terça-feira, 31 de maio de 2011

Dar ou não dar seguimento a sua STARTUP anos depois? Eis a questão?

Todo empreendedor sonha com o sucesso da sua empresa. Quem não quer ver sua empresa avaliada em centenas de milhões de dólares, ou até mais?

A fórmula do sucesso parece simples: tenha uma boa idéia, trabalhe duro, encontre o investidor certo, cresça, e bingo! o primeiro lugar é seu. É claro que com um pouco de noção da realidade, todo mundo sabe que não é tão fácil assim – mas o prêmio é grande, e para quem tem boas idéias e disposição, vale a pena tentar. O pior que pode acontecer é dar errado – e então, você tenta de novo.

O que pouca gente lembra é que o sucesso nem sempre vem rápido, e pode demorar anos, depois de um bom tempo de trabalho contínuo. O sucesso repentino do Angry Birds levou oito anos para acontecer. Então, a primeira pergunta é: você tem persistência – e paixão pela idéia – para esperar esse tempo todo? E se o sucesso não vier? Por incrível que pareça, essa talvez não deva ser a sua única preocupação.

Decidindo Sair


Vender um negócio por um valor milionário ou fechar um negócio que vai indo mal são apenas duas das possibilidades que uma startup enfrenta. No entanto, muitas empresas ficam no meio do caminho: geram resultados suficientes para operar de forma auto-sustentada, mas não o suficiente para mudar o mundo ou garantir uma aposentadoria tranquila. É aí que a mentalidade do empreendedor fica diante de um dilema.

Boa parte dos empreendedores sonha alto. Para alguns é o desejo de mudar o mundo, para outros a independência financeira (ou ambos). Mas é possível ter uma empresa sólida sem necessariamente atingir estas metas mais ambiciosas. A opção então é entre ser conservador e manter uma posição sólida, ou admitir que o projeto já chegou ao seu limite e partir para o próximo desafio.

O Papel do Empreendedor


O empreendedor não é apenas quem tem uma grande idéia. É a pessoa que consegue transformar esta idéia em realidade, e que para isso precisa conseguir engajar no processo investidores e usuários, sem os quais o negócio não existe. Acima de tudo, o investidor precisa ter paixão pelo seu negócio, paixão que é traduzida em horas de trabalho e muita paciência para aprender com os erros e se reinventar continuamente.

Os investidores colocam dinheiro no negócio, na confiança de que o empreendedor irá dedicar o seu melhor esforço para fazer a idéia florescer. Errar faz parte do risco do negócio, mas falta de compromisso é um pecado capital. E o mesmo ocorre com os usuários, mesmo que eles não tenham nenhum compromisso formal com o empreendedor. Uma saída precipitada ou mal conduzida pode criar junto ao mercado a sensação de falta de compromisso com o empreendimento, o que pode prejudicar projetos futuros.

É por isso que o empreendedor precisa avaliar continuamente o seu grau de envolvimento com o negócio. Se ao primeiro sinal de estabilização ou estagnação o empreendedor perder o entusiasmo, então é melhor se preparar para tomar uma decisão logo – antes que o próprio futuro do negócio esteja em risco.

O empreendedor pode ficar satisfeito em ter uma empresa bem sucedida, que pague as suas contas e permita dar emprego a algumas pessoas, de forma sustentável – e não há nada de errado nisso. Por outro lado, há empreendedores que pensam grande, para os quais o negócio só vale a pena se for relevante em escala global. Para estes profissionais, a idéia de continuar tocando o mesmo negócio anos a fio pode parecer um suplício. E da mesma forma, não há nada de errado nisso.

A partir do momento em que se perde a paixão pelo negócio da empresa, não faz sentido continuar no negócio. Empreendedor pensa grande e sonha alto, e vai tentar de novo, com outro projeto. Mas para cada empreendedor, existem outros que encontram seu caminho tocando um negócio de menor porte. Saber em qual grupo você está ajuda a tomar decisões melhores, respeitando parceiros e clientes, que são a única coisa (além do seu sonho) que realmente importa neste processo.

E você, pensa em continuar na sua startup por mais alguns anos?

domingo, 29 de maio de 2011

10 investidores em potencial para seu negócio. Se preparem e vão a luta.

Conheça os grupos investidores que estão buscando negócios inovadores no Brasil para compor seus portfólios

1 - Draper Fisher Jurvetson

Tim Draper, investidor de negócios de sucesso como Skype, Hotmail e Baidu, está de olho nas startups brasileiras. Recentemente, o investidor participou de uma sessão de perguntas e respostas com empreendedores locais via videoconferência. O investidor comanda o fundo Draper Fisher Jurvetson (DFJ), que tem mais de US$ 5 bilhões comprometidos e já realizou mais de 600 investimentos em todo o globo. No Brasil, a DFJ opera em conjunto com a FIR Capital

2 - Benchmark

Um dos fundos de capital de risco mais ativos no Vale do Silício, o Benchmark fez seu primeiro investimento no Brasil no ano passado, colocando dinheiro no popular site de compras coletivas Peixe Urbano. Ementrevista à EXAME, Matt Cohler – um dos sócios do fundo que tem no portfólio investimentos em mais de 150 empresas de tecnologia, como Twitter e eBay – afirmou que o Brasil é, junto com a China, o maior alvo para novos investimentos, especialmente nas áreas de internet e serviços de software e infraestrutura.

