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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

INPI bate recorde de pedidos de patentes e marcas.

Apesar da crise internacional, os indicadores de propriedade intelectual fecharam 2011 em alta. Tanto marcas quanto patentes já garantiram, até 20 de dezembro, recordes históricos. Durante esses 11 meses e 20 dias, foram feitos 30.617 pedidos de patentes ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), contra 28.052 solicitados em 2010. Para as marcas, o Instituto registrou 143.435 solicitações até 20 de dezembro, contra 129.620 pedidos de marcas nos 12 meses do ano passado.

O INPI estima que em 2011 o total de pedidos de patentes depositadas pode chegar a 35 mil quando computadas as que ingressam pelo sistema PCT (depósito internacional de patentes). O de marcas deve chegar próximo a 150 mil.

Para facilitar ainda mais o acesso dos brasileiros ao sistema de patentes, o Instituto lançará, em 2012, o sistema e-Patentes, que permitirá o depósito do pedido via Internet.

Registro de patentes e marcas fica mais caro

Depois de mais de dois anos estáveis, os preços de registro de marcas e patentes no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) sofreram um reajuste médio de 20% e foram aplicados desde de janeiro/2012.

Os valores da maioria dos 177 serviços foram corrigidos apenas para recompor a inflação de pouco mais de 14% acumulada desde junho de 2009 – data do último ajuste. Outros, entretanto, tiveram aumentos superiores a 100%, como uma medida do órgão para ganhar produtividade e eficiência.

O exame de invenção sofreu um reajuste entre 100% e 400% para patentes que contenham mais de dez reivindicações, que são os pedidos de proteção de determinada parte da inovação. Até esse número o preço é de R$ 440,00. Para cada reivindicação adicional é cobrado um valor extra que varia agora entre R$ 75,00 para pedidos com até 15 reivindicações e R$ 375,00 para exames com mais de 31 reivindicações. Isso quer dizer que uma empresa que antes pagava cerca de R$ 2,3 mil para análise de um registro com 31 reivindicações, desembolsará agora R$ 8,3 mil.

O custo para ajuizar recursos administrativos contra o indeferimento de um pedido de patente quase triplicou. O aumento foi de 163%, passando de R$ 540,00 para R$ 1.400,00.

Fonte:http://www.anpei.org.br/

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Para presidente do Inpi, país precisa investir em conhecimento para competir no mercado global.


Ávila frisou que o Brasil está vivendo um momento no qual as empresas buscam mais oportunidades de competir pela via da diferenciação.

O presidente do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), Jorge Ávila, disse na última terça-feira (08/11/2011) que um ponto fundamental da nova política industrial brasileira, definida pelo Plano Brasil Maior, lançado pelo governo em agosto, é fazer com que as empresas nacionais sejam capazes de desenvolver uma base de conhecimento para gerar tecnologia.

"Essa é a estratégia para competir em condições melhores com os concorrentes do mundo inteiro", disse Ávila, que participou do seminário Novo Pensamento Econômico - Contribuições do Brasil Para um Diálogo Global, promovido pela Fundação Ford na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro.

Ávila salientou, em entrevista à Agência Brasil, que, na chamada economia do conhecimento, as empresas investem de maneira pesada no desenvolvimento de tecnologias, visando a oferecer produtos com inovações cada vez mais alinhadas com os desejos dos consumidores e clientes.

"O papel do Inpi é contribuir para esse esforço, gerando as diferentes modalidades de títulos de propriedade que permitem que as empresas apropriem o resultado do seu esforço de inovação e facilitam que elas contratem a colaboração com outras instituições, combinem suas inovações com as de potenciais parceiros tecnológicos, para levar produtos cada vez mais diferenciados para os diferentes mercados", explicou.

Ávila frisou que o Brasil está vivendo um momento no qual as empresas buscam mais oportunidades de competir pela via da diferenciação e utilizam o desenvolvimento tecnológico como ferramenta para enfrentar a competição global, cada vez mais acirrada.

Nesse cenário de inovação tecnológica e de aumento de produtividade, a capacitação da força de trabalho é outro elemento considerado essencial pelo presidente do Inpi para que as empresas brasileiras possam competir em igualdade de condições com as de outros países.

"Não há a menor dúvida de que um dos principais esforços que têm de ser empreendidos no país, neste momento, pelas empresas, pelo governo e pelas universidades, é capacitar pessoas para esse tipo de competição". Ressaltou, porém, que essa capacitação técnica depende da ampliação do número de engenheiros e de profissionais voltados à tecnologia e ao desenvolvimento de novos produtos.

"A gente está entrando em um estágio de amadurecimento da capacidade do Brasil de participar da economia do conhecimento", disse o presidente do Inpi. Ele espera que, com essas ferramentas, o Brasil possa se tornar protagonista no novo cenário econômico mundial, ao lado de outros países emergentes, como China e Índia.

Levando em consideração o dito acima, esqueçam os bens materiais. No mercado emergente de conhecimento tecnológico, que se desenvolve no mundo inteiro, a principal moeda de troca é o próprio conhecimento e inovação, o que aumenta a importância da propriedade intelectual.

Fonte: Adaptado de http://www.administradores.com.br