial. ”Antes de qualquer coisa, deve-se investir na capacitação dos profissionais, visando uma adequação dos mesmos aos ideais da atual gestão da inovação”, afirma.
Para implementar a inovação nos negócios, empresas e empreendedores devem não só reconhecer oportunidades, mas apropriar-se delas e organizá-las visando o mercado. A inovação requer uma estratégia empresarial e, por ser um processo, necessita de uma gestão bem definida.

Crescimento da procura por processos e profissionais inovadores

Antenados a essas necessidades, profissionais dos mais diferentes segmentos apostam no curso de pós-graduação em Gestão da Inovação em Empresas, para melhorar os resultados das organizações nas quais trabalham.
O retorno do investimento já pode ser percebido pelos alunos. É o caso do coordenador de Projetos da Nansen S/A Instrumentos de Precisão, Félix Ferreira Ribeiro. De acordo com ele, como a inovação tem ganhado cada vez mais espaço no mercado, o conhecimento adquirido no curso é fundamental, pois permite que o profissional enxergue a empresa sob uma nova ótica, buscando oportunidades e melhorias. “Não se trata de uma tarefa fácil. O processo completo de inovação, isto é, uma ideia transformada em resultado, demanda tempo e esforço. Mas, quando bem sucedido, os resultados são sempre os melhores possíveis”, analisa.

Fonte: http://www.simi.org.br/biblioteca/exibir/6299

terça-feira, 24 de maio de 2011

Compras Coletivas parece ter chegado para ficar! Inovação no modelo de negócio pode ser diferencial.

Em The Innovator's Solution: Creating and Sustaining Successful Growth Clayton Christensen* mostra que a grande explosão de vendas das inovações ocorre quando elas começam a alcançar aqueles consumidores que não faziam parte do mercado original - seja porque o produto era caro demais, ou complicado demais.

O vertiginoso crescimento das compras coletivas é motivado exatamente por este segmento: os não-consumidores. É gente que não pula de paraquedas com frequência, não faz peeling de diamante ou drenagem linfática todo mês, nem curso de mergulho todo feriado.

A maioria nunca fez isso na vida - e jamais voltará a fazê-lo. Mas quando o custo da experimentação cai drasticamente, estes consumidores pensam melhor.

Saltando de Paraquedas
- Vamos lá que tá barato demais!
Algumas vezes, no entanto, o lojista não tem estrutura para atender à explosão de consumo com a qualidade prometida, prejudicando tanto os clientes novos (os ex-não-consumidores) quanto os antigos. Alguns investem em novas instalações, matéria prima e pessoal para receber um volume de clientes que jamais se repetirá.

Apesar de o impulso inicial das ofertas ter resultado imediato, o novo patamar de demanda raramente se mantém. Seja porque o comerciante não aguenta ficar comprando clientes por tanto tempo, ou mesmo porque este cliente não se interessou, de fato, por aquilo que queria apenas experimentar.

Jay Goltz é um pequeno comerciante de Chicago que corrobora esta visão em seu blog no The New York Times. Depois de usar os serviços do Groupon poucos clientes se tornaram cativos - o que, segundo ele, é incomum no seu negócio. "Fico preocupado com o potencial dano que uma oferta pode causar à marca. Ofertas são um risco ao que chamo de integridade do preço", afirma.

Esta é a diferença fundamental entre o não-consumidor de Christensen e o dos cupons de oferta, pois assim que todos os não-consumidores tiverem experimentado sua dose de novidade, as ofertas servirão apenas para achatar margens de lucro. E deixar um enorme rombo para trás.

Caixa registradora
Goupon rejeitou recentemente oferta de US$ 6 bilhões
Mas nem todo mundo sairá perdendo. A altíssima comissão do site (entre 25% e 50%) significa que o lojista tem um sócio - que só compartilha o lucro, jamais o prejuízo ou outro contratempo resultante da venda. No Brasil, os seis maiores "sócios" dos lojistas responderam por 80% dos 1,3 milhão de vouchers vendidos em janeiro deste ano.

Um deles recentemente abriu 200 vagas em seu departamento comercial, oferecendo ganhos entre R$ 8 mil e R$ 15 mil, sendo que a pessoa poderia trabalhar de casa. Se eu não entendesse nada de varejo, nem de compras na Internet, isso já me bastaria para desconfiar que há algo muito errado aí.


FAZENDO AS CONTAS

Os comerciantes que estão tendo problemas com este tipo de iniciativa têm ao menos um ponto em comum: eles não fazem as contas. A matemática por trás das contas coletivas partem de uma premissa básica: é um gasto (ou investimento, como queira) em publicidade. Só que em vez de pagar à agência e ao anunciante, o lojista abre mão de parte da sua receita. Uma boa parte, diga-se.

O ótimo Is Groupon Good for a Small Business analisa algumas das variáveis envolvidas no cálculo de payback de uma promoção deste tipo. Há pelo menos uma dúzia de variáveis envolvidas, muitas das quais nem passam pela cabeça do empresário antes de ele se decidir pela promoção.

Além dos custos, é importante verificar outras implicações mais abstratas, como o impacto à marca (já citado por Goltz) e o efeito nos funcionários de um grande fluxo de clientes.


O FUTURO

Compras coletivas fazem sentido para serviços perecíveis, com um custo fixo proporcionalmente alto ou itens facilmente escaláveis.

Bilhetes aéreos são perecíveis, pois o avião decola sempre com o mesmo número de poltronas, independentemente de elas terem sido vendidas ou não. O mesmo vale para a diária do hotel, pois o dia passa estando o quarto ocupado ou vazio. Em ambos os casos os custos fixos são altos com relação à despesa extra de se ter mais um cliente. Ou mais cem.

Gutenberg-press
Altamente escalável
Livros são facilmente escaláveis, pois quando se escreve um, pode-se reproduzi-lo indefinidamente. O pulo do gato aqui está em vender (e receber!) antes de produzir e na quantidade exata que será consumida. Não há variações tão imprevistas que não possam ser acomodadas e não há desperdício.

Os setores que mais movimentam o sites de compras coletivas hoje, no entanto, têm um perfil muito diferente do descrito acima. Restaurantes e salões de beleza, por exemplo, têm limitações de espaço, pessoal e matéria prima e não conseguem se adaptar tão rapidamente à elasticidade da demanda que as ofertas impõem. Ao menos não com a qualidade esperada.

Outros segmentos nos quais se utiliza o serviço uma vez na vida também não fazem sentido, como clareamento nos dentes. É puro achatamento de margem. Como escreveu Goltz em seu artigo, "quando você cobra o preço cheio de alguns clientes e metade de outros, uns ficarão satisfeitos e outros não. Só que você está satisfazendo os clientes errados!"

"A febre das Compras Coletivas parece ter chegado para ficar. Mas febre é uma doença e deve ser cuidada com precaução - senão o paciente morre... O que teremos como inovação neste setor que cresceu de forma relampango? A inovação pode ser o que fara o diferencial entre os que já existem e sobrevivem?"

Texto Adaptado a partir de publicação de Rodolfo Araújo - http://www.administradores.com.br