3 - Atômico

O grupo europeu Atômico, criado por Niklas Zennström, um dos fundadores do Skype, está com toda a atenção voltada à America do Sul. O comprometimento é tamanho que Geoffrey Prentice, membro do time que inaugurou as operações do Skype e um dos sócios do fundo, está de malas prontas para se mudar para o Brasil. O grupo já tem quatro investimentos na região – os nomes das empresas investidas ainda não foram abertos – e continua prospectando ativamente potenciais negócios no país. O alvo são empresas inovadoras de tecnologia com serviços voltados a usuários finais.

4 - FIR Capital


A FIR Capital tem R$ 80 milhões distribuídos em três fundos para investir em startups. A empresa planeja fazer até seis investimentos neste ano e o valor aportado deve variar entre R$ 1 milhão e R$ 5 milhões por negócio. O alvo são empresas com atuação em cadeias produtivas de negócios globais, como agronegócios, commodities, fármacos e internet. Já as áreas prioritárias para empresas com foco no mercado nacional são turismo, logística e serviços voltados ao publico de classe C. Um dos casos de sucesso do grupo é a empresa mineira de buscas Akwan, vendida ao Google.

5 - InvestTech

O fundo Invest Tech já fez seis investimentos, mas ainda tem R$ 3 milhões dos R$ 31,4 milhões captados para fazer mais um investimento neste ano. As áreas prioritárias para investimento são tecnologia da informação, educação e saúde. Para se candidatar, a empresa deve ter faturamento anual de até 15 milhões de reais. Entre as empresas investidas está a rede especializada em medicina reprodutiva Huntington.

6 - Astella

Com dois investimentos no portfólio – o Portal Educação e o Navegg –, a Astella pretende fazer aportes em pelo menos mais quatro startups brasileiras neste ano. As áreas preferenciais incluem educação, saúde, serviços financeiros e comércio. Os investimentos podem variar de R$ 100 mil até R$ 1,5 milhão. Entre as características valorizadas pelos investidores estão alto potencial de mercado para o produto ou serviço oferecido, vantagem competitiva do negócio e um bom time de empreendedores.

7 - Performa

Com recursos totais de R$ 26 milhões, a Performa deve investir em até 10 empresas para compor seu portfólio. O alvo são pequenas empresas de base tecnológica com alto grau de inovação focadas nos segmentos de biotecnologia, nanotecnologia, aplicações médicas, tecnologia da informação e tecnologias limpas. O valor médio dos investimentos feitos pelo fundo deve variar entre R$ 1 milhão e R$ 5 milhões.

8 - Criatec

O Criatec é um fundo com dez anos de duração criado com recursos do Banco Nacional de Deesenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em parceria com o Banco do Nordeste (BNB). Com um volume de recursos de R$ 100 milhões, o fundo já fez 23 aportes. O limite de investimento é de R$ 1,5 milhão em empresas com receita anual de até R$ 6 milhões. Entre as investidas está a empresa pernambucana de biotecnologia BioLogicus.

9 - Confrapar

A Confrapar é uma empresa de venture capital com diferentes fundos que investem em negócios inovadores no Brasil. Lançado este ano, o NascenTI tem R$ 35 milhões para investir em até 10 empresas de base tecnológica do Rio de Janeiro. Podem se candidatar aos recursos empresas com faturamento anual de até R$ 2,4 milhões e o valor médio investido por negócio varia de R$ 1 milhão a R$ 5 milhões. Nos mesmos moldes, o HorizonTI, que tem recursos totais de R$ 20 milhões, busca até seis empresas mineiras para completar o seu portfólio. Além dos dois fundos regionais já em operação, a Confrapar pretende lançar um fundo nacional até o meio deste ano. O fundo terá R$ 85 milhões, dos quais aproximadamente R$ 15 milhões já foram captados. Deste total, 20% vão para startups. Entre os investimentos já realizados pelo grupo está a rede profissional Via 6, fundada por Diego Monteiro e Renato Shirakashi.

10 - Monashees Capital

Tendo como alvo empresas que disputam mercados disruptivos – com potencial para movimentar mais de R$ 1 bilhão –, a Monashees Capital já tem sete investimentos no portfólio e continua de olho em oportunidades. Os investimentos variam de R$ 250 mil a R$ 5 milhões. O foco são os segmentos de internet e educação. Entre os investimentos da companhia está a boo-box, fundada por Marco Gomes, que provê soluções de publicidade para mídias sociais